21 agosto 2015

Resenha - Mosquitolândia, David Arnold

“Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem.” Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Missis - sippi,
 onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demô- nios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. Com uma narrativa caleidoscópica e inesquecível, Mosquitolândia é uma odisseia contemporânea, uma história sobre as dificuldades do dia a dia e o que fazemos para enfrentá-las.

SÉRIE: Volume Único
AUTOR: David Arnold
EDITORA: Intrínseca
EDIÇÃO: 2015
CONCEITO: 4 estrelas
PÁGINAS: 352
ADQUIRA: Saraiva | Submarino | Buscapé
Livro cedido através da parceria com a editora
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Após o divorcio dos pais, a mudança repentina de cidade e a distância da mãe, Mary Iris Malone, mais conhecida como Mim, não está nada bem. Vivendo em Jackson, Mississipi junto do pai e da madrasta, nossa protagonista se sente sozinha e deslocada. Mas as coisas mudam quando por acidente Mim escuta a conversa entre o pai e o diretor de sua nova escola, descobrindo da pior forma possível que sua mãe está muito doente. Traçando um plano infalível, Mim foge de casa rumo a uma jornada que a levará não somente ao encontro de sua mãe, mas a um novo mundo de autodescoberta e aceitação.

Embora o livro seja indicado para os fãs de ACEDE, confesso que não sabia muito o que esperar da obra. Mim é uma personagem muito real. Ela é irônica, feminina, cheia de medos, sonhos e anseios. Sua mente é uma confusão de pensamentos, pensamentos esses que ela transforma em palavras em um diário escrito sempre para a mesma pessoa, mas quem é essa pessoa só iremos descobrir no decorrer da história.

Durante a jornada de nossa heroína, novos personagens irão sendo inseridos na história, sendo um deles Arlene, a doce e espirituosa dama da velha guarda. Carl, o motorista, e os vilões Caleb e Homem do Poncho. Porém alguns amigos a seguirão nessa viagem até o fim. E na companhia de Walt, um menino com Síndrome de Down e Beck, o fotógrafo que arrebatará o coração de Mary, o trio enfrentará perigos, aventuras e descobrirão que na companhia de verdadeiros amigos, a dor se torna mais suportável e o fardo mais leve.
- Sabe, quando eu era mais nova, achava que, se vivesse o bastante, entenderia melhor as coisas. Mas agora sou uma senhora, Mim. E juro que, quanto mais vivo, menos as coisas fazem sentido. (pág. 53)
Ao encontrar a mãe, Mary descobre o verdadeiro motivo para tantas mudanças terem ocorrido em sua vida. E ao entender os porquês por trás dos seus o quês, é que Mim se abre ao entendimento de que nem tudo e da forma que imaginamos e do quanto podemos nos enganar ao julgar uma pessoa.
- Você já teve a sensação de ter perdido algo importante, só para descobrir que a coisa nunca existiu para começo de conversa? (pág. 265)
Usando como pano de fundo uma família disfuncional e toda a carga emocional refletida na vida de um adolescente, David Arnold  ainda consegue inserir assuntos como depressão, amizade, homossexualismo, síndrome de Down e abuso sexual, sem perder o foco do tema central da história.

Embora a escrita do autor seja extremamente fluída, confesso que essa não foi uma leitura fácil. Tendo em vista sua densidade, a história requer muito mais sentir e muito mais atenção do que imaginamos. Se você procura uma leitura rápida, sugiro que vá com calma e reserve um tempo maior para Mosquitolândia. Tenho certeza que não irá se arrepender por isso.


Minha mãe era o melhor despertador de todos os tempos. Toda manhã, sem falta, ela abria as cortinas para deixar a luz do sol entrar e sempre dizia a mesma coisa:
- Abras os olhos Mary, e encare o mundo sem medo. (pág. 104)
Sempre achei que, se o amor estivesse no caminho, eu o encontraria ou capturaria – nunca achei que tropeçaria nele. (pág.235)

14 comentários

  1. Oii!

    Glau, acabei de ler uma resenha para esse livro e gostei muito do que fiquei sabendo. Não vou ler agora, porque estou em uma semana de carga emocional muito forte, todos os ultimos livros que li foram densos então quero dar uma pausa.
    Maaaas eu adorei saber que o autor teve a habilidade de inserir temas pesados no enredo sem perder o foco ou tornar algo cansativo. Concordo que com esse tipo de leitura precisamos ir mais devagar para não perdermos muitos detalhes.
    Ótima resenha!


