06 outubro 2017

Resenha - Fraude Legitima, E. Lockhart


Livro: Fraude Legitima
Autor(a): E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 280
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Livro cedido através da parceria com a editora
Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás.


Na época que Mentirosos foi lançada, a editora recomendou que a leitura fosse feita no escuro. Quanto mais sem informação o leitor estivesse, melhor seria sua experiência com a obra. Acredito que o mesmo é válido para Fraude Legítima. Evite sinopses, comentários ou resenhas que contam demais.

Quem conseguiu ler Mentirosos sem pegar nenhum spoiler ou informação prévia sobre o enredo, percebeu que precisava prestar atenção nos mínimos detalhes se quisesse acompanhar o ritmo da autora. E ainda sim, há uma grande chance de você ter fechado o livro com aquela sensação de que tiraram seu chão, pois o final é genial e surpreendente. Fraude Legítima segue o mesmo princípio.

04 outubro 2017

Resenha - Até que a culpa nos separe, Liane Moriarty


Livro: Até que a culpa nos separe
Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
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Livro cedido através da parceria com a editora
Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes. Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas - não daquele dia, mas da vida inteira. Em Até Que a Culpa Nos Separe, Liane Moriarty mostra como a culpa é capaz de expor as fragilidades que existem mesmo nos relacionamentos estáveis, como as palavras podem ser mais poderosas que as ações e como dificilmente percebemos, antes que seja tarde demais, que nossa vida comum era, na realidade, extraordinária.


Duas amigas de infância com um relacionamento, no mínimo, peculiar. Clementine é uma pessoa com espírito livre. Seu marido assumiu a criação das filhas do casal, enquanto ela treina com seu violoncelo para conseguir a vaga na orquestra que sempre sonhou. Para quem vê de fora, o relacionamento deles é digno de um conto de fadas. Erika é totalmente o oposto. Controladora ao nível de compulsão, ela decidiu que não teria filhos, não importa o que seu marido pense.

02 outubro 2017

Resenha - Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, Joachim Meyerhoff


Livro: Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi
Autor(a): Joachim Meyerhoff
Editora: Valentina
Páginas: 352
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Livro cedido através da parceria com a editora
Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.


Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi narra a história de vida de Joachim, um menino de sete anos que vive com a família em uma propriedade do Hospital Psiquiátrico de uma cidadezinha alemã, na qual seu pai é o administrador.

Em um dia como outro qualquer durante o caminho para a escola, Joachim encontra um homem morto no jardim, tal acontecimento o deixa impressionado, por isso o menino chega ao colégio exibindo o seu achado, afinal não é todo dia que se encontra um morto em seu caminho. E mesmo que seus colegas ou a professora não dê muita importância para o assunto, esse dia o deixará marcado pelo resto da vida.

Caçula de três filhos, Joachim sempre se sentiu inferiorizado em relação aos irmãos mais velhos, fato que nos faz acompanhar suas constantes comparações com os irmãos, que faziam de tudo para menosprezar as habilidades do menino, algo que por vezes o deixava cabisbaixo e com bastante raiva.

Por conviver diariamente em um local habitado por pessoas especiais, Joachim se adaptou bem cedo em ter sua vida vinculada a alguns pacientes, tornando-se um garoto incomum, com amigos inadequados e experiências bem diferentes para alguém de sua idade.

Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro. O que deixei para trás deveria ser algo seguro, concluído, que já fora e só esperava para ser narrado, e o que tenho pela frente não deve ser o chamado futuro a ser moldado?

Divido em memórias, o livro narra as diversas fases da vida do personagem, da infância a vida adulta. Durante essas passagens de tempo, vamos nos aprofundando mais nas peculiaridades do protagonista, em sua relação com a família, com os pacientes e em seus ataques de fúria.

Falar sobre esse livro não é algo fácil por tratar-se de uma leitura que foge completamente da minha zona de conforto. Foi uma experiência um tanto inusitada, mas de grande valor, contudo devo alertar que o livro foge do comum justamente por não possuir um tema central, mas sim o dia a dia de uma família vivendo em meio a um hospício, algo bastante incomum a uma família tradicional. E talvez por esse motivo eu não tenha conseguido me conectar a história como imaginava que aconteceria.

O final do livro embora não possua um acontecimento marcante, foi bem intrigante. Aqui acompanhamos a trajetória de Joachim, suas amizades, conquistas, perdas, loucuras e a evidente marca deixada por uma vida traçada em meio a um ambiente nada convencional a uma criança.

Em relação à edição física, a Editora Valentina como sempre está de parabéns! A capa está linda, as páginas são amareladas, a fonte possui um bom tamanho para leitura e não me lembro de ter encontrado erros de revisão.

Em suma, Como Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi possui uma escrita fluída e uma trama de fácil compreensão. Não foi uma leitura que me prendeu como eu esperava, mas certamente indico para que tirem suas próprias conclusões.


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Postagem válida para o TOP COMENTARISTA, Participe!
Valendo um exemplar de Tartaruga até lá embaixo.

30 setembro 2017

Lançamentos Setembro/2017 - Editora Intrínseca


A Vida que Enterramos, Allen Eskens

A única coisa que Joe Talbert deseja é terminar o trabalho da faculdade: entrevistar um estranho e escrever uma breve biografia. Com os prazos se aproximando, o garoto decide ir a um asilo para encontrar o tão desejado objeto de trabalho. Lá ele conhece Carl Iverson e logo a vida de Joe vai ter mudado para sempre. Veterano da Guerra do Vietnã, desenganado com apenas alguns meses de vida, Carl foi internado na casa de repouso em liberdade condicional devido ao estágio avançado de câncer depois de trinta anos preso pelos crimes de estupro e assassinato. À medida que escreve sobre a vida de Carl, principalmente sobre o período que o homem passou na guerra, Joe começa a ter dificuldade de conciliar o heroísmo do soldado com os desprezíveis atos do criminoso. Acompanhado de Lila, sua vizinha cética, Joe se lança em uma busca pela verdade, mas lidar com a mãe perigosamente disfuncional, a culpa de deixar o irmão autista sozinho em casa e uma lembrança assustadora vão malograr seus esforços. Fio por fio, Joe começa a desfazer a intricada tapeçaria do crime de Carl, mas, quanto mais se aproxima das reais circunstâncias do crime, mais nós aparecem. Joe vai conseguir descobrir a verdade ou já é muito tarde para escapar?



                                     O Ego é seu inimigo, Ryan Holiday

Ele arruinou a carreira de gênios promissores. Mandou pelos ares grandes fortunas e destruiu empresas. Tornou as adversidades insuportáveis e transformou esforço em vergonha. Seu nome? Ego. O ego é um adversário interno citado por quase todos os grandes filósofos da história, em incontáveis obras de arte, de todas as culturas e todos os tempos. E agora vamos aprender a destruí-lo, antes que ele destrua você. Em O ego é seu inimigo, Holiday apresenta exemplos reais e inspiradores de pessoas comuns que dominaram o ego, chegaram aos mais altos níveis de poder e sucesso e se tornaram lendas - não pela fama, mas pelo trabalho e legado. Ao perceber a influência negativa do ego e combatê-lo, você será capaz de viver melhor e conquistar resultados mais expressivos. As estratégias e táticas desenvolvidas por essas figuras fascinantes vão ajudá-lo a vencer esse inimigo tão poderoso que nos desafia todos os dias.


A Casa das Marés, Jojo Moyes

Uma história que atravessa décadas e gerações para mostrar que nunca é tarde demais para nos descobrir e correr atrás dos nossos sonhos. Na década de 1950, Merham não passava de uma cidadezinha litorânea como tantas outras: pacata, tradicional e obcecada pelas aparências. Os homens cuidavam do comércio, as mulheres cuidavam dos filhos e todos tomavam conta da vida dos outros. Até que um boêmio grupo de artistas estrangeiros se muda para a Casa Arcádia, uma bela construção art déco à beira-mar. Ao contrário dos demais habitantes, que logo veem os artistas com maus olhos, temerosos de que possam destruir a boa reputação da cidade, Lottie Swift e Celia Holden não conseguem esconder o interesse pelos novos residentes.
Cinquenta anos mais tarde, quando o passado já parece enterrado e esquecido, a Casa Arcádia é vendida para um empresário que pretende transformá-la em um refúgio de luxo planejado pela arquiteta Daisy Parsons, que chega a Merham para reconstruir não só a casa, mas sua própria vida. Porém, assim como antes, o prenúncio de mudança revolta os moradores, dispostos a tudo para inviabilizar o projeto. Repleto de encontros emocionantes e segredos revelados, A casa das marés é uma leitura deliciosa e romântica que explora as dinâmicas familiares, antigos amores e traições.

                                 
                                                 Frantumaglia, Elena Ferrante

Cartas, entrevistas e trechos inéditos oferecem visão única de uma das maiores escritoras da atualidade. Elena Ferrante, voz extraordinária que provocou grande comoção na literatura contemporânea, tornou-se um fenômeno mundial. O sucesso de crítica e de público se reflete em artigos publicados em importantes jornais e revistas, como The New York Times, The New Yorker e The Paris Review. Ao longo das últimas duas décadas, o "mistério Ferrante" habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora? Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV. Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância da frantumaglia para seu processo criativo, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para o processo criativo. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras. Frantumaglia é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.


Mindhunter, John Douglas e Mark Olshaker

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein. Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos. Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.


Os piores pirralhos do mundo, David Walliams

VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA CONHECER AS CRIANÇAS MAIS INSUPORTÁVEIS (E ENGRAÇADAS, CARISMÁTICAS, IRREVERENTES) DO MUNDO? Então vamos lá. Uma galeria especial para os meninos e meninas que são perfeitos exemplos do que não fazer! Sofia Sofá passa tanto tempo esparramada vendo TV que já não dá para saber o que é a Sofia e o que é o sofá! E o que fazer com Beto Babão, conhecido como o menino que mais baba na face da Terra? E é uma baba capaz de arruinar um museu inteiro! Tem também a Charlene Chorona, que, como é de se imaginar, chora bastante. Até aí, tudo bem, mas a menina tem o péssimo hábito de botar a culpa por tudo no pobre irmãozinho. Sem contar a Filomena Flatulenta, que... Bem, nem precisa explicar. Nestas dez histórias tão divertidas quanto horripilantes, tão criativas quanto nojentas, David Walliams faz os pequenos leitores morrerem de rir com os pirralhos mais malcriados, mais bagunceiros e mesmo assim mais adoráveis do mundo.


Por uma Europa Democrática, Stéphanie Hennete/ Thomas Pikket/ Guillaume Sacriste/ Antoine Vauchez

Economista Thomas Piketty se reúne com importantes acadêmicos para propor projeto de democratização da Europa Durante a recente crise econômica e financeira europeia, foi criado um novo centro de poder: o "governo" da zona do euro. Caracterizado pela informalidade e pela falta de transparência, esse poder se desenvolveu no ponto cego dos controles políticos, numa espécie de buraco negro democrático. Como consequência, há uma indiferença generalizada a vozes dissonantes e a alertas emitidos por processos eleitorais que, de modo persistente, destacam a ascensão de um populismo de extrema direita. Diante desse cenário, surge a necessidade urgente de aprimorar valores democráticos. Stéphanie Hennette, Thomas Piketty, Guillaume Sacriste e Antoine Vauchez propõem neste livro um tratado pela democratização da Europa, tendo como objetivo descartar a opacidade do atual governo em favor de uma instituição democraticamente eleita. Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar de advogados, cientistas políticos e economistas, o projeto recomenda, sobretudo, a instauração de uma Assembleia Parlamentar: uma estrutura autônoma capaz de modificar o atual equilíbrio de poder e garantir, por fim, uma lógica de debate pública, plural e democrática que se sobreponha ao culto das diplomacias pouco transparentes. Imperativo e informativo, Por uma Europa democrática é um apelo aos cidadãos para que assumam o controle do debate sobre a atual situação da União Europeia, um debate que, em última instância, influencia decisivamente as economias de todo o mundo.

29 setembro 2017

Lançamentos Setembro/2017 - Editora Planeta



Crer ou não crer, Leandro Karnal | Pe. Fábio de Melo
O que pode dizer um homem que fez o voto de se dedicar a Deus a outro que está plenamente convencido de Deus não existe? O que pode ouvir um crente de um ateu? O que um ateu pode aprender? São questões assim que guiaram o encontro entre o padre Fábio de Melo e o historiador Leandro Karnal e resultaram neste livro. Um debate rico e respeitoso entre um cético e um católico que oferece uma referência importante aos brasileiros crentes e não crentes. Com coragem para provocar um ao outro e humildade para aceitar os argumentos, os autores discutiram pontos fundamentais, como se o mundo é melhor ou pior sem Deus e se a religião ajuda ou atrapalha. Questionaram o quanto a fé faz falta e discutiram as esperanças, os medos e a morte no horizonte de quem crê e quem não crê. Crer ou não crer é o resultado de muitas horas de conversa entre um dos padres mais amados do país com um dos mais populares historiadores. Uma obra que irá agradar e enriquecer milhões de leitores.



 Amor para corajosos (Reflexões proibidas p/ menores), Luiz Felipe Pondé
O poeta Vinícius de Moraes ensinava a amar “porque não há nada melhor para a saúde que um amor correspondido”. Se não há nada mais importante do que amar, pensar o amor em suas diversas formas e vínculos é fundamental. Em Amor para corajosos, o filósofo Luiz Felipe Pondé conduz o leitor por um passeio sobre o tema. Não se trata de um manual para amar melhor ou um estudo acadêmico. Na sua tradicional prosa ao mesmo tempo provocativa e elucidativa, Pondé escreve uma série de ensaios que podem ser lidos aleatoriamente ou na ordem sugerida. Ele parte de uma diferença filosófica entre o que seria um “amor kantiano” – que busca estabilidade e respeito – e um “amor nietzschiano” – aquele da paixão avassaladora. O foco principal é o amor romântico chamado pelos medievais de “doença da alma”. Pondé usa a filosofia, as ciências sociais e a cultura para analisar questões eternas e outras mais contemporâneas. O amor pode conviver com rotinas? O amor tem cura? É ético abrir mão do amor em nome de obrigações familiares? Como saber se você é um canalha ou uma vagabunda? É possível confiar numa mulher? Como curar a atávica insegurança masculina? E quando o amor morre? Como o próprio título sugere, Amor para corajosos – Reflexões proibidas para menores vai instigar o leitor ao exercício do amor. Afinal, segundo o próprio Pondé, o amor é uma experiência prática, jamais teórica. “Se você nunca entendeu a razão de a literatura estar cheia de exemplos de pessoas que “morrem de amor”, nenhuma teoria do amor vai salvá-lo do vazio que é nunca ter sofrido de amor”.



Os criadores de coincidências, Yoav Blum

E se o trem que você perdeu, o café que derrubou, o bilhete que encontrou não forem eventos aleatórios? E se o destino do mundo estiver sendo manipulado por pessoas especializadas em criar acasos? Emily, Eric e Guy trabalham numa espécie de organização secreta há alguns anos. Eles estudaram disciplinas como interferências em sonhos, distribuição de sorte e como ser amigos imaginários, até se tornarem criadores de coincidências. Agora, de tempos em tempos, recebem complexas missões.
Seu trabalho é permanecer na área cinzenta entre destino e livre arbítrio, onde, como se dessem um giro preciso e delicado num enorme caleidoscópio, criam situações que criam situações que criam mais situações que darão origem a pensamentos e decisões, gerando resultados como o encontro de almas gêmeas, invenções revolucionárias, a inspiração para obras-primas. Mas, quando Guy recebe uma missão especial que vai além daquilo que ele acredita poder fazer, as coisas começam a se mover de forma a interferir em tudo o que os criadores de coincidências entendem sobre a vida e o amor. Este best-seller do israelense Yoav Blum é um thriller improvável sobre os operários invisíveis que mantêm girando as engrenagens do acaso.



                                                                    Zeide, Caco Ciocler
Em 1921, na Alemanha, o jovem Sucher embarca num navio ancorado em Hamburgo rumo ao Brasil. Deixa para trás os pais e as irmãs, levando na bagagem algumas poucas peças de roupa, um tapete enrolado e as memórias dos campos de fumo da gelada Bessarábia. Ao desembarcar na desconhecida cidade de Santos, “de céu pintado de laranja feito quadro encomendado” numa tórrida tarde de verão, ele se curva – sem saber se arrebatado pelo bafo quente que lhe afrontava as origens ou se por reverência à terra que lhe traria a mulher com a qual fincaria raízes definitivas no Brasil. Desse encontro nascem os filhos Bóris e Jackson, que dão a Sucher uns tantos netos. É pelo olhar do mais novo de todos, da infância até a vida adulta, que se costura a narrativa não linear deste romance, que conduz o leitor por uma jornada de mais de sete décadas. Em sua estreia como ficcionista, o ator e diretor Caco Ciocler faz um relato bem-humorado e emocionante sobre a trajetória de uma família judaica no Brasil, além de uma declaração de amor ao avô.



Doces dias ácidos, Taty Ferreira
Uma jovem arquiteta constrói projetos e plantas dos sonhos de outras pessoas, enquanto não consegue construir seu próprio caminho. Aos vinte e poucos anos, se vê frustrada, morando numa quitinete, enfrentando dilemas existenciais e sem planos concretos para o futuro. Após um grave acidente encontra forças para traçar novas linhas de sua história. Conflitos internos. A convivência com o luto. O recomeço. A conquista da independência. Tudo passa como um filme em sua cabeça enquanto embarca na viagem que a enviará de volta para sua cidade natal. Taty Ferreira, autora do Manual da mulher bem resolvida, nos leva nesta jornada de uma personagem sem nome, em busca de si, que poderíamos facilmente reconhecer numa avenida, no ônibus ou em frente ao espelho.




                        Cretino Abusado, Penelope Ward e Vi Keeland
Após ser traída pelo ex-namorado – chefe da firma de advocacia em que trabalhava – Aubrey decide que precisa de um recomeço. Deixa tudo para trás e aceita um emprego em uma startup na Califórnia, Estados Unidos, e parte em uma viagem de carro que mudará toda a sua vida. Em uma parada na estrada, Aubrey conhece Chance, um homem atraente que viajava de moto. Com o corpo perfeito e sotaque australiano, o ex-jogador de futebol era bem convencido e arrogante. Quando sua moto quebra, Chance precisa da ajuda de Aubrey. Ele promete levá-la em segurança até seu destino em troca de uma carona, e os dois decidem seguir viagem juntos. Aubrey está traumatizada após seu último relacionamento, mas sente uma atração incontrolável por aquele cretino abusado. Apesar da ligação cada vez mais forte entre os dois, Chance guarda um segredo que poderá separá-los para sempre.



Blitz, David Trueba
Blitz poderia ser uma tragicomédia romântica qualquer. O problema é que esse gênero não existe e, por isso, o melhor a fazer é ignorar os rótulos literários e simplesmente mergulhar de vez nas maravilhosas trajetórias de seus personagens. A maré da vida leva Beto, um jovem arquiteto e paisagista, a Munique, onde acabará à deriva, náufrago de um verdadeiro desastre sentimental. Entre histórias de amores perdidos – e guiados por uma escrita hábil e repleta de senso de humor –, os personagens deslizam pela vida como se estivessem dentro de uma ampulheta. E é exatamente a discussão a respeito da passagem do tempo que conduzirá o protagonista até uma mulher de outra geração, Helga, cerne de uma série de conflitos que, costurados, montam uma trama delicada, atual e envolvente. Seguindo o fluxo de pensamento de Beto, o leitor se perguntará a cada passo o que espera por ele na página seguinte: e agora? A resposta está escondida na apurada narrativa de Trueba.

28 setembro 2017

Especial Fifth Harmony


Quem ainda não ouviu falar de Fifth Harmony com certeza não é fã de música pop. Formado no programa X Factor USA, o grupo era formado originalmente por Camila Cabello, Ally Brooke, Lauren Jauregui, Normani Kordei e Dinah Jane.

Sendo formado entre 2012/2013, o grupo experimentou sucesso de verdade com o single “Worth It”, o terceiro do álbum Reflection, lançado em 2015.

Outro single de grande destaque foi “Work From Home”, retirado do segundo álbum de estúdio, o 7/27, de 2016.

Infelizmente, no final de 2016, Camila anunciava sua saída do grupo. As outras quatro integrantes alegaram que continuariam com os trabalhos do grupo.


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