26 maio 2016

Resenha - A guardiã de Histórias, Victoria Schwab


Livro: A guardiã de Histórias (The Archived #1)
Autor(a): Victoria Schwab
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 322
Adquira: Saraiva Submarino | FNAC | Travessa | Americanas | Livraria Cultura
Livro cedido através da parceria com a editora
Imagine um lugar onde, como livros, os mortos repousam em prateleiras. Cada corpo tem uma história para contar, uma vida disposta em imagens que apenas os Bibliotecários podem ler. Aqui, os mortos são chamados de Histórias, e o vasto domínio em que eles descansam é o Arquivo. Mackenzie Bishop é uma implacável Guardiã, cuja tarefa é impedir Histórias geralmente violentas de acordar e fugir do Arquivo. Naqueles domínios, os mortos jamais devem ser perturbados, mas alguém parece estar, deliberadamente, alterando Histórias e apagando seus trechos essenciais. A menos que Mac consiga juntar as peças restantes, o próprio Arquivo sofrerá as consequências.

Resenha escrita em parceria com o Leo, do Segredos Entre Amigas.

Nessa história, o mundo é dividido em três territórios. O Exterior, que é o mundo onde nós vivemos; o Arquivo, onde as Histórias são armazenadas; e os Estreitos, um local transitório entre os outros dois. Cada pessoa que morre tem sua História armazenada no Arquivo, como se fosse um livro de registros de tudo que já fez, mas ao invés de ter a forma de uma publicação, é como se os corpos estivessem ali conservados.

Os Bibliotecários trabalham nos Arquivos, protegendo as Histórias. Se alguma delas "acorda" e se desgarra, cabe aos Guardiões devolvê-las ao Arquivo e se, por acaso, alguma escapar para o mundo exterior, a Equipe assume a função de levá-las de volta.

Mackenzie Bishop é uma Guardiã. Ela herdou a função de seu avô há alguns anos e tornou-se a Guardiã mais jovem da história. Da morreu há três anos e deixou a menina desolada. Mas o pior golpe foi a morte de seu irmão caçula, Ben, há menos de um ano. A perda do menino fez tudo desabar e a família Bishop está tentando se reestruturar.

Com isso, os pais de Mac resolveram mudar-se para o Coronado, um hotel que foi convertido a edifício residencial e reabrir o Café que ficava no térreo. Mesmo o lugar ficando a poucas horas de viagem de seu antigo lar, Mac foi totalmente contra a mudança, por precisar abandonar sua melhor amiga, Lyndsey, e as lembranças de Ben.

Por ser um prédio antigo, o Coronado abriga várias Histórias e ao investigar seu próprio quarto, Mac descobre que um assassinato aconteceu ali há muitos anos. Ela fica muito curiosa e resolve investigar, mas não consegue encontrar informação nenhuma a respeito e isso só aguça seus sentidos.

Enquanto isso, a menina precisa cumprir suas funções como Guardiã. Só no Coronado existem três portas que levam aos Estreitos, facilitando que a menina chegue até lá. Logo ela percebe que a quantidade de trabalho no lugar é praticamente o triplo de sua antiga área e a lista que leva em seu bolso, com o nome das Histórias que escaparam, quase nunca fica vazia.

Aos poucos, Mackenzie vai percebendo que a quantidade de Histórias desgarradas está além do normal e que essa perturbação nos Arquivos pode ter alguma relação com o assassinato que ocorreu no seu apartamento. Agora, cabe a ela descobrir o que aconteceu realmente naquele dia e como impedir que tudo desmorone, antes que seja tarde demais.

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

Quando recebi a newsletter de abril do Grupo Editorial Record, confesso que não dei muita bola para esse livro. Até que vi um post no Facebook da Shirley Tuxo, que trabalha na editora, falando sobre o quanto amou essa história. Resolvi então solicitar e me arriscar na leitura, totalmente no escuro. E por não saber o que esperar, fui completamente surpreendido.

A escrita de Victoria Schwab é leve, fluida e envolvente. Confesso que até chegar na página 120, foi um grande tormento. A autora estava apresentando seu universo e fiquei bastante perdido com a questão de nomes e funções e afins, mas tenho quase certeza que a culpa foi minha, hehe. Depois da página 120, a leitura deslanchou e só consegui largar o livro depois da última página.

