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01 outubro 2020

Resenha - Se beber, não ligue, Penelope Ward


Livro:
 Se beber, não ligue
Autor(a): Penelope Ward
Editora: Globo livros
Páginas: 736
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Quem nunca exagerou na bebida e resolveu ligar para o/a ex-crush? Da autora best-seller do New York Times, Se beber, não ligue é um romance sexy e divertido. Após exagerar um pouquinho nas doses de vinho, Rana Saloomi, uma mulher solteira de 26 anos, resolve ir atrás do ex-vizinho, por quem era apaixonada aos treze anos de idade. Rana busca Landon Roderic na internet, encontra o telefone dele e o que era para ser apenas um trote acaba se tornando um telefonema em que ela despeja em cima dele todos os sentimentos que reprimiu a vida toda. A ressaca moral do dia seguinte e a certeza que tinha tudo para dar errado vão por água abaixo quando Rana recebe de volta uma ligação de Landon. As semanas seguem com várias chamadas entre os dois e incontáveis horas de conversas reveladoras. Até que Rana decide, em um outro impulso, pegar um avião e ir ao encontro dele na Califórnia. Prepare-se para muita tensão sexual e cenas picantes!

Ligar para o crush bêbado, quem nunca? Se essa ligação aconteceu com treze anos de atraso, aí é um outro caso...

Rana Saloomi e Landon se conheceram na pré-adolescência. Ele foi seu primeiro amor e único amigo verdadeiro. Depois que sua família foi despejada do puxadinho que alugavam da família dele, eles perderam o contato, mas ela nunca o esqueceu. Rana jurava que, enquanto sua vida tinha desmoronado, a dele tinha sido um conto de fadas. Como ela estava engada...

Penelope Ward está se tornando uma rainha na minha estante! Seus livros sempre me conquistam no primeiro capítulo, pois são fluidos, com personagens carismáticos e o romance tem muito mais flerte e tensão sexual do que sexo em si. Vê-se que ela nunca erra!

A vida não contribuiu para que Rana fosse uma mulher confiante, o que fez dela uma personagem mediana, porém, com uma boa história. Logo, todo destaque vai para Landon Roderic. Ele é maduro, direto e levemente romântico. Impossível não se apaixonar.

Eu me diverti com o casal, mas também fiquei emocionada com suas histórias de vida. Por trás de um título cômico e de uma capa que não diz nada, tem um drama familiar bem sério sobre abandono, reencontros e perdão. Alguns mistérios são mais previsíveis que outros, mas fluem bem dentro da narrativa. Só me incomodei minimamente com o mistério d a aparência da Rana. Okey, faz total sentido dentro do enredo, mas esperava algo mais impactante.

Se você tiver qualquer receio sobre querer ou não “Se beber, não ligue” na sua estante, pode acreditar que a história não vai te decepcionar.


12 dezembro 2017

Resenha - Cretino Abusado, Penelope Ward e Vi Keeland


Livro: Cretino Abusado (Cocky Bastard #1)
Autor(a): Vi Keeland e Penelope Ward
Editora: Essência
Páginas: 272
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Após ser traída pelo ex-namorado – chefe da firma de advocacia em que trabalhava – Aubrey decide que precisa de um recomeço. Deixa tudo para trás e aceita um emprego em uma startup na Califórnia, Estados Unidos, e parte em uma viagem de carro que mudará toda a sua vida. Em uma parada na estrada, Aubrey conhece Chance, um homem atraente que viajava de moto. Com o corpo perfeito e sotaque australiano, o ex-jogador de futebol era bem convencido e arrogante. Quando sua moto quebra, Chance precisa da ajuda de Aubrey. Ele promete levá-la em segurança até seu destino em troca de uma carona, e os dois decidem seguir viagem juntos. Aubrey está traumatizada após seu último relacionamento, mas sente uma atração incontrolável por aquele cretino abusado. Apesar da ligação cada vez mais forte entre os dois, Chance guarda um segredo que poderá separá-los para sempre.


Aubrey precisava de um empurrão do destino para mudar algumas coisas em sua vida, mas não precisava ser um golpe tão forte. Ela acabou de descobrir que seu ex-namorado e ex-chefe é um grande babaca. Decidida a colocar a maior distância possível entre eles, Aubrey pede demissão e tenta refazer sua vida em outro estado.

Ela embarca em uma viagem de carro para atravessar o país e, em uma de suas paradas, acaba conhecendo um motoqueiro arrogante, convencido e extremamente bonito. Esse encontro não geraria mais do que uma troca de palavras e um bonequinho de parabrisa se a moto de Chance não tivesse quebrado naquele exato momento, seguido pelo pneu furado dela. Por coincidência os dois tinham o mesmo destino e como Chance precisava correr para chegar lá, eles entraram em um acordo. Ele a ajudaria em troca de uma carona e bem, o que Aubrey poderia perder com esse acordo?

