Hey people. Essa é uma coluna que há muito tempo eu não escrevia. Por
ter que reler alguns trechos do livro ou rever o filme, acaba sendo um post
mais trabalhoso e que requer tempo. A menina que roubava livros é uma ótima
oportunidade de voltar com ele – porque eu adoro expressar minha felicidade ou
indignação com essas adaptações – já que eu terminei o livro e assisti ao filme
na mesma semana. Vamos lá:
DADOS TÉCNICOS
O filme possui de 131mim, foi dirigido por Brian Percival e teve como roteiristas Michael Petroni e o próprio autor Markus Zusak. No elenco trás Sophie Nélisse (Liesel Meminger), Nico Liersch (Rudy), Geoffrey Rush (Hans), Emily Watson (Rosa), Ben Schnetzer (Max), Barbara Auer (Ilsa). Ele estreou no Brasil em janeiro de 2014.
O livro possui 480 páginas e foi escrito por Markus Zusak. Ele foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. Uma curiosidade é que ele esteve por 99 semanas consecutivas (quase dois anos) na lista dos mais vendidos da Editora Veja.
AS DIFERENÇAS
Talvez por ter Markus como um de seus roteiristas, o filme se manteve o
mais fiel possível ao livro. Ressalto que sou muito a favor dessa prática, pois
ninguém melhor do que o autor para saber o que cada linha de sua obra quer
dizer. Mas isso também pode ter prejudicado um pouco. O livro possui inúmeras
histórias paralelas a de Liesel: Hans e as guerras, a trajetória da fulga de
Max, a própria morte e seu árduo trabalho... O que conhecemos de Liesel foi
satisfatório, mas o que foi inserido sobre os demais, principalmente sobre Max me pareceu muito vago. Talvez mais uns 10 minutinhos dedicados a ele...
Os atores escolhidos não eram exatamente o que eu imaginava, mas se encaixaram perfeitamente aos personagens. Liesel foi forte e mesmo assim continuou sendo uma criança perdida em meio a guerra, Rudy foi outro fofo.. Que vontade de apertar aquelas bochechas! Se eu já gostava dele ao ler, agora gosto mais ainda. Há quem se incomodo com o fato de Liesel ter os olhos azuis e Sophie ter olhos castanhos, pra mim, esse foi um detalhe que passou despercebido.
Porém, um segundo detalhe me incomodou imensamente: a morte. Eu li o
livro em português e na nossa língua morte é um substantivo feminino. Essa era a
imagem que eu tinha na cabeça. Quando o filme iniciou e veio aquela voz
masculina eu fiquei muito incomodada. Eu assisti ao filme dublado e eles bem
que poderiam ter flexionado para a nossa linguagem, mas... Enfim, é só uma
observação particular minha.
Liesel roubou livros em diversos momentos. Cada um deles houve um
motivo e todos eles ficaram marcados para Liesel, mas não é o que vemos no
filme. Os dois primeiros seguem igualmente, porem os últimos livros... Para o
filme eles foram simplesmente mais um livro roubado, mais uma história lida.
Agora vamos ao que mais me incomodou no filme: a falta de emoção, ou melhor, de impacto. Se o
filme tivesse conseguido passar metade da emoção e do sofrimento daquelas
pessoas todos os outros pontos se tornariam insignificantes. Um filme com
classificação para 10 anos não podia mostrar um pai dando um tapa na cara da
filha por ela odiar Hitler; não poderia mostrar os judeus acorrentados,
subnutridos, sujos e famintos desfilando no meio da rua, não mostraria a falta
de humanidade dos soltados nazistas, a destruição que a guerra causou e o
quanto o povo sofreu por causa de uma guerra que era – teoricamente – para
liberta-los. Essa guerra é uma história triste e absurda que eu não entendo.
Esse filme poderia ter explorado ainda mais a guerra e eles fizeram justamente
o contrario. O que foi uma pena.
BALANÇO GERAL
O filme conseguiu passar uma história completa, com início, meio e fim.
Sem pontas soltas ou aquelas lacunas que, muitas vezes, as adaptações deixam e
que prejudica o entendimento de quem não conhece a história. Se você não leu ao
livro, com certeza vai gostar, quem leu pode não sair 100% satisfeito, mas um
pouco de emoção é garantido a todos.








