Não há avisos quando tudo está prestes a mudar, a ser tomado de você. Nenhum alerta de proximidade, nenhuma placa indicando a beira do precipício. E talvez seja isso o que torna a tragédia tão trágica.
Caso eu sobreviva, levaria uma nova revelação pelo resto dos meus dias, a de que deixamos esta vida da mesma forma como chegamos: completamente sozinhos, despojados.
Nada existe. Tudo é um sonho. Deus, o homem, o mundo, o Sol e a Lua, a imensidão das estrelas, um sonho, tudo um sonho. Coisas que não existem. Nada existe a não ser o espaço vazio... e você! E você não é você. Não tem corpo, nem sangue, nem ossos, você é apenas um pensamento.
É de uma solidão terrível estar num lugar que é quase seu lar.
Pensei que apreciasse cada momento, mas sentado aqui, no frio, sei que não dava o devido valor. E como poderia ser diferente? Até tudo desabar, não fazemos ideia do que realmente temos, de como tudo se encaixa de maneira tão precária e tão perfeita.
– Jason, – Sinto as mãos dela no meu rosto. – Você sabe qual é a definição de insanidade? – Qual? – Fazer a mesma coisa várias vezes e esperar resultados diferentes.
A vida inteira, as pessoas lhe dizem que você é único. Um indivíduo. Que ninguém no planeta é igual a você. Esse é o hino da humanidade. Mas isso não é mais verdade para mim.
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Postagem válida para o TOP COMENTARISTA, Participe!
Valendo um exemplar de Paris para um e outros contos.
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