A narrativa é feita em primeira pessoa, sob a perspectiva de Mackenzie. Conhecemos todo esse mundo do Arquivo através de sua vida e de alguns vislumbres de seu passado, quando estava sendo treinada por Da para se tornar uma Guardiã. Achei essa escolha da autora bem interessante, mas acho que preferiria se fosse tudo em terceira pessoa.

Mackenzie é uma boa protagonista, mas em alguns momentos senti vontade de esfregar sua cara no asfalto. Entendo o seu sofrimento por ter perdido o irmão e que essa perda afastou sua família, mas muito drama feito pela personagem poderia ter sido evitado se ela se esforçasse um pouco mais. Agora, quando ela ia para os Estreitos e agia como Guardiã, só faltou bater palmas pra ela. A menina sabe muito bem desempenhar suas funções.

Sobre os outros personagens, acho que não tenho muito a dizer. Wesley, um Guardião que surge na vida de Mac, com seu cabelo espetado e delineador nos olhos, é uma figura excelente. Divertido e carismático, logo se tornou amigo de Mac e me cativou logo de cara. Assim como Roland, um Bibliotecário que cuida de Mackenzie como um pai e a ajuda sempre, mesmo que precise contrariar algumas regras.

Algo que me incomodou no livro foi o pseudo romance que Schwab tentou inserir no enredo. Não posso falar muito sobre isso, porque seria spoiler, mas ela fugiu do "óbvio" e apostou em um romance entre Mackenzie e um personagem misterioso que surge na trama. Foi algo tão rápido e sem sentido, que não consegui me envolver.

O final do livro foi de tirar o fôlego. Quando o clímax começou a se desenvolver, achei que Schwab iria por um caminho e ela foi por outro completamente diferente, me surpreendendo e deixando de queixo caído. A autora mostrou que não é à toa o seu status e me deixou ansioso pela continuação e por suas outras obras (Um Tom Mais Escuro de Magia, que será lançado pela Record no segundo semestre; e A Bruxa de Near, lançado pela Planeta em 20130.

Quanto à edição física, não tenho muito a dizer. A capa é bonita, mas confesso que preferia a original. Acho que ficaria mais interessante e daria uma noção maior do que se trata o livro. A diagramação é simples, as páginas são amareladas e a fonte é grande. O problema está no espaçamento, que ficou muito pequeno, deixando as letras quase coladas nas margens superiores, e na revisão, que deixou bastante a desejar.

A Guardiã de Histórias é um bom livro e mostrou que ainda é possível se ter ideias originais e fugir dos clichês para construir narrativas. Por isso e pelo final arrebatador, com certeza recomendo essa história a todos. Não há como se arrepender!

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5 comentários

  1. Oi,
    Sério que você não deu muita bola?! Só li esta resenha sobre o livro e já estou muito curiosa. Realmente fugiu do clichê, pois nunca vi algo parecido. Fiquei curiosa por esse mundo, mesmo que para você essa apresentação tenha sido a parte mais cansativa. Já está na minha lista com certeza!

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  2. Como não conhecia o livro, foi tudo uma grande novidade para mim. E admito, fiquei encantada com o que li acima.
    Enredo totalmente diferente de tudo que já li. E me peguei ali, com minhas memórias arquivadas. Show!!!
    Curiosa demais para saber, apesar de ter ficado com o pé atrás em relação ao romance. Há histórias que não precisam disso, realmente!
    Mas lerei com certeza!
    Beijo

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  3. Muito legal a ideia do livro!
    Pessoas que viram livros e guardiões que não permitem que esses livros fujam, incrivel!
    Vai entrar pra minha lista de leituras, com certeza.

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  4. Adorei o livro completamente! Amo quando os autores saem de sua zona de conforto, muitas vezes surgem livros maravilhosos como este. A sinopse me fez lembrar de O Doador de Memórias, que eu amo. Beijos!

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  5. Olá Dreeh,
    Realmente, a sinopse me despertou a curiosidade para conhecer essa história, esse enredo bem original chama muito a atenção, totalmente inovador e diferente de tudo o que já li. Que final arrebatador é esse? Hahaha fiquei muito intrigada para saber o que acontece. Uma pena esse romance, que pejo jeito não foi bem construído.
    Beijos

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