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13 janeiro 2017

Resenha - Lobo por Lobo, Ryan Graudin


Livro: Lobo por Lobo
Autor(a): Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Páginas: 360
Adquira: Saraiva | Submarino | Travessa | Americanas | Livraria Cultura
Livro cedido através da parceria com a editora
O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha e o Japão estão no comando. Para comemorar a Grande Vitória, todo ano eles organizam o Tour do Eixo: uma corrida de motocicletas através das antigas Europa e Ásia. O vencedor, além de fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso Adolf Hitler durante o Baile da Vitória. Yael é uma adolescente que fugiu de um campo de concentração, e os cinco lobos tatuados em seu braço são um lembrete das pessoas queridas que perdeu. Agora ela faz parte da resistência e tem uma missão: ganhar a corrida e matar Hitler. Mas será que Yael terá o sangue frio necessário para permanecer fiel à missão?

Resenha dupla com o Leo do blog Recanto da Mi.


Nessa realidade alternativa, o Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial e Hitler governa grande parte do mundo. No ano de 1956, está sendo organizada a nova edição do Tour do Eixo, onde 20 jovens devem atravessar de motocicleta a Europa, rumo à Tóquio, para obter a glória e a atenção do Imperador.

No ano anterior, quem venceu a corrida fora Adele Wolfe, uma jovem que se inscreveu na competição sob o nome do irmão gêmeo. Foi um choque para todos quando ela chegou ao fim e revelou ser uma garota, mas Hitler gostou de sua perspicácia e a elogiou, concedendo-lhe até uma dança no Baile da Vitória.

De outro lado temos Yael. Aos seis anos ela foi levada para um campo de concentração com a mãe. Lá, ela foi forçada a participar de experimentos genéticos, que tinham como objetivo alterar a sua etnia, transformando-lhe naquele perfil ariano que era tão valorizado pelo povo alemão.

Contudo, os experimentos deram mais certo do que se podia imaginar. Yael ganhou o poder de se metamorfosear em qualquer pessoa e isso a ajudou a fugir do campo de concentração. Após algum tempo, ela se juntou à Resistência, que planejava uma operação para livrar o mundo de Hitler.

Com o seu dom, Yael é uma chave importantíssima para o plano da Resistência. Eles desejam que ela se disfarce de Adele Wolfe para participar da nova edição do Tour do Eixo. Assim, Yael terá a chance de se aproximar de Hitler e matá-lo no Baile em frente às câmeras, para que a Resistência possa, enfim, se levantar. Mas para que isso aconteça, ela precisa vencer.

Determinada e fortalecida pelo seu passado e por aqueles que perdeu lhe incentivando, Yael dará o seu melhor para ser a campeã. Obviamente, as coisas não serão nada fáceis. Além dela, outros dois competidores estão correndo em busca da segunda vitória e eles não medirão esforços para tirá-la do caminho. Será Yael capaz de ultrapassar seus limites em nome de sua causa?

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!


LEO: A primeira vez que ouvi falar de Lobo por Lobo foi no encontro de parceiros da Companhia das Letras na Bienal do Livro e já fiquei imediatamente interessado. Gostei bastante da proposta da obra e já tinha ouvido maravilhas sobre a autora, mas não sabia muito bem o que esperar. Solicitei o livro e assim que tive a oportunidade me joguei na leitura. E devo dizer que a espera valeu a pena.

A escrita de Ryan Graudin é bem desenvolta, mas confesso que demorou a me prender. As primeiras sessenta páginas foram bastante morosas e já estava me perguntando se o que diziam acerca do exemplar não se passava de uma hype. Contudo, depois que engatei na leitura, não conseguia mais largar a história, de tão completamente envolvido que fiquei por querer saber o que iria acontecer.

DREEH: Narrado em terceira pessoa, sob a perspectiva da protagonista Yael, me apaixonei à primeira vista pela personagem e, apesar de me irritar com ela em alguns momentos, gostei bastante do rumo que ela foi tomando dentro da narrativa. Yael tem sangue frio e aquele jeitinho badass que eu tanto gosto, mas ao mesmo tempo é muito sofrida e tem um bom coração que a impedem de tomar atitudes inescrupulosas.

Os outros personagens também são bem caracterizados e têm a sua importância dentro da trama. De longe meu favorito foi Felix Wolfe, o irmão de Adele. Ele resolve participar da corrida para tentar convencer a irmã a desistir, sem saber que na verdade ela é Yael. Felix é gentil, atencioso e faz de tudo pela irmã, mesmo que isso vá contra aquilo no qual que acredita, apenas para protegê-la.

LEO: O personagem de quem eu mais gostei foi Luka Löwe. Ele é uma espécie de interesse romântico de Adele e um de seus maiores adversários na competição. Luka tem um jeitinho bad boy, daqueles que não se importa com nada, mas no fundo tem um coração de ouro e uma valentia invejável. Amei a forma como a autora o construiu e também desenvolveu a sua relação com Yael.

A única coisa que me incomodou na escrita foi o excesso de detalhes a respeito da corrida. Entendo que ela era um aspecto muito importante para o desenvolvimento do texto, mas eu, particularmente, cortaria umas vinte páginas que falam apenas sobre as estradas e as paisagens. Muitas vezes estava empolgado com alguma reviravolta, ansioso pelo próximo capítulo, e me deparava com uma cena descritiva que me desanimava.

DREEH: O final foi alucinante e precisei tirar o chapéu para a autora. Mais ou menos na metade do livro a hipótese desse desfecho passou pela minha cabeça, mas ver tudo sendo descrito ali foi bem surpreendente. Graudin conseguiu construir todo o clímax de uma forma única e deixar um importante gancho para a continuação, pela qual estou muito ansiosa.

Sobre a edição física, mais uma vez a Editora Seguinte deu um show. A capa nacional é lindíssima, com vários lobos desenhados em tons de cinza em um fundo laranja, que chama bastante a atenção. A diagramação é simples, as páginas são amareladas e a fonte é grande. A revisão está ótima, mas encontrei alguns errinhos durante a leitura que espero serem corrigidos na próximas edições.

LEO: Lobo por Lobo é muito bem escrito, com um enredo intrincado e de tirar o fôlego, super recomendo a todos e não vejo a hora de Blood for Blood, segundo volume da duologia, ser lançado aqui no Brasil. Vale muito a pena!

30 outubro 2015

Semana Especial Toda Luz Que Não Podemos Ver - Dicas Literárias

Com o finalzinho da semana especial de Toda Luz Que Não Podemos Ver, que por sinal espero que tenham gostado, não podíamos deixar de indicar nossos livros preferidos ambientados na Segunda Guerra. Pensando nisso, fizemos uma seleção dos livros relacionados a esse momento crucial que marcou tanto a história. Vamos conferir!





A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente - a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto.



                             O Menino do Pijama Listrado, John Boyne
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.



Querida Sue, de Jessica Brockmole
Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.


              A Garota que Você deixou para Trás, Jojo Moyes
Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.


O Rouxinol, Kristin Hannah
"Neste épico passado na França da Segunda Guerra, duas irmãs se afastam por discordarem sobre a ameaça de ocupação nazista. Com temperamentos e princípios divergentes, cada uma delas precisa encontrar o próprio caminho e enfrentar questões morais e escolhas de vida ou morte.” - Christina Baker Kline, autora de O trem dos órfãos França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

          
                 O Menino dos Fantoches de Varsóvia, Eva Weaver
Mesmo diante de uma vida extremamente difícil, há esperança. E às vezes essa esperança vem na forma de um garotinho, armado com uma trupe de marionetes – um príncipe, uma menina, um bobo da corte, um crocodilo... O avô de Mika morreu no gueto de Varsóvia, e o menino herdou não apenas o seu grande casaco, mas também um tesouro cheio de segredos. Em um bolso meio escondido, ele encontra uma cabeça de papel machê, um retalho... o príncipe. E um teatro de marionetes seria uma maneira incrível de alegrar o primo que acabou de perder o pai, o menininho que está doente, os vizinhos que moram em um quartinho apertado. Logo o gueto inteiro só fala do mestre das marionetes – até chegar o dia em que Mika é parado por um oficial alemão e empurrado para uma vida obscura. Esta é uma história sobre sobrevivência. Uma jornada épica, que atravessa continentes e gerações, de Varsóvia à Sibéria, e duas vidas que se entrelaçam em meio ao caos da guerra. Porque mesmo em tempo de guerra existe esperança.



O Diário de Anne Frank, Anne Frank
O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

Então é isso pessoal, espero que tenham curtido a seleção. Mas e vocês, já leram os livros mencionados? Quais livros incluiriam nessa lista?



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