29 maio 2018

Resenha - Serafina e a Capa Preta, Robert Beatty


Livro: Serafina e a Capa Preta (Serafina #1)
Autor(a): Robert Beatty
Editora: Valentina
Páginas: 240
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora
Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore. Braeden e Serafina deverão descobrir a verdadeira identidade do Homem da Capa Preta antes que todas as crianças... A busca de Serafina a levará ao interior da mesma floresta que tanto aprendeu a temer. Lá, descobrirá um esquecido legado de magia, que tem relação com a sua própria origem. Para salvar as crianças, Serafina deverá procurar as respostas que solucionarão o quebra-cabeça do seu passado.


Aos doze anos, Serafina mora clandestinamente com o pai no porão da Mansão Baltimore, que ele ajudou a construir e onde trabalha como mecânico. Ninguém sabe da situação dos dois, por isso Serafina troca os dias pelas noites e usa da escuridão proporcionada pela madrugada para se aventurar pela casa e caçar roedores.

Tudo muda quando, certa noite, Serafina presencia uma cena pavorosa. Uma menina de vestido amarelo está sendo perseguida por uma figura maligna, que usa uma capa preta. Serafina até tenta auxiliar a garota, mas, além de falhar, torna-se o próximo alvo do monstro. Assim, ela precisa usar todos os seus conhecimentos para escapar com segurança.

Na manhã seguinte, nossa protagonista tenta contar ao pai tudo que aconteceu, mas este não acredita, pensando se tratar de um pesadelo que a filha teve. Decepcionada, Serafina vai passear pelos andares superiores e percebe que todos os ocupantes da casa estão em busca de algo, provavelmente a menina que desapareceu.

Serafina quer ajudar e ao mesmo tempo obter respostas. Por conta disso, seu caminho acaba cruzando-se com o de Braeden Vanderbilt, o sobrinho dos donos da Mansão Baltimore. O jovem lorde sabe que o homem da capa preta já levou outras crianças antes e pede a ajuda de Serafina para investigar.

Porém, conforme vai adentrando na investigação, Serafina vai se vendo confrontando o seu passado, que ela mal conhece. A floresta que ela sempre foi ensinada a se manter longe e temer parece ter as respostas, mas será que a menina está disposta a correr este risco?

***

Quando eu solicitei Serafina e a Capa Preta, não sabia bem o que esperar da obra. Não sou muito de ler essas histórias infanto-juvenis, mas algo neste livro me chamou atenção e resolvi arriscar. E devo dizer que valeu muito a pena ter arriscado, pois fui surpreendida.

Robert Beatty tem uma escrita bastante diferenciada. Levei alguns bons capítulos para me inserir no livro e já estava pensando em desistir da leitura. Porém, depois que me acostumei com a narrativa, a obra me prendeu de uma forma única. Foi praticamente impossível de largar.

A narrativa é feita em terceira pessoa, sob a perspectiva da protagonista. Acho que essa abordagem foi o que demorou a me prender, tendo em vista que a menina passa boa parte do tempo isolada e só tem seus pensamentos como companhia. Assim, a falta de diálogos (que sempre tornam os livros mais dinâmicos) deixa tudo um tanto mais denso.

O livro se passa em 1899 e Beatty foi muito cuidadoso nesse aspecto. Ele soube ambientar os cenários, personagens e costumes muito bem, trazendo à tona essa época medieval. E Serafina se encaixa muito bem em tudo isso, mesmo sendo tão diferente das outras crianças de sua idade. Ela é uma personagem única, que me conquistou aos poucos e mostra todo seu potencial.

O final foi minha única ressalva. Senti que Robert acelerou as coisas demais e deixou só aquele ganchinho para a continuação. Esperava um pouco mais de respostas, mas por se tratar de uma trilogia, fui iludida em pensar que as teria. Torço para a editora Valentina não demorar em trazer o segundo volume aqui para o Brasil.

Serafina e a Capa Preta é um livro leve, divertido e com bastante ação, magia e mistério. Recomendo essa obra de olhos fechados a todos que curtem esse estilo de história e narrativa. Vale a pena!

Um comentário

  1. Ao contrário de você, sou fã de infanto-juvenis! Acho que faz muito bem ler um livrinho assim, de vez em sempre!
    Namoro Serafina desde que li a primeira resenha e tinha uma impressão tão errada dele e ao mesmo tempo, tão correta.
    À primeira vista me lembrava demais Coraline e isso era fascinante, pois é outro infanto que adoro!
    Mas Serafina vai um pouco além, pois traz além desta relação filha e pai, viver escondida, ainda coloca a pitadinha de suspense e mistério ali, no mesmo enredo.
    Espero poder ler em breve!
    Beijo

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