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21 novembro 2023

Resenha - Garota-propaganda, Veronica Roth



Livro: Garota-propaganda
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 288
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora


O que é certo é certo. Sonya Kantor conhece muito bem esse slogan. Durante décadas, essa frase permeou o dia a dia de todos os habitantes da megalópole Seattle-Portland, controlada pelo regime autoritário da Delegação. A maior forma de controle, no entanto, vinha do Insight, um implante ocular que permitia acompanhar tudo o que era feito e dito pelos cidadãos, punindo os que saíam das regras e recompensando os que as seguiam. Mas isso foi há muito tempo: uma revolução tirou a Delegação do poder, libertando todos da vigilância do Insight. Os membros mais importantes do antigo regime foram enviados para a Abertura, uma prisão isolada, e é lá que Sonya, antes a garota-propaganda oficial da Delegação, está presa há dez anos – e condenada à prisão perpétua. Até que um velho inimigo aparece com uma proposta aparentemente irrecusável. Sonya deve encontrar uma garota desaparecida, roubada de seus pais pelos agentes da Delegação, e, em troca, ganhar a liberdade que antes parecia impossível. O caminho que Sonya percorre para achar a menina a conduz pelo estranho e tortuoso mundo pós-Delegação, em que segredos sobre si mesma e sobre sua família estão à espreita.


Durante muitos anos a Delegação, um regime de governo totalitário, esteve no poder e Sonya Kant era o rosto, a garota propaganda, dela. Contudo, a Delegação foi derrubada após uma revolução e todos os associados a ela foram presos, incluindo a jovem e sua família. 

Já faz 10 anos que a Delegação caiu e Sonya segue presa, sem ter nenhuma esperança de liberdade. Ela gasta seu tempo consertando objetos antigos e plantando frutas e verduras com seu vizinho e único amigo, vivendo um dia após o outro. 

Tudo muda quando um conhecido do passado de Sonya surge com uma proposta. Se a jovem conseguir localizar uma garota que foi separada da família durante o governo da Delegação, terá sua liberdade adquirida. Não há pistas sobre o paradeiro da moça, que foi levada quando era apenas uma criança e Sonya precisará de muita inteligência para seguir rastros se quiser encontrá-la. Contudo, voltar para o mundo externo depois de 10 anos presa não será nada fácil. 

23 janeiro 2023

Resenha - Lembranças, Munir Charruf


 
Livro: Lembranças (#1)
Autor(a): Munir Charruf
Editora: Giostri
Páginas: 140
Adquira: Amazon

Munir Charruf, após publicar dois livros de contos, apresenta seu romance ficcional Lembranças. Uma distopia que retrata uma sociedade sem memória. Através de Raquel, e de seu acordar sem lembranças, você, leitor e leitora, será sugado para uma realidade cruel, onde a regra é literalmente “um dia de cada vez”, pois, neste lugar, ninguém se recorda do dia anterior. Para garantir a ordem neste mundo, os Lembrantes, através de telas, controlam, vigiam e orientam as pessoas sobre como será o dia de cada um. Com tanta tecnologia, um bilhete, que Raquel encontra em suas coisas, será uma ferramenta para recobrar, aos poucos, sua memória, e um passaporte para embarcar em uma jornada em busca de respostas.


Uma vida sem vínculos, sem culpa e sem memórias, essa é a premissa de “Lembranças”, primeiro livro da trilogia distópica escrito por Munir Charruf que narra a história de uma sociedade na qual todos os habitantes acordam sem a lembrança de quem são ou do que fizeram no dia anterior.

Nessa sociedade distópica, humanos são direcionados diariamente por uma tecnologia denominada “lembrante” e é através dessa tecnologia que descobrem o próprio nome e suas obrigações para o dia. É aqui que conhecemos Raquel, uma jovem de 24 anos que através de sua experiência nos apresentará mais desse universo.

Assim como os demais habitantes da trama criada por Charruf, Raquel acorda todos os dias sem lembranças e dependente da tecnologia existente em sua morada. Não há espaço para questionamentos aqui e o lema: “O trabalho liberta; obediência é felicidade” é seguido à risca. Até que nossa protagonista começa a receber bilhetes misteriosos e com eles, pílulas para tomar no lugar das que são cedidas pelo governo todos os dias. Ao efetuar a troca, Raquel inicia o processo de relembrar pequenos fragmentos de seu passado, mas também experimenta a dor de viver em uma sociedade completamente alienada. Presa nessa realidade cruel, Raquel começa a questionar suas opções.

Narrado em terceira pessoa, a obra se desenvolve de forma direta e fluida, introduzindo o leitor aos poucos no cotidiano desse universo, ao mesmo tempo em que entrega informações sobre o que pode ter ocorrido para que essa nova sociedade ganhasse forma.

Vale ressaltar também as críticas inseridas durante a história, sendo a maior delas a ausência de memória coletiva e a facilidade de manipulação dos habitantes que em troca de diversão sem culpa perderam a liberdade sobre as próprias decisões.

Muito mais do que uma obra distópica, Lembranças é também um alerta sobre a necessidade de lembrarmos nossa história, seja como indivíduo ou como sociedade. A obra fala sobre perda de identidade, manipulação e os perigos de um governo autoritário. Fãs de O conto da Aia, Matrix e 1984 certamente gostarão de conhecer essa história.


10 janeiro 2023

RAZÕES PARA INICIAR A TRILOGIA RED RISING (sem spoilers)




Universo e protagonismo

O enredo criado por Pierce Brown é ambientado em um universo futurístico onde o homem já colonizou Marte e formou uma sociedade definida por castas. Esse universo tem cultura própria e é nele que conhecemos Darrow, que faz parte da base dessa pirâmide social e trabalha escavando túneis subterrâneos, sem nunca ver o sol. Até que um dia Darrow começa a questionar esse sistema opressor.

 

Contexto político e social

Por se tratar de uma distopia, a obra é recheada de críticas sociais, a começar pelo sistema de castas que é denominado por cores. No entanto, na trama criada por Pierce Brown podemos dizer que ascensão é algo impossível, principalmente quando a sociedade é formada por um sistema opressor, escravocrata e corrupto. 

 

Desenvolvimento, narrativa e personagens secundários

A obra é narrada em primeira pessoa pela perspectiva de Darrow e nos apresenta mais sobre o personagem, seu estilo de vida e sua comunidade. Por se tratar de um universo original, temos uma narrativa mais detalhada inicialmente, que se faz necessária para introdução a todo o contexto criado para essa sociedade distópica. Os personagens secundários são bem delineados e possuem grande relevância na trama.

