23 janeiro 2023

Resenha - Lembranças, Munir Charruf


 
Livro: Lembranças (#1)
Autor(a): Munir Charruf
Editora: Giostri
Páginas: 140
Adquira: Amazon

Munir Charruf, após publicar dois livros de contos, apresenta seu romance ficcional Lembranças. Uma distopia que retrata uma sociedade sem memória. Através de Raquel, e de seu acordar sem lembranças, você, leitor e leitora, será sugado para uma realidade cruel, onde a regra é literalmente “um dia de cada vez”, pois, neste lugar, ninguém se recorda do dia anterior. Para garantir a ordem neste mundo, os Lembrantes, através de telas, controlam, vigiam e orientam as pessoas sobre como será o dia de cada um. Com tanta tecnologia, um bilhete, que Raquel encontra em suas coisas, será uma ferramenta para recobrar, aos poucos, sua memória, e um passaporte para embarcar em uma jornada em busca de respostas.


Uma vida sem vínculos, sem culpa e sem memórias, essa é a premissa de “Lembranças”, primeiro livro da trilogia distópica escrito por Munir Charruf que narra a história de uma sociedade na qual todos os habitantes acordam sem a lembrança de quem são ou do que fizeram no dia anterior.

Nessa sociedade distópica, humanos são direcionados diariamente por uma tecnologia denominada “lembrante” e é através dessa tecnologia que descobrem o próprio nome e suas obrigações para o dia. É aqui que conhecemos Raquel, uma jovem de 24 anos que através de sua experiência nos apresentará mais desse universo.

Assim como os demais habitantes da trama criada por Charruf, Raquel acorda todos os dias sem lembranças e dependente da tecnologia existente em sua morada. Não há espaço para questionamentos aqui e o lema: “O trabalho liberta; obediência é felicidade” é seguido à risca. Até que nossa protagonista começa a receber bilhetes misteriosos e com eles, pílulas para tomar no lugar das que são cedidas pelo governo todos os dias. Ao efetuar a troca, Raquel inicia o processo de relembrar pequenos fragmentos de seu passado, mas também experimenta a dor de viver em uma sociedade completamente alienada. Presa nessa realidade cruel, Raquel começa a questionar suas opções.

Narrado em terceira pessoa, a obra se desenvolve de forma direta e fluida, introduzindo o leitor aos poucos no cotidiano desse universo, ao mesmo tempo em que entrega informações sobre o que pode ter ocorrido para que essa nova sociedade ganhasse forma.

Vale ressaltar também as críticas inseridas durante a história, sendo a maior delas a ausência de memória coletiva e a facilidade de manipulação dos habitantes que em troca de diversão sem culpa perderam a liberdade sobre as próprias decisões.

Muito mais do que uma obra distópica, Lembranças é também um alerta sobre a necessidade de lembrarmos nossa história, seja como indivíduo ou como sociedade. A obra fala sobre perda de identidade, manipulação e os perigos de um governo autoritário. Fãs de O conto da Aia, Matrix e 1984 certamente gostarão de conhecer essa história.


13 janeiro 2023

Pré-venda - Corrente de Espinhos, Cassandra Clare

Corrente de Espinhos” é a aguardada e eletrizante sequência de “Corrente de Ferro” e a conclusão da trilogia As Últimas Horas, que começou com “Corrente de ouro”. Com 50 milhões de leitores, Cassandra Clare, é autora best-seller mundial!


Mais detalhes sobre a obra e os brindes de pré-venda você encontra nesse post.



