07 agosto 2015

Resenha - Eu Estive Aqui, Gayle Forman

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.
SÉRIE: Volume Único
AUTOR: Gayle Forman
EDITORA: Arqueiro
EDIÇÃO: 2015
CONCEITO: 5 estrelas
PÁGINAS: 240
ADQUIRA: Saraiva | Americanas | Buscapé
Livro cedido através da parceria com a editora
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Quando Cody recebe um e-mail de sua melhor amiga informando que havia cometido suicídio, ela prefere não acreditar e pensar que tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto. Mas quando o fato é comprovado, Cody começa a questionar os motivos que levaram Meg a tirar a própria vida e começa a se culpar por não ter enxergado os sinais a tempo.

Inconformada com a perda da amiga, Cody parte para Tacoma em busca de reunir todos os pertences da amiga e levá-los a casa de seus pais. Mas o destino rápido que deveria ter tal viagem acaba se prolongando quando na república onde Meg morava, Cody conhece Richard Loção, Harry e Alice. Aos poucos Cody, vai descobrindo detalhes de Meg que não conhecia, tais como amigos em Seattle e um roqueiro lindo que Meg teve um caso.

Cada vez sentindo-se mais culpada pela morte da amiga, Cody começa a acessar os e-mails pessoais e arquivos suspeitos no notebook de Meg. Ao buscar mais fundo, nossa protagonista descobre um arquivo criptografado que de alguma forma parece estar ligado a morte de sua melhor amiga. Nessa busca por respostas Cody recebe ajuda de amigos que jamais imaginou ter. E aos poucos vai descobrindo respostas não apenas sobre a decisão de Meg, mas sobre ela mesma.

Meg era minha melhor amiga e eu achei que nós fôssemos tudo uma para a outra. Achei que contássemos tudo uma para a outra. Mas, no fim das contas, eu não a conhecia nem um pouco. (pág. 49)

Cody sempre foi uma menina simples, sem pai e com uma mãe negligente. Meg e a família Garcia tornaram-se não apenas amigos, mas sua válvula de escape. Com a morte da amiga, Cody perdeu não apenas sua metade, mas uma família, já que agora as coisas nunca mais seriam as mesmas. Triste e angustiada, Cody foca sua atenção apnas em suas faxinas e no rastro deixado por Meg em sites relacionados a suicídio, causando estranhamento não apenas para os Garcia, mas em Tricia, a mãe que nunca pareceu ligar para os sentimentos da filha.

Você tinha um monte de pedras nas mãos, então resolveu limpá-las, deixá-las bonitas e fez um colar. Meg ganhou um colar de jóias e se enforcou com ele. (pág. 125)

Ao descobrir mais sobre Meg, Cody precisa não apenas se perdoar e libertar, mas refazer a vida sem aquela que amou desde a infância e traçou planos para um futuro que nunca viria a acontecer.

Eu estive aqui toca em um tema forte, mas real. No fim do livro, a autora deixa uma nota sobre a garota que inspirou a história e alerta sobre o fato do suicídio ser algo de destaque em nosso país.

Será que Meg imaginou o impacto que causaria na vida da família e dos amigos, será que pensou na extensão que tal decisão teria sobre a vida daqueles que a amavam? Com uma história forte e comovente, Gayle consegue colocar perguntas como essas na cabeça do leitor. Por se tratar de uma leitura mais pesado, indico a história para os fãs de sick-lit.

15 comentários

  1. eu ja li, mas sabe aquela história que te marca que você não consegue expressar bem em palavras?
    a autora tem o poder de tratar de questões tão forte com um jeito singelo, ao mesmo tempo que trabalha sentimentos em seus personagens, desperta reações no leitor!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Oiii!

    Eu recebi esse livro da Arqueiro e vai ser o meu primeiro contato com a escrita da autora. Estou ansiosa e animada. Gosto de sicklit,, as vezes é bom para quebrar a rotina. O que me deixou mais curiosa foi o fato de ter uma nota sobre a personagem e esses dados, mostra que houve um estudo para a construção do enrendo.
    Amei.



    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  3. Oi Glaucia, tudo bem?
    Eu tenho certo receio com a escrita da Gayle Forman, por causa de outro livro dela que não gostei tanto. Mas Eu estive aqui me chamou a atenção e lendo sua resenha quero ler, principalmente porque sou fã de histórias sick-lit. Enfim, esse tema realmente é forte e pesado.
    Não solicitei esse livro, mas vou pensar com carinho em solicitar ele. Parabéns pela resenha.

    Beijos
    Leitora Sempre

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  4. Oi Glaucia!
    Não conhecia esse termo sick-lit, achei muito interessante! Realmente, o livro aborda um tema mais pesado. Acho que gostaria dessa leitura, mas a gente deve acabar se envolvendo muito com os personagens, né? Gostei de conhecer mais sobre essa história!

    Beijos,
    Fernanda
    www.oprazerdaliteratura.com.br

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  5. Olá... tudo bem??
    Eu não curto muito essa temática, mas sinceramente tenho que confessar que curti o enredo e tenho a pretensão de ler o livro, porque percebi que rola um mistério em torno da morte da melhor amiga e li em outra resenha o que o enredo propõe e fiquei extremamente curiosa para ler o livro, acho que vou curtir fugir de minha zona de conforto com ele... Xero!

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  6. Oi ^^
    eu ainda nem li nada do autor, mas não me falta coragem. porém esse livro não me empolga sabe? não consigo me sentir atraída a ponto de ficar maluca de vontade de ler.
    gostei da opinião positiva. vou ver se dou uma olhada nele com calma qualquer dia.
    Seguindo o Coelho Branco

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  7. Oie, bom dia!
    Eu li dois livros dessa autora e desde então estou com um pé atrás para realizar uma nova leitura da mesma. No entanto, essa história em especial chamou minha atenção e, acredite se quiser, fiquei com os olhos cheios de lágrimas enquanto lia um pouco mais sobre a obra. Gosto de livros com abordagens mais fortes, porque eu acabo repensando vários assuntos. E acho que eu acabaria me apegando muito a Cody nessa busca por respostas. Vou esperar um pouco e, quem sabe, acabar comprando xD

    Beijos, boa semana :)
    www.procurei-em-sonhos.com

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  8. Oi Glaucia,
    li esse livro a poucos dias e ainda não sei bem o que pensar. Eu gostei na verdade, mas ele tem um clima muito diferente dos livros da Forman, apesar de tratar de um assunto forte e tenso como é característico da autora ele parece ser mais agressivo que os outros livros que li. Vou precisar refletir bastante para fazer a resenha, por enquanto a única certeza que tenho é que gostei do livro!

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  9. Ola Glaucia lindona eu gosto muito da escrita da autora, a premissa do livro nos leva a refletor sobre o quanto pensamos conhecer as pessoas, ainda não li o livro mas espero ler em breve com esse tema e todo sentimento que a autora nos presenteia teremos muitas emoções. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  10. Olá, tudo bem?

    Confesso que tenho uma certa birra com a autora depois de Se Eu Ficar, sério, não curti a história desse livro e tomei um certo trauma da escrita dela. Outro fator que me desmotivou a conferir a obra foi o fato de ser uma leitura muito densa por ser sick-lit, eu estou numa fase de fantasia e livros mais leves, pois já enfrento muita coisa pesada no trabalho rsrs. Contudo, achei a mensagem geral que a autora quis passar, por isso vou indicar para quem curte esse tipo de história.

    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

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  11. Ó, um livro da Gayle que é volume único! Já que sempre gosto do primeiro e odeio o segundo acho que esse é a solução dos meus problemas... rs... O suicídio sempre tem mesmo um impacto muito grande na vida de quem fica. Apesar de ser uma atitude que acho que nunca vou entender, gostaria de ler o livro.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  12. Oi Glaucia, sua linda tudo bem
    Essa autora é bem polêmica, uns amam, outros odeiam, há divergências sobre o primeiro e o segundo livro de sua outra série. Até o momento não conheço seu trabalho, então, não posso opinar. Agora, Eu estive aqui, é um nome sugestivo, é como se a pessoa quisesse através do seu ato provar sua existência, o que é muito grave, dá para perceber todo o drama pelo qual o personagem devia estar passando para fazer essa escolha. Um assunto duro, pesado, não sei se leria, acho que me sentiria mal. Mas sua resenha ficou ótima, Glaucia!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  13. Graças a Deus nunca vivi de perto um caso de suicídio, mas imagino a barra que seja. Não temos como julgar a pessoa que comete, mas sempre acredito que há transformação com ajuda profissional e determinação. Mas não dá pra deixar de achar que é um ato um pouco egoísta, pensando apenas no próprio alívio e se esquecendo das pessoas próximas.
    Acho que só lendo pra saber se os tais arquivos mudam de suicídio pra assassinato, mas de qualquer maneira o sofrimento ainda está lá. Achei a trama interessante, quem sabe eu leia no futuro.
    Beijinhos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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  14. Olá Glaucia!

    A trama é realmente bem pesada, forte e que deve envolver muito o leitor. Fico sempre receosa de ler livro sobre questões polêmicas e pesadas tão presentes em nosso cotidiano, o meu receio prende-se ao fato de eu não gostar de ficar triste e sofrer em demasia com a história, pois tenho uma tendência a mergulhar de cabeça no livro e isto pode ser muito doloroso para mim. Aliado a isso tem o fato de eu acreditar que violência e tristeza tem o dia inteiro em muitos espaços, então a minha fuga é ler somente coisas que me deixem bem.

    Beijos
    Tânia Bueno
    www.facesdaleitura.com.br

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  15. Oi, Glaucia!
    É um tema delicado, mas aparentemente a autora conseguiu executá-lo com o cuidado necessário, sem exagerar ou enfeitar demais. Gostei. Talvez eu leia, no fim das contas. A obra tem uma premissa interessante e tenho certeza que ela não é famosa a toa.
    Com carinho,
    Celly.

    Me Livrando — Livre-se você também!

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