26 novembro 2018

Resenha - A Sede, Jo Nesbø


Livro: A Sede (Harry Hole #11)
Autor(a): Jo Nesbø
Editora: Record
Páginas: 532
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Um assassino está a solta. Ele está na sua casa. E tem sede de sangue. Harry Hole está de volta para enfrentar o único assassino que escapou de suas garras. Uma mulher é morta em seu apartamento depois de um encontro marcado pelo Tinder. As marcas no corpo mostram que a polícia está lidando com um assassino peculiar, quase sobrenatural. No pescoço, uma mordida brutal, com alguns fragmentos de tinta e ferro. Em toda a parte, indícios de que o criminoso bebeu o sangue de sua vítima. Logo em seguida outra mulher morre em condições semelhantes. A equipe de investigação, agora liderada por Katrine Bratt, se vê pressionada pela mídia a solucionar esses casos o quanto antes. A repercussão é tamanha que o chefe de polícia, Mikael Bellman, precisa resolver os crimes o mais rápido possível para que sua reputação permaneça inabalada. Sua única saída é chantagear Harry Hole para trazê-lo de volta à Divisão de Homicídios. Ele não parece disposto a ajudar, mas semelhanças com casos passados colocam Harry frente a frente com o único monstro que já escapou de suas caçadas.


O encontro sem graça, marcado sem muito entusiasmo pelo Tinder, custou muito caro a Elise. Mais precisamente, lhe custou a tudo. O corpo foi encontrado em seu próprio apartamento, com feridas causadas causadas de forma antinatural e sem qualquer sangue em suas veias. Aparentemente, o assassino tinha uma sede real por sangue. E ela não foi a única.


A inspetora Katrine Bratt se torna a responsável pelo caso, que de tão sem vestígios, parece quase o crime perfeito. Não houve arrombamento, não há como rastrear a origem do instrumento de tortura utilizado e a pressão da mídia em cima do caso, como sempre, atrapalha mais do que ajuda. O cenário que Harry Hole encontra ao se juntar à equipe de investigação é pouco animador, mas ele precisa solucionar esse caso. Caso contrário, seu futuro será ainda pior que o das vítimas desse assassino em série.

Conviver tão de perto com o mal como nós dois convivemos corrói a alma. Pode não parecer para as pessoas, mas isso já destruiu parte de nós.

Muito antes que eu me rendesse os thrillers policiais, Jo Nesbø já era um nome conhecido para mim. A longa trajetória do detetive Harry Hole é aclamada pelos fãs, chegando aos cinemas com um de seus títulos e desconheço quem tenha lido e não o recomende. O volume de páginas sempre me assustou, mas me joguei na oportunidade de conhecer suas escrita. O que posso dizer é que não devo ter feito da maneira correta ou escolhi o livro errado para iniciar essa jornada.

A narrativa em terceira pessoa não se prende a nenhum personagem. Logo no primeiro capítulo temos uma ideia do que se passou com uma das vitimas, e a partir dai acompanhamos a inspetora Katrine, Harry e todos os personagens que o narrador julgar importante. Porém, tudo me pareceu arrastado, descritivo, desestimulante. Por muitas páginas avancei lendo apenas os diálogos, retornando a narrativa quando se mostrava essencial para o entendimento e lendo apenas superficialmente. Também não existia aquela vontade de voltar ao livro sempre que precisava fazer uma pausa.

A sede é o décimo primeiro livro de uma saga e mesmo que todos digam que é possível lê-los de forma independente, a experiência não me parecia completa. O tal assassino é o mesmo de algum caso passado e que conseguiu se esquivar do habilidoso detetive. O fato está descrito na sinopse, mas também fica claro durante a leitura. E tem o Harry em si, que deve ter passado por muita coisa longo de sua trajetória e conhece-lo assim de supetão não me permitiu criar aquela ligação com o personagem. Em vários momentos fiquei com a sensação de 'pegar o bonde andando'. E peguei mesmo, não é?

Definitivamente não foi o melhor primeiro contato com um autor, mas estou longe de desistir de conhecer Nesbø ou Hole. A mente aparentemente inescrupulosa do autor ainda aguça minha curiosidade. Por isso, voltarei com mais calma; do princípio.

6 comentários

  1. Apesar de ter pouco conhecimento das letras de Nesbo, adoro demais sua forma de desenhar seus crimes e aquele jeitinho único do autor fazer o leitor acreditar que já sabe quem são os culpados até quase o final da história!
    Não me recordo de ter lido nenhuma resenha deste décimo livro antes, por isso, foi tudo meio que novidade para mim e mais uma vez, há crimes e claro, suspeitos.
    Gosto demais das capas de seus livros e com certeza, este também vai para a lista de desejados!!!
    Beijo

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  2. ah bem interessante viu, eu só conhecia boneco de neve desse autor que parece mt bom, já fiquei curiosa pra ler esse tbm

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  3. Oi Dreeh,
    Não leu errado não, é ruim mesmo kkk já tentei dois livros do autor, inclusive "Boneco de neve", que é um dos mais comentados, e odiei, os personagens dele não conquistam, fica várias pontas soltas, e tô percebendo todos esses elementos em "A sede". Fora que o investigador Harry tem tantos problemas pessoais, que acaba sendo o foco maior da história.
    Não recomendo nem as adaptações.
    Só tem uma coisa eu me conquista, como ele molda os assassinatos, nisso eu digo, o autor tem tem imaginação.
    Beijos

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  4. Também tenho interesse no Harry Hole, e realmente muita gente diz que pode ler separado, mas o pessoal que é fã mesmo me recomendou ler do primeiro, acho que justamente por esse desenvolvimento de personagem que acaba perdido... Cheguei a pegar o primeiro da série, que acredito que seja justamente o que está ligado ao que você leu... Não tnho certeza pois não terminei :( Era "O Morcego", e acho que ser descritivo é um problema comum a todos os livros... Mas também não vou desistir de conhecer!

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  5. Ouvi falar muito desse autor, mas infelizmente não li nada e nem vi os filmes adaptados, mas quero muito ter alguma experiência com ele, mas pelo que falou é melhor começar pelo primeiro livro da série mesmo.

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  6. Eu já li o livro boneco de neve desse autor e o livro acabou sendo para mim uma grande tortura a história Era a parada não tinha nexo os acontecimentos em certos momentos que eram extremamente necessários o livro Era bastante descritivo eu acabei pegando um pequeno trauma Doutor mas eu pretendo curar ele logo para tentar voltar a ler outros livros dele

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