Livro:
 Corrente de Espinhos (As últimas horas #3)
Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 784
Adquira: Amazon

Corrente de Espinhos é a conclusão da trilogia As Últimas Horas, da autora best-seller mundial Cassandra Clare, que já vendeu mais de 50 milhões de livros (e com 50 milhões de leitores você é que não vai ficar de fora, né?). Após o pai ter sido assassinado, os planos de se tornar parabatai da melhor amiga ruírem, o casamento com James Herondale ir por água abaixo e ficar presa ao demônio Lilith, Cordelia Carstairs abandona Londres para afogar as mágoas na glamourosa Paris na companhia de Matthew Fairchild, que também tem seus demônios para expurgar. Mas depois de receberem terríveis notícias de Londres, a realidade esmaga os planos de Cordelia mais uma vez.Tatiana Blackthorn fugiu da Cidadela Adamant, e a relação entre Belial, o Príncipe do Inferno, e os jovens Lucie e James Herondale veio à tona, colocando a família Herondale inteira sob o escrutínio da Clave.Em meio a tudo isso, Cordelia ainda por cima se vê dividada entre o amor por James ― que considera impossível ― e uma vida com Matthew, ao mesmo tempo em que seus amigos são dilacerados pelos próprios segredos.No epicentro do iminente ataque de Belial, Cordelia, Lucie e os Ladrões Alegres se encontrarão sozinhos para lidar com o letal exército do Principe do Inferno. Será que os jovens Caçadores de Sombras conseguirão salvar a cidade ― e suas famílias? Talvez eles não tenham escolha porque, se falharem, podem perder tudo, inclusive as próprias almas.Corrente de Espinhos é a aguardada e eletrizante sequência de Corrente de Ferro e a conclusão da trilogia As Últimas Horas, que começou com Corrente de ouro. “A nova rainha da fantasia.” ― Wall Street Journal



A pré-venda, com brindes limitados, acompanha pôster, três marcadores, sobrecapas e 3 marcadores magnéticos. 




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10 janeiro 2023

RAZÕES PARA INICIAR A TRILOGIA RED RISING (sem spoilers)




Universo e protagonismo

O enredo criado por Pierce Brown é ambientado em um universo futurístico onde o homem já colonizou Marte e formou uma sociedade definida por castas. Esse universo tem cultura própria e é nele que conhecemos Darrow, que faz parte da base dessa pirâmide social e trabalha escavando túneis subterrâneos, sem nunca ver o sol. Até que um dia Darrow começa a questionar esse sistema opressor.

 

Contexto político e social

Por se tratar de uma distopia, a obra é recheada de críticas sociais, a começar pelo sistema de castas que é denominado por cores. No entanto, na trama criada por Pierce Brown podemos dizer que ascensão é algo impossível, principalmente quando a sociedade é formada por um sistema opressor, escravocrata e corrupto. 

 

Desenvolvimento, narrativa e personagens secundários

A obra é narrada em primeira pessoa pela perspectiva de Darrow e nos apresenta mais sobre o personagem, seu estilo de vida e sua comunidade. Por se tratar de um universo original, temos uma narrativa mais detalhada inicialmente, que se faz necessária para introdução a todo o contexto criado para essa sociedade distópica. Os personagens secundários são bem delineados e possuem grande relevância na trama.

 

Finalização da trilogia

Pierce Brown conseguiu criar um enredo épico, envolvente e de tirar o fôlego. A finalização da história é emocionante, repleta de ação e digna de ser favoritada.


Consegui te convencer a ler essa trilogia fantástica? Conta aqui nos comentários!


30 dezembro 2022

Resenha - A pena mágica de Gwendy, Richard Chizmar




Livro: A pena mágica de Gwendy
Autor(a): Richard Chizmar
Editora: Suma de letras
Páginas: 352
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Algo maligno invadiu a pequena cidade de Castle Rock, no Maine, durante a última tempestade de inverno. Agora, o xerife Norris Ridgewick e sua equipe estão em uma busca incansável por duas garotas desaparecidas. Aos trinta e sete anos e morando em Washington, DC, Gwendy Peterson não se assemelha nem um pouco à adolescente insegura que costumava ser quando passou o verão se exercitando na Escadaria Suicida de Castle Rock. Naquele verão, ela foi incumbida ― há quem diga amaldiçoada ― de cuidar de uma caixa de botões bastante peculiar, entregue a ela por um desconhecido de terno preto. Gwendy nunca falou para ninguém sobre a caixa ― nem mesmo para o marido ―, até que, um dia, ela ressurge. Motivada pela inusitada reaparição do objeto e pelos desaparecimentos preocupantes em sua cidade natal, Gwendy retorna a Castle Rock, onde tentará resgatar as garotas desaparecidas antes que algo horrível aconteça com elas. Com uma prosa lírica de tirar o fôlego, o livro nos leva a pensar: nossas vidas são controladas pelo destino ou pelas escolhas que fazemos?



