11 dezembro 2017

Resenha - A corte de luz, Richelle Mead


Livro: A corte de luz (The Glittering Court #1)
Autor(a): Richelle Mead
Editora: Outro Planeta
Páginas: 400
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Elizabeth, condessa de Rothford, foi condenada a um casamento arranjado com um rico – e entediante – comerciante de cevada. Pra fugir desse destino, a garota assume a identidade de uma de suas criadas e foge em uma carruagem em direção à floresta de Adoria. Lá, Elizabeth, que agora atende por Adelaide, é acolhida na Corte de Luz, uma espécie de internato que capacita jovens de baixa renda e as transforma em verdadeiras damas da sociedade. A condessa disfarçada de serviçal sai-se muito bem nas atividades da escola e, em pouco tempo, chama a atenção de Cedric, o filho do dono do lugar. Uma poderosa atração nasce entre Cedric e a misteriosa Adelaide, colocando não só o disfarce da garota em risco, mas também um grande segredo que o rapaz procura esconder a todo custo.


Lady Whitmore é herdeira de um título falido. Há algum tempo ela e sua avó esperam um milagre que possa salvá-las da desgraça. Quando ele aparece na forma de um primo desconhecido, com tiques irritantes, mas que vem fazendo fortuna com o comercio de cereais, o alivio que esperava sentir foi substituído pelo desespero. Ela não esperava o amor, uma garota em sua posição sabe que o casamento é um negócio, mas ela imaginava ter uma relação agradável.

Todos os indícios a levaram a crer que seu destino seria uma vida deprimente no campo, sob a vigilância contínua da sua futura sogra e onde seria obrigada a comer cevada em todas as refeições. O pior era saber que sua avó ainda não estaria a salvo, precisando depender da caridade de algum conhecido para não ficar desabrigada. Em quanto buscava uma saída, acabou conhecendo a Corte de Luz. Tudo que ela precisava era assumir a identidade de sua criada e estar em um lugar onde a condessa de Rothford nunca seria autorizada a ir sozinha.

A Corte de Luz era um lugar de transformação. A instituição criada pela família Thorn buscava garotas pobres por todo o país e lhes oferecia uma oportunidade para mudar de vida. Durante um ano, elas ficariam em suas acomodações, usando as roupas elegantes e comendo o que há de mais refinado. Teriam aulas de etiqueta, música, cultura e de tudo que compete a uma Lady. O intuito é que essas moças consigam um bom casamento no Novo Mundo.

- O senhor Thorn fez tudo parecer muito encantador - respondeu. - Mas eu me sinto um pouco como uma bugiganga sendo comprada e vendida.
- As mulheres sempre se sentem assim - falei.

As terras recém descobertas do outro lado do oceano, que ainda estavam sendo exploradas e aos poucos constituiriam uma nova sociedade. Nenhum nobre de Osfrid gostaria de morar em um local tão pouco civilizado, mas as novas províncias tinham comerciantes, políticos, magistrados... homens em uma posição social elevada que gostariam de uma mulher refinada ao seu lado e que não veem mal em pagar por isso.

As garotas da Corte de Luz passam por uma temporada social em Adoria, onde são exibidas aos  diversos pretendentes potências. Quando há mais de uma propostas de casamento para a mesma garota, ela pode escolher com quem deseja se casar. No final da temporada qualquer uma que não tenha seu valor mínimo pago, é enviado para um trabalho onde suas competências sejam válidas.

Parece um destino limitado, mas a pouca liberdade que oferece é mais do que Lady Whitmore teve em toda a sua vida. Por isso, agora ela será chamada apenas de Adelaide.

Richelle Mead é muito conhecida e aclamada por conta da série Academia de Vampiros. As indicações eram tantas que iniciei essa saga há alguns anos, mas até hoje não finalizei. A história é boa, mas falta alguma coisa... Por exemplo, eu só consegui me envolver com os personagens no decorrer do segundo livro. Quando anunciaram a publicação dessa nova série, fiquei bem curiosa e decidi dar uma nova chance para a autora me conquistar. De fato, agora entendo o alvoroço ao seu redor. Que história incrível!

A Corte de Luz é o primeiro livro de uma série homônima, mas seu conteúdo faz mais do que simplesmente introduzir o leitor em um novo mundo. A ambientação da história nos lembra muito um romance de época, com a sua nobreza, carruagens e acordos de casamento, só que a Londres aqui se chama Osfrid. Ao mesmo tempo, a história também lembra um pouco uma distopia, pois é um lugar do qual nunca ouvimos falar e que tem sua própria história e religião, mas sem aquele governo autoritário. Quando iniciei a história, jurava ser uma fantasia, mas não temos um pingo de magia ou elementos fora da realidade, apenas uma sociedade fictícia sendo construída.

