Livro: A prisão do rei (A rainha vermelha #3)
Autor(a):Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 552
Adquira: Saraiva
Livro cedido através da parceria com a editora
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.
Para salvar a vida de seus aliados, Mare Barrow precisou sacrificar sua própria liberdade. Mais uma vez, ela se encontra sob o poder de um rei tirano, sendo usada como peça estratégica de um jogo político e obrigada a mentir para seus iguais para continuar viva. Do lado de fora do castelo, a Guarda Escarlate continua inflando a revolução. Seu objetivo é que uma guerra civil entre os prateados exploda em breve e, para isso, eles irão se aliar a quem for necessário.
- Uma cela é uma cela, não importa como você a decore.
Entre todos os livros da série, esse é o que apresenta menos constância no ritmo da narrativa. E ao mesmo tempo em que a monotonia de alguns trechos se torna um ponto negativo, também é algo positivo. Pode parecer contraditório, mas vou tentar explicar. É durante esse momentos que conhecemos de forma mais profunda os personagens, como suas motivações e seus medos.
Não escondo minha paixão por Cal, mas nunca perdi totalmente o interesse em seu irmão mais novo. Os acontecimentos do livro anterior me deixaram com várias perguntas sem resposta, muitas das quais são respondidas nesse livro. Eu amei
Maven no início, para logo depois odiá-lo e nesse momento, conhecendo o como a autora nos da a chance de conhecer, só consigo sentir pena e um pouco de repulsa. O príncipe fadado à viver sob a sombra do irmão perfeito, é um crápula doente e extremamente carente.
Mare foi a única narradora da história até aqui. A perspectiva de outro personagens nunca fez falta para a compreensão da trama, mas logo que fechei
Espada de Vidro, sabia que isso ia mudar. Com Mare passando a maior parte do livro em seu cárcere no palácio, precisávamos de alguém que nos contasse os movimentos por parte dos rebeldes e esse alguém é a Cameron. Achei extremamente interessante a autora ter fugido do óbvio, colocando como narrador um dos personagens mais neutros no meio dessa guerra.
Cameron nunca jurou lealdade a Guarda Escarlate. Sua motivação para continuar ao lado deles era totalmente particular e ela nunca escondeu de ninguém que não pretendia morrer por aquela causa. Mesmo que as conquistas da Guarda lhe beneficiassem diretamente. Ela desconfiava de qualquer prateado que estivesse ao lado da revolução, inclusive Cal. Só que eles tinham mais em comum do que admitiriam.
A outra perspectiva fica por conta da prateada
Evangeline. Assim como Cal foi criado para se tornar o rei, ela foi criada para se tornar a rainha de Norta. Sempre ameaçadora e fechada, sua postura exalava o poder que ela sabia que tinha. Conhecer mais sobre ela e sua família, permite ao leitor conhecer uma faceta da personagem que não seria possível caso ela não assumisse a narrativa. Ela também é responsável por mostrar o quão frágil é essa sociedade.
Amor não é uma palavra que usamos. Sentimos, pensamos, mas não falamos. Parece algo tão definitivo, uma declaração da qual não se pode voltar atrás.
Se os jogos políticos estão mais presentes do que nunca, o romance também ganhou forças para sair das sombras. Foi necessário que ambos quase morressem para finalmente assumir o que sentiam. Não que isso fosse um segredo para os leitores, mas a história fica muito mais interessante quando os personagens começam a ser sinceros consigo mesmo. Só que essa exposição toda não aconteceu por acaso. O fortalecimento desse romance era essencial para a continuidade da série, e eles foram responsáveis por aquecer e destruir meu coração.
De acordo com o anunciado, falta apenas um livro pra série acabar e, depois de mais um desfecho arrebatador, estou começando a ficar com medo do que vou encontrar. Nesse momento eu coração está em pedacinhos e eu estou f-u-r-i-o-s-a com as escolhas de alguns personagens. Só consigo me perguntar por quê? A autora não podia fazer isso com a gente, não podia...
A Rainha Vermelha é uma das melhores series que já tive a oportunidade de ler. A cada livro, fico mais encantada com a capacidade da autora de criar intrigas. Se você ainda não conhece esse esse mundo onde as pessoas são divididas pela cor do sangue, está perdendo uma grande oportunidade.
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Postagem válida para o T
OP COMENTARISTA,
Participe!
Valendo um exemplar de
A Melodia Feroz.