18 junho 2018

Resenha - O que Alice esqueceu, Liane Moriarty


Livro: O que Alice esqueceu
Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Alice tinha certeza de que era feliz: aos 29 anos, casada com Nick, um marido lindo e amoroso, aguardando o nascimento do primeiro filho rodeada pela linda família formada por sua irmã, a mãe atenciosa e a avó. Mas tudo parece ir por água abaixo quando ela acorda no chão da academia... dez anos depois! Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice percebe que se tornou alguém muito diferente: uma pessoa que não tem quase nada em comum com quem ela era na juventude e, pior, de quem ela não gosta nem um pouco. Ao retratar a vida doméstica moderna provocando no leitor muitas risadas e surpresas, Liane Moriarty constrói uma narrativa ao mesmo tempo ágil e leve sobre recomeços, o que queremos lembrar e o que nos esforçamos para esquecer.


Aos vinte e nove anos, Alice era parte de um casamento apaixonado. Eles se divertiam juntos, compartilhavam sonhos e se davam muito bem na cama. Nick a completava em todos os âmbitos da vida! Ela esperava o primeiro filho do casal e eles estavam colocando a mão na massa para riscar itens da lista interminável de reformas necessárias à linda casa que haviam acabado de comprar. Ninguém podia dizer que eles não eram felizes.

Os caminhos traçados ao longo da década seguinte, levaram Alice a uma rotina que ela jamais teria imaginado. Agora ela frequentava a academia regularmente, oferecia festas no quintal, não precisava arrumar a casa pois havia quem fizesse isso por ela, se tornara uma mãe ativa na sociedade escolar e estava namorando o diretor do colégio de seus três filhos.

Seu atual problema não é a mudança inesperada de antigos planos, mas sim o fato de ter esquecido tudo o que aconteceu entre esses dois momentos de sua vida. Após uma queda na academia, todos os exames contataram que sua saúde está perfeita e a perda de memória deve ser temporária. Porém, dia após dia, ela acorda sem nenhuma lembrança concreta de como se tornou aquela mulher que está enfrentando um divorcio conturbado com o homem da sua vida. Nem a irmã, que sempre foi sua melhor amiga, parece estar presente na sua vida como antes.

Se a história lhe pareceu familiar, é porque ela foi publicada originalmente no Brasil em 2013, com o título As Lembranças de Alice. Lembro de ter descoberto esse livro passando na livraria e ele logo entrou na minha lista de desejados. Na época eu não conhecia a autora e acabei demorando muito para fazer associação entre os nomes, mesmo tendo meu exemplar há alguns anos e amando os demais livros da Liane. Fiquei super feliz quando a Editora Intrínseca anunciou a republicação, pois era minha oportunidade de conhecer a história e, de quebra, teria minha coleção completa.

A história é narrada em terceira pessoa sob a perspectiva da protagonista e em primeira pessoa através dos diários de Elizabeth, a irmã de Alice, e dos posts de Frannie, a avô. A narrativa flui com facilidade, mas ao contrário dos outros livros da autora, não há grandes reviravoltas ou suspenses. A grande surpresa foi a subtrama de Elizabeth. No início fiquei confusa sobre o que seria, não entendia quem era o tal doutor a quem ela se referia. Foi preciso conhecê-la um pouco mais para isso.

Elizabeth é uma personagem extremamente complexa, e seus problemas se mostraram muito mais instigantes que o da irmã. Ela trás a tona um ótimo debate sobre a fertilização in vitro e as marcas na vida daqueles que não tem uma barriga gêmea como resultado. É um tratamento desgastante, com consequências físicas e psicológicas principalmente para os casos frustrados e raramente ouvimos falar destes. A trama de Alice acabou se revelando muito diferente do que eu imaginava. Ela se tornou uma pessoa totalmente oposta os seus próprios princípios e valores, e foi admirável ver a garra com que ela corre atrás de recuperar sua vida.

O que Alice esqueceu foi o romance de estreia de Liane Moriaty e ao comparar todos os livros, é possível identificar sua identidade na construção da história, mas também fica claro que ela foi evoluindo a cada publicação. Essa é uma ótima história, com personagens instigantes e um final um tanto quanto previsível, mas eu não aceitaria que terminasse de outra forma. Uma ótima indicação para quem curte tramas familiares.

17 junho 2018

TAG - Copa do Mundo Literária

Hey pessoal, tudo bem?
A copa do mundo já começou, o Brasil já jogou e como queremos entrar no clima da festa, trouxemos essa tag super divertida para vocês.


16 junho 2018

Sessão Playlist #2

E aí, pessoal? Tá sem saber o que ouvir nesse domingão ou precisa de música pra ficar mais disposto? Separei algumas músicas , que têm feito parte do meu dia a dia, seja no trabalho ou na academia para tentar ajudar! Se quiser ligar logo o som é só ir até o final do post e apertar o play na nossa listinha! E fiquem à vontade para seguir, pois ela estará sempre em atualização.

One Kiss (Calvin Harris e Dua Lipa)

A parceria entre o DJ Calvin Harris e a cantora Dua Lipa foi lançada em abril e fará parte do próximo álbum do DJ. A música já estourou em diversos cantos do mundo e aqui, na nossa terrinha, não foi diferente.