 

Finalização da trilogia

Pierce Brown conseguiu criar um enredo épico, envolvente e de tirar o fôlego. A finalização da história é emocionante, repleta de ação e digna de ser favoritada.


Consegui te convencer a ler essa trilogia fantástica? Conta aqui nos comentários!


04 abril 2022

O Melhor Livro de Todos os Tempos

mybest Brasil me convidou para contar qual o melhor livro de todos os tempos na minha opinião em um artigo muito especial, e obviamente eu não poderia deixar de enaltecer O Ceifador de Neal Shusterman e todo o significado e importância que essa obra possui.

Diferente das listas de DISTOPIA, LGBT, FANTASIA e do artigo de ROMANCE FAVORITO que já divulguei por aqui, dessa vez, as indicações foram selecionadas por 30 produtores de conteúdo literário, isso mesmo, são 30 sugestões diferentes de livros favoritos para vocês aumentarem a lista de desejados. Já adianto que tem muita dica boa por lá, então não deixem de conferir!




Para entender mais sobre a minha escolha de livro e conhecer os outros títulos indicados, basta acessar o site da mybest Brasil clicando aquiAlém desse artigo, lá vocês encontrarão muitas outras listas com os temas mais variados. Tenho certeza que irão adorar!

Agora me conta qual o melhor livro de todos os tempos na sua opinião?


05 junho 2021

Resenha - A Pergunta e a Resposta, Patrick Ness





Livro:
 A Pergunta e a Resposta
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Páginas: 528
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora


O Novo Mundo não é mais o mesmo. A promessa de paraíso a cada dia se revela um pesadelo. Nos primeiros anos de colonização do planeta, um germe brutal transformou o pensamento dos homens em um fluxo caótico e incessante de sons, o Ruído. Além disso, infectou e dizimou todas as mulheres. Ao menos era o que Todd Hewitt achava até conhecer Viola... Depois de anos de paz, uma nova guerra se anuncia. Quando Todd fugiu de Prentisstown, enfrentou provações e descobriu segredos terríveis. Agora ele se vê cercado de inimigos e obrigado a encarar inúmeras crueldades para tentar proteger Viola, sem ao menos saber se ela está viva. É nesse cenário incerto que dois grupos vão travar um arriscado embate. De um lado, a poderosa Pergunta. Do outro, a bombástica Resposta. Do que serão capazes para conquistar seus objetivos, mesmo com a existência do Novo Mundo em risco? A Pergunta e a Resposta é o segundo volume da trilogia Mundo em caos, uma distopia de tirar o fôlego que nos lança em uma acirrada batalha pelo poder. Publicada em mais de trinta países, a série consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem e o primeiro volume ganhará uma adaptação cinematográfica estrelada por Tom Holland e Daisy Ridley.


 
novo mundo é um caos e quase tudo que Todd aprendeu sobre ele é uma mentira. Depois de conhecer uma garota (!!) que supostamente não sobreviveria nessa atmosfera, ele inicia uma jornada arriscadíssima para salvar a ela e a si mesmo.

A pergunta e a resposta começa após o desfecho bombástico do livro anterior, porém o autor baixa o nível da adrenalina, retornando ao ritmo de apresentação do enredo, ou seja, lento. MUITO. LENTO. Todd e Viola são separados assim que chegam na cidade e seus dias são chatos e repetitivos. Conhecemos o local através de seus moradores e se comparada com Prentisstown, Refúgio era de fato, um refúgio. Mas isso está ficando no passado.

O novo líder é um sádico, ganancioso e manipulador. Sim, é um personagem já conhecido, que me arrepia e representa o pior do ser humano! Temos uma nova personagem bem interessante, que não é uma vilã, mas também está longe de ser mocinha. Ela não me conquistou, mas foi importante para a construção da narrativa e a evolução de Viola.

A emoção volta lá pela metade do livro, mas o enredo como um todo não evolui muito. Muitas perguntas e nenhuma resposta. Se não fosse o carisma dos protagonistas, eu teria abandonado o livro! Todd e Viola são praticamente duas crianças, que não querem salvar o mundo, apenas sobreviver e seguir juntos. Por isso acabam sendo imaturos e um tanto ingênuos. Não dá nem para ficar com raiva quando percebemos que eles foram enganados mais uma vez!

A atmosfera da história é de “não confie em ninguém”, mas só percebemos isso com o andar da história. Há momentos de tensão, algumas descobertas previsíveis e um desfecho que te deixa querendo mais. Porém, não acredito que o desfecho vá chegar aqui tão rápido, tendo em vista que esse volume demorou dois anos e a adaptação não fez tanto sucesso assim.

A edição é bem parecida com a do livro anterior, cheia de aplicações e detalhes. Eu sou apaixonada por ela! Não sei o que esperar da continuação, mas é fato que já quero completar essa belezinha na minha estante.

09 dezembro 2020

Resenha - O Timbre, Neal Shusterman



Livro:
 O Timbre (Scythe #3)
Autor(a): Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 560
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Livro cedido através da parceria com a editora

A humanidade alcançou um mundo ideal, em que não há fome, doenças, guerras, miséria… nem mesmo a morte. Mas, mesmo com todo o esforço da inteligência artificial da Nimbo-Cúmulo, parece que alguns problemas humanos, como a corrupção e a sede de poder, são igualmente imortais. Desde que o ceifador Goddard começou a ganhar seguidores da nova ordem, entusiastas do prazer de matar, a Nimbo-Cúmulo decidiu se silenciar, deixando o mundo cada vez mais de volta às mãos dos humanos.Depois de três anos desde que Citra e Rowan desapareceram e Perdura afundou, parece que não existe mais nada no caminho de Goddard rumo à dominação absoluta da Ceifa — e do mundo. Mas reverberações da Grande Ressonância ainda estremecem o planeta, e uma pergunta permanece: será que sobrou alguém capaz de detê-lo? A resposta talvez esteja na nova e misteriosa tríade de tonistas: o Tom, o Timbre e a Trovoada.


 
Chegou o momento de dizer adeus à uma das minhas distopias favoritas. Em o Timbre, terceiro volume da trilogia Scythe de Neal Shusterman, teremos o desfecho dessa distopia fantastica governada por uma inteligência artificial. Nesse mundo ideal, a humanidade não teme mais a morte, a fome, as guerras e nem mesmo a velhice. No entanto, mesmo com qualidade de vida garantida para todos, o sistema, que deveria ser perfeito, é corrompido pela ganância e fome de poder. Não foi fácil me despedir dessa história, mas garanto que valeu a pena esperar por esse desfecho.