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  2. Oi, flor! Tudo bem?
    Eu gostei muito da leitura desse livro. Da mesma forma que você, também senti que o autor soube introduzir de uma maneira bem natural assuntos tão polêmicos (como abuso sexual e depressão). Eu demorei para terminar a leitura porque eu não queria acreditar no que estava acontecendo, mas lendo sua resenha, acho que também demorei por se tratar de um livro mais denso - ainda não tinha pensado sobre isso. E menina, que final foi aquele? Eu particularmente não gostei muito :( Fiquei com aquela sensação de nadar e morrer na praia, sabe? Mas fazer o que, não dá pra saber o que se passou na cabeça do autor xD

    Mil beijos e uma maravilhosa semana,
    www.procurei-em-sonhos.com

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  3. Oi Glaucia, tudo bem?
    Menina, acabei de ler uma outra resenha desse livro e agora leio a sua. SOCORRO!! Já quero ler esse livro e adorei a premissa dele.
    Só posso dizer que já está na lista do skoob e assim que puder estarei comprando ele. Vou anotar a dica e, quando estiver lendo o livro, vou ler com calma.
    Parabéns pela resenha.

    Beijos
    Leitora Sempre

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  4. Olá, tudo bem?

    Quando vi que era indicado para os fãs de ACEDE já desisti na hora HAHAHA. Tenho pavor dos livros do João Verde, então acho que não vou nem chegar perto desse. Concordo que mesmo que o autor tenha uma narrativa mais dinâmica, o tema torna a leitura um pouco difícil, principalmente com temas polêmicos quanto os propostos pelo autor, como Down e abuso sexual. Toda família é meio disfuncional, então acho que isso nem tem tanto peso assim, mas isso é só um ponto de vista.


    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

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    1. Eu li esse livro por indicação de um amigo e olha, não me arrependo de forma alguma. Também não gosto do John Green e confesso que só descobri que era indicado aos fãs de ACEDE nessa resenha HAHA (até porque não tem nenhuma referência ou situação similar)
      É um livro denso sim, muito intenso, porém não é uma leitura que se torna pesada por trazer com ela temas como esses. Garanto a você.
      Esse livro pede uma sensibilidade sutil, e é só uma releitura da realidade. Acredito que se lesse, não iria se arrepender. :)

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  5. Ola Glaucia estou com o livro, e gostei de saber que o autor inseriu temas fortes e polêmicos sem se perder na história, estou bem curiosa com a protagonista e os motivos da mãe. Já me animei ao ler que seria aos fãs de ACEDE amei saber . Irei ler em breve. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  6. To confusa aqui, li outra resenha hoje mesmo e tinha certeza que gostaria de ler o livro, mas ai li que é indicado para os leitores de ACEDE e eu sinceramente ando fugindo de livros assim. Sinto que a carga emocional dessas histórias as vezes soam forçadas. Por mais que não parece o caso de Mosquitolândia já não sei mais se quero ler

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    1. Não fuja não. Não achei nada parecido com o do green, até pq não gosto dele e amei mosquitolandia! Leia <3

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  7. Oi Glaucia, tudo bem?

    Adorei a sua resenha e quase comprei na época que estava em promoção, mas não tinha visto nenhuma resenha ainda e não sabia o que esperar. Parece ser um livro interessante e gostei de abordar assuntos importantes e personagens com problemas reais. Parece ser um livro envolvente e até certo ponto reflexivo. Mas fico bem curiosa a respeito do título.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  8. Nossa, acho que não estou com vontade de ler nada que trate de assuntos tão densos não... nunca ia imaginar que incluía até abuso sexual no meio deles. Mesmo a Mim sendo uma personagem que parece ser real, e irônica, que é algo que normalmente me agrada, e que acabe embarcando numa jornada de autodescoberta e aceitação, por enquanto não vou ler mesmo.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  9. Oi Glaucia, sua linda, tudo bem
    Acabei de ler a resenha da Cássia sobre esse livro. Percebi que não é um livro para favoritar como ela disse e pela nota que você deu, mesmo assim, trata de assuntos que vão marcar, e pelo seu texto mexer emocionalmente com o leitor. Como disse a ela, não vejo a hora de ler. Sua resenha ficou linda!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  10. Embora seja um livro com uma alta carga reflexiva, não sei se seria uma boa para mim.
    Tenho dificuldade de compreender meus próprios pensamentos, imagina juntar com os de Mim?!?! hahaha
    Mesmo sendo um livro marcante, vou deixar passar nesse primeiro momento. Quem sabe dou uma chance a ele no futuro...

    Beijinhos ;*
    http://www.guardiadebibliotecas.com.br/

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  11. Oi Glaucia,

    A capa de Mosquitolândia é linda! Adorei este quote “Sempre achei que, se o amor estivesse no caminho, eu o encontraria ou capturaria – nunca achei que tropeçaria nele”.
    As personagens que você mencionou eu gostei de todas elas e devem dar à trama uma dinâmica, movimento e colorido bem especial. Quero muito conhece-los, principalmente a Dama da Velha Guarda que eu não sei porque penso que deve ser engraçada e o Walt que tem síndrome de dow, os anjos com esta síndrome são sempre especiais e adoro conviver com eles que têm a sensibilidade a flor da pele e são amorosos demais.

    Beijos
    Tânia Bueno
    www.facesdaleitura.com.br

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  12. Visitem meu blog para ver resenhas de Mosquitolândia e outros livros: https://viagemaocentrodabiblioteca.wordpress.com/
    Aproveite!

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