23 abril 2018

Resenha - Despertar, Nina Lane


Livro: Despertar (Espiral do Desejo #1)
Autor(a): Nina Lane
Editora: Paralela
Páginas: 320
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Um casamento baseado no amor, no desejo e na confiança. Um segredo guardado com a melhor das intenções. Um relacionamento — intenso e imperfeito — colocado à prova. Dean West é o grande amor e o porto seguro da vida de Olivia. Um marido dedicado, um parceiro intenso e, acima de tudo, um homem completamente apaixonado por sua mulher. Conhecedor dos segredos mais obscuros da esposa, Dean a possui por completo — hoje, amanhã e sempre. Mas o casamento aparentemente perfeito dos dois é abalado quando Olivia descobre uma faceta até então desconhecida do passado do marido. Será que a força dos sentimentos que eles têm um pelo outro será capaz de prevalecer sobre a dor da decepção? Neste primeiro livro da série Espiral do Desejo, a autora best-seller Nina Lane dialoga com o romântico que habita em todos nós, através da história de um casal apaixonado e imperfeito que conta com o poder do amor para superar as dificuldades encontradas pelo caminho.


O passado de Olivia Winter é cheio de lembranças que ela preferia esquecer. Sua infância nada convencional seguido a mãe pelo país a colocaram em situações as quais nenhuma criança deveria ser submetida, mas ao invés de se tornar mais uma vítima na sociedade, os traumas impulsionaram Liv em busca de uma vida melhor.

22 abril 2018

Resenha - Asiáticos Podres de Ricos, Kevin Kwan


Livro: Asiáticos Podres de Ricos (#1)
Autor(a): Kevin Kwan
Editora: Record
Páginas: 490
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.


Rachel Chu gosta de vários coisas em eu namorado: seu senso de humor, sua inteligência, seu charme, mas o que foi realmente impactante naquele primeiro encontro foi ele não tê-la submetido ao interrogatório - reservado a asiáticos e/ou descendentes - sobre seus atributos físicos, aptidões sociais e acadêmicas como todos os outros orientais que conheceu. Depois de quase dois anos juntos, o casamento do melhor amigo dele é a oportunidade perfeita para tirarem férias, ir a Cingapura e, de quebra, conhecer a família de Nicholas Young.

- Você não pode simplesmente atirar a Rachel sem aviso prévio nessa confusão toda. Você precisa preparar essa garota, está me entendendo?

20 abril 2018

Lançamentos do Grupo Companhia das Letras (Abril/2018)



Aos dezessete anos, Ava Dellaira
Em seu novo romance arrebatador, a autora de Cartas de amor aos mortos apresenta uma mãe e uma filha que precisam compreender o passado para poder seguir em frente. Quando tinha dezessete anos, Marilyn viveu um amor intenso, mas acabou seguindo seu próprio caminho e criando uma filha sozinha. Angie, por sua vez, é mestiça e sempre quis saber mais sobre a família do pai e sua ascendência negra, mas tudo o que sua mãe contou foi que ele morreu num acidente de carro antes de ela nascer. Quando Angie descobre indícios de que seu pai pode estar vivo, ela viaja para Los Angeles atrás de seu paradeiro, acompanhada de seu ex-namorado, Sam. Em sua busca, Angie vai descobrir mais sobre sua mãe, sobre o que aconteceu com seu pai e, principalmente, sobre si mesma.



A caçadora de dragões, Kristen Ciccarelli
Iskari Vol. 1
Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles. Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.



Mais que amigos, Lauren Layne
Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento. Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver. Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!



A incendiária, Stephen King
Uma criança com o poder mais extraordinário e incontrolável de todos os tempos. Um poder capaz de destruir o mundo. Após anos esgotado no Brasil, A incendiária volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha. Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturá-la e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.



A parte que falta encontra o grande O, Shel Silverstein
Na continuação do clássico A parte que falta, Shel Silverstein reflete com sua poesia singela e emocionante sobre amor-próprio e completude. Um livro infantil para todas as idades.  A parte que falta está em busca de alguém para completar. Após ser abandonada pelo ser circular, ela aguarda um par perfeito em que possa se encaixar. Ela quer conhecer o mundo, e precisa de alguém que a faça rolar. Mas muitos seres não sabem nada sobre encaixe, outros já têm partes demais e alguns não sabem nada de nada. A parte que falta até encontra um encaixe perfeito, mas sua jornada juntos dura muito pouco. Até que ela se depara com o Grande O, um ser completo, que rola sozinho, e que pode dar a ela um ensinamento que mudará seu modo de enxergar a vida. Nesta história, leitores de todas as idades vão refletir junto com a parte que falta sobre como podemos nos transformar e descobrir como evoluir nosso amor-próprio. Afinal, será que não podemos todos rolar por nós mesmos em nossas jornadas?



Lincoln no limbo, George Saunders
Ganhador do prestigioso Man Booker Prize 2017, Lincoln no limbo é uma narrativa original e emocionante. Em 1862, em meio à Guerra Civil Americana, morre, aos onze anos de idade, Willie Lincoln, filho do lendário presidente Abraham Lincoln. A tragédia leva a um luto desesperado o homem que daria fim à escravidão nos Estados Unidos.
Com a morte do filho ainda na infância, Abraham Lincoln, o presidente mais importante da história da democracia, vê seu mundo desmoronar. Em plena Guerra Civil, Lincoln esquece o país em conflito para lamentar, no limite da loucura, a morte do filho. Noite após noite, dirige-se à capela do cemitério para abraçar o cadáver do jovem Willie.
A partir desse acontecimento histórico, o escritor George Saunders rejeita as convenções literárias realistas e compõe uma narrativa passada no além — no limbo do título, ou melhor, no “bardo” do budismo tibetano, o estágio intermediário entre a morte e o renascimento. Lá, acompanhamos a jornada do jovem Willie, incapaz de aceitar que está morto. Um romance surpreendente, que reinventa o gênero de forma radical.
Alternando registro metafísico e documentos históricos e sem medo de abraçar o experimentalismo, Saunders coloca em movimento questões existenciais, históricas e políticas e cria uma obra absolutamente única no cenário contemporâneo.



Nunca houve um castelo, Martha Batalha
Em seu segundo romance, Martha Batalha recria a trajetória dos descendentes de Johan Edward Jansson, cônsul da Suécia no Brasil que em 1904 construiu um castelo em Ipanema. Rio de Janeiro, 1968. Estela, recém-casada, mancha com choro e rímel a fronha bordada de seu travesseiro. Uma semana antes ela estava na festa de Réveillon que marcaria de modo irremediável seu casamento. Estela sabia decorar uma casa, receber convidados e preparar banquetes, mas não estava preparada para o que aconteceu. Setenta anos antes, Johan Edward Jansson conhece Brigitta também em uma festa de Réveillon, em Estocolmo. Eles se casam, mudam-se para o Rio de Janeiro e constroem um castelo num lugar ermo e distante do centro, chamado Ipanema.  Nunca houve um castelo explora como essas duas festas de Ano-Novo definem a trajetória dos Jansson ao longo de 110 anos. É uma saga familiar embebida em história, construída com doses de humor, ironia e sensibilidade. A riqueza e a complexidade dos múltiplos personagens criados por Batalha permitem tratar de temas que se entrelaçam e definiram a sociedade brasileira nas últimas décadas, como o sonho da ascensão social, os ideais femininos e feministas, a revolução sexual, a reação ao golpe militar, a divisão de classes, a deterioração do país.  Um romance comovente sobre escolhas e arrependimentos, sobre a matéria granular da memória e as mudanças imperceptíveis e irremediáveis do tempo.



O idiota, de André Diniz
O idiota, de Fiódor Dostoiévski, é um dos maiores romances da história da literatura. Nesta incrível versão em quadrinhos, o artista André Diniz mergulha na prosa do mestre russo e cria uma graphic novel eletrizante e original, uma jornada aos abismos interiores e horrores metafísicos de um dos mais implacáveis escritores do século XIX. Em preto e branco, e num registro quase sem palavras, André Diniz propõe uma recriação surpreendente de O idiota, obra máxima de Fiódor Dostoiévski. Publicado em 1869 e escrito em meio a crises epilépticas e perturbações nervosas e sob a pressão de severas dívidas de jogo, o romance é um dos mais célebres da literatura mundial. Sua oralidade intensa encontra na explosão e na fluidez, na ternura e na enorme capacidade expressiva do traço de Diniz, uma correspondência única.  A história é conhecida: após anos internado num sanatório suíço para tratar sua epilepsia, o jovem Míchkin retorna à Rússia e se vê envolvido num triângulo amoroso cujos ares folhetinescos darão o tom desta adaptação. Entre a vilania de Rogójin, um devasso perdulário que dilapida a fortuna herdada de seu pai, e a beleza arrebatadora de Nastácia Filíppovna, acompanharemos Míchkin e sua pureza quixotesca até o desenlace desta bela e trágica graphic novel.

17 abril 2018

Lançamentos da Faro Editorial (Abril/2018)


A casa dos pesadelos, Marcos DeBrito
Dez anos depois de estar cara a cara com aquela assombração, Tiago finalmente concorda em voltar à mesma casa para visitar sua avó. Agora adolescente, ele pretende provar para si mesmo, que a terrível imagem que o aterrorizara nas madrugadas por tanto tempo, não passava de uma criação tenebrosa da infância. Mas, ao chegar no casarão, o jovem se depara com o misterioso quarto de seu falecido avô, agora mantido fechado, e tratado como espaço proibido. As restrições com relação ao aposento, as sensações e barulhos no meio da noite logo alimentam nele a suspeita de que algo terrível habita o local. Tomado por uma estranha coragem e desejo de ver-se finalmente livre do medo, tudo que o rapaz deseja é descobrir o que há por trás daquela porta. Então, o pesadelo toma novo impulso quando a figura sombria da infância mostra-se real novamente… mas, desta vez, ela quer atacar o seu irmão mais novo. Determinado a impedir que o caçula passe por terror semelhante, Tiago, mesmo apavorado, decide enfrentar a criatura. E o que descobre expõe terríveis segredos do passado que ninguém poderia imaginar.


O livro de Ouro das Copas, Lycio Vellozo Ribas
Quem vê uma Copa do Mundo hoje, com a riqueza de detalhes que temos atualmente, não imagina como seria a cobertura de um Mundial nos remotos anos 30. Afinal, naquela época não existia a TV digital, que só entrou em cena para o Mundial de 2006; nem a rapidez da internet, que apareceu neste cenário apenas a partir de 1998; ninguém dava importância às estatísticas antes de 1990; só em 1974 passou-se a transmitir imagens ao vivo e a cores; ou o replay instantâneo, novidade no Mundial de 1970. Pensando bem, não havia nem a transmissão ao vivo pela TV, que começou em 1954 (e no Brasil só em 1970. Ou sequer a transmissão por rádio, que surgiu em 1938. Assim, o grande objetivo dessa obra é oferecer a mesma riqueza de informações sobre todas as copas, e da forma mais completa possível. São mais de 700 jogos, cada um deles com sua própria história, o que o torna uma obra única. Em 88 anos de histórias, é fácil verificar por que a Copa do Mundo se tornou o maior espetáculo da Terra. O livro ainda conta com curiosidades, como Quem são os melhores goleiros da história? E os maiores artilheiros? Quais são as 10 maiores séries invictas? E as 10 maiores viradas? Quais pênaltis perdidos mudaram o rumo das Copas? E os gols contras? Aliás, como surgiram os cartões amarelo e vermelho no futebol? Qual a verdade sobre Ronaldo na Copa de 1998? Nesta obra, de quase dois quilos de pura informação sobre futebol, Lycio elaborou um conteúdo jamais descrito com tantos detalhes em livros do gênero. Foram 12 anos de pesquisas, análises e compilação de dados, cujo resultado pode ser visto agora numa obra ricamente ilustrada. Edição Limitada.

16 abril 2018

Resenha - Garota em Pedaços, Kathleen Glasgow


Livro: Garota em pedaços
Autor(a): Kathleen Glasgow
Editora: Outro Planeta
Páginas: 384
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Além de enfrentar anos de bullying na escola, Charlotte Davis perde o pai e a melhor amiga, precisando então lidar com essa dor e com as consequências do Transtorno do Controle do Impulso - um distúrbio que leva as pessoas a se automutilarem. "Viver não é fácil". Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica - para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida -, Charlotte Davis troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores. Cansada de se alimentar do sofrimento, a jovem se imbui de uma enorme força de vontade e decide viver e não mais sobreviver. Para fugir do círculo vicioso da dor, Charlotte usa seu talento para o desenho e foca em algo produtivo, embarcando de cabeça no mundo das artes. Esse é o caminho que ela traça em busca da cura para as feridas deixadas por suas perdas e os cortes profundos e reais que imprimiu em seu corpo.


Nosso ritmo de leitura é influenciado por diversos fatores, entre eles a forma como o autor narra, a empatia com o personagem e/ou situação, o assunto abordado, a estrutura do livro, e outros elementos que nada tem a ver com o livro como a rotina do leitor ou seu estado de espírito. Todas as variáveis estavam ao meu favor quando iniciei Garota em Pedaços, mas um ano depois, eu não cheguei nem na metade do livro.

Charlotte Davis mal consegue ver sua pele debaixo das ataduras que cobrem boa parte do seu corpo. Ela achou que morreria sobre o céu estrelado, mas agora está na Creeley Center, numa clinica de reabilitação com garotas tão quebradas quanto ela. Ao contrário de sua voz, as lembranças acabam retornando aos poucos, mas ela preferia não se lembrar. Ellis, que outrora fora sua boia de salvação, está muito longo e ela precisará encarar o mundo sozinha outra vez. Ou pode continuar sobrevivendo ao invés de descobrir como viver, a escolha é dela.

Eu cortei todas as minhas palavras fora. Meu coração estava cheio demais delas.

Quando ela deixa a clínica de reabilitação, sua mãe a recepciona apenas para entregar seus documentos, um bolo de dinheiro e dizer que ela não voltará para casa. Seu amigo Mikey mandou uma carta lhe convidando para ficar com ele por uns tempos. Ela está fora, o que daria um momento a sozinha para reorganizar sua cabeça. Ela pode aceitar a oferta e pegar o ônibus rumo ao Arizona ou não. A vida é sua, as escolhas também.

Por mais se estivesse retomando a segurança em suas escolhas, estar sozinha em uma nova cidade, onde ela não conhece ninguém, é assustador. A interação social não é fácil, mas ela precisa arrumar um emprego. Se manter sã quando todos que você ama estão longe não é fácil, mas a arte parece um bom bote salva-vidas. Charlotte precisa encontrar encontrar forças dentro de si para não fraquejar, mas cada dia que consegue superar seu transtorno é uma nova vitória.

Difícil é a palavra que resume essas leitura. Esgotada é a forma como me sentia cada vez que o fechava. Ele é estruturado em três partes e o que chamaríamos de capítulos são passagens, cronológicas ou não, que podem ocupar meia folha ou dez páginas. A protagonista narra seu cotidiano e seu passado tudo junto, mas nada misturado. Sempre há uma conexão entre os dois momentos - pode ser uma uma pessoa, um fato ou qualquer outra coisa - e nunca fica confuso para quem está lendo. Essa sempre é uma ótima maneira de torturar prender o leitor, já que queremos saber o que aconteceu para que ela chegasse até ali.

Eu me corto porque não consigo lidar com as coisas. É simples assim. [...] Preciso de libertação, preciso me machucar mais o que o mundo pode me machucar. Só assim posso me reconfortar. Pronto, pronto.

Garota em Pedaços demorou nove anos para ser escrito e surgiu na necessidade da autora de enviar uma mensagem para o maior número de pessoas possível. Kathleen Glasgow sofreu com o mesmo transtorno que sua protagonista e trás no corpo a marca da automutilação. Descobri essas informações por acaso, folheando o livro e descobrindo uma nota da autora. Isso explica a verdade que senti em cada frase. A dor que elas me causavam, os pensamentos sobre o que poderia ser minha vida hoje.

Assim como 13 Reasons Why, esse livro é um grito de socorro para. Você sabe o que se passa na cabeça de quem está ao seu lado. Transtornos psicológicos nem sempre vem estampados na pele e quem é você para julgar o outro? Mais empatia, mais amor, mais humanidade.

O corte é uma cerca que você constrói no próprio corpo para manter as pessoas do lado de fora, mas depois você chora para ser tocado. Mas a cerca é de arame farpado.

15 abril 2018

São cinco anos no ar!

Há cinco anos eu tomei uma decisão repentina: se meus amigos não gostavam de livros, iria falar sobre eles com pessoas. E assim descobri uma blogsfera cheia de possibilidades.


Quantas vezes vocês já não viram blogueiros falando o quão trabalhoso é manter o blog sempre atualizado e que, mesmo que tudo de errado, sempre é gratificante ver que tantas pessoas amam o mundo literário como nós. O blog esteve presente em tantos momentos de nossa vida, mesmo que raramente dividamos isso com vocês, algumas fases ficam gravadas aqui, com o espaçamento das postagem por exemplo, mas seguimos em frente crendo que vocês vão nos perdoar por essas falhas.

Todo ano rola um post super meloso por aqui falando sobre a nossa alegria em estar completando mais um ano no ar, mas esse ano fizemos algo diferente! Juntamos nosso amor pelos livros e pela fotografia nesse post que transborda amor.

O cenário escolhido foi o Porto Maravilha - aquele lugar no Rio de Janeiro cheio de grafites lindos e que parecia um mar de gente durante os jogos olímpicos. E o mágico que nos fez ficar lindas foi o fotógrafo Paulo Marrucho, que prontamente abraçou esse projeto conosco. O resultado não poderia ser diferente, fizemos um ensaio divertido, com muitos livros e muito amor, esperamos que curtam as fotos.♥


OLÁ, ESSAS SOMOS NÓS: GLAUCIA E DREEH
QUE FELIZ VER VOCÊS AQUI !









 









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