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16 junho 2026

A Livraria dos livros proibidos, Marc Levy




Livro:
 A Livraria Dos Livros Proibidos
Autor(a): Marc Levy
Editora: Faro Editorial
Páginas: 224
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora


Desde jovem, Mitch viveu imerso no universo dos livros, uma paixão que moldou sua alma, mas também carrega as cicatrizes de um passado conturbado e um legado emocional que o define. Ao reformar uma sala secreta em sua livraria, ele desvenda um tesouro escondido: uma coleção de livros proibidos por um governo opressor. Esse espaço se transforma em um refúgio clandestino, onde leitores famintos por liberdade desafiam a censura. Mas a coragem de Mitch tem um preço: sua prisão por um crime que parecia inconcebível. Após cinco anos atrás das grades, tudo o que Mitch deseja é recuperar sua liberdade e reabrir sua livraria. Mas o destino tem outros planos. Ao cruzar o caminho do promotor que o condenou – um homem que ele jurou nunca perdoar –, Mitch é consumido pelo desejo de vingança. No mesmo dia, conhece Anna, uma jovem chef talentosa que foge de seu próprio passado sombrio. Duas almas intensas se esbarram, transformando a vida um do outro de maneiras inesperadas. Dividido entre a sede de vingança e a força avassaladora do amor, Mitch precisa confrontar as sombras de seu passado antes de encontrar um caminho para o futuro. Uma carta de amor aos livros, A Livraria dos Livros Proibidos é uma obra envolvente que reacende o desejo de ler, resistir e viver.

Se existe uma coisa que todo leitor ávido ama, é uma história que fala sobre o próprio amor pelos livros. Quando essa premissa vem embalada em uma trama de mistério, cenários charmosos e uma pitada crucial de crítica social, o resultado é quase sempre arrebatador. É exatamente isso o que encontramos em A Livraria dos Livros Proibidos, romance do aclamado autor francês Marc Levy, lançado no Brasil pela Faro Editorial. 

Conhecido mundialmente por seus enredos fluidos e de apelo cinematográfico, Levy constrói aqui uma narrativa que funciona tanto como um suspense envolvente quanto como um manifesto em defesa da liberdade de expressão. A trama nos transporta para um universo onde a literatura assume o papel que sempre teve nos momentos mais sombrios da história: o de uma arma perigosa contra a opressão. No centro de tudo está uma livraria que é muito mais do que um comércio de páginas e capas. Trata-se de um verdadeiro refúgio clandestino que abriga um acervo de obras censuradas e proibidas pelo regime vigente. À medida que acompanhamos os protagonistas na busca por segredos enterrados entre as linhas desses livros banidos, somos levados a refletir sobre o perigo real do silenciamento e sobre como o conhecimento é capaz de assustar aqueles que detêm o poder de forma autoritária.

16 dezembro 2025

Resenha - Bolo de limão com sementes de papoula, Cristina Campos





Livro:
 Bolo de limão com sementes de papoula
Autor(a): Cristina Campos
Editora: Faro Editorial
Páginas: 288
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Esta é uma emocionante história sobre amizade, maternidade, segredos e receitas esquecidas. Mas, especialmente, sobre mulheres que, já adultas, decidem trilhar novos caminhos. Em uma pequena cidade da Espanha, duas irmãs que se distanciaram ainda na adolescência, são obrigadas a se reencontrar, depois que recebem uma herança deixada para ambas por uma senhora da qual nenhuma delas têm lembrança. Tantos anos separadas, elas agora são como duas estranhas, que pouco sabem o que se passou em mais de uma década com a outra. Anna está ca¬sada com um homem que não ama mais. Marina trabalha como médica em ONGs humanitárias e populações vulneráveis. Nesse inesperado reen¬contro, elas buscam descobrir o que há por trás dessa misteriosa herança, mas terão de enfrentar antigos conflitos familiares se quiserem recupe¬rar os anos perdidos. Bolo de limão com sementes de papoula é o primeiro romance de Cristina Campos. 


Bolo de Limão com Sementes de Papoula, de Cristina Campos, é uma narrativa envolvente que utiliza a gastronomia como ponte para explorar as complexidades das relações familiares e a força da herança feminina. 

A trama acompanha Anna e Marina, duas irmãs com vidas e personalidades opostas que, após anos de distanciamento, são forçadas a se reencontrar em Mallorca para vender uma padaria herdada de uma mulher desconhecida. 

23 novembro 2022

Resenha - Turma da Mônica Jovem: Mudando o Jogo, Maurício de Sousa


 
Livro: Turma da Mônica Jovem: Mudando o Jogo (#1)
Autor(a): Maurício de Sousa
Editora: Milkshakespeare
Páginas: 96
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Livro cedido através da parceria com a editora


Sucesso de público e crítica, a série animada da Turma da Mônica Jovem, exibida e coproduzida pelo Cartoon Network, chega aos livros numa versão livro com ilustrações. Neste primeiro volume, são três histórias: um incrível torneio de games chacoalha as estruturas do bairro do Limoeiro, duas festas rivalizam a atenção da turma na noite em que a Superlua aparecerá no céu e o misterioso Rei dos Trolls faz ataques virtuais a todos os amigos da Mônica, que decide descobrir quem é ele.



Turma da Mônica Jovem: Mudando o jogo é o primeiro volume da série Turma da Mônica Jovem lançado pelo selo Milkshaspeare, da Faro Editorial. Aqui nós teremos três histórias da turminha mais amada do Brasil! 

A primeira é sobre um torneio de games e Cebola que é super competitivo, está pronto para participar com seu amigo Cascão. No entanto, Mônica não ficará para trás e vai treinar muito para participar desse torneio com sua parceira Magali. Quem sairá vitorioso deste desafio? Será que algum membro da nossa turma? 

Em A balada da Superlua, temos a história de uma festa badalada que está acontecendo no dia da superlua. Mônica decide dar uma festa nesse mesmo dia e logo ela irá descobrir com quem pode contar e qual o verdadeiro significado de ser amigo.

Na terceira e última história, temos o Rei dos Trolls e aqui falamos de um assunto bem sério. Uma página de internet foi criada para expor alunos e praticar bullying, gerando um grande desconforto e confusão entre os jovens. Será que nossos personagens conseguirão desmascarar o causador disso tudo?

Minha experiência com a turma da Mônica foi apenas na infância, mas fazia tempo que eu queria conhecer mais desses personagens vivendo a juventude. Será que mudaram tanto? E a resposta é sim e não! As características mais marcantes de cada um deles permanecem como lembramos, mas todos estão experimentando e descobrindo novos sentimentos, aprendendo novas lições e levantando questionamentos. Foi uma delícia acompanhá-los nessas novas histórias e me identificar com alguns sentimentos que também tive nessa fase. Terminei o livro em poucas horas e senti aquele gostinho da infância.


