30 março 2021

Resenha - A Segunda Vida de Missy, Beth Morrey



Livro: A segunda vida de Missy
Autor(a): Beth Morrey
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Romance de estreia traz protagonista incomum em uma história divertida sobre segundas chances e as diferentes formas de amor. O mundo ao redor de Millicent Carmichael, também conhecida como Missy, de 79 anos, está diferente. Embora se apresse em dizer que considerava seu papel de dona de casa e mãe pouco satisfatório, a verdade é que Missy levou uma vida agitada cuidando de dois filhos e de um marido respeitado no mundo acadêmico. Agora que ele não está mais ao seu lado, que ela brigou com a filha e o filho se mudou para a Austrália, levando consigo seu amado neto, Missy passa os dias bebendo xerez, evitando as pessoas e vagando pela casa enorme e mal decorada esperando... o que exatamente? A última coisa que Missy imagina é que um grupo de estranhos e uma cadela espirituosa chamada Bob vão entrar na sua vida, quebrando sua casca e mostrando quanto amor ela ainda tem para dar. Em pouco tempo, rodeada por uma comunidade alegre e diversa que encarna as várias formas de amar, Missy encontra uma nova razão para viver. Um retrato emocionante e reflexivo sobre a vida adulta e o envelhecimento, A segunda vida de Missy é uma celebração de como os dias comuns podem ser extraordinários quando estamos cercados de pessoas queridas e do poder de perdoar a si mesmo, em qualquer idade.

É uma história de amadurecimento em que observamos o crescimento e mudança da personagem e, com isso, vamos entendendo sua personalidade e os motivos pelos quais possui certos comportamentos.

Missy é uma senhora de 79 anos que vive sozinha, sem amigos ou filhos por perto. Sem algo de bom para despertar sua alegria em viver, em sentir-se útil ou ter um motivo pelo qual despertar todas as manhãs. Em seu isolamento torna-se uma pessoa ressentida pela culpa.
Desgostosa pela briga com sua filha, pela distância de seu filho e neto queridos imposta pela mudança de ambos para a Austrália e pela ausência daquele que foi seu marido por mais de 5 décadas, Missy passa seus dias sozinha em sua casa fazendo não muito mais que beber, saindo apenas para comprar suas provisões e evitando todo e qualquer contato e aproximação com outras pessoas.

Mas, isso ganha um novo rumo com a chegada inesperada e, de certa forma, inusitada de uma cadelinha chamada Bobby e de um grupo de pessoas com as quais começou a se relacionar e a aprender a recomeçar. Quanta diferença Bobby fez em seus dias...

No decorrer da trama, percebemos o quanto o afeto é necessário ao ser humano não importa a idade. Não apenas o afeto em si, mas a demonstração dele, os atos de amor bem como suas palavras e o poder que estas têm ao serem ditas ou não. Algumas ficam entaladas outras, como folhas ao vento, são carregadas e depois de serem proferidas não há como serem desditas.

O que nos resta é tentar recomeçar; é saber que para cada escolha feita há uma renúncia por trás dela; que para cada ruptura há uma chance de novos recomeços, de novas fases, de novos laços; que para cada ferida há um bálsamo, mesmo que pareça demorar a chegar.

Por fim, retomo as palavras presentes na sinopse desse livro as quais dizem: “... A segunda vida de Missy é uma celebração de como os dias comuns podem ser extraordinários quando estamos cercados de pessoas queridas e do poder de perdoar a si mesmo, em qualquer idade.”

Uma leitura que me emocionou, que me proporcionou reflexões, que fez com que lágrimas rolassem... 




2 comentários

  1. Que resenha linda! Amei de cara a capa do livro. Mas depois dessa resenha, vai entrar na lista. Parabéns

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