12 novembro 2017

Resenha - Amor Imenso, Penelope Ward


Livro: Amor Imenso
Autor(a): Penelope Ward
Editora: Essência
Páginas: 272
Adquira: Saraiva Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Desde garoto, Justin amava Amelia, que odiava Justin desde que ele se mudou para a casa vizinha à da sua avó, em Rhode Island. Não, nada disso. Amelia também amava Justin, mas um mal-entendido o fez pensar que a garota mais incrível do mundo não correspondia ao seu amor e, pior, o odiava. Os anos se seguiram, e os dois tomaram caminhos distintos até que o destino – e um empurrãozinho de Nana, avó de Amelia – os reuniu novamente na casa onde se conheceram quando eram adolescentes. Obrigados a compartilhar o mesmo espaço, Justin – que aparece na casa de praia de Nana com a namorada – e Amelia vivem como cão e gato. Orgulhosa, a princípio ela não dá o braço a torcer ao amor que sempre sentiu pelo vizinho e reluta o quanto pode contra os encantos de um Justin, agora, mais maduro e... muito mais atraente. Será que ambos resistirão à paixão e ao desejo que os incita desde a adolescência?


A traição do noivo, a morte a avó e uma herança dividida com a única pessoa que ela amou (a quem ela não vê fazem quinze anos) eram o mix de acontecimentos perfeitos para sacudir a vida de Amélia.

Quando se mudou para Rhode Island, Justin era apenas um garoto. Como seus pais nunca estavam em casa, ele ficava muito tempo com sua vizinha, Naná e foi lá que conheceu Amélia. A menina também passava bastante tempo da casa da avó e depois de um simples gesto de compaixão, surgiu uma amizade que os acompanhou por muito tempo.

No fundo, por trás dessa amizade sempre teve algo a mais. Justin nunca soube esconder o que sentia, ao contrário de Amélia que sempre foi mais discreta. O amor amadureceu junto com eles, mas nenhum dos dois assumia seus sentimentos. Até que uma sequencia de maus entendidos a fez fugir da cidade, sem dar satisfação a ninguém.

Você estava sempre lá... até que você não estava mais. Perder você me ensinou que eu não posso contar com ninguém além de mim mesmo. Formou que eu sou hoje... e isso não é necessariamente uma coisa boa.

Ambos recebem a notícia sobre o falecimento de Naná com um misto de triste e curiosidade, já que ela deixou a casa em que eles passaram boa parte da infância como herança compartilhada para os dois. O reencontro de Amélia e Justin é caótico desde o primeiro instante. Todos aqueles sentimentos ainda existem ali, mas foram soterrados por uma camada de mágoa que será difícil de penetrar.

Amor Imenso foi uma leitura que iniciei de forma totalmente despretensiosa, mas que me arrematou. Eu não consegui largá-lo de jeito nenhum e quando dei por mim, o dia já estava raiando e o livro acabando. A base da trama é bem clichê, mas não se limita a um relacionamento de gato e rato acompanhado de tórridas cenas de sexo. A trama é bem desenvolvida, com um toque de drama e algumas incógnitas para despertar a curiosidade do leitor.

A narrativa é focada no presente, então detalhes como a forma que o relacionamento deles foi construido, o porque Amélia fugiu, o que aconteceu nos últimos anos... todas essas informações são liberadas de forma gradual ao longo do livro. E a autora ainda preparou uma surpresa pro final que deixa qualquer leitor de queixo caído. É aquela virada para não deixar você fechar o livro antes do fim.

A tesão sexual entre os protagonistas é quase palpável, mas não acontecem cenas de sexo a todo momento. Elas se concentram mais do meio para o final do livro, e são muito bem descritas. Nada de esdrúxulo ou irreal. Ao meu ver, o clima de tensão sempre deixa a história muito mais interessante que as cenas em si. O que fez a autora ganhar mais alguns pontos comigo.

Constatei que certas situações podiam ser ainda mais excitantes que o sexo propriamente dito, situações em que você deseja muito alguém que não pode ter.

Foi legal ver Amélia e Justin reconstruindo o seu relacionamento. Por mais que o sentimento que um dia existiu ainda resistisse, eles se separaram muito novos e os obstáculos da vida os transformaram em pessoas diferentes. Construir um relacionamento, mesmo que de amizade, com base em quem um dia eles foram, os condenaria ao fracasso. Eles precisaram aprender a lidar com as frustrações que causaram um no outro, para então se conhecer novamente.

Também gostei muitíssimo da forma como a namorada de Justin foi inserida na história. Sim, ela foi até a casa da Naná com Justin e ela é uma pessoa tão bacana que a Amélia não conseguia sentir raiva dela. Ela não é burra, mas Amélia tão pouco tenta desrespeitá-la. Isso se chama maturidade! E a autora ter transformado o relacionamento das duas em uma amizade é um exemplo de sonoridade daqueles. Fica a dica meninas: brigar por homem é uma perca de tempo sem tamanho.

Como eu não sou muito antenada nas publicações internacionais, ainda não havia ouvido falar desta autora, infelizmente. Agora que já conheci seu potencial posso dizer que tenho boas expectativas para suas novas publicações aqui.

Penelope Ward desenvolveu uma trama na media certa, nada muito profundo ou complexo, o suficiente para prender o leitor e lhe proporcionar bons momentos .

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Valendo um exemplar de Dear Heart, eu odeio você!.

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