05 agosto 2022

Resenha - Mentiras Incendiárias, Jennifer Lynn Alvarez


 
Livro: Mentiras Incendiárias
Autor(a): Jennifer Lynn Alvarez
Editora: Faro
Páginas: 320
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Livro cedido através da parceria com a editora

UM PACTO DE SILÊNCIO... E A RELAÇÃO ENTRE AMIGOS É POSTA À PROVA Todos os anos as montanhas da Califórnia sofrem com uma temporada de incêndios. Ninguém leva isso mais a sério do que Hannah, a filha do xerife. Até este verão... Quando ela e seus melhores amigos provocam um incêndio de forma acidental, o instinto os leva a fugir, mentir para a polícia e para os investigadores. Mas o que era um pequeno fogo toma proporções gigantescas, devorando tudo o que encontra pelo caminho: casas, animais, pessoas. É nesse momento que as relações de amizade se estremecem e cada um vai revelando faces de suas personalidades até então desconhecidas. O QUE ALGUMAS PESSOAS SÃO CAPAZES DE FAZER DIANTE DO MEDO, DO DESESPERO OU POR INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA?


Quando Hannah e um grupo de amigos se reuniram em Gap Mountain, a ideia era encerrar mais um ciclo antes de partir para uma nova fase e iniciar a vida universitária. A princípio, tudo se desenvolvia conforme o planejado e juntos, eles recordam experiências vividas e que certamente deixariam saudades. O que eles não imaginavam é que o momento célebre e de despedida ficaria marcado por uma tragédia.

Tudo iniciou com uma discussão, que deu início à uma pequena chama na floresta. Para Hannah e seus amigos, a situação seria facilmente resolvida, mas logo o fogo se alastrou tomando proporções inimagináveis, levando consigo vidas, destruindo casas e parte da floresta. Hannah é filha do xerife, ela é inteligente e assim como o pai quer seguir carreira na área criminal. Contudo, Hannah sabe que se descobrirem que a filha do xerife local estava na floresta no momento em que o incêndio começou, a carreira do seu pai estará em risco.

E é para manter a reputação do pai intacta e salvar a própria pele e a dos amigos que Hannah decide fazer um pacto, escondendo toda a verdade das autoridades. O grande problema é que nossa protagonista não é nada confiável, o que deixa o leitor em dúvida em relação às suas decisões, principalmente por Hannah se mostrar uma pessoa emocionalmente dependente de outro personagem. Logo surge o questionamento, o que ela seria capaz de fazer para manter esse segredo?

Quando iniciei o livro, imaginei que a história se desenvolveria em torno das investigações sobre o incêndio e na tentativas de Hannah e seu grupo escaparem sem suspeita do ocorrido. Mas Jennifer Lynn Alvarez deixou a história ainda mais frenética com o desaparecimento misterioso de um dos integrantes do grupo. Será que o sumiço teria relação com o incêndio, ou seria causado por algum dos amigos? Foi impossível largar o livro antes de descobrir a verdade!

Repleto de mistério, segredos e com um ritmo eletrizante, Mentiras Incendiárias surpreendeu entregando uma história reflexiva e com muita investigação. A obra ainda fala sobre relacionamentos tóxicos, rancor e amizade. Indico para os fãs de thriller e confesso que fazia tempo que um livro do gênero não me prendia desse jeito!


07 dezembro 2021

Resenha - 27 dias, Alison Gervais



Livro: 27 dias
Autor(a): Alison Gervais
Editora: Faro
Páginas: 288
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Livro cedido através da parceria com a editora

Sensação internacional com mais de 25 milhões de leitores! Quando Archer Morales dá fim a sua vida, todos os colegas de escola ficam abalados. Hadley Jamison sente a perda de forma mais acentuada. Eles estudavam na mesma sala e só agora ela percebe que nunca conversou com Archer – o que a faz se questionar como não notou que havia algo de errado acontecendo. Tentando entender e lidar com aquela atitude trágica, Hadley vai ao funeral de Archer. Após conhecer a família dele, ela é abordada por um homem sombrio, que se apresenta como Morte, e faz uma proposta surpreendente e, ao mesmo tempo, assustadora. Ele oferece 27 dias para Hadley voltar no tempo e alterar o passado. 27 dias para ela ajudar Archer a mudar seu destino ou, então, Hadley é quem sofrerá as consequências. Mesmo confusa, a jovem aceita a proposta. Sua missão não será fácil. Com os dias correndo, ela tem pouco tempo para ajudar Archer a sair do caos que o levou a cometer um ato tão brutal. Mas entrar na mente de uma pessoa em desespero pode colocá-la igualmente em perigo.


No dia em que recebeu a notícia da morte de Archer Morales, Hadley Jamison sentiu como se parte da culpa fosse dela. Archer havia cometido suicídio, mas apesar de todos os colegas da escola sentirem o abalo, foi Hadley que se incomodou com o fato de nunca ter dado atenção ao colega. Será que um pouco mais de empatia e sensibilidade da parte dela ou de seus colegas teria mudado a decisão do garoto?

16 novembro 2021

Resenha - A Garota Anônima, Greer Hendricks e Sarah Pekkanen



Livro: A Garota Anônima
Autor(a): Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
Editora: Faro Editorial
Páginas: 365
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Ela está mentindo para descobrir a verdade. Quando Jessica Farris se inscreve para um estudo conduzido por um grupo de psicologia, ela pensa que tudo o que precisa fazer é responder a algumas perguntas, receber seu dinheiro e ir embora. Mas à medida que as perguntas ficam mais invasivas, Jess começa a sentir como se soubessem o que ela está pensando... e, pior, o que está escondendo. Conforme a paranoia de Jess aumenta, fica claro que ela não pode mais confiar no que é real em sua vida e o que são experimentos manipulados pelo grupo de pesquisa. Agora, presa em uma teia de incertezas, Jess rapidamente aprende que algumas obsessões podem ser mortais.


Aos 25 anos, Jessica Farris trabalha como maquiadora domiciliar para uma empresa, o salário não é grande coisa, o que torna o ato de manter as contas em dia um verdadeiro desafio, já que a moça também precisa dar suporte financeiro a família e ajudar com as despesas de terapia da irmã mais nova. Por isso, quando descobre a oportunidade de aumentar sua renda através da participação de um estudo conduzido de psicologia sobre moralidade e ética, ela não pensa muito, pois precisa do dinheiro.

Para Jessica, tudo seria muito simples, ela responderia algumas perguntas, pegaria seu dinheiro e iria embora. No entanto, a experiência se mostra diferente do imaginado quando a jovem se vê respondendo perguntas cada vez mais pessoais e invasivas, o que a deixa paranoica. Afinal, qual a finalidade desse estudo que a obriga a revelar seus maiores segredos? E o que a criadora do projeto fará com as essas informações? São esses questionamentos que nos despertam o desejo de adentrar ainda mais nesse thriller psicológico fluido e bem desenvolvido por Greer Hendricks e Sarah Pekkanen.