Lá no canal, liberei minhas impressões sem spoiler sobre O Timbre e toda a trilogia Scythe. Garanto que essa obra também vai entrar para a sua lista de desejados.




Já leram ou conhecem a trilogia Scythe? Vamos conversar!
 

23 outubro 2020

Resenha - Malorie, Josh Malerman


Livro:
 Malorie (Caixa de Pássaros #2) 
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
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Livro cedido através da parceria com a editora

Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver... e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS.
Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

que antes era um acampamento judaico de verão, agora é o lar de Malorie. Foi no Acampamento Yadin, com suas várias cabanas e grande estoque de enlatados, que ela criou seus filhos. Olympia é uma leitora voraz e não há um livro naquele lugar - seja de ficção ou não -, que ela não tenha lido. Tom é um revolucionário - lembra muito o homem que inspirou seu nome - e está sempre em busca de materiais para uma próxima invenção. Qualquer coisa que lhe permita se locomover entre as criaturas e o ajude a se livrar da regra mais indissolúvel da sua mãe: não ver o mundo lá fora. 

Malorie vivia pela venda, mas para seu filho, apenas sobreviver não era uma forma digna de viver. Quando o destino, trás até sua porta um homem cheio de relatos do mundo lá fora, ela descobre que há um motivo para se arriscar naquele mundo e muitos outros que a fariam se trancar eternamente na cabana três. Tentativas de capturar as criaturas, experimentos sobre a loucura, uma lista de sobreviventes do caos. A esperança é uma força poderosa, levemente imprudente, mas nada páreo para o amor de uma mãe.

Não acho que essas 280 páginas eram necessárias, de certo não trouxeram toda a emoção do seu antecessor, mas foram um desfecho digno e tranquilizador para Malorie. Uma boa notícia é que conquistamos respostas. Muitas, mas não todas. A narrativa em terceira pessoa possui momentos de grande tensão e outros facilmente ignoráveis. A paranoia – totalmente justificável – da protagonista a tornou repetitiva, mas seus filhos são intrigantes e carismáticos. Consegui criar uma conexão com ambos, apesar de me irritar um pouco com a rebeldia do Tom. 

Se você é um fã absoluto de Caixa de Pássaros, controle suas expectativas e você fará uma boa leitura.

09 outubro 2020

Resenha - Aaron Fischer, Carlos Sotto Manor


Livro:
 Aaron Fischer
Autor(a): Carlos Sotto Manor
Editora: Independente
Páginas: Em lançamento (Folhetim quinzenal)
Adquira gratuitamente clicando aqui

Um conto fantástico, uma distopia repleta de uma crítica social pertinente e atual, marcado pela luta contra a opressão e pela liberdade, revelando os contornos mais obscuros da humanidade. Aaron Fischer conta a história de um jovem aparentemente comum, que carrega consigo um imenso segredo. Vivendo na humilde Vila do Arpão, Aaron encara um mundo comandado pelos poderosos Elementais, pessoas nascidas com formidáveis poderes, que usam de sua força para impor ao resto da humanidade uma existência de serventia e submissão. Mas tudo muda quando uma inocente brincadeira desencadeia uma série de eventos que vão levar Aaron numa perigosa jornada pelo próprio passado, rumo à um destino que esteve guardado para si desde antes de seu nascimento. Neste empolgante épico, reencontramos elementos clássicos e queridos de grandes obras como Harry Potter e Jogos Vorazes, enquanto assistimos ao desenrolar de uma trama que em muito se assemelha com o nosso próprio cotidiano. Lançado em um formato completamente inovador, você poderá baixar cada capítulo desta história de forma gratuita.



No mundo de Aaron Fischer, a sociedade foi dividida entre Elementais (pessoas dotadas de poderes fantásticos) e Comuns - que como o próprio nome já diz, são aqueles que em nada se destacam entre os poderosos. A esses, resta uma vida medíocre de serventia aos caprichos e desejos dos Elementais, que usam de sua força para humilhar e subjugar o restante da humanidade.

Nesse universo distopico, Aaron Fisher é um jovem comum de quinze anos vivendo o último dia do ensino preparatório. É nesse período que o futuro dos comuns é definido de acordo com suas aptidões, e cabe ao Exercito Imperial determinar o ofício de cada um. Não há margem para sonhos ou possibilidade de escolha própria, a única exceção existente é destinada àqueles que herdarão um ofício de família, como é o caso de Aaron, destinado a seguir com os negócios de pesca do pai. Para seus amigos Sarah, Josh e Philip (designados para outros serviços) cabe a despedida do povoado que cresceram e aprenderam a chamar de lar.

Antes da despedida iminente, Aaron decide se juntar aos amigos em um último ato de rebeldia e diversão, sem imaginar que uma brincadeira infantil traria graves consequências e mudaria completamente o rumo de sua história e de sua existência. A partir disso, nosso herói, inconformado com as regras e injustiças impostas pelos Elementais, iniciará uma jornada perigosa em busca de respostas e vingança.

Repleto de críticas sociais e temas atuais, Aaron Fischer é uma distopia nacional de grande potencial que narra a jornada de um garoto em busca de liberdade e de sua origem. Embora traga elementos clássicos de Harry Potter e Jogos Vorazes, a saga de Aaron Fischer traz um universo só seu, ao mesmo tempo em que nos permite uma conexão imediata por se assemelhar também com questões do nosso cotidiano, o que permite ao leitor uma experiência única, com muita ação, reflexão e aventuras.

🎁A história está sendo disponibilizada em formato de Folhetim com novos capítulos a cada 15 dias, que podem ser baixados de forma GRATUITA no instagram @o_aaronfischer. Então corre lá e já baixa o seu.

Fãs de fantasia e distopia, aposto que irão adorar essa trama!


17 junho 2020

10 Distopias Que Você Precisa Conhecer

Eu sempre falo que sou bem eclética quando falo de livros, mas se tem um gênero que sou apaixonada, é a Distopia. Primeiramente por trazer assuntos que esbarram tanto na nossa própria realidade como sociedade, mas também por inserir fantasia para tratar de pautas tão importantes e que precisam ser refletidas e analisadas.

Nos últimos meses, tem sido um hábito constante responder mensagens relacionadas a essa temática, e é por isso que foi um prazer quando a mybest Brasil mais uma vez me convidou para falar dos meus 10 livros distópicos favoritos.

