27 janeiro 2018

Resenha - A Irmã da Pérola, Lucinda Riley


Livro: A Irmã da Pérola (As Sete Irmãs #4)
Autor(a): Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Páginas: 528
Adquira: Submarino | Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Em A Irmã da pérola, quarto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens de séculos diferentes têm seus destinos cruzados numa emocionante história sobre amor, arte e superação. Ceci D’Aplièse sempre se sentiu um peixe fora d’água. Após a morte do pai adotivo e o distanciamento de sua adorada irmã Estrela, ela de repente se percebe mais sozinha do que nunca. Depois de abandonar a faculdade, decide deixar sua vida sem sentido em Londres e desvendar o mistério por trás de suas origens. As únicas pistas que tem são uma fotografia em preto e branco e o nome de uma das primeiras exploradoras da Austrália, que viveu no país mais de um século antes. A caminho de Sydney, Ceci faz uma parada no único local em que já se sentiu verdadeiramente em paz consigo mesma: as deslumbrantes praias de Krabi, na Tailândia. Lá, em meio aos mochileiros e aos festejos de fim de ano, conhece o misterioso Ace, um homem tão solitário quanto ela e o primeiro de muitos novos amigos que irão ajudá-la em sua jornada. Ao chegar às escaldantes planícies australianas, algo dentro de Ceci responde à energia do local. À medida que chega mais perto de descobrir a verdade sobre seus antepassados, ela começa a perceber que afinal talvez seja possível encontrar nesse continente desconhecido aquilo que sempre procurou sem sucesso: a sensação de pertencer a algum lugar. Filha de um pastor em Edimburgo, no início do século XX, Kitty McBride é presenteada com a chance de deixar seu ambiente opressivo e ir para a Austrália como dama de companhia da Sra. McCrombie. Em Adelaide, seu destino se entrelaça com o da família da velha aristocrata, incluindo seus dois jovens sobrinhos: o impetuoso Drummond e o ambicioso Andrew, gêmeos idênticos, porém em tudo diferentes, além de herdeiros de um próspero comércio de pérolas. Seu bilhete para uma nova terra oferece todas as oportunidades de aventura com que ela sempre sonhou e um amor que ela jamais poderia imaginar... Cem anos depois, Ceci D’Aplièse decide seguir o exemplo das irmãs e ir atrás de sua família biológica. Seguindo as coordenadas deixadas pelo pai adotivo antes de morrer, ela parte rumo à Austrália, e se vê refazendo os intrincados passos de Kitty à medida que procura descobrir a própria história – uma narrativa improvável que envolve uma pérola amaldiçoada e um mergulho mágico na arte aborígine.
ESSA RESENHA NÃO POSSUI SPOILER DOS LIVROS ANTERIORES.
LEIA AS RESENHAS DE A HISTÓRIA DE MAIA, A IRMÃ DA TEMPESTADE E A IRMÃ DA SOMBRA.


Irmã da Pérola é o quarto volume da série As sete Irmãs, escrito pela autora Lucinda Riley, lançado no Brasil pela Editora Arqueiro. Como já mencionado em resenhas anteriores, a série foi inspirada na mitologia das plêiades, conhecida como a constelação das sete irmãs e aborda a história de seis meninas adotadas em pontos diferentes do mundo, recebendo cada uma o nome de uma das estrelas dessa constelação. Você deve estar se perguntando onde foi parar a sétima irmã adotada não é mesmo? Esse é um dos assuntos que levanta perguntas durante cada livro e que esperamos que seja respondida em algum momento.

Depois de acompanhar a trajetória de Maia, Ally e Estrela, agora chegou a vez desvendarmos os mistérios sobre a adoção de Celeno D’Aplièse, mais conhecida como Ceci. Após a morte de Pa Salt, pai adotivo das meninas, cada irmã recebeu pistas sobre o passado ao qual pertencem, para que um dia pudessem ir em busca de suas raízes, se assim desejassem.

Por ter sido adotado com seis meses de diferença de Estrela, Ceci se apegou a irmã desde os primeiros dias de vida e esse elo permaneceu intacto até a vida adulta já que Estrela tinha dificuldades de se expressar e Ceci por conta da dislexia tinha dificuldades com a leitura e escrita, dessa forma ambas se completaram por muito tempo, porém quando Estrela foi em busca de suas origens e encontrou seu próprio caminho, Ceci sentiu-se perdida, solitária e sem saber qual direção seguir.

E foi com essa sensação de não saber quem é ou onde pertence que Ceci partiu em uma viagem em busca de sua família biológico, quem sabe descobrir sobre seu passado pudesse direciona-la para um futuro onde pudesse de fato encontrar-se e finalmente sentir-se parte de algo maior.

Mas antes de voar para a Austrália, Ceci decide ir para Tailândia, local onde esteve com a irmã em um momento que considerava sua vida feliz. Em sua estadia ela se envolve com Ace, um homem misterioso que a hospeda em sua casa e lhe garante companhia nesses dias de solidão. Embora não saiba muito sobre Ace, a segurança que sente junto a ele é reconfortante, ela só não imagina que Ace esconde algo muito sério e que esse segredo a atingirá de alguma forma.