06 outubro 2021

Resenha - Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll



Livro: Alice no país das maravilhas
Autor(a): Lewis Carroll
Editora: Faro
Páginas: 144
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Com as ilustrações originais que deram vida aos personagens, explore o universo único criado por Lewis Carroll. Esta é a história sobre uma garotinha caindo de um buraco de coelho que se tornou a heroína mais popular da literatura inglesa. Enquanto Alice explora um mundo subterrâneo bizarro, ela encontra um elenco de personagens estranhos e fantasiosos: o apressado Coelho Branco, o Chapeleiro Maluco, o sorridente gato Cheshire, os gêmeos, a terrível Rainha de Copas e outras criaturas extraordinárias. Perca-se nesta aventura através dos olhos de Alice nesse maravilhoso mundo nonsense, repleto de significados criados por meio de sátiras, alegorias e metáforas, que escondem profundas revelações. Talvez Alice não seja mais que um sonho, um conto de fadas sobre os desafios e tribulações do crescer ― talvez seja a visão de que o mundo adulto parece estar de cabeça para baixo, quando visto pelos olhos de uma criança...

É sempre um prazer revisitar o universo de Lewis Carroll através de Alice nos país das maravilhas e com essa edição primorosa da Editora Faro, mais uma vez me vi completamente apaixonada pela história da garotinha que caiu em um buraco de coelho.

Acompanhar Alice explorando aquele mundo subterrâneo bizarro com criaturas estranhas, bem como sua inocência para lidar com diversas situações sempre me encanta e me traz uma nova ótica a cada releitura. Acredito que não há muito sobre o que falar sobre essa obra, afinal a história de Alice é um grande clássico conhecido por adultos e crianças. Mas já adianto que se você conhece a história somente através das adaptações, provavelmente irá se surpreender ao ler o livro, pois sim, a trama escrita por Lewis Carrell tem detalhes bem diferentes do que encontramos nas telinhas, não apenas em termos de cenários, mas também em relação aos personagens. E sim, esses detalhes podem ou não agradar o leitor. Vai depender da expectativa de cada um.

Em termos de leitura, essa é uma história fácil de acompanhar, tanto pelo tamanho do livro que possui apenas 144 páginas e capítulos curtos, quanto pelo envolvimento com o enredo e a loucura desses personagens que despertam e cativam a atenção do leitor desde o primeiro contato.

O que eu mais gosto nesse livro além de todas as metáforas criadas por Carrol é a oportunidade de acompanhar esse universo pelos olhos de Alice, bem como as lições importantíssimas que a obra traz. Leiam e se apaixonem também!

11 setembro 2021

Resenha - Procure nas Cinzas, Charlie Donlea



Livro: Procure nas Cinzas
Autor(a): Charlie Donlea
Editora: Faro
Páginas: 356
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O ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center chocou o mundo vinte anos atrás, mas, para uma família, esse atentado teve um gosto mais amargo. A destruição dos edifícios deu fim à vida de Victória, a principal suspeita de um crime brutal ― sem que ela tivesse a chance de se defender. E sua irmã, Emma, ainda tinha um assunto pendente: naquele momento extremo, pouco antes de o prédio desabar, Victoria conseguiu realizar uma última ligação pedindo que Emma a ajudasse a provar sua inocência. O caso fica abandonado por duas décadas, até que a evolução das técnicas forenses possibilitou a identificação do DNA de uma das vítimas dos ataques ― justamente da mulher que foi considerada culpada pelo assassinato de um conhecido escritor. Avery Manson, uma famosa apresentadora de TV, vê no caso uma oportunidade de alavancar ainda mais a sua carreira. Seu faro jornalístico a leva até Emma, e ela decide fazer o que for preciso para reabrir o caso, expor as falhas da polícia e descobrir se Victoria era ou não inocente. Avery não imaginava que seria preciso remontar um complexo quebra-cabeça para se chegar à verdade. E ela própria guarda também muitos segredos que, na busca insaciável por conseguir uma ótima história, podem ser expostos e destruir todo o sucesso que conquistou. Para quem ama os clássicos de Agatha Christie ou adora suspenses e personagens misteriosos e envolventes. Procure nas cinzas, lançamento da Faro Editorial, cria um emaranhado de tramas e personagens interessantes, capazes de tudo, e que irão fisgar os leitores até as últimas páginas.


Vinte anos atrás, Victoria Ford era apontada como suspeita da morte brutal do próprio amante. A cena do crime continha inúmeras evidências de seu DNA, mas apesar de tudo incriminá-la, Victoria jurava ser inocente e desesperadamente buscava uma forma de provar a impossibilidade de sua participação no crime. Contudo, o caso chega ao fim quando Victoria fica presa nas Torres Gêmeas no fatídico dia do atentado de 11 de setembro.

Desde que Avery Mason assumiu a posição de apresentadora do American Events, um programa de TV de grande audiência, tudo mudou! Avery logo percebeu seu potencial para alavancar os números do programa e manter o público grudado na tela, ela era um fenômeno, mas seu contrato estava chegando ao fim e muito mais do que renová-lo, Avery queria ser tão ou mais valorizada que o antigo apresentador, não apenas por saber que mulheres são desvalorizadas em seu ofício, mas pela certeza de que sim, ela era a melhor.

Em busca de um roteiro surpreendente e capaz de mantê-la como host do show, Avery esbarra com o caso de Victoria vinte anos após seu arquivamento, quando uma nova tecnologia permite que seja constatada a compatibilidade de DNA através de fragmentos encontrados nos destroços do World Trade Center. A princípio Avery queria apenas falar sobre essa nova tecnologia, mas investigar o crime não solucionado seria sua chance de fazer história no programa.

O problema é que Avery ainda precisa lidar com um fantasma do passado que manchou a reputação de sua família quando um esquema fraudulento conduzido por seu pai veio à tona. Por mais que ela não estivesse ligada as fraudes, associar o caso a sua imagem prejudicaria sua carreira. No entanto, Avery nem imagina que o FBI já está em sua cola, e ela precisará de um bom plano para manter seu emprego enquanto resolve seu passado.

Procure nas cinzas é um livro carregado de investigação e mistério. A história alterna entre passado e presente, entregando ao leitor uma trama de ritmo eletrizante, com personagens bem delineados e com direito a crossover. Para além do suspense, o autor também traz um tema importante através de Avery. Ela precisa enfrentar o machismo do mundo televiso e provar seu valor constantemente, mesmo quando os números de audiência apontam resultados superiores.

