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26 abril 2017

Especial - Série Deuses Americanos

Tudo bem, galerinha? Hoje eu vim falar de uma das séries mais esperadas deste ano. A adaptação do clássico Deuses Americanos, de Neil Gaiman. Para quem não sabe, o livro foi publicado em 2001 e parte de uma premissa bem curiosa: deuses e criaturas mitológicas só existem porque nós acreditamos. E, pela lógica, eles começam a perder as forças porque também deixamos de acreditar. Ao mesmo tempo, “novos deuses” surgem, como a tecnologia e as drogas.


Seguindo a sinopse da série, temos Shadow, um presidiário que fora solto recentemente e conhece um homem misterioso que chama a si mesmo de Mr. Wednesday e sabe muito mais do que aparenta sobre o passado de Shadow.

06 julho 2015

Livros e Suas Adaptações - Cidades de Papel, O Filme


No último dia 30, alguns blogueiros parceiros da Editora Intrínseca tiveram a oportunidade de assistir em primeira mão a adaptação do livro Cidades de Papel. A Cabine de imprensa aconteceu no Botafogo Praia Shopping no Rio de Janeiro e cada participante além de assistir o filme, foi recebido com brindes, pipoca e refrigerante, como não amar essa editora linda gente? Porém todos os comentários e impressões sobre o filme não poderiam ir ao ar até o dia 06/07 e como chegamos ao grande dia, finalmente poderei dividir minhas impressões com vocês.

20 abril 2014

Especial Divergente - Livros e suas adaptações

Confira todos os posts do Especial Divergente.

DADOS TÉCNICOS
filme de 2h e 19mim foi dirigido por Neil Burger e teve como roteiristas Evan Daugherty (Branca de Neve e o Caçador), Vanessa Taylor (alguns episódios de Game of Thrones) e a autora do livro Veronica Roth, que também atuou como coprodutora. No elenco encontramos Shailene Woodley (Beatrice "Tris" Prior), Theo James (Tobias “Quatro” Eaton), Jai Courtney (Eric), Kate Winslet (Jeanine Matthews), Ansel Elgort (Caleb Prior) Maggie Q (Tori). Ele estreou no brasil em abril de 2014.

O livro possui 502 páginas e foi escrito por Veronica Roth. Ele foi publicado no Brasil pela Editora Rocco, no selo Jovens Leitores. Uma curiosidade é que ele estrou no EUA já na lista de Best-Seller do jornal New York Times.


Essa onda de termos os autores participando da produção dos filmes tem sido algo claramente benéfico. Divergente conseguiu se sair bem fiel ao livro e provavelmente irá agradar aos fãs, mas nada é perfeito. Como uma boa fã eu levei toda a família ao cinema – o que também me permite fazer uma avaliação melhor para aqueles que não leram aos livros – e o resultado foi ótimo. Logo nos primeiros minutos do longa, Tris começa a explicar sobre a nova ordem do mundo. Foi rápido, porém satisfatório; permitindo que todos entendessem o enredo.


Apesar disso precisei dar algumas explicações extras no fim do filme. Algumas coisas passaram muito rápidas e não deixaram tempo para que o expectador se acostumasse com eles, como os demais iniciados transferidos. Foi fácil esquecer o Peter e sua turma. A descoberta sobre os planos da Erudição foram outro ponto que poderia ter aparecido um pouco mais. Elas já são curtas no livro, no filme elas foram ínfimas.


Um ponto muito falado pela critica foram as atuações, e preciso assinar em baixo. Shailene Woodley e Theo James – que apresentaram uma química incrível – conseguiram passar ao expectador toda a complexibilidade de seus personagens. Se eu tivesse que responsabilizar um único ponto pelo sucesso do filme, seriam eles. A dupla foi muito melhor do que eu esperava e me conquistou definitivamente . De forma geral, o elenco foi excelente.
Duas observações muito particulares: não curti o Eric de Jai Courtney e não estou falando pelo fato dele não vir caracterizado exatamente como no livro. Acho que os piercings e tatuagens estavam bons, mas achei ele forte demais! Ele devia ser um menino da erudição que intimida pela presença e não pela quantidade de músculos. Gostei da atuação de forma geral – principalmente das cenas onde Tris o enfrenta -, mas esse detalhe me incomodou. Outra coisa que me incomodou foi a Kate Winslet com sua pastinha a tira colo. Dava para perceber nitidamente que a atriz estava gravida! Ela foi ótima como Jeanine, mas não era o momento para ela gravar.


Sobre as diferenças, senti falta de poucas coisas: Sobre o dia da visita onde a mãe de Tris pede para que ela fale para o Caleb pesquisar aquele liquido dos testes, o fato de Marcus – pai de Quatro - ter permanecido vivo e o cenário do medo que mostra o Quatro e o medo da Tris de intimidade. Ficou parecendo que ela tinha medo de ser estuprada por ele! Esse pensamento foi unanime a todas as pessoas que eu perguntei. Ficou feio e deturpou todo o pensamento da garota. Manter a cena original não faria mal a ninguém não acham?!


BALANÇO GERAL
A história foi bem focada no casal, como já era de se esperar e isso pode não agradar aos expectadores não leitores. Em contra partida as cenas de ação foram bem coreografadas e apesar delas terem sido suavizadas, deram um banho em outras lutas que adaptações que vemos por ai. O que é um ponto que agrada a esses expectadores.


Minha é recomendação é: se você puder ler ao livro antes de assistir ao filme, faça-o; se não, se entregue ao filme sem fazer muitos questionamentos, as respostas provavelmente virão na continuação.

18 fevereiro 2014

Livros e Suas Adaptações – A menina que roubava livros



Hey people. Essa é uma coluna que há muito tempo eu não escrevia. Por ter que reler alguns trechos do livro ou rever o filme, acaba sendo um post mais trabalhoso e que requer tempo. A menina que roubava livros é uma ótima oportunidade de voltar com ele – porque eu adoro expressar minha felicidade ou indignação com essas adaptações – já que eu terminei o livro e assisti ao filme na mesma semana. Vamos lá:

DADOS TÉCNICOS
O filme possui de 131mim, foi dirigido por Brian Percival e teve como roteiristas Michael Petroni e o próprio autor Markus Zusak. No elenco trás Sophie Nélisse (Liesel Meminger), Nico Liersch (Rudy), Geoffrey Rush (Hans), Emily Watson (Rosa), Ben Schnetzer (Max), Barbara Auer (Ilsa). Ele estreou no Brasil em janeiro de 2014.

O livro possui 480 páginas e foi escrito por Markus Zusak. Ele foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. Uma curiosidade é que ele esteve por 99 semanas consecutivas (quase dois anos) na lista dos mais vendidos da Editora Veja.


AS DIFERENÇAS
Talvez por ter Markus como um de seus roteiristas, o filme se manteve o mais fiel possível ao livro. Ressalto que sou muito a favor dessa prática, pois ninguém melhor do que o autor para saber o que cada linha de sua obra quer dizer. Mas isso também pode ter prejudicado um pouco. O livro possui inúmeras histórias paralelas a de Liesel: Hans e as guerras, a trajetória da fulga de Max, a própria morte e seu árduo trabalho... O que conhecemos de Liesel foi satisfatório, mas o que foi inserido sobre os demais, principalmente sobre Max me pareceu muito vago. Talvez mais uns 10 minutinhos dedicados a ele...



Os atores escolhidos não eram exatamente o que eu imaginava, mas se encaixaram perfeitamente aos personagens. Liesel foi forte e mesmo assim continuou sendo uma criança perdida em meio a guerra, Rudy foi outro fofo.. Que vontade de apertar aquelas bochechas! Se eu já gostava dele ao ler, agora gosto mais ainda. Há quem se incomodo com o fato de Liesel ter os olhos azuis e Sophie ter olhos castanhos, pra mim, esse foi um detalhe que passou despercebido.


Porém, um segundo detalhe me incomodou imensamente: a morte. Eu li o livro em português e na nossa língua morte é um substantivo feminino. Essa era a imagem que eu tinha na cabeça. Quando o filme iniciou e veio aquela voz masculina eu fiquei muito incomodada. Eu assisti ao filme dublado e eles bem que poderiam ter flexionado para a nossa linguagem, mas... Enfim, é só uma observação particular minha.

Liesel roubou livros em diversos momentos. Cada um deles houve um motivo e todos eles ficaram marcados para Liesel, mas não é o que vemos no filme. Os dois primeiros seguem igualmente, porem os últimos livros... Para o filme eles foram simplesmente mais um livro roubado, mais uma história lida.


Agora vamos ao que mais me incomodou no filme: a falta de emoção, ou melhor, de impacto. Se o filme tivesse conseguido passar metade da emoção e do sofrimento daquelas pessoas todos os outros pontos se tornariam insignificantes. Um filme com classificação para 10 anos não podia mostrar um pai dando um tapa na cara da filha por ela odiar Hitler; não poderia mostrar os judeus acorrentados, subnutridos, sujos e famintos desfilando no meio da rua, não mostraria a falta de humanidade dos soltados nazistas, a destruição que a guerra causou e o quanto o povo sofreu por causa de uma guerra que era – teoricamente – para liberta-los. Essa guerra é uma história triste e absurda que eu não entendo. Esse filme poderia ter explorado ainda mais a guerra e eles fizeram justamente o contrario. O que foi uma pena.


BALANÇO GERAL
O filme conseguiu passar uma história completa, com início, meio e fim. Sem pontas soltas ou aquelas lacunas que, muitas vezes, as adaptações deixam e que prejudica o entendimento de quem não conhece a história. Se você não leu ao livro, com certeza vai gostar, quem leu pode não sair 100% satisfeito, mas um pouco de emoção é garantido a todos.

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