Aquele homem, por algum motivo, gostava de mim. Ele ria das minhas piadas – que eu mesma sabia que eram muito ruins – e até mesmo parecia achar “sexy” meu corpo pequeno e desajeitado. Mas, acima de tudo, ele me “compreendia” de uma forma que só Estrela conseguira antes e chegara à minha vida bem quando eu precisava dele. Estávamos à deriva naquele mundo e tínhamos ido parar juntos na mesma praia, sem a certeza do que estava por vir, e era reconfortante poder contar com alguém, mesmo que por pouco tempo.

Quando Ceci decide enfim ir em busca de respostas na Austrália com apenas uma foto em preto e branco e o nome de Katherine Mercer como referência, ela descobre mais sobre as indústrias de exploração de pérolas que movimentavam o comércio local, o pré-conceito e descriminação que afligia o povo naquela época e o destino dado às crianças mestiças que eram arrancadas das mães e deixadas em orfanatos para serem educadas por homens brancos, o que nem sempre garantia uma vida boa a essas crianças.

Quanto mais aprende sobre o local de onde veio, mais Ceci tem a sensação de que é ali que ela pertence, e isso só aumenta à medida que ela vai encontrando respostas e percebendo que até mesmo sua inspiração para a arte, antes abandonada, está voltando com todas as forças.

Pela graça de Deus... – Sou o que sou – sussurrei. 

Como de costume nos livros dessa série, somos apresentados também ao passado que envolve cada protagonista, e devo dizer que essa é sempre minha parte favorita nos livros da Lucinda. A história de Kitty Mercer é extremamente interessante e prende o leitor do início ao fim. Acompanhar a trajetória dessa jovem de 18 anos que deixou sua pobre família na Escócia e atravessou os mares para encontrar seu futuro na Austrália foi cativante e de longe imaginei que Kitty amadureceria tanto e enfrentaria as adversidades que o futuro lhe preparava, chegando a tornar-se uma das maiores exploradoras das industrias de comércio da época.

A Irmã da Pérola, assim como em livros anteriores nos apresenta costumes e detalhes muito bem elaborados e estudados pela autora. É incrível a forma como Riley consegue descrever com precisão cada país que decide explorar em seus livros, permitindo que o leitor se sinta inserido na história durante toda a leitura.

Assim como uma pérola bruta, começamos o livro com duas personagens, cada uma em sua história e tempo, sentindo-se deslocadas e incapazes de fazer algo grandioso. No entanto com o tempo, tanto Ceci quanto Kitty foram lapidas pela vida, encontraram seu lugar no mundo e alcançam a força necessária para seguir em frente e fazer algo surpreendente até mesmo para elas.

Mas uma vez me sinto encantada com a narrativa leve e fluída da autora, com sua trama rica em detalhes culturais e personagens tão bem construídos. Esse sem dúvidas é um livro para ser lido e apreciado com calma, por conter fatos importantes da história e belas reflexões. Leiam!

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Valendo um exemplar de Lady Whistledown Contra-Ataca.

6 comentários

  1. Gláucia!
    Para mim é uma das melhores escritoras contemporâneas e li apenas esse livro dessa série.
    Gosto demais porque ela sempre escreve duas histórias dentro de uma, a do passado e a do presente, acho fenomenal.
    Sem contar que a descrição dos cenários, é minuciosa, cheia de detalhes e acabamos viajando para o loval dos eventos.
    Fantástico!
    Desejo um ótimo domingo!
    “Que o novo ano que se inicia seja repleto de felicidades e conquistas. Feliz ano novo!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

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  2. Lucinda é maravilhosa!!!Não tem como chegar em uma resenha de um livro dela e não ficar meio embasbacada.
    Acabei lendo somente As Sete Irmãs, mas foi bem suficiente para desejar e muito e ler toda esta série.
    Essa bagunça gostosa que a autora faz de misturar passado e presente é ímpar e por mais que a gente ache que vai misturar tudo, isso nunca acontece!
    Lerei com certeza todos os livros!
    Beijo

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  3. Eu já ouvi falar e muito bem a respeito dos livros da autora Lucinda Riley mas por incrível que pareça eu nunca cheguei a ler nada da autora Mas me senti muito atraído nesse livro e eu queria que você me tirasse uma dúvida os livros podem ser lidos de forma independente ou eu preciso ler na ordem porque não me interessei muito nos três primeiros Livros mas esse livro me chamou muita atenção por se tratar de ligações com pessoas de outras eras

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  4. Ainda não li nem um livro da autora Lucinda Riley, mas tenho interesse em ler a série As Sete Irmãs. Que bom que a história da protagonista deste livro é extremamente interessante e prende o leitor do início ao fim. Pretendo começar a ler esta série em breve.

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  5. Oi Gláucia
    Me sinto deslocada por nunca ter lido nada da Lucinda mesmo sabendo que ela é uma excelente autora.
    Confesso que por não conhecer tão bem as histórias fiquei meio perdida, pelo visto ela é bem complexa, mas eu também gosto bastante quando fala do passado dos personagens... Fiquei bem curiosa para conhecer os lugares citados na história, principalmente sabendo que a Lucinda teve todo o cuidado com os detalhes. Achei incrível, vou procurar mais sobre a série.
    Beijos

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  6. Oi, Glaucia.

    Nessa viagem em busca pelo passado, por suas raízes, a Ceci também teve a oportunidade de conhecer algo mais.

    Além disso, o livro pode nos mostrar e falar um pouco sobre a questão da religião, de como ela é imposta.

    Foi a impressão que eu tive. Não sei se é realmente isso.

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