A cereja do bolo fica por conta do final inesperado que conseguiu me chocar. Sim, Donlea surpreende na última página e apesar de ser tapeada e já imaginar que aconteceria, nunca imaginei que seria dessa forma. Leiam!


27 julho 2021

Resenha - Desgrávida, Jenni Hendricks e Ted Caplan


 
Livro: Desgrávida
Autor(a): Jenni Hendricks e Ted Caplan
Editora: Faro Editorial
Páginas: 256
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Escolha era apenas o começo de uma jornada. Veronica Clarke nunca foi reprovada num teste e nunca desejou isso. Até agora... Aluna exemplar, aos 17 anos, ela parece ter uma vida perfeita: um namorado apaixonado, pais que se orgulham dela e uma vaga na universidade dos seus sonhos. Mas, pela primeira vez, um resultado de positivo não lhe parece algo bom. Ao fazer um teste de gravidez, Veronica se descobre grávida e fica em pânico ao ver seus planos de futuro irem por água abaixo. Desesperada, ela decide realizar um aborto. Com medo de enfrentar julgamentos, Veronica encontra uma aliada improvável... a rebelde Bailey Butler, sua ex-melhor amiga, é a única com quem ela pode contar. Para tentar realizar o procedimento, as duas partem em uma viagem de mais de três mil quilômetros, em meio a loucuras, risadas, cumplicidade e discussões que reabrem cicatrizes que precisam arder antes de, talvez, serem curadas. Talvez um teste positivo seja o menor dos problemas. Talvez o percurso seja mais importante. Talvez aprender a rir da vida e não levar tudo a sério seja um caminho. Será? 

Aos 17 anos, Veronica Clarke tem a vida perfeita! Dona de um currículo exemplar, rodeada de amigas que a veneram e namorada do carinha mais cobiçado da escola, a adolescente tem tudo o que planejou para sua vida nos mínimos detalhes e mal pode esperar para dar o próximo passo em sua vida e embarcar na faculdade dos sonhos, até que, seus planos são interrompidos por uma gravidez indesejada.

22 julho 2021

Resenha - Quase Rivais, J. Sterling


Livro: Quase Rivais
Autor(a): J. Sterling
Editora: Faro Editorial
Páginas: 160
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Livro cedido através da parceria com a editora
Suas famílias são inimigas... Mas será que é possível resistir a uma louca paixão? James é louco por sua vizinha Julia... Julia brilha e se arrepia cada vez que esbarra com James... a combinação seria perfeita se suas famílias não fossem rivais há gerações. E, como se não bastasse, os dois são concorrentes no trabalho.
Mas, mesmo com tudo jogando contra, quanto mais tentam resistir, mais forte fica o desejo. James e Julia entendem que precisam se manter afastados. O problema é: como? J. Sterling, autora conhecida por seus romances incríveis, recria em Quase Rivais a maior história de amor de todos os tempos. Neste Romeu e Julieta dos tempos modernos, há alguns detalhes que se repetem, mas o que poderia ser diferente?


Julia La Bella é uma renomada profissional do ramo de vinhos e suas criações são apreciadas por todos, de forma que elas sempre ganham a premiação do ramo. A família La Bella vive em constante rivalidade com a família Russo, seus vizinhos e rivais nos negócios.

James Russo administra a vinícola da família e suas criações sempre perdem para as de Julia nas competições. Ele também foi criado para odiar os La Bella, mas seu coração diz o contrário. Desde a primeira vez que ele viu Julia, aos quatro anos de idade, ele soube que seu coração era dela.

Os sentimentos de Julia são conflitantes. Ela sabe que se sente atraída por James, mas não pode nem cogitar se envolver com ele, já que seu pai constantemente ameaça tirar a vinícola dela se ela sequer chegar perto de um Russo. Mas cada vez que os dois ficam no mesmo ambiente, a tensão é inegável.

Quando um incêndio quase coloca as famosas vinhas de Julia em risco, James faz o que está ao seu alcance para salvá-las do fogo. Em agradecimento, ele pede que Julia aceite sair com ele para jantar, dando-lhe uma chance de expor seus sentimentos.

Será que James conseguirá conquistar de vez o coração de Julia? Como ficarão suas famílias se eles engatarem um relacionamento? E, afinal, o que aconteceu no passado entre os La Bella e os Russo para essa rivalidade ainda existir?

09 dezembro 2020

Resenha - Melhor que a encomenda, Lauren Blakely


Livro:
 Melhor que a encomenda
Autor(a): Lauren Blakely
Editora: Faro Editorial
Páginas: 320
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Livro cedido através da parceria com a editora

QUAL SERIA O ÚLTIMO LUGAR PARA VOCÊ ENCONTRAR O AMOR? Depois de várias desilusões, April desiste de buscar relacionamentos e passa a focar toda a energia no trabalho, até que surge uma daquelas reuniões familiares. Ela sente-se feliz solteira... mas encarar os interrogatórios de seus pais, da irmã e de todas suas tias casamenteiras durante um fim de semana prolongado é uma ideia desesperadora. Então, ela pensa numa solução prática: contratar um acompanhante. Parece uma tarefa simples: levar um namorado que deve servir tanto para impressionar a família quanto para afastar pretendentes indesejáveis. Theo é o candidato ideal. Lindo, simpático, atencioso e o principal: depois do fim de semana, ele recebe o pagamento e cada um segue sua vida. Esse era o plano... Só que dividir momentos engraçados e inventar histórias pode ter o efeito oposto...


April é uma jovem solteira vivendo em Nova York. Ela ama ser independente, ama sua profissão e está focada em sua carreira. Mas quando seu caminho e assuntos que envolvam relacionamentos amorosos se cruzam, as coisas começam a complicar. A verdade é que April já sofreu algumas desilusões no campo do amor e por esse motivo tem optado por seguir sozinha, porém, enfrentar uma reunião de família onde seus pais, irmã e as tias casamenteiras não pouparam questionamentos e nem tentativas de lhe arrumar um par não estava em seus planos, motivo pelo qual ela encontra uma saída arriscada, contratar um namorado de mentira.

Theo tem 28 anos, é barman e possui um passado conturbado. Para ganhar uma graninha extra, ele trabalha como acompanhante nos horários vagos. Seus serviços não incluem envolver-se física ou emocionalmente com suas clientes, mas quando April entra em contato e o contrata para passar cinco dias em sua companhia em uma festa de família fingindo um relacionamento de mentirinha, ele começa a perceber que talvez esse trabalho não seja tão fácil quanto os anteriores. Será que ambos conseguiram sair impunes dessa farsa romântica?

Lauren Blakely já havia me conquistado com a série Big Rock, mas em Melhor que encomenda ela me ganhou de vez. O livro é uma delícia e a leitura é fluída e muito envolvente.