Quem espera ver um longo treinamento sobre se tornar uma lady, também não irá encontrar. A história começa verdadeiramente quando as garotas acabam o treinamento e partem para Adoria e a autora não perdeu mais do que um terço do livro para nos introduzir até esse ponto. É tempo suficiente para conhecermos os personagens, principais e secundários, os elementos que foram a sociedade e também, para nos preparar para  o que vai acontecer. Mas nem perca seu tempo imaginando os rumos a serem seguidos pela autora. Há muitas reviravoltas na história, sendo mais fácil imaginar apenas qual será o próximo passo.

Eu não consigo definir o que sinto em relação ao romance presente no livro. Suspirei com eles e também torci para que dessem um jeito de ficar juntos. Mas na reta final eu já estava achando tudo enfadonho. Cedric tem seus mistérios, mas não é um personagem marcante. Enquanto colocado ao lado de uma personagem de temperamento tão forte, ele acabava sumindo. Acabei vibrando muito mais com as atitudes que o romance exigiam da protagonista, do que com o romance em si.

Uma curiosidade, a sinopse do livro se refere a protagonista como Elizabeth, porém no breve tempo em que ela apareceu em sua posição de condessa, não vi seu nome ser citado nenhuma vez. Sempre se referiam a ela pelo sobrenome, Lady Whitmore, ou de forma respeitosa com milady. Pode ser que  tenha aparecido em algum momento e me passou despercebido, mas achei essa constatação curiosa.

Os próximos dois livros da série já possuem capa (estou apaixonada pelas capas dessa série) e um deles já foi publicado lá fora. O que aumenta minhas expectativas de lê-lo o quanto antes. Eles são protagonizados por garotas da Corte de Luz que são apresentadas ao leitor nesse livro. Acredito que teremos muitas revelações a serem feitas, pois a autora deixou furos em suas histórias e muitas pontas soltas. Nem da para falar que foi um gancho, é uma coleção deles!

Eu amei a história, de verdade, mas muitos leitores não ficaram tão felizes quando eu. A corte de luz mostrou ser aquele tipo de livro onde não existe meio termo, ou você ama ou odeia. Então antes de definir a qual grupo você pertence, é necessário dar uma chance para a leitura. Na minha opinião, você não vai se arrepender.


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9 comentários

  1. Comecei a ler esse livro já faz uns dias, mas parei na página 30. É mais ou menos bom, não é nada espetacular que te prenda, que te faça querer ler mais... Mas, pretendo prosseguir a leitura! Quero saber onde a fantasia se "encaixa" nessa história, para torná-la melhor.

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  2. Acredito que seja a terceira resenha que leio sobre este primeiro livro e todas não foram tão positivas.rs
    O que era para ser um enredo dos bons, acabou se tornando algo maçante e cansativo.
    Acredito que a falta de história tenha prejudicado um pouco, mas ainda há esperança de que os outros livros sejam mais esclarecedores.
    A capa é realmente um espetáculo à parte!
    Tentarei ler se for possível!
    Beijo

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  3. Olá!
    Eu creio que já é uma sexta ou mas resenha que leio desse livro. A premissa é muito boa, uma história bem interessante é envolvente. A capa é maravilhosa e creio que tem uma história ótima, desejo ler em breve!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  4. Oi, tudo bem?
    Eu adorei todas as resenhas que vi sobre esse livro. Ele me lembra muito a saga "A Seleção" e eu sou fã de carteirinha dela!
    Tenho certeza que me daria bem com a história!

    Beijão,
    Vinicius
    omeninoeolivro.blogspot.com

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  5. Oi Dreeh.
    Gosto muito da escrita da Richelle Mead. Li a série do Súcubo e gostei bastante. Li até o segundo livro da série Academia de Vampiros, mas não curti muito. Realmente falta algo. Talvez eu termine de ler a série, mas não é uma prioridade.
    Achei a premissa de Corte de luz bem interessante. Pelo título e pela capa eu também estava imaginando uma fantasia. Fiquei bem contente em saber que é uma mistura de gêneros, romance de época com distopia e mais algumas reviravoltas rs
    Espero gostar desse livro como você!
    Bjs

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  6. Eu não conheço a escrita da autora, e para ser sincera não acho que esse livro vá me prender. O enredo por outro lado parece muito bom, e também tenho que dizer que amei a capa.
    Beijos

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  7. Dreh!
    Estou aqui de boca aberta, sabia?
    Acostumada a ler os livros de vampiros da autora, ver que ela trouxe uma fantasia sim, mas misturada a um romance de época e com uma mitologia diferente, já me deixou encantada.
    Um final de semana abençoado!
    “Desejo a você e à sua família um Natal de Luz! Abençoado e repleto de alegrias. Boas Festas!” (Priscilla Rodighiero)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  8. Olá,
    Confesso que a sinopse não me prendeu, mas gostei muito da capa. Acho que é um ponto positivo

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  9. Oiee!
    Apesar de ter gostado do livro ter esse toque de romance de época, tem a parte da distopia, que não me interessa em nada. Fiquei muito em cima do muro com esse livro, porque por um lado quero ler e por outro não me agradaram certas coisas. Acho que tenho que amadurecer mais a ideia, para poder me prender a leitura.
    Bjs!

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