Alguns títulos como Ceifador e Estilhaça-me são óbvios nessa seleção, no entanto, tentei diversificar e trazer livros que falei poucas vezes por aqui, mas que certamente tem todos os ingredientes para encantá-los.

Para conferir minhas indicações e o artigo completo, basta clicar aqui. 


19 julho 2019

Resenha - À Beira da Eternidade, Melissa E. Hurst


Livro: À beira da eternidade (#1)
Autor(a): Melissa E. Hurst
Editora: Galera record
Páginas: 322
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
2146. Bridger é uma das poucas pessoas com a habilidade de viajar de volta ao passado. Uma habilidade que lhe foi passada pelo pai, cuja morte – envolta em mistério – o garoto tenta superar. Aos poucos, sua vida parece voltar ao normal... Até que o garoto encontra o pai em uma de suas viagens no tempo com a turma. Ele só tem tempo de lhe passar uma mensagem: Salve Alora. Bridger não tem ideia de quem seja a garota, nem de onde ela está ou em que tempo vive, mas está determinado a realizar o último pedido do pai. 2013. Alora Walker tem apagões inexplicáveis. Ela acorda toda vez em um lugar diferente, e não tem ideia de como chegou lá. A única coisa de que tem certeza é que está sendo seguida. Mas por quem?


Nesse universo pós terceira guerra mundial, avanços tecnológicos alteração a paisagem, mas foi a área científica que de fato mudou a sociedade. Modificações genéticas levaram ao surgimento de habilidades especiais, que agora são passadas através das gerações. Bridger é um Manipulador de tempo1, assim como seu pai. Poucas semanas atrás, a notícia de que ele havia morrido em uma missão confidencial abalou o garoto e a forma como agiu em seu primeiro salto de volta no tempo depois do ocorrido, o colocou em maus lenções.

Querem fazê-lo parecer louco, mas Bridger tem certeza que viu seu pai. Provavelmente uma versão de algum salto passado dele, mas ainda sim, seu pai em carne e osso, e com uma ordem simples: proteger Alora Waker.

Treze décadas antes, uma menina tenta se adaptar a maldade gratuita destilada no colégio. Introvertida, Alora está perdendo sua única amiga para a irresistível popularidade e justo quando se sente mais sozinhas, coisas estranhas começam a acontecer. Ela sofre apagões de horas, e nem mesmo consegue lembrar como saiu de um lugar para o outro. Ela está tão desesperada com a possibilidade de sua tia a arrastar para um médico que elas não possam pagar, que acaba contando para o fofo inquilino da pousada onde mora. Bridger é misterioso, mas também é lindo... uma combinação quase irresistível.

A beira da eternidade é um Young Adult distópico com temática de ficção científica. A realidade do ano 2146 nos lembra aquela paisagem futurista de clássica, com trens super rápidos, prédios mega altos e muitos aparelhos holográficos; porém, tudo parece muito possível. Inclusive a viagem no tempo e as demais habilidades de invadir mentes e se teletranaportar.

A narrativa de Alora começa um pouco lenta, enquanto a de Bridger é ação desde o segundo capítulo. Mesmo sendo a introdução de uma nova série, não achei o livro arrastado. O leitor é inserido naturalmente naquele mundo e termina a história já querendo voltar. O desfecho é eletrizante e sério, já estou ansiosa pela publicação nacional de On through the never

02 maio 2019

Resenha - Mundo em Caos, Patrick Ness


Livro: Mundo em caos (#1)
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Páginas:480
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Livro cedido através da parceria com a editora
Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo. Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres? Publicado em mais de trinta países, Mundo em caos é o primeiro volume de uma distopia perturbadora sobre os laços que forjamos em situações extremas e traz à tona a infinita insensatez humana diante das diferenças. A adaptação cinematográfica da obra terá Tom Holland e Daisy Ridley como protagonistas. A Intrínseca relança em uma edição especial, com tradução inédita e um conto extra, a série que consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem.


O Novo Mundo é um lugar barulhento, mesmo que ninguém abra a boca para pronunciar uma única palavra. Todd Hewitt já nasceu nesse lugar, onde a mente incoerente dos animais pode ser ouvida e o pensamento dos homens fica exposto a quem estiver ao redor. O ruído é a maior praga desse mundo. Um germe no ar, que levou muitos homens a loucura e matou todas as mulheres que vieram na nave dos colonizadores. Mas, se hoje toda a população se resume aos homens de Prentisstown, a culpa é também dos Sparkles. Uma grande guerra aconteceu contra os nativos, eliminando-os totalmente.

Essa é a questão. Ruído é ruído. [...] A mente dos homens é um lugar confusão, e o Ruído é com se fosse rosto vivo dessa confusão. No Ruído existe a verdade, mas também existem as fantasias e o que ele imagina, e o Ruído diz uma coisa e o  completo oposto ao mesmo tempo, e a verdade está ali, isso é certo, mas como saber o que é verdade e o que não é quando você vê tudo?

09 novembro 2018

Resenha - Tempestade de Guerra, Victoria Aveyard


Livro: Tempestade de guerra (A Rainha Vermelha #4)
Autor(a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 702
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Livro cedido através da parceria com a editora
Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.


ESSA RESENHA NÃO POSSUI SPOILER DO LIVRO ANTERIOR.
LEIA AS RESENHAS DE A RAINHA VERMELHA, ESPADA DE VIDRO, COROA CRUEL. E A PRISÃO DO REI.


O caos ameaçava se instaurar em Norta antes mesmo do início da briga pelo trono, protagonizada pelos irmãos Calore. A Guarda Escarlate reivindicava a liberdade dos vermelhos, algumas casas prateadas buscavam a própria coroa, os países vizinhos queriam expandir seus territórios... No meio disso tudo estava um garoto treinado para herdar a coroa, um general de guerra, um homem com o coração partido.

29 outubro 2018

Resenha - Mentes Sombrias, Alexandra Bracken


Livro: Mentes Sombrias (#1)
Autor(a): Alexandra Bracken
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
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Livro cedido através da parceria com a editora
Do dia para a noite, crianças começam a morrer de um misterioso mal súbito. Em pouco tempo, a doença se espalha e os que sobrevivem a ela desenvolvem habilidades psíquicas assustadoras. Uma delas é Ruby. Na manhã do seu décimo aniversário, um acontecimento aterrador faz com que seus pais a tranquem na garagem e chamem a polícia. A menina é então levada para Thurmond, um acampamento que segue as diretrizes brutais do governo vigente. Seis anos depois, ela se torna uma das jovens mais perigosas de Thurmond, embora tenha que esconder isso a todo custo para a própria segurança. Quando a verdade vem à tona, Ruby desperta o interesse de muitas pessoas e precisa escapar às pressas. Fora dali, ela se alia a fugitivos de outros acampamentos e conhece Liam, que lidera uma fuga em direção ao único refúgio para adolescentes como eles. Por mais que queira fazer amigos e ter uma vida normal, Ruby sabe que isso não vai ser possível, porque nenhum lugar é seguro, e ela não pode confiar em ninguém — nem em si mesma.