15 anos após os eventos de A Pequena Caixa de Gwendy, a caixa de botões está de volta!

Gwendy Peterson agora é uma importante congressista dos Estados Unidos e tem feito a diferença com suas ações. Após devolver a caixa no primeiro livro, ela cresceu e se transformou em uma mulher determinada, apesar de ainda ser assombrada por alguns eventos daquela época.

Sua vida vira de cabeça para baixo quando ela encontra um dólar de prata em sua mesa e percebe, imediatamente, que o fruto de seus pesadelos está de volta. Com a caixa novamente em mãos, o que Gwendy deve fazer? Ninguém sabe do seu segredo e agora que é casada, escondê-lo pode ser ainda mais difícil.

Com as festas de final de ano chegando, Gwendy decide voltar a Castle Rock para passar com sua família, mas as coisas não estão muito boas por lá. A mãe dela está em remissão do seu câncer, mas tudo indica que a doença está de volta. Além disso, algumas meninas despareceram na cidade e não há pistas sobre seu paradeiro.

Gwendy está determinada a ajudar nas investigações, mas sua presença pode não ser o mais favorável, já que certas pessoas da cidade não apoiam sua carreira como congressista. E tendo isso em mente, a mulher começa a sentir que está sendo seguida e que corre sérios riscos.

A tentação de usar a caixa e apertar algum dos botões é grande. Ela pode melhorar a situação política do país ou até mesmo usar os chocolates para salvar sua mãe. Será que ela está finalmente preparada para tomar uma decisão?

20 dezembro 2022

Resenha - Vermelho, branco e sangue azul, Casey McQuiston




Livro: Vermelho, branco e sangue azul
Autor(a): Casey McQuiston
Editora: Seguinte
Páginas: 416
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Nova edição da história que já conquistou milhares de leitores no Brasil, com capa dura, novo design, guardas ilustradas, laterais coloridas, e um capítulo inédito narrado pelo ponto de vista de Henry. O que pode acontecer quando o filho da presidenta dos Estados Unidos se apaixona pelo príncipe da Inglaterra? Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta. O encontro sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos, e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?


Alex Claremont-Diaz é o queridinho da América. Ao lado de sua irmã, June, e de sua melhor amiga, Nora, o rapaz apronta poucas e boas pela Casa Branca. Sim, nosso querido protagonista é ninguém menos que filho da atual presidente dos Estados Unidos e pretende seguir os passos de ambos os pais na política. Contudo, a reeleição de sua mãe é sua principal pauta deste momento e Alex fará de tudo para ajudá-la nessa empreitada. Ele só não contava com uma coisa em seu caminho: o príncipe Henry.

Quando a primeira família é convidada para a cerimônia de casamento do Príncipe Philip na Inglaterra, todos são orientados a causar uma boa impressão e evitar confusões, afinal, a família real britânica é uma excelente aliada da Casa Branca desde sempre. Mas Alex e Henry, o irmão mais novo de Philip, tem suas desavenças há muito tempo e uma pequena confusão termina com os dois caídos por cima do bolo de casamento e suas fotos em todos os tabloides de ambos os países.

Com medo dessa repercussão negativa na reeleição da Presidenta, Casa Branca e Palácio de Buckingham se reúnem para apaziguar este conflito. O plano é que Alex e Henry passem tempo juntos e divulguem em suas mídias sociais, como se fossem melhores amigos. É claro que isso é um pesadelo para ambos os rapazes, mas os dois se empenham em fingir essa amizade, que logo se torna um dos assuntos mais comentados pelo mundo.

O que Alex não esperava é que Henry não era a pessoa que ele imaginava. Pelo contrário, os dois tinham muito em comum, principalmente com a pressão que carregavam sobre seus ombros, cada qual a seu modo. Logo o primeiro filho se vê considerando o príncipe herdeiro como um amigo e não demora muito para que algo mais nasça entre os dois. Porém, será que eles estão preparados para as consequências de uma relação de tal porte, sendo eles quem são?