A história intercala entre a narrativa de April e Theo, o que permite ao leitor se afeiçoar e compreender mais intimamente ambos. Adorei a química existente entre esse casal, mas acima de tudo, acompanhar o desenvolvimento desse relacionamento acontecendo.

Melhor que a encomenda é o tipo de livro que a gente inicia a leitura já sabendo o que irá acontecer, mas para além dos clichês, essa comédia romântica é sem dúvida uma história para apaixonar e aquecer o coração dos amantes de romance.

16 outubro 2020

Resenha - Nunca Saia Sozinho, Charlie Donlea


Livro:
 Nunca Saia Sozinho
Autor(a): Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Páginas: 352
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SE ACEITAR O CONVITE, NÃO IGNORE O AVISO. Dentro dos muros de uma escola de elite as expectativas são altas, e as regras, rígidas. Na floresta, além do campus bem cuidado, há uma pensão abandonada que é utilizada pelos alunos como ponto de encontro noturno. Para quem entra, existe apenas uma regra: não deixe sua vela apagar ― a menos que você queira encontrar o Homem do Espelho... Há um ano, dois estudantes foram mortos em um massacre terrível. Desde então, o caso se tornou o foco do podcast “A casa dos suicídios”. Embora um professor tenha sido condenado pelos assassinatos, muitos mistérios e perguntas permanecem. O mais urgente é: por que tantos alunos que sobreviveram àquela noite macabra voltaram ao lugar para se matar? Rory Moore, especialista em casos arquivados, e seu parceiro, Lane Philips, começam a investigar a noite dos assassinatos, em busca de pistas que possam ter escapado da escola e da polícia. Porém, quanto mais descobrem sobre os alunos e aquele jogo perigoso que deu errado, eles se convencem de que algo fora do normal ainda está acontecendo. O jogo não acabou. Ele prospera... em segredo, em silêncio. E, para seus jogadores, pode não haver uma maneira de vencer ou de sobreviver.


No verão de 2019, dois adolescentes foram brutalmente assassinados em uma casa abandonada nos limites da Escola Preparatória de Westmont, um internato de elite conceituado e conhecido pelo alto padrão e rigor. Os assassinatos foram rapidamente resolvidos e o caso foi encerrado quando um professor foi apontado como autor dos crimes. No entanto, um ano após os acontecimentos daquela fatídica noite, os sobreviventes do massacre retornam a casa para se matar.

A Casa dos Suicídios é o podcast do momento e promete trazer detalhes dos assassinatos ocorridos em Westmont. Há rumores de que uma sociedade secreta exista na escola e que os alunos envolvidos na tragédia participavam de um jogo perigoso conhecido como “O Homem do Espelho”. Para ajudar a solucionar esse mistério, o Dr. Lane Phillips, professor de psicologia forense é convidado para traçar o perfil do assassino, e com a ajuda de Rory Moore, especialista em casos arquivados, uma nova investigação em busca de pistas que possam ter passado despercebidas se inicia. Porém, quanto mais descobrem sobre os alunos e sobre o misterioso jogo, mais a certeza de que algo não se encaixa fica evidente. À medida que o caso evolui com novas evidências, eles se convencem de que o jogo permanece ativo e que o assassino talvez esteja à solta.

Com um cenário sombrio e digno de um filme de suspense com pitadas de terror, Charles Donlea construiu uma trama inteligente e instigante do início ao fim. A narrativa não é feita de forma linear e nem segue um ponto de vista único, ela intercala passado e presente, entregando ao leitor diferentes perspectivas sob diversos pontos de vista, incluindo também a perspectiva do assassino e suas motivações para matar. É como se fosse um grande quebra-cabeça nos desafiando a desvenda-lo, mas não se deixe enganar, há muitos suspeitos nessa história, porém, é quase impossível antecipar a reviravolta alucinante que nos aguarda.

Com muita ação, mistério e investigação, Nunca Saia Sozinho é um thriller bem escrito e desenvolvido que promete agradar aos fãs mais exigentes do gênero, em especial aos fãs assíduos do autor que surtarão com o final.

25 junho 2020

Resenha - Feitos de Sol, Vinícius Grossos


Livro: Feitos de Sol
Autor(a): Vinícius Grossos
Editora: Faro
Páginas: 256
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Livro cedido através da parceria com a editora

E se você soubesse que o mundo está prestes a acabar, qual seria o último momento que você gostaria de guardar para sempre? E se fosse sua última chance de seguir seu coração e descobrir um mundo novo de possibilidades? E se você encontrasse o verdadeiro amor prestes a enfrentar o bug do Milênio? Essas eram algumas das dúvidas que Cícero tinha em mente, no auge de seus 15 anos e prestes a vivenciar a virada dos anos 2000. Mas tudo isso mudou no instante em que Vicente atravessou o seu caminho e colocou tudo de pernas para o ar. A Faro Editorial lança em julho “Feitos de Sol”, o novo romance de Vinicius Grossos, um dos mais amados autores nacionais de YA. Vinícius incluiu nesta obra cenas que ele próprio viveu: a luta por aceitação em um lar religioso e o medo do fim do mundo. Neste romance, vamos acompanhar os planos finais de dois meninos que viram suas vidas se entrelaçarem quando um grande desastre estava prestes a acontecer. Vicente, um jovem reprimido por uma família extremamente religiosa e conservadora. Cícero, um garoto criado apenas pela mãe com muito carinho, mas com enormes dúvidas quanto ao seu papel no mundo. Unidos pelo destino em busca da última edição de uma revista da qual eram fãs, Vicente e Cícero vão descobrir o valor da amizade e do primeiro amor, o peso do ódio e do preconceito, e meio a momentos inesquecíveis em uma das décadas mais fantásticas: os anos 90. Um a história delicada e divertida sobre o primeiro amor e suas consequências.


Aos quinze anos, Cicero não tem muitas preocupações. Sua mãe é sua melhor amiga e a relação deles é a melhor que qualquer um poderia desejar. Sua amizade com Karol - uma amizade com benefícios, por assim dizer - segue fluindo normalmente e sua série de quadrinhos favorita, Under Hero, está prestes a lançar o seu volume final.

O ano é 1999 e Cícero acredita que o Bug do Milênio está prestes a acontecer, com a virada para o ano 2000. O garoto tem a certeza de que isso trará o fim do mundo, já que os computadores não entenderão a nova data e dispararão todos os mísseis existentes, destruindo tudo ao seu alcance.