Sem qualquer aviso a população infantil dos Estados Unidos foi dizimada por uma doença posteriormente conhecida como Neurodegeneração Aguda Idiopática Adolescente ou simplesmente NAIA. O mal súbito só atingia crianças que já tivessem chegado aos dez anos de idade mas, aqueles que nada sofriam, acabaram desenvolvendo habilidades mentais que, em diferentes graus, assustava a população adulta. Resultando em uma intervenção governamental para manter a ordem e impedir o caos.

Aquilo era medo. Não pelas crianças que corriam risco de vida, ou pelo vazio que as muitas vítimas já deixavam. Era medo de nós... Os que sobreviveram.

20 janeiro 2018

Resenha - Um encontro de Sombras, V.E. Schwab


Livro: Um Encontro de Sombras (Tons de Magia #2)
Autor(a): V.E. Schwab
Editora: Record
Páginas: 560
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Livro cedido através da parceria com a editora
Kell e Lila estão de volta nesta sequência de Um tom mais escuro de magia Quatro meses se passaram desde que a pedra sombria caíra nas mãos de Kell. Quatro meses desde que seu caminho cruzara com o de Delilah Bard. Quatro meses desde que Rhy fora ferido, que os gêmeos Dane foram derrotados e que a pedra fora enviada com o corpo moribundo de Holland, pelo portal, de volta para a Londres Preta. Em diversos aspectos, as coisas quase voltaram ao normal, apesar de Rhy ficar mais tempo sóbrio e de Kell estar sempre assolado pela própria culpa. Inquieto e tendo desistido dos contrabandos, Kell é frequentemente visitado por sonhos sobre acontecimentos mágicos de mau agouro, acordando apenas para pensar em Lila, que desapareceu no píer como sempre desejara fazer. Conforme a Londres Vermelha finaliza as preparações para os Jogos Elementais (uma competição de magia internacional e extravagante com o intuito de entreter e manter saudáveis os laços entre os países vizinhos), certo navio pirata se aproxima, trazendo velhos amigos de volta ao porto da capital. Mas, enquanto a Londres Vermelha está absorta em bajulações e nas emoções dos Jogos, outra Londres está gradualmente voltando à vida, e aqueles que se pensava estarem perdidos para sempre retornaram. Afinal, uma sombra que se esvai no meio da noite reaparece pela manhã, e tudo indica que a Londres Preta se ergueu novamente. Sendo assim, para manter o equilíbrio da magia, outra Londres deve perecer.

A história se inicia quatro meses após os acontecimentos de Um Tom Mais Escuro de Magia. Delilah Bard juntou-se ao capitão Alucard Emery e tornou-se uma corsário, realizando seu sonho de navegar pelos mares. Além disso, a jovem garota da Londres Cinza descobriu uma aptidão para magia e está cada vez mais dominando seus elementos.

Enquanto isso, no castelo, Kell está lidando com as consequências de seus atos. O rei e a rainha perderam completamente a confiança nele enquanto Rhy ainda se culpa pelo laço de vida que os une. Agora, a única forma de Rhy morrer é matando Kell, e isso faz com que o Antari deixe sua vida de lado, para não correr o risco de ferir o irmão por acidente.

O que quer que eu seja, que seja o suficiente.

08 janeiro 2018

Resenha - Sangue por Sangue, Ryan Graudin


Livro: Sangue por Sangue (Lobo por Lobo #2)
Autor(a): Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Adquira: Submarino | Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Para o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial pode ter acabado, mas para a resistência a luta está apenas começando. Yael é sobrevivente de um campo de extermínio e tem uma habilidade especial é uma metamorfa, capaz de mudar a aparência física e assumir a forma de qualquer pessoa. Ela também é uma garota em fuga o mundo acabou de vê-la atirar e matar Adolf Hitler. Yael é a inimiga número 1 da Germânia e de seus aliados, e vai precisar se infiltrar no território inimigo mais uma vez se não quiser pagar com o seu próprio sangue. Em meio a segredos sombrios acompanhados por verdades obscuras, apenas uma pergunta paira na mente de todos do grupo de Yael o quão longe você iria por aqueles que você ama.

ESSA RESENHA POSSUI SPOILER (EXISTENTE NA SINOPSE) DO LIVRO ANTERIOR.
LEIA A RESENHA DE LOBO POR LOBO.


Durante a Segunda Guerra Mundial, Yael passou por experimentos científicos que imputaram a ela a capacidade de se transformar em qualquer pessoa. Ela usufruiu dessa habilidade em diversos momentos, inclusive ao conseguiu fugir do campo de concentração. E agora, disfarçada de Adele Wolfe, ela colocou em prática o principal objetivo da Resistência.

Hitler, Himmler e Geyer - eles não a tinham criado.Tampouco a tinham quebrado. Mas Yael tentaria destruí-los com tudo o que havia dentro dela - luz do sol e sofrimento, vidas roubadas e morte na ponta de suas asas.

11 dezembro 2017

Resenha - A corte de luz, Richelle Mead


Livro: A corte de luz (The Glittering Court #1)
Autor(a): Richelle Mead
Editora: Outro Planeta
Páginas: 400
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Livro cedido através da parceria com a editora
Elizabeth, condessa de Rothford, foi condenada a um casamento arranjado com um rico – e entediante – comerciante de cevada. Pra fugir desse destino, a garota assume a identidade de uma de suas criadas e foge em uma carruagem em direção à floresta de Adoria. Lá, Elizabeth, que agora atende por Adelaide, é acolhida na Corte de Luz, uma espécie de internato que capacita jovens de baixa renda e as transforma em verdadeiras damas da sociedade. A condessa disfarçada de serviçal sai-se muito bem nas atividades da escola e, em pouco tempo, chama a atenção de Cedric, o filho do dono do lugar. Uma poderosa atração nasce entre Cedric e a misteriosa Adelaide, colocando não só o disfarce da garota em risco, mas também um grande segredo que o rapaz procura esconder a todo custo.


