Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia
Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se
dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil,
sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres,
jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios
de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um
homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se
acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder
a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva
de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.
Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire,
Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os
Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a
maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a
ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá
dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que
preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e
se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?
SÉRIE:
Os Hathaways #1
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AUTOR:
Lisa Kleypas
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EDITORA:
Arqueiro
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EDIÇÃO:
2013
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PÁGINAS:
257
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CONCEITO:
5 estrelas
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Em sua época de debutar, Amelia Hathaways teve o seu
momento. Ela foi cortejada por um rapaz bonito e inteligente, mas ambicioso
demais. A decepção amorosa e o fato de não se achar bonita a fez se fechar para
os romances. Quando seus pais faleceram, ela decidiu que se dedicaria
integralmente aos seus irmãos: Beatrix, Poppy, Win e Leo, que é o mais velho.
Este, que deveria estar ajudando na criação de suas irmãs mais novas, mas ele
tem dado mais trabalho do que todas elas juntas. Leo vive gastando o pouco
dinheiro da família em mulheres, jogos e bebidas. Apesar dos seus frequentes
sumiços, ele sempre retorna para casa, porém, depois de um longo período
desaparecido, Amelia decide ir atrás dele. É nesta fatídica noite que ela e Cam
Roham se conhecem.
Era óbvio que a
Srta. Hathaway tinha uma segurança inabalável em sua própria habilidade de
organizar e administra tudo que a cercava. A reação habitual de Cam a esse tipo
de mulher era se afastar. (pág. 18)
Cam é mestiço, meio cigano, meio irlandês. Sua avó o
separou de sua tribo quando era criança, mas ela nunca soube o porque. Desde
então ele tem vivido na sociedade londrina, mas sem nunca se misturar
completamente. Mesmo tendo se tornado rico, ele sempre será um cigano e isso
não é algo que a sociedade esqueça. Ele se sentiu atraído por Amelia de
imediato, mas ter um relacionamento sério com uma mulher não é algo que lhe
interesse. A liberdade é algo que os rons
valorizam muito.
Na esperança que o afastamento de Londres pudesse clarear
os pensamentos de Leo e fazer bem a fragilizada saúde de Win, Amelia decide que
todos se mudarão para Hampshire. Chegando lá, eles se surpreendem ao encontrar
uma casa em ruinas. Surpresa maior é o reencontro de Amélia e Cam, que acontece
com ele caindo por cima dela!
Ramsay House era
um lugar atraente, com excentricidades, cantos secretos e características singulares
que só precisavam de atenção e cuidado. Não era muito diferente da família
Hathaway. (pág. 92)
Apesar da eminente atração, os dois são extremamente
cabeças duras! O que proporciona ao leitor momentos únicos. Ao decorrer do
livro, conhecemos mais sobre os Hathaways e acompanhamos o jogo de sedução do
casal principal. Sobre isso, só irei
dizer uma coisa: o título do livro remete a uma das melhores cenas.
O livro é narrado em terceira pessoa e dividido em
capítulos. A diagramação é simples, com os capítulos iniciando sem mudança de
página. As folhas são amareladas, as letras possuem um bom tamanho e as margens
são ótimas. A capa eu nem preciso dizer que é linda, mas a modelo poderia ter o
cabelo um pouco mais escuro.. Detalhes!
Quando eu quis me aventurar por romances de época fiquei
em duvida entre os Hathaways e os Bridgerton, de Julia Quinn. O que me
apontaram como grande diferença, foi a forma de cada autora levar a história:
Lisa de um jeito mais sério e Julia de forma mais engraçada. Bem, vou dizer uma
coisa a vocês, eu conseguir gargalhar com este livro. Foram momentos específicos,
mas com personagens sarcásticos e cheios de opinião, é impossível não encontrar
quotes engraçados.
- Obrigado, mas
não. – Com cuidado, soltou as ervas dentro da chaleira. – Chorar é perda de
tempo.
- Chorar diminui a
profundidade da dor.
- É um ditado dos
rons?
- É
Shakespeare. (pág. 145)
Amelia é uma solteirona e Rahon um cigano. Um casal
incomum que tinha de tudo para dar errado, mas que dá muito certo. Eu gostei
muito do casal, da química deles. Os dois possuem personalidade forte e querem
fazer valer a sua vontade. Eu fico tão feliz quando vejo protagonistas assim, da
até animo de ler! Não é a toa que terminei o livro em duas noites.
Eu estou bem curiosa para saber a historia do restante da
família, principalmente a do insuportável Leo. Tudo bem que ele tenha passado
por momentos difíceis, mas todos têm a sua cruz! Ele não precisava ter se
tornado um estorvo por causa disso. Leo e Win são os irmãos que mais tem
destaque no livro. As cenas de Win já dão um gostinho do próximo livro e eu
acredito que ele será ainda melhor do que este!
- Amelia quase
nunca chora – disse Poppy.
- Ela está bem. –
Cam passou a mão pelas costas de Amelia, em uma carícia reconfortante. –
Precisa apenas de...
Quando ele parou,
Poppy disse:
- De um ombro em
que se apoiar.
- É isso. (pág.
206)
É isso gente. Este é um livro envolvente, que trás cenas fofas e quentes para o leitor. Ele fala sobre se dedicar a família e da importância de não se deixar de lado, sobre ser forte é bom, mas da insanidade de querer carregar o mundo nas costas. Ter alguém com quem contar nos momentos difíceis é mais do que bom, é necessário.