05 maio 2020

Resenha - Deixei meu coração em modo avião, Fabíola Simões


Livro: Deixei meu coração em modo avião
Autor(a): Fabíola Simões
Editora: Faro
Páginas: 272
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Livro cedido através da parceria com a editora
“Hoje é o dia para você não alimentar expectativas, nem tentar controlar o que não pode, ou se culpar por aquilo que não depende só de você. Desligue o wi-fi do seu coração” Neste livro, a autora do blog “A soma de todos os afetos” mostra porque arrebata seguidores pelas redes sociais. São mais de 2,5 milhões de fãs no Facebook e mais de 150 mil no Instagram. Com crônicas que abordam os amores e as dores da vida real, Fabíola reflete sobre a importância de levarmos uma vida mais leve, de não se cobrar perfeição, de descansar entre momentos apressados, ser gentil com os outros e consigo mesmo. “Deixei meu coração em modo avião. Hoje não quero criar expectativas, controlar o que não posso, me culpar por aquilo que não depende só de mim.” Através do olhar doce e observador, Fabíola reflete sobre como podemos aprender a esperar o momento de agir, da dor amenizar, da ferida sarar e da saudade deixar de doer. Este livro fala ao coração de uma forma única e especial e faz um convite, deixar o coração se acalmar e esperar que a vida te surpreenda.


Ler crônica ou poesia é algo totalmente fora da minha zona desconforto, mas tenho curtido cada vez mais essa experiência. E como boa canceriana, fui logo capturada pelo título do livro. Não conhecia a autora ou o seu blog, mas já me tornei mais uma fã! Atenção, esse não é um livro para ser devorado e sim, apreciado lentamente. Ele é dividido em quatro partes, onde os assuntos acabam se agrupando, e no final, todos se conectam. Ter esse conhecimento pode mudar totalmente sua experiência com a leitura, afinal, nossas necessidades mudam constantemente.

Começamos com o autoamor. Muitas pessoas tem um medo absurdo da solidão (eu inclusive), mas por que não podemos apreciar a nossa própria companhia? Pulamos de um relacionamento para o outro, hora se agarrando a amores, outras nos dedicando aos amigos e, pior, quase sempre ligados a tela de celular. A autora nos incentiva a desacelerar, a nos conectarmos com nós mesmos.

E quando desaceleramos, olhamos com mais cuidado ao redor, nos abrindo para os sinais que o mundo nos dá. Uma troca de olhar, um bom dia entusiasmado.. mas cuidado! Não confunda educação com paixão e nem aceite migalhas de quem deveria te oferecer o mundo. Essa parte fala sobre reciprocidade, seja do outro ou do mundo, e a importância dessa pequena atitude.

Com o terreno, vulgo: coração, preparado, a autora te leva a refletir um pouco mais fundo. Fala de amizade, empatia também sobre negatividade. De como é importe manter conosco pessoas que nos apoiam e valorizam. Afinal, se for para ouvir besteira, é melhor se afastar, né?

Alguns textos podem te tocar mais do que outros, mas aposto que você se identifica com a mensagem final: a felicidade se encontra nas coisas simples da vida.

Deixei meu coração em modo avião é uma dose homeopática de realidade para uma geração tão conectada e, ao mesmo tempo, tão sozinha.


09 março 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Março/ 2020)



Alta tensão
, Lauren Blakely

Ele nunca teve medo de se aventurar e correr riscos... mas uma paixão pode ser o grande teste de sua vida. Prepare-se para se apaixonar por mais um dos personagens da autora Lauren Blakely. Com histórias contadas do ponto de vista masculino, Lauren arrebata leitores pelo mundo e agora nos apresenta o irresistível Patrick. As mulheres costumam dizer que não é fácil encontrar um homem bom. E, encontrar um homem bom e que só de chegar perto as deixa sem ar, é ainda mais difícil. É por isso que sou um ótimo partido: bom, másculo, bem servido e, NOVIDADE, também estou pronto para largar as noitadas! Mas eu precisava desejar uma mulher que mora do outro lado do país? E, como se não bastasse, a irmã do meu amigo! Ponho na cabeça que lidar com isso é simples: tudo que tenho que fazer é resistir, me manter afastado o máximo possível... e eu tento, juro que tento, só que nem sempre funciona. Então ela resolve contratar minha empresa de turismo para fazer trilhas ao ar livre e meu plano de resistência será posto à prova. À luz das estrelas, no meio de uma floresta e dividindo a mesma barraca, até mesmo um homem focado como eu, pode perder o controle.



               Deixei meu coração em modo avião, Fabíola Simões

“Hoje é o dia para você não alimentar expectativas, nem tentar controlar o que não pode, ou se culpar por aquilo que não depende só de você. Desligue o wi-fi do seu coração”
Neste livro, a autora do blog “A soma de todos os afetos” mostra porque arrebata seguidores pelas redes sociais. São mais de 2,5 milhões de fãs no Facebook e mais de 150 mil no Instagram. Com crônicas que abordam os amores e as dores da vida real, Fabíola reflete sobre a importância de levarmos uma vida mais leve, de não se cobrar perfeição, de descansar entre momentos apressados, ser gentil com os outros e consigo mesmo. “Deixei meu coração em modo avião. Hoje não quero criar expectativas, controlar o que não posso, me culpar por aquilo que não depende só de mim.” Através do olhar doce e observador, Fabíola reflete sobre como podemos aprender a esperar o momento de agir, da dor amenizar, da ferida sarar e da saudade deixar de doer. Este livro fala ao coração de uma forma única e especial e faz um convite, deixar o coração se acalmar e esperar que a vida te surpreenda.


Não basta não ser racista: sejamos antirracistas
,  Robin Diangelo

É hora de todos os brancos abandonarem a ideia de superioridade e, de fato, atuarem no combate ao racismo. Negação, silêncio, raiva, medo, culpa... essas são algumas das reações mais comuns quando se diz a uma pessoa que agiu, geralmente sem intenção, de modo racista. Ser abertamente racista não é algo socialmente aceitável. Ninguém quer ser visto assim. Mas cada vez que se nega o racismo, impedimos que ele seja abordado e que nossos preconceitos sejam discutidos. As reações de negação não servem apenas para silenciar quem sofre o preconceito, também escondem um sentimento que a autora Robin Diangelo passou a chamar de fragilidade branca. Em seus estudos, Diangelo catalogou frases, palavras e sentimentos de voluntários que se veem sem qualquer preconceito e demonstrou que, no fundo, ele estava lá. Sua proposta é que todos comecem a ouvir melhor, estabeleçam conversas mais honestas e reajam a críticas com educação e tentando se colocar no lugar do outro. Não basta apenas sustentar visões liberais ou condenar os racistas nas redes sociais. A mudança começa conosco. A AUTORA: ROBIN DIANGELO é professora universitária, autora e consultora em questões de justiça racial e social há mais de vinte anos. Não basta não ser racista ― Sejamos antirracistas ocupa as primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mundo desde seu lançamento.



                        Quebre a caixa, fure a bolha, Conrado Navarro

Quais habilidades estão sendo esquecidas nesta era de uso intenso das ferramentas tecnológicas e redes sociais? Você já viveu aquele momento de estar com altas expectativas e logo depois desabar numa frustração por não alcançar o que queria? Ou que, em certos momentos, lhe faltou um pouco mais de ousadia, coragem ou cara de pau para fazer algo em que acreditava? Neste livro, Conrado Navarro aborda como a realidade pode ser bem diferente daquilo que planejamos e até acreditamos controlar, e apresenta histórias e reflexões sobre o que podemos aprender com os fracassos e frustrações, para não nos tornarmos uma vítima constante deles. Para alcançar destaque na carreira, você não precisa ser próximo dos grandes líderes empresariais e ter acesso aos seus segredos profissionais. Muitas vezes, conversar com o comerciante da esquina será mais eficiente para enxergar novas perspectivas. Duvida? Ele comprova aqui. Conrado também mostra que para criar oportunidades de negócios e novos apoiadores para suas ideias, faz mais sentido convidar pessoas que você admira para uma conversa do que ficar tratando tudo virtualmente. Quebrar a caixa e furar a bolha significa olhar a realidade de um outro ângulo, assumindo riscos e responsabilidades como parte de um plano. E este livro traz as provocações certas para motivar quem, de fato, quer estourar a bolha e e sobressair em qualquer atividade. O AUTOR: CONRADO NAVARRO nasceu em Itajubá, sul de Minas Gerais, cercado do melhor pão de queijo e entre as lindas montanhas da Serra da Mantiqueira. Ainda na infância, aprendeu sobre responsabilidades e dinheiro de forma exemplar: passou um ano pagando com sua mesada o conserto de algo que havia quebrado com a ajuda de três “amigos”. Aos 17 anos saiu de casa para estudar e não voltou mais, atingindo sua independência financeira aos 30, criando empresas e investindo no mercado financeiro. Triatleta que aprendeu a nadar com 35 anos, tem uma coleção de mais de 500 carrinhos e uma biblioteca de 1500 livros (e contando). Graduou-se em Ciências da Computação, fez mba em Administração e Mercado de Capitais, mas quer mesmo é aprender a tocar piano. Atualmente, divide-se entre São Paulo, São José dos Campos e Itajubá. Este livro contém algumas de suas reflexões sobre a importância de assumir riscos e encarar novos desafios ― ou simplesmente, quebrar a caixa e furar a bolha.

14 fevereiro 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Fevereiro/ 2020)



Pistas Submersas
, Maria Adolfsson

Bem-vindo ao mundo único de Doggerland! Uma nação formada por grande extensão de terras, hoje, a maior parte submersas, das quais restaram apenas três ilhas, localizada em algum lugar entre o Reino Unido e os países nórdicos. É lá que Maria Adolfsson cria o cenário perfeito para uma história arrebatadora. Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior. Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém. Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há muito tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina



                    Os Últimos Jovens da Terra: A Marcha dos Zumbis
                                                                                Max Brallier

“Terrivelmente divertido! Uma série cheia emoções e risadas ainda maiores.” Jeff Kinney, autor do best -seller Diário de um banana Confira mais uma aventura dos 4 contra o apocalipse! Depois que o planeta é invadido por monstros e zumbis, Jack se une aos seus colegas para encarar o apocalipse, onde não faltam aventuras e diversão! Neste segundo livro da série de sucesso da Netflix, os zumbis que surgiram com o Apocalipse dos Monstros estão desaparecendo. Isso pode soar como uma coisa boa, mas Jack Sullivan e seus amigos desconfiam que a causa disso pode ser ainda pior para eles. Contando com muitas ilustrações, o livro tem sido chamado da mistura perfeita entre Diário de um banana e The walking dead.

09 fevereiro 2020

Resenha - A devolvida, Donatella di Pietrantonio


Livro: A devolvida
Autor(a): Donatella di Pietrantonio
Editora: Faro Editorial
Páginas:160
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Considerado um dos grandes romances da Itália, onde vendeu mais de 250 mil exemplares, com direitos negociados para mais de 25 países, e adaptações no teatro e no cinema, a autora Donatella Di Pietrantonio traz uma história sensível e emocionante. Aos 13 anos, uma garota é levada do lar abastado onde vive para uma casa estranha e com pessoas que dizem ser seus pais e irmãos. Na pequena cidade italiana todos conhecem sua história: ela é a criança que os pais naturais, pobres e de família numerosa, “deram” a um parente que não podia ter filhos e que este a devolveu quando a menina frequentava o ensino médio, não por maldade, mas porque a vida pode ser mais complexa do que imaginamos e nos força a fazer escolhas dolorosas. Ela era a devolvida. Sentia-se como uma estrangeira na nova casa e, desde então, a palavra “mãe” travara em sua garganta. Privada até de um adeus por aqueles que sempre acreditou serem seus pais, ela se vê incrédula ao enfrentar o sofrimento de ser abandonada novamente de forma repentina. “Minha vida anterior me distinguiu, me isolou na nova família. Quando voltei, falava outra língua e não sabia mais a quem pertencia”. Forçada a crescer para reintegrar-se ao seu núcleo original, ela vive uma sensação de subtração, de gente esvaziada de significado, e nos ensina em meio à dor como encontrar sentido quando tudo parece desmoronar.


Anos se passaram desde que ela foi tirada do único lar que conhecia. A casa em frente a praia, os pais amorosos e a melhor amiga foram tomados da protagonista quando ela tinha treze anos. Sem muitas explicações, o homem que lhe criou a levou até uma casa modesta em uma cidadezinha onde ela era conhecida como A Devolvida. Lá, estranhos que diziam ser seus pais - biológicos - e irmãos a receberam sem qualquer amorosidade. Porque havia retornado? Era mais uma pessoa com quem dividir as tarefas domésticas, mas também outra boca a ser alimentada.

A esperança de que a mulher a quem sempre chamou de mãe se recuperasse - do que quer que a tivesse deixado adoentada - e voltasse para lhe buscar, insistia em não morrer. Mesmo quando a única resposta as cartas que enviava eram bens materiais ou de consumo, mas nunca explicações.

O amadurecimento veio com as obrigações de quem precisou endurecer o coração para não sucumbir a realidade, mas as lembranças daquela período ainda perpetuaram nela o sentimento de não pertencimento.


A devolvida foi um dos livros mais controversos que li. O drama da narradora, que só agora percebi nunca ter revelado seu nome, mexe com o leitor. Mais do que uma menina de origem pobre que foi criada por parentes - sem entrar no mérito sobre como chegaram a essa situação -, ela conta a realidade de tantas famílias que vive em extrema pobreza. Nada justifica a indiferença ou desafeto daqueles que deveriam lhe amar incondicionalmente, mas quem somos nós para julgar uma situação conhecendo as claras apenas um dos lados da história?

O que Donatella di Pietrantonio me ensinou com sua história, é a fragilidade da moral humana. Nós somos falhos e egoístas, agindo certo até que não seja mais conveniente. A narrativa fluiu com muita facilidade, mas queria um pouco mais de profundidade na abordagem dos assuntos. E principalmente, queria saber como a protagonista seguiu sua vida...

de conhecer a vida atual da protagonista.
que a história tivesse se aprofundado um pouco mais na vida da protagonista, dizendo como a vida dela havia seguido. 

28 janeiro 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Janeiro/ 2020)



Invisível, Tarry Fisher

Margô mora em uma casa caindo aos pedaços, num bairro abandonado, com sua mãe que a ignora há dois anos. Ela se sente invisível, até que a amizade com Judah, seu vizinho cadeirante, muda suas perspectivas e a desperta. Quando uma criança de sete anos desaparece em seu bairro, Margô resolve investigar o caso com a ajuda de Judah e o que ela descobre a transforma por completo. Agora, determinada a encontrar o mal, caçar todos os molestadores de crianças, torna-se a razão de sua vida. Com o risco de perder tudo, inclusive sua própria alma, Margô embarca num caminho sem volta... E o que isso diz a ela sobre si mesma? Por que decidiu fazer justiça? O que a tornou tão invisível?




                        Como se preparar para uma economia liberal,
                                                                    Lawrence W. Reed


Neste livro você vai constatar que caráter é o que faz toda a diferença no mundo. Se você está decidido a pautar todas as suas ações pelo bom caráter e está na posição de influenciar os outros pelo seu exemplo, você valoriza a liberdade, e entende que o bom caráter é ingrediente indispensável para uma sociedade livre... É o que nos conduz para um mercado liberal, sem uma série de burocracias e regras que cerceam direitos e tornam onerosos e arriscados todos os processos. Lawrence Reed discorre sobre a mentalidade liberal, mostrando o trio de elementos centrais de uma sociedade livre: Caráter, Liberdade e Empreendedorismo. O caráter vem em primeiro lugar e é ele quem torna a liberdade possível, seguido do empreendedorismo: um dos chamados mais elevados e nobres de um adulto responsável, que cria valor, emprega pessoas e resolve problemas. Em tempos de notícias desanimadoras sobre corrupção e toda a sorte de crimes financeiros, torna-se difícil pensar que um bom caráter possa vencer. Mas basta olhar ao redor, para notar que tanto no passado quanto no presente, sempre foi o bom caráter que reestabeleceu e estruturou o que temos de melhor em nossas sociedades.

23 outubro 2019

Resenha - Vozes do Joelma


Livro: Vozes do Joelma
Autor(a): Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos, Victor Bonini e Tiago Toy
Editora: Faro
Páginas: 288
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Livro cedido através da parceria com a editora
Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira, Marcus Barcelos e Victor Bonini são autores reconhecidos pela crueldade de seus personagens e grandes reviravoltas nas narrativas. As mentes doentias por trás dos livros A Casa dos Pesadelos, O Escravo de Capela, Dança da Escuridão, Horror na Colina de Darrington, Quando ela desaparecer, O Casamento, Colega de Quarto, e da série As Crônicas dos Mortos, se uniram para criar versões perturbadoras sobre as tragédias que ocorreram em um terreno amaldiçoado, e convidaram o igualmente perverso Tiago Toy para se juntar na tarefa de despir os homicídios, acidentes e assombrações que permeiam um dos principais desastres brasileiros: o incêndio do edifício Joelma. O trágico acontecimento deixou quase 200 mortos e mais de 300 feridos, além de ganhar as manchetes da época e selar o local com uma aura de maldição. Esse fato até hoje ecoa em boatos fantasmagóricos que envolvem a presença de espíritos inquietos nos corredores do prédio e lendas sobre lamúrias vindas dos túmulos onde corpos carbonizados foram enterrados sem identificação. Algo que nem todos sabem, é que muito antes do Joelma arder em chamas no centro de São Paulo, o terreno já havia sido palco de um crime hediondo, no qual um homem matou a mãe e as irmãs e as enterrou no próprio jardim. Devido às recorrentes tragédias que marcaram o local, há quem diga que ele é assombrado por ter servido como pelourinho, onde escravos eram torturados e executados. E sua maldição já fora identificada pelos índios, que deram-lhe o nome de Anhangabaú: águas do mal. Se as histórias são verdadeiras não se sabe... A única certeza é que a região onde ocorreu o incêndio tornou-se uma mina inesgotável de mistérios. E, neste livro, alguns deles estão expostos à loucura de autores que buscaram uma explicação.

Não me entendam mal, sei que chega a ser mórbido pensar assim, mas o incêndio do Edifício Joelma sempre me atraiu. Não pela tragédia em si, mas pela quantidade de histórias que, mesmo ao convergirem para um mesmo fim, ainda são tão diferentes.⠀

Quem são as mais de setecentas pessoas que estavam lá dentro na hora que o incêndio começou? O que se passou pela cabeça delas? Das que se salvaram, das que foram parar no telhado, de quem constatou que não aguentaria mais o calor. Sob a ótica de quatro autores, Vozes do Joelma nós da um vislumbre sobre qual poderiam ser algumas dessas histórias.

11 setembro 2019

Lançamentos da Faro Editorial (Setembro/ 2019)



A Devolvida, Donatella Di Pietrantonio

Considerado um dos grandes romances da Itália, onde vendeu mais de 250 mil exemplares, com direitos negociados para mais de 25 países, e adaptações no teatro e no cinema, a autora Donatella Di Pietrantonio traz uma história sensível e emocionante. Aos 13 anos, uma garota é levada do lar abastado onde vive para uma casa estranha e com pessoas que dizem ser seus pais e irmãos. Na pequena cidade italiana todos conhecem sua história: ela é a criança que os pais naturais, pobres e de família numerosa, “deram” a um parente que não podia ter filhos e que este a devolveu quando a menina frequentava o ensino médio, não por maldade, mas porque a vida pode ser mais complexa do que imaginamos e nos força a fazer escolhas dolorosas. Ela era a devolvida. Sentia-se como uma estrangeira na nova casa e, desde então, a palavra “mãe” travara em sua garganta. Privada até de um adeus por aqueles que sempre acreditou serem seus pais, ela se vê incrédula ao enfrentar o sofrimento de ser abandonada novamente de forma repentina. “Minha vida anterior me distinguiu, me isolou na nova família. Quando voltei, falava outra língua e não sabia mais a quem pertencia”. Forçada a crescer para reintegrar-se ao seu núcleo original, ela vive uma sensação de subtração, de gente esvaziada de significado, e nos ensina em meio à dor como encontrar sentido quando tudo parece desmoronar.

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