Lady Whitmore é herdeira de um título falido. Há algum tempo ela e sua avó esperam um milagre que possa salvá-las da desgraça. Quando ele aparece na forma de um primo desconhecido, com tiques irritantes, mas que vem fazendo fortuna com o comercio de cereais, o alivio que esperava sentir foi substituído pelo desespero. Ela não esperava o amor, uma garota em sua posição sabe que o casamento é um negócio, mas ela imaginava ter uma relação agradável.

Todos os indícios a levaram a crer que seu destino seria uma vida deprimente no campo, sob a vigilância contínua da sua futura sogra e onde seria obrigada a comer cevada em todas as refeições. O pior era saber que sua avó ainda não estaria a salvo, precisando depender da caridade de algum conhecido para não ficar desabrigada. Em quanto buscava uma saída, acabou conhecendo a Corte de Luz. Tudo que ela precisava era assumir a identidade de sua criada e estar em um lugar onde a condessa de Rothford nunca seria autorizada a ir sozinha.

17 julho 2017

Resenha - Dez mil céus sobre você, Claudia Gray


Livro: Dez mil céus sobre você (Firebird #2)
Autor(a): Claudia Gray
Editora: Agir Now
Páginas: 336
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Livro cedido através da parceria com a editora
Marguerite Caine fez o impossível, viajando por dimensões alternativas com o Firebird — uma invenção brilhante criada por seus pais, seu namorado, Paul, e o amigo da família, Theo. Mas ela também chamou a atenção de inimigos poderosos, dispostos a sequestrar, chantagear e até matar para usar os poderes do Firebird para propósitos escusos. Quando a alma de Paul é dividida em quatro fragmentos — que se encontram presos dentro de Pauls em outras dimensões —, Marguerite fará qualquer coisa e irá a qualquer lugar para salvá-lo. Mas o preço de seu retorno em segurança é alto. Se ela não sabotar os próprios pais em múltiplos universos, Paul vai continuar perdido para sempre. Mas Marguerite acredita que é possível salvar seu amor sem sacrificar a família, e para isso pede a ajuda do brilhante Theo. Os dois criam um plano para recuperar Paul e o Firebird, mas para que ele dê certo eles precisarão superar um concorrente genial e vão colocar em risco não só sua vida mas também a de todas as versões de si mesmos em várias dimensões. Desta vez a missão leva os dois aos universos mais perigosos até então: uma São Francisco dividida pela guerra, o submundo do crime de Nova York e uma Paris iluminada onde a outra Marguerite esconde um segredo chocante. Cada salto deixa Marguerite mais perto de salvar Paul — mas sua jornada revela verdades sombrias que fazem com que duvide da única constante que encontrou em todos os mundos: o amor que sentem um pelo outro.

ESSA RESENHA PODE CONTER SPOILER DO LIVRO ANTERIOR.
LEIA A RESENHA DE MIL PEDAÇOS DE VOCÊ.


Na primeira vez que Marguerite usou o firebird, um equipamento inventado pela equipe de seus pais, seu objetivo era ir atrás do homem que, aparentemente, traiu sua família. A viagem não só comprovou a teoria de sua mãe sobre a existência de universos paralelos, como também mostrou que o inimigo não é quem ela imaginava ser.

Na primeira vez que eu viajei para outra dimensão, fui pensando em tirar a vida de alguém. Agora meu plano é salvar uma vida.

A Tríade é maior empresa de tecnologia da atualidade. Pensando sempre um passo a frente, eles apoiaram as pesquisas de Sophie Caine e acabaram financiando todo o projeto do firebird. O que lhes concedia um certo poder sob os rumos da pesquisa, mas não o suficiente para subjugar a ética da Dra. Caine. Quando Marguerite retorna para casa com informações relevantes a cerca dos interesses escusos da Tríade, as ameaças veladas se tornara muito reais.

Paul foi sequestrado enquanto coletar novas informações sobre os planos da Tríade e acabou sendo usado para chantagear aqueles que queria proteger. Sua alma foi espalhada pelo multiverso, fragmentada em quatro pedaços e se ninguém as reunisse novamente, ele estaria perdido para sempre. Marguerite não hesita em aceitar a proposta que salvará seu namorado mas, para tentar minimizar os danos que precisará causar, ela contará com a ajuda brilhante de Theo.

Dez mil céus  e um milhão de universos e ainda seria pouco para viver com você. Nada menos que  o para sempre.

Se o primeiro livro demorou para me prender à história, aqui a ação me manteve vidrada desde o início. Em Dez mil céus sobre você vamos conhecer quatro novos mundos e dessa vez, as mudanças entre os personagens que conhecemos e suas outras verões serão ainda mais fortes. O ditado que diz 'nem tudo o que pare é' deve ser levado em consideração a cada nova página.

A capa do livro é composta por uma versão da cidade de São Francisco que foi destruída pela guerra e por uma Paris que pertence ao que chamamos de russoverso. Mais uma vez esse se tornou o meu universo favorito! É o único momento em que a personagem volta a um universo por onde ela já passou e pode verificar as consequências que seus atos tiveram naquela vida. Todos universos desse livro são muito diferentes entre si, e cada um deles deixa sua marca em Marguerite.

Marguerite sempre acreditou que o amor que ela sentia seria inabalável em qualquer universos que fosse. Descobrir que as coisas não funcionam exatamente assim mexem muito com ela e também com o leitor. É fácil querer se apaixonar mais por determinado personagem ou passar a odiar outro por conta de suas novas verões, mas precisamos lembrar que a versão alternativa deles não são eles. Por mais que alguns traços de personalidade se mantenham inalterados, cada versão possui seu livre arbítrio.

Estarrecida é uma palavra que definem bem meu estado ao final dessa leitura. Foram tantas reviravoltas ao longo da trama que eu nem deveria me surpreender com os acontecimentos, mas a imaginação da autora não tem fim. Já estou com o coração na mão só de pensar como os fatos irão se desenrolar no último livro da trilogia.

Ficção científica não é um gênero que me atrai muito, mas a trilogia Firebird está me surpreendendo a cada livro! Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer está perdendo uma história incrível!

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21 junho 2017

Resenha - A prisão do rei, Victoria Aveyard


Livro: A prisão do rei (A rainha vermelha #3)
Autor(a):Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 552
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Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

ESSA RESENHA PODE POSSUIR SPOILER DOS LIVROS ANTERIORES.
LEIA AS RESENHAS DE A RAINHA VERMELHA, ESPADA DE VIDRO
E COROA CRUEL.


Para salvar a vida de seus aliados, Mare Barrow precisou sacrificar sua própria liberdade. Mais uma vez, ela se encontra sob o poder de um rei tirano, sendo usada como peça estratégica de um jogo político e obrigada a mentir para seus iguais para continuar viva. Do lado de fora do castelo, a Guarda Escarlate continua inflando a revolução. Seu objetivo é que uma guerra civil entre os prateados exploda em breve e, para isso, eles irão se aliar a quem for necessário.

- Uma cela é uma cela, não importa como você a decore.

Entre todos os livros da série, esse é o que apresenta menos constância no ritmo da narrativa. E ao mesmo tempo em que a monotonia de alguns trechos se torna um ponto negativo, também é algo positivo. Pode parecer contraditório, mas vou tentar explicar. É durante esse momentos que conhecemos de forma mais profunda os personagens, como suas motivações e seus medos.

Não escondo minha paixão por Cal, mas nunca perdi totalmente o interesse em seu irmão mais novo. Os acontecimentos do livro anterior me deixaram com várias perguntas sem resposta, muitas das quais são respondidas nesse livro. Eu amei Maven no início, para logo depois odiá-lo e nesse momento, conhecendo o como a autora nos da a chance de conhecer, só consigo sentir pena e um pouco de repulsa. O príncipe fadado à viver sob a sombra do irmão perfeito, é um crápula doente e extremamente carente.

Mare foi a única narradora da história até aqui. A perspectiva de outro personagens nunca fez falta para a compreensão da trama, mas logo que fechei Espada de Vidro, sabia que isso ia mudar. Com Mare passando a maior parte do livro em seu cárcere no palácio, precisávamos de alguém que nos contasse os movimentos por parte dos rebeldes e esse alguém é a Cameron. Achei extremamente interessante a autora ter fugido do óbvio, colocando como narrador um dos personagens mais neutros no meio dessa guerra.

Cameron nunca jurou lealdade a Guarda Escarlate. Sua motivação para continuar ao lado deles era totalmente particular e ela nunca escondeu de ninguém que não pretendia morrer por aquela causa. Mesmo que as conquistas da Guarda lhe beneficiassem diretamente. Ela desconfiava de qualquer prateado que estivesse ao lado da revolução, inclusive Cal. Só que eles tinham mais em comum do que admitiriam.

A outra perspectiva fica por conta da prateada Evangeline. Assim como Cal foi criado para se tornar o rei, ela foi criada para se tornar a rainha de Norta. Sempre ameaçadora e fechada, sua postura exalava o poder que ela sabia que tinha. Conhecer mais sobre ela e sua família, permite ao leitor conhecer uma faceta da personagem que não seria possível caso ela não assumisse a narrativa. Ela também é responsável por mostrar o quão frágil é essa sociedade.

Amor não é uma palavra que usamos. Sentimos, pensamos, mas não falamos. Parece algo tão definitivo, uma declaração da qual não se pode voltar atrás.

Se os jogos políticos estão mais presentes do que nunca, o romance também ganhou forças para sair das sombras. Foi necessário que ambos quase morressem para finalmente assumir o que sentiam. Não que isso fosse um segredo para os leitores, mas a história fica muito mais interessante quando os personagens começam a ser sinceros consigo mesmo. Só que essa exposição toda não aconteceu por acaso. O fortalecimento desse romance era essencial para a continuidade da série, e eles foram responsáveis por aquecer e destruir meu coração.

De acordo com o anunciado, falta apenas um livro pra série acabar e, depois de mais um desfecho arrebatador, estou começando a ficar com medo do que vou encontrar. Nesse momento eu coração está em pedacinhos e eu estou f-u-r-i-o-s-a com as escolhas de alguns personagens. Só consigo me perguntar por quê? A autora não podia fazer isso com a gente, não podia...

A Rainha Vermelha é uma das melhores series que já tive a oportunidade de ler. A cada livro, fico mais encantada com a capacidade da autora de criar intrigas. Se você ainda não conhece esse esse mundo onde as pessoas são divididas pela cor do sangue, está perdendo uma grande oportunidade.

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17 outubro 2016

Resenha - Os vivos e os mortos, Susan Beth Pfeffer


Livro: Os vivos e os mortos (Os últimos sobreviventes #2)
Autor(a): Susan Beth Pfeffer
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 336
Adquira: Saraiva | Submarino | Travessa | Americanas | Livraria Cultura
Livro cedido através da parceria com a editora
Um meteoro em rota de colisão com a Lua: um evento astronômico previsto com antecedência pelos cientistas. Só que para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e a Lua sai de órbita, aproximando-se da Terra e alterando de modo catastrófico o clima do planeta. À medida que Nova York é devastada e tanto comida quanto ajuda tornam-se escassas, o adolescente porto-riquenho Alex Morales luta para manter suas irmãs, Bri e Julie, de 14 e 12 anos, a salvo. Com os pais desaparecidos, cabe a ele assumir responsabilidades inimagináveis e dar o seu melhor para sobreviver enquanto reza para que o restante de sua família volte com vida para casa. 

ESSA RESENHA NÃO POSSUI SPOILER DO LIVRO ANTERIOR.
LEIA A RESENHA DE A VIDA COMO ELA ERA.


Alex Morales é um porto-riquenho de 17 anos que mora em Nova York com os pais e duas irmãs mais novas. O dia em que um meteoro atinge a lua tirando-a de sua orbita deveria ser apenas mais um dia que começou no colégio e acabou com o fim seu turno na pizzaria do bairro, mas não foi. Aquele não foi apenas um dia comum para ninguém na Terra. Quando tudo aconteceu, seu pai estava em Porto Rico, Carlos, seu irmão mais velho estava a meses fora servindo ao exercito e sua mãe foi chamada para um turno emergencial no hospital. O único que conseguiu entrar em contato foi Carlos, mas ele não conseguiria retornar tão cedo. Sem notícias dos outros, ele assumiu a responsabilidade de cuidar de suas irmãs e fazer o possível para que todos sobrevivessem até que os cientistas descobrissem como concertar aquela loucura.

Alex xingou baixinho. Estava sem telefone, sem energia elétrica, e com duas irmãs menores que dependiam dele até que os pais voltasse. Deus certamente não estava facilitando a sua vida.
Ou de todas as outras pessoas, ele pensou.

