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24 março 2014

Resenha - Cidade de Vidro, Cassandra Clare

Em busca de uma poção para salvar a vida de sua mãe, Clary deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras. Mas à medida que se aproxima de Ragnor Fell, o feiticeiro que pode curar a mãe, ela descