21 junho 2021

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17 junho 2021

Resenha - Family Tree, Jeff Lemire


Livro: Family Tree
Autor(a): Jeff Lemire
Editora: Intrínseca
Páginas: 96
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Não espere por meteoros, pragas ou guerras. No universo imaginado pelos aclamados quadrinistas Jeff Lemire e Phil Hester, o fim do mundo tem início num dia qualquer, numa cidade qualquer, quando uma menina de oito anos começa a se transformar numa... árvore. Para salvá-la antes que seja tarde demais, sua mãe, seu irmão e seu excêntrico avô embarcam numa jornada bizarra e perigosa em busca da cura e de respostas, deparando-se com diversas ameaças pelo caminho, como mercenários assassinos e adeptos de cultos fanáticos, todos dispostos a destruir a menina ou usarem-na para benefício próprio. A cada passo longe de casa, mais a menina-árvore se vê perto de completar essa terrível transformação, correndo o risco de perder para sempre sua humanidade. Ou talvez tornar-se o que nasceu para ser. Sombrio e impactante, este primeiro volume de Family Tree reúne os quatros fascículos iniciais da série, uma visão única do subgênero conhecido como body horror, ou horror corporal. Mistério, ação e terror se combinam nessa distopia sobrenatural sobre laços familiares indestrutíveis e a força apocalíptica da natureza.


Na pacata cidade de Lowell, no Maine, Loretta vive com seus dois filhos, Josh e Meg. Ela trabalha no armazém da cidade e tenta dar uma vida digna aos filhos depois de ser misteriosamente abandonada pelo marido e pai das crianças. As coisas não tem sido fáceis e Josh está cada vez mais rebelde, aprontando na escola e recebendo punições.

Numa certa tarde, Loretta é chamada novamente na escola de Josh. No caminho para lá ela busca a pequena Meg, que já começa a reclamar de uma coceira no braço. Parecia uma alergia qualquer no início, mas mal sabia Loretta que sua vida estava prestes a virar de cabeça para baixo e o mundo entraria em um apocalipse.

10 junho 2021

Resenha - Santos e Guerreiros, Diogo Temporim



Livro:
Santos e Guerreiros
Autor(a): Diogo Temporim
Editora: Palavra e verso
Páginas: 110
Adquira: Amazon

Por mais de dois séculos, o Japão se manteve isolado do restante do mundo. Uma das principais razões para o banimento de estrangeiros no país foi em consequência da Rebelião de Shimabara, uma revolta de samurais e camponeses cristãos contra o governo do clã Tokugawa, ocorrida em 1637-1638. Santos e Guerreiros procura trazer luz a este evento histórico e resgatar a memória de grandes samurais como Miyamoto Musashi, que nunca fora derrotado em uma luta e o jovem Shiro Amakusa, o líder da rebelião. A influência portuguesa está presente na obra através de Benjamin e sua fé inabalável, e sua amizade conturbada com Kenjiro, o guerreiro renegado, que poderá trazer esperança ou morte para os moradores de um distante vilarejo.


Santos e Guerreiros é o livro de estreia de Diogo Temporim, que apresenta em seu enredo A Rebelião de Shimabara, uma revolta de camponeses cristãos e samurais contra o governo do clã Tokugawa entre 1637 e 1638.

Nessa obra, conheceremos Benjamin, um jesuíta estrangeiro de conhecimento admirável que tinha como propósito disseminar os ensinamentos de Cristo, levando esperança, fé e amor mesmo em meio à pobreza. Em seu caminho está Kenjiro, um homem que havia acabado de perder sua posição de samurai e fora contratado para trazer segurança a um vilarejo onde seus moradores eram constantemente perseguidos, sofrendo ataques de inimigos desconhecidos.

05 junho 2021

Resenha - A Pergunta e a Resposta, Patrick Ness





Livro:
 A Pergunta e a Resposta
Autor(a): Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Páginas: 528
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora


O Novo Mundo não é mais o mesmo. A promessa de paraíso a cada dia se revela um pesadelo. Nos primeiros anos de colonização do planeta, um germe brutal transformou o pensamento dos homens em um fluxo caótico e incessante de sons, o Ruído. Além disso, infectou e dizimou todas as mulheres. Ao menos era o que Todd Hewitt achava até conhecer Viola... Depois de anos de paz, uma nova guerra se anuncia. Quando Todd fugiu de Prentisstown, enfrentou provações e descobriu segredos terríveis. Agora ele se vê cercado de inimigos e obrigado a encarar inúmeras crueldades para tentar proteger Viola, sem ao menos saber se ela está viva. É nesse cenário incerto que dois grupos vão travar um arriscado embate. De um lado, a poderosa Pergunta. Do outro, a bombástica Resposta. Do que serão capazes para conquistar seus objetivos, mesmo com a existência do Novo Mundo em risco? A Pergunta e a Resposta é o segundo volume da trilogia Mundo em caos, uma distopia de tirar o fôlego que nos lança em uma acirrada batalha pelo poder. Publicada em mais de trinta países, a série consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem e o primeiro volume ganhará uma adaptação cinematográfica estrelada por Tom Holland e Daisy Ridley.


 
novo mundo é um caos e quase tudo que Todd aprendeu sobre ele é uma mentira. Depois de conhecer uma garota (!!) que supostamente não sobreviveria nessa atmosfera, ele inicia uma jornada arriscadíssima para salvar a ela e a si mesmo.

A pergunta e a resposta começa após o desfecho bombástico do livro anterior, porém o autor baixa o nível da adrenalina, retornando ao ritmo de apresentação do enredo, ou seja, lento. MUITO. LENTO. Todd e Viola são separados assim que chegam na cidade e seus dias são chatos e repetitivos. Conhecemos o local através de seus moradores e se comparada com Prentisstown, Refúgio era de fato, um refúgio. Mas isso está ficando no passado.

O novo líder é um sádico, ganancioso e manipulador. Sim, é um personagem já conhecido, que me arrepia e representa o pior do ser humano! Temos uma nova personagem bem interessante, que não é uma vilã, mas também está longe de ser mocinha. Ela não me conquistou, mas foi importante para a construção da narrativa e a evolução de Viola.

A emoção volta lá pela metade do livro, mas o enredo como um todo não evolui muito. Muitas perguntas e nenhuma resposta. Se não fosse o carisma dos protagonistas, eu teria abandonado o livro! Todd e Viola são praticamente duas crianças, que não querem salvar o mundo, apenas sobreviver e seguir juntos. Por isso acabam sendo imaturos e um tanto ingênuos. Não dá nem para ficar com raiva quando percebemos que eles foram enganados mais uma vez!

A atmosfera da história é de “não confie em ninguém”, mas só percebemos isso com o andar da história. Há momentos de tensão, algumas descobertas previsíveis e um desfecho que te deixa querendo mais. Porém, não acredito que o desfecho vá chegar aqui tão rápido, tendo em vista que esse volume demorou dois anos e a adaptação não fez tanto sucesso assim.

A edição é bem parecida com a do livro anterior, cheia de aplicações e detalhes. Eu sou apaixonada por ela! Não sei o que esperar da continuação, mas é fato que já quero completar essa belezinha na minha estante.

30 maio 2021

Resenha - Jogador número um, Ernest Cline



Livro:
 Jogador número um
Autor(a): Ernest Cline
Editora: Intrínseca
Páginas: 432
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Uma aventura nostálgica e futurista sobre as fronteiras entre o real e o virtual, em nova edição de luxo. O ano é 2045 e o mundo real é um lugar terrível. Para escapar, a humanidade passa a maior parte do tempo logada no OASIS, uma realidade virtual utópica com milhares de planetas onde as pessoas podem ser o que quiserem e coisas fantásticas acontecem — magos duelam contra robôs japoneses gigantes, há planetas inteiros inspirados em Blade Runner e DeLoreans voadores podem atingir a velocidade da luz. Wade Watts cresceu dentro do OASIS, brincando com seus programas educativos, e, aos dezoito anos, a plataforma ainda é a melhor parte de sua vida. Mas está em risco, graças à Caçada. Quando o excêntrico criador do OASIS morreu, deixou para trás um concurso para definir seu herdeiro. O primeiro usuário que desvendar as pistas, vencer uma série de desafios e chegar ao Easter egg ganhará a vasta fortuna do bilionário e o controle total da plataforma. Milhões de pessoas entram na disputa — inclusive Wade, que passa a estudar obsessivamente a cultura pop dos anos 1980 que o criador adorava —, mas também funcionários de uma perigosa corporação, que pretende limitar o acesso à plataforma. Cinco anos se passam sem que ninguém consiga desvendar a primeira pista. Até que o nome de Wade sobe para o topo do placar. De repente, o mundo inteiro está assistindo, e novos rivais o alcançam: Art3mis, Aech, Daito, Shoto e, o pior de todos, Sarrento. Aos poucos, fica claro para Wade que a competição virtual tem riscos muito reais. E a única forma de sobreviver e salvar o OASIS é ganhando. Publicado originalmente em 2011, Jogador Número Um se tornou um best-seller, foi agraciado com diversos prêmios e deu origem ao filme de sucesso dirigido por Steven Spielberg, lançado em 2018. Unindo ficção científica a inúmeras referências à cultura pop dos anos 1980 e ao universo dos videogames, essa ópera espacial geek conquistou fãs em todo o mundo.


Universo de Jogador número um se passa em 2045, quando a tecnologia tornou-se tão avançada a ponto de existir a possibilidade de se viver dentro de um jogo. Nesse mundo que se tornou um verdadeiro caos após a ocorrência de uma crise, a existência da humanidade não é mais como conhecemos. E foi então que surgiu o Oásis, uma realidade virtual onde a humanidade poderia se conectar e esquecer completamente de seus problemas.