Esse é o segundo livro da série Os últimos sobreviventes, mas vocês puderam perceber que não há ligação entre os personagens. As histórias acontecem de maneira simultânea e não há qualquer mencionamento à Miranda e sua turma. Como o leitor já tinha recebido bastante informação sobre o desastre no primeiro livro, a autora se limitou as informações básicas que o protagonista precisaria para agir, focando a narrativa no drama da família. Essa foi uma estratégia inteligente da autora, pois evitou que a história se tornasse cansativa.

Se antes ficamos sabendo por alto o que havia acontecido nas grandes cidades do mundo, aqui temos a oportunidade de vivenciar como elas reagiram a sucessão dos acontecimentos: tsunamis, terremotos, erupções vulcânicas...  o caos nem se compara ao que tínhamos conhecido. Mais pessoas significa mais mortes. Mais prédios significa menos áreas para subsistência e mais dependência dos recursos governamentais. A cidade se torna um região sem lei, onde sobreviver é a palavra de ordem e você deve conquistá-la a qualquer custo. Há dois fatores que dificultam a vida desses jovens: a falta de recurso financeiro e de orientação, mas a família Morales e eles não vão se entregar ao destino eminente.

religiosidade é um dos pontos de maior destaque dessa história. Mesmo após o desastre, o colégio (que era católico) e a igreja que frequentavam continuaram abertos. Era aos religiosos desses locais que Alex ia atrás de orientação, o que deixou o pensamento cristão muito presente na história. Caso você não seja cristão, não precisa ficar assustado pois não será chato ou incômodo para você, mas para mim foi algo que trouxe identificação. Eu ficava intrigada para saber como eles reagiriam a cada nova provação.

A história é narrada em terceira pessoa e mesmo sendo Alex o protagonista, todos os personagens agregaram valor à história. O amadurecimento de cada um dos irmãos também foi um ponto de destaque. Alex é apaixonado por sua família, mas eles são responsáveis por vários fantasmas que assombram seu coração. Julie, a caçula, é uma garota birrenta e egoísta, que vai te deixar muito pê da vida para no final de tudo te surpreender. Briana é uma religiosa fervorosa, a única que não abala sua fé com os acontecimentos e sua esperança de reencontrar os pais é algo comovente (e um pouco irritante). Além de outros, muitos outros personagens que aparecem na vida de deles como anjos, ou não.

Eu costumava rezar com sinceridade, mas, agora, são apenas palavras. Porque, se eu me permitir sentir dor e raiva, acho que elas podem me matar. Ou talvez eu mate alguém. Sei que é errado me sentir assim sobre Deus, e seu que é errado não sentir nada. Odeio isso, mas não ideio Deus. Odeio o fato de não amá-lo.

Até agora, a série apresentou histórias lineares, sem muitas reviravoltas, mas que são intensas e te deixam vidrado. Inclusive, Os vivos e os mortos me ajudou a sair de uma baita ressaca literária. Há mais dois livros para serem publicados e no próximo as histórias vão convergir. Não há previsão, mas como todos já foram publicados la fora, bem que a Bertrand Brasil poderia adiantar por aqui né? #PorFavor,NuncaTePedimosNada.

A capa é linda e é possível ver uma cidade bem devastada na parte inferior dela. A narração não é feita mais em forma de diário, mas ainda há uma separação por datas, o que eu acho bem importante para o leitor se situar no tempo, já que todos os dias parecem ser tão iguais. O espaçamento é ótimo, mas o tamanho da fonte continua me incomodando. Precisa ser tão grande assim? Me sinto mais cega do que já sou.

Dali a uma semana, o Queens deixaria de existir.
Porto Rico ainda existiria? E a família Morales? E a esperança?

Se você quer uma distopia que vai te despertar a vontade de se preparar para o fim do mundo, você precisa conhecer Os últimos sobreviventes.

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23 novembro 2015

Resenha - A Torre Partida, J. Barton Mitchell


Livro: Torre Partida (Saga da Terra Conquistada #2)
Autor(a): J. Barton Mitchell
Editora: Jangada
Páginas: 472
Adquira: Saraiva | Submarino | Americanas | Cultura
Livro cedido através da parceria com a editora
Neste segundo volume da Saga da Terra Conquistada, Mira, Holt, Zoey e Max embarcam numa jornada épica em busca da Torre Partida - um marco famoso e sombrio no meio do cenário mais perigoso do mundo: as Terras Estranhas. Os poderes de Zoey despertam, mas quem ela é continua sendo um mistério. Tudo o que ela sabe é que precisa chegar à Torre Partida. Os alienígenas, chamados pelos sobreviventes de Confederados, perseguem Zoey, e entre eles um novo grupo cujas intenções parecem diferir das dos demais. Para tornar tudo pior, o Bando - grupo que persegue Holt - também está nas Terras Estranhas, liderado por uma bela e ameaçadora pirata chamada Ravan. Assim como o primeiro amor de Mira, Benjamin Aubertine, cuja ambição desmedida para chegar à misteriosa Torre pode levar todos à morte. E há também as próprias Terras Estranhas, que inexplicavelmente começam a se expandir, tornando-se ainda mais poderosas e mortais. De alguma forma, tudo parece ligado à Zoey, e quanto mais perto da Torre mais enfraquecida ela parece ficar.

ESSA RESENHA NÃO POSSUI SPOILER DO LIVRO ANTERIOR.
LEIA A RESENHA DE CIDADE DA MEIA-NOITE.

Resenha escrita em parceria com o Leonardo do Segredos entre Amigas.


Zoey entrou na vida de Holt e Mira de maneira nada convencional como se alguma coisa nesse grupo fosse e eles não conseguiram mais dizer não a essa garotinha fofa e cheia de poderes. Quando descobriram que seria necessário levá-la até a Torre Partida, tinham ciência do quão difícil seria a jornada. Afinal de contas, ninguém atravessou as Terras Estranhas e voltou para contar como foi a experiência. Só que será ainda pior, já que todo o conhecimento que tinham sobre o lugar parece não valer mais de nada. As Terra Estranhas sempre foram sombrias e cheia de anomalias, mas ela está se tornando ainda mais inóspita! De uma forma inexplicável, o lugar está se expandindo e quando mais perto da Torre, mas fraca a pequena Zoey fica. Será que esses dois fatos possuem alguma ligação?

Holt não entendera completamente tudo o que ele tinha revelado à menina, mas uma coisa tinha ficado clara: para obter as respostas de que Zoey precisava, havia um lugar aonde ela precisava ir - um marco tenebroso no centro das Terras Estranhas chamado A Torre Partida. 


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