Quem me conhece sabe que eu amo livros com temática LGBT. É simplesmente fascinante se ver representado nas páginas de um livro e eu acho que esta categoria literária deveria crescer ainda mais aqui no país. Então, quando a Seguinte anunciou o lançamento de Vermelho, Branco e Sangue Azul, imediatamente fiquei empolgado. Afinal, não é todo dia que você lê um livro que o filho da presidenta dos EUA e o príncipe da Inglaterra se pegam loucamente, não é mesmo? E já adianto pra vocês que eu simplesmente A-M-E-I essa história.

A escrita de Casey McQuinston é muito envolvente. O livro tem quase 400 páginas, mas eu nem percebi elas passando. Quando percebi que o livro estava acabando, tentei ir mais devagar na leitura, pois estava afeiçoado demais à história e aos personagens e não queria me despedir ainda. Não lembro quando foi a última vez que me senti assim com um livro, então palmas para esta autora.

A narrativa é feita em terceira pessoa, mas seguimos principalmente a perspectiva de Alex. Ele é um personagem muito bem desenvolvido, mas confesso que de início não gostei muito dele. Seu status de primeiro filho lhe dá muitas regalias, mas ao mesmo tempo lhe impõe muitas regras e o modo como o rapaz lida com isso não é dos mais corretos. Sua relação com a família, principalmente com June, é muito bonita e gosto que todos apoiam suas escolhas, mesmo que algumas sejam inconsequentes.

Já Henry foi minha paixão à primeira vista. Não apenas por seu olhar sexy, seu cabelo estiloso, seu ar real e sotaque britânico… Nossa, divaguei aqui! Mas sim, Henry é perfeito. Acho que me identifiquei um pouco com ele, sobre os seus receios de assumir quem realmente é com medo do que sua família vai dizer (não que eu seja um príncipe britânico, mas né…). O modo como ele trata Alex é de dar inveja a qualquer um e vários momentos do livro quis entrar na história e dizer para ele que ele merecia mais – e dar meu telefone, é claro.

Quando li a sinopse, pensei que a autora focaria muito no romance entre Alex e Henry e se perderia em desenvolver o pano de fundo da trama. Ledo engano. Política é quase um personagem onipresente nessa história e gostei muito da forma como McQuinston abordou isso, mostrando que realmente pesquisou sobre como funciona uma campanha presidencial e fazendo inúmeras referências a antigos – e atuais, cof, cof – presidentes dos Estados Unidos. Claro que alguns detalhes eu não entendi, mas num modo geral foi tudo muito bem explicado.

Outro ponto positivo do livro foram as cenas românticas entre Alex e Henry. Por ser um livro young-adult, eu esperava beijos fofos, alguns carinhos e que o restante ficaria para a interpretação do leitor. Mas outra vez fui enganado. Casey mostrou-se bem safadinha (adoro!!!) e narrou várias cenas quentes. Nada explícito, obviamente, mas fomos além do que livros deste gênero costumam ir e gostei demais dessa mudança.

Vermelho, Branco e Sangue Azul figura na minha listinha de livros LGBT favoritos e foi uma grata surpresa nesse início de 2020. Super recomendo essa história a todos. Tenho certeza que irão se apaixonar por essa trama e seus personagens assim como eu. Se joguem de cabeça e se não gostarem, leiam de novo, porque certamente leram errado. HAHA.







15 dezembro 2022

Lançamento - Corrompida pelo Mafioso, Mari Sales


Em dezembro temos lançamento da autora Mari Sales por aqui. O livro é Corrompida pelo Mafioso que faz parte do projeto "Os Seis elementos". Os detalhes sobre a sinoopse, classificação indicativa e participantes desse projeto, vocês encontram logo abaixo:



 
Livro: Corrompida pelo Mafioso (Os Seis Elementos)
Autor(a): Mari Sales
Editora: Independente
Páginas: 185
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Alejandro Viteri se associou ao cartel Los Diablos por causa do seu passado trágico. Solitário e misterioso, dividia sua rotina na administração dos Hotéis Cassinos Viteri e nas visitas esporádicas a um local especial que lhe trazia doces lembranças. Cercado por inimizades e rivais, ao se deparar com o nervosismo do dono da Cafeteria Zavala, Alejandro desconfiou que a comida estivesse envenenada. Para confirmar a suspeita, convocou uma moradora de rua e ofereceu o bolo servido. A sobrevivente era Micaela López, uma jovem inocente que tinha sido vítima das escolhas do pai. Tirada de sua casa no Brasil, conseguiu escapar no México e buscou dar um novo sentido a sua vida, estando órfã e sem dinheiro. Ele tinha segundas intenções. Ela estava grata pela gentileza. O estranho engravatado surgiu como um salvador. Ofereceu comida, emprego e motivação para recomeçar. A realidade era mais dura do que a ilusão altruísta que Micaela criou em sua mente. Restava saber se o amor sobreviveria ao mundo ilícito ou se seria corrompido como sua própria vida.


ATENÇÃO! Essa história contém cenas impróprias para menores de dezoito anos. Contém gatilhos, palavras de baixo calão e conduta inadequada de personagens.



Observação: Esse livro faz parte do projeto "Os Seis Elementos", formado pelas autoras Ágatha Santos, Evy Maciel, Jess Bidoia, Júlia Fernandes, Márcia Lima e Mari Sales. São livros únicos, não tem ordem de leitura e compartilham o mesmo universo literário. Escolha um e boa leitura.



14 dezembro 2022

Resenha - Eu te escrevo de Auschwitz, Karen Taieb



Livro: Eu te escrevo de Auschwitz
Autor(a): Karen Taieb
Editora: Planeta
Páginas: 224
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Livro cedido através da parceria com a editora


Eu te escrevo de Auschwitz traz as poucas palavras, quase sempre as mesmas, enviadas de Auschwitz por quase cinco mil judeus franceses. Elas nos mostram a incrível correspondência trocada entre os prisioneiros de um dos piores campos de concentração nazista e suas famílias. As cartas escritas sob coação dos oficiais nazistas, entre os anos de 1942 e 1944, faziam parte de uma operação de propaganda – a chamada Brief-Aktion – que visava tranquilizar os parentes dos deportados e, assim, esconder o horror a que eles eram submetidos. Termos vagos como “Está tudo bem comigo” e “Estou com saúde”, encontrados na maioria das mensagens, elucidam ainda mais a perversidade da máquina de morte nazista. Os deportados escreviam que estavam bem no exato momento em que eram encurralados. As cartas lançavam uma breve luz sobre essas vidas, e, então, se fazia escuridão. Além de trazer à tona esse acervo pouquíssimo conhecido, a autora Karen Taieb também nos apresenta outras correspondências, essas clandestinas, que revelavam verdadeiramente o inferno vivido ali. Há ainda cartas escritas por prisioneiros assim que o campo foi libertado; relatos únicos e comoventes dos sobreviventes endereçados às suas famílias. Neste livro, Karen Taieb revela uma parte desconhecida da história do Holocausto, ao mesmo tempo em que homenageia a memória das vítimas.


Em tempos modernos temos a tecnologia a nosso favor e esta nos permite nos aproximar de amigos e familiares com mensagens instantâneas, vídeos chamadas e outros recursos que aquecem nosso coração encurtando assim a distância e amenizando a saudade.

Já imaginou como era a comunicação no século passado onde todo o sentimento tinha que ser estravazado em palavras escritas em uma folha de papel? Qual não era a alegria de receber cartas de parentes queridos naquela época, não é mesmo?

No entanto, a chegada de cartas durante a SGM não era indício de felicidade. Muito pelo contrário, as cartas eram escritas sob coação dos oficiais nazistas para tranquilizar as pessoas próximas, esconder o horror ao qual eles eram submetidos nos campos de concentração momentos antes de sua execução e, sobretudo, conseguir endereços de outros judeus a fim de encontrar seus esconderijos e capturá-los.

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