29 maio 2021

Resenha - Garota em Chamas, C. J. Tudor



Livro:
 Garota em Chamas
Autor(a): C. J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
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Livro cedido através da parceria com a editora

No novo thriller perturbador e explosivo da autora de O Homem de Giz, uma vigária precisa exorcizar o passado sombrio de um vilarejo assombrado pela morte. Há muito tempo uma história sinistra é contada na pequena Chapel Croft. Cinco séculos atrás, mártires protestantes foram traídos, e então queimados. Trinta anos atrás, duas adolescentes desapareceram sem deixar vestígios. E há algumas semanas, o responsável pela paróquia local se enforcou na nave da igreja. A reverenda Jack Brooks, mãe solteira de uma jovem de quatorze anos, chega a esse vilarejo em busca de um recomeço. Em vez disso, encontra um lugar tomado por conspirações e segredos, e é recebida com um estranho pacote de boas-vindas: um kit de exorcismo e um bilhete: Não há nada escondido que não venha a ser descoberto. Quanto mais Jack e sua filha, Flo, exploram a cidadezinha e conhecem seus estranhos moradores, mais as duas se aprofundam em feridas antigas, mistérios e suspeitas. E, quando Flo começa a ver meninas ardendo em chamas, fica evidente que há fantasmas por ali que se recusam a descansar em paz. Neste thriller macabro e cheio de reviravoltas, no qual nem todo mundo é quem parece ser, C. J. Tudor mostra mais uma vez por que é uma das vozes mais originais da literatura contemporânea.


Em Chapel Croft, todos sabem que se você ver as garotas em chamas, algo de ruim vai lhe acontecer. Um presságio desses é tudo que a reverenda Jack Brooks não precisa no momento. É convenhamos, uma lenda inspirada em crianças mártires, queimadas vivas durante uma perseguição religiosa que aconteceu cinco séculos atrás, é apenas isso, uma lenda... né?

Designada (contra sua vontade) para atuar temporariamente nessa cidade interiorana, Jack e sua filha, Flo, não tem o melhor comitê de boas vindas. Encontrar uma criança ensanguentada, receber um kit de exorcismo, ver fantasmas, descobrir que o vigário anterior se suicidou dentro da nave da capela... teve te tudo. 

25 maio 2021

Resenha - A Revolução dos Bichos, George Orwell



Livro:
 A Revolução dos Bichos
Autor(a): George Orwell
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
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Livro cedido através da parceria com a editora

Clássico moderno com ilustrações de Ralph Steadman chega em edição especial ao Brasil. Desde o seu lançamento, em 1945, A revolução dos bichos se tornou um marco da literatura. Publicado em todo o mundo, vendeu milhões de exemplares e segue vital e relevante até — e principalmente — hoje. Nesta fábula sobre uma rebelião de animais cansados de serem explorados por seus donos humanos, George Orwell ilustra como uma nova tirania toma o lugar de uma antiga e como o poder corrompe até as causas mais nobres. Depois de se rebelarem na Fazenda do Solar, os animais, liderados por um grupo de porcos, estabelecem um regime igualitário e cooperativo que funciona até alguns bichos começarem a usufruir de mais privilégios do que o estabelecido inicialmente. Com regras que mudam a toda hora, sempre beneficiando quem as cria, a revolução logo se torna uma confusa teia de ordens e tarefas sem sentido, culminando em paranoia, confrontos e dúvidas. Com dois prefácios do autor escritos em momentos diferentes, esta edição evoca o contexto histórico e social no qual este clássico foi concebido. As ilustrações marcantes de Ralph Steadman, tão dilacerantes e satíricas quanto o texto de Orwell, fazem deste volume uma peça singular, dando visualidade a uma história que não se cansa de ser atual. Além das ilustrações, há ainda dois textos críticos: o primeiro de André Czarnobai, que discorre sobre como chegou a algumas escolhas em sua tradução, e mais um posfácio inédito do crítico literário José Castello, que esclarece as intenções da obra e aprofunda a biografia do autor, guiando a leitura para além das impressões iniciais que o texto de Orwell provoca. 




Esse ano fomos presenteados com várias edições d'A Revolução dos Bichos, do autor George Orwell. Tudo porque essa sátira ao governo de Stalin, na extinta União Soviética, caiu em domínio público. 

O clássico conta a história dos animais da Fazenda Solar. Eles cansaram da vida miserável ao qual eram submetidos e decidem se rebelar, expulsando o Sr. Jones e qualquer outro animal que andasse sobre duas patas da fazenda. Como toda organização precisa de uma liderança, os porcos Napoleão e Bola de Neve tomam a frente. Regras são criadas e aos poucos a fazenda volta à sua rotina de produção, com a diferença que agora todos os envolvidos estão em um mesmo patamar, como iguais.

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