Familiar (Liam Payne e J Balvin)

Outra parceria que me agradou bastante foi do Liam Payne e do colombiano J Balvin. Também lançada em abril, a música é considerada o terceiro single do álbum de estreia do astro pop, ainda sem data de estreia. O som mistura o ritmo latino do colombiano com uma pegada R&B.



15 junho 2018

Lançamentos da Editora Arqueiro (Junho/2018)


A Duquesa Feia, Eloisa James
Contos de Fadas Vol. 3
Baseado na história O Patinho Feio, esse é o terceiro volume da série Contos de Fadas. Como ela ousa achar que ele a ama, quando Londres inteira a chama de Duquesa Feia? Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado. Ainda assim, os tablóides dizem que a união não durará mais do que seis meses. Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre… até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote. E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação. Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra.

13 junho 2018

Resenha - A Casa dos Pesadelos, Marcos DeBrito


Livro: A casa dos pesadelos
Autor(a): Marcos DeBrito
Editora: Faro Editorial
Páginas: 144
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Dez anos depois de estar cara a cara com aquela assombração, Tiago finalmente concorda em voltar à mesma casa para visitar sua avó. Agora adolescente, ele pretende provar para si mesmo, que a terrível imagem que o aterrorizara nas madrugadas por tanto tempo, não passava de uma criação tenebrosa da infância. Mas, ao chegar no casarão, o jovem se depara com o misterioso quarto de seu falecido avô, agora mantido fechado, e tratado como espaço proibido. As restrições com relação ao aposento, as sensações e barulhos no meio da noite logo alimentam nele a suspeita de que algo terrível habita o local. Tomado por uma estranha coragem e desejo de ver-se finalmente livre do medo, tudo que o rapaz deseja é descobrir o que há por trás daquela porta. Então, o pesadelo toma novo impulso quando a figura sombria da infância mostra-se real novamente... mas, desta vez, ela quer atacar o seu irmão mais novo. Determinado a impedir que o caçula passe por terror semelhante, Tiago, mesmo apavorado, decide enfrentar a criatura. E o que descobre expõe terríveis segredos do passado que ninguém poderia imaginar.


Traumas na infância podem ser um fardo pesado a se carregar, e se torna ainda pior quando a vítima em questão se tranca em um sofrimento que nem mesmo seus pais são capazes de compreender. Como ajudar um filho a se recuperar quando não conseguimos alcançar seus temores mais profundos? Essa é uma das reflexões do livro de Marcos DeBrito, que aguçou minha curiosidade durante todo o decorrer da leitura.

12 junho 2018

Resenha - A duquesa, Danielle Steel


Livro: A duquesa
Autor(a): Danielle Steel
Editora: Record
Páginas: 300
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Angélique Latham cresceu no esplendoroso Castelo Belgrave, na Inglaterra, e foi criada sob a tutela e o carinho do pai, o duque de Westerfield. Aos 18 anos, ela é a menina dos olhos do duque, mas, assim que ele morre, seus meios-irmãos mais velhos lhe viram as costas, abandonando-a completamente. Porém, com sua inteligência aguçada, uma beleza arrebatadora e um baú de dinheiro que seu pai lhe deu em segredo no leito de morte, ela fará de tudo para sobreviver. Sem conseguir arrumar emprego por não ter uma carta de referência, mesmo depois de um tempo trabalhando como babá, Angélique tenta a sorte em Paris. E é lá que o destino coloca em seu caminho uma prostituta, vítima dos maus-tratos de Madame Albin. Ao ajudar a jovem, Angélique vê uma oportunidade: abrir um bordel de luxo para atender aos homens mais abastados da cidade e onde pudesse proteger essas mulheres. Logo, o elegante Le Boudoir, um lugar onde os homens poderosos podem satisfazer seus desejos mais secretos com as companhias mais sofisticadas, se torna a sensação de Paris. Mas, vivendo na iminência de um escândalo, Angélique conseguirá algum dia recuperar seu lugar no mundo? Da Inglaterra do século XIX, passando por Paris e Nova York, Danielle Steel retrata uma época de luta das mulheres em uma sociedade predominantemente masculina ao contar a história inspiradora de uma cativante dama de espírito revolucionário.


Fruto de uma linda história de amor, Angélique Latham é a filha mais nova do duque de Westerfield. Órfã de mãe desde os primeiros dias de vida, a garota cresceu cercada pelo zelo do pai e pelo rancor dos meios-irmãos, herdeiros do primeiro casamento do duque.

A garota era apaixonada pela propriedade onde viviam. O castelo foi prospero sobre o comando de seu pai, com quem aprendeu sobre a administração das terras e o respeito que se deve ter com empregados e arrendatários. Porém a lei dizia que o herdeiro de tudo seria Tristan, seu irmão mais velho. O pai pediu diversas vezes que ele proporcionasse uma vida digna a irmã, mas preferiu ele mesmo garantir que ela tivesse algum meio de sobreviver caso seu desejo não fosse honrada. Em seu leito de morte, Phillip dá a filha um quantia considerável em espécie. Anos depois, esse presente é o responsável pela abertura do bordel mais famoso de Paris

- É uma longa história. O típico conto de fadas envolvendo uma propriedade e um título na Inglaterra, um meio-irmão ciumento que estava determinado a se livrar de mim e que fez com que eu fosse trabalhar como babá na cada de outra família.


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