Livro: Os vivos e os mortos (Os últimos sobreviventes #2)
Autor(a): Susan Beth Pfeffer
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 336
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Livraria Cultura
Livro cedido através da parceria com a editora
Um meteoro em rota de colisão com a Lua: um evento astronômico previsto com antecedência pelos cientistas. Só que para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e a Lua sai de órbita, aproximando-se da Terra e alterando de modo catastrófico o clima do planeta. À medida que Nova York é devastada e tanto comida quanto ajuda tornam-se escassas, o adolescente porto-riquenho Alex Morales luta para manter suas irmãs, Bri e Julie, de 14 e 12 anos, a salvo. Com os pais desaparecidos, cabe a ele assumir responsabilidades inimagináveis e dar o seu melhor para sobreviver enquanto reza para que o restante de sua família volte com vida para casa.
Alex Morales é um porto-riquenho de 17 anos que mora em Nova York com os pais e duas irmãs mais novas. O dia em que um meteoro atinge a lua tirando-a de sua orbita deveria ser apenas mais um dia que começou no colégio e acabou com o fim seu turno na pizzaria do bairro, mas não foi. Aquele não foi apenas um dia comum para ninguém na Terra. Quando tudo aconteceu, seu pai estava em Porto Rico, Carlos, seu irmão mais velho estava a meses fora servindo ao exercito e sua mãe foi chamada para um turno emergencial no hospital. O único que conseguiu entrar em contato foi Carlos, mas ele não conseguiria retornar tão cedo. Sem notícias dos outros, ele assumiu a responsabilidade de cuidar de suas irmãs e fazer o possível para que todos sobrevivessem até que os cientistas descobrissem como concertar aquela loucura.
Alex xingou baixinho. Estava sem telefone, sem energia elétrica, e com duas irmãs menores que dependiam dele até que os pais voltasse. Deus certamente não estava facilitando a sua vida.
Ou de todas as outras pessoas, ele pensou.
Esse é o segundo livro da série
Os últimos sobreviventes, mas vocês puderam perceber que não há ligação entre os personagens. As histórias acontecem de maneira simultânea e não há qualquer mencionamento à Miranda e sua turma. Como o leitor já tinha recebido bastante informação sobre o desastre no primeiro livro, a autora se limitou as informações básicas que o protagonista precisaria para agir, focando a narrativa no drama da família. Essa foi uma estratégia inteligente da autora, pois evitou que a história se tornasse cansativa.
Se antes ficamos sabendo por alto o que havia acontecido nas grandes cidades do mundo, aqui temos a oportunidade de vivenciar como elas reagiram a sucessão dos acontecimentos: tsunamis, terremotos, erupções vulcânicas... o caos nem se compara ao que tínhamos conhecido. Mais pessoas significa mais mortes. Mais prédios significa menos áreas para subsistência e mais dependência dos recursos governamentais. A cidade se torna um região sem lei, onde sobreviver é a palavra de ordem e você deve conquistá-la a qualquer custo. Há dois fatores que dificultam a vida desses jovens: a falta de recurso financeiro e de orientação, mas a família Morales e eles não vão se entregar ao destino eminente.
A
religiosidade é um dos pontos de maior destaque dessa história. Mesmo após o desastre, o colégio (que era católico) e a igreja que frequentavam continuaram abertos. Era aos religiosos desses locais que Alex ia atrás de orientação, o que deixou o pensamento cristão muito presente na história. Caso você não seja cristão, não precisa ficar assustado pois não será chato ou incômodo para você, mas para mim foi algo que trouxe identificação. Eu ficava intrigada para saber como eles reagiriam a cada nova provação.
A história é narrada em terceira pessoa e mesmo sendo Alex o protagonista, todos os personagens agregaram valor à história. O amadurecimento de cada um dos irmãos também foi um ponto de destaque. Alex é apaixonado por sua família, mas eles são responsáveis por vários fantasmas que assombram seu coração. Julie, a caçula, é uma garota birrenta e egoísta, que vai te deixar muito
pê da vida para no final de tudo te surpreender. Briana é uma religiosa fervorosa, a única que não abala sua fé com os acontecimentos e sua esperança de reencontrar os pais é algo comovente (e um pouco irritante). Além de outros, muitos outros personagens que aparecem na vida de deles como anjos, ou não.
Eu costumava rezar com sinceridade, mas, agora, são apenas palavras. Porque, se eu me permitir sentir dor e raiva, acho que elas podem me matar. Ou talvez eu mate alguém. Sei que é errado me sentir assim sobre Deus, e seu que é errado não sentir nada. Odeio isso, mas não ideio Deus. Odeio o fato de não amá-lo.
Até agora, a série apresentou histórias lineares, sem muitas reviravoltas, mas que são intensas e te deixam vidrado. Inclusive,
Os vivos e os mortos me ajudou a sair de uma baita ressaca literária. Há mais dois livros para serem publicados e no próximo as histórias vão convergir. Não há previsão, mas como todos já foram publicados la fora, bem que a Bertrand Brasil poderia adiantar por aqui né? #PorFavor,NuncaTePedimosNada.
A capa é linda e é possível ver uma cidade bem devastada na parte inferior dela. A narração não é feita mais em forma de diário, mas ainda há uma separação por datas, o que eu acho bem importante para o leitor se situar no tempo, já que todos os dias parecem ser tão iguais. O espaçamento é ótimo, mas o tamanho da fonte continua me incomodando. Precisa ser tão grande assim? Me sinto mais cega do que já sou.
Dali a uma semana, o Queens deixaria de existir.
Porto Rico ainda existiria? E a família Morales? E a esperança?
Se você quer uma distopia que vai te despertar a vontade de se preparar para o fim do mundo, você precisa conhecer
Os últimos sobreviventes.
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Postagem válida para o T
OP COMENTARISTA,
Participe!
Valendo um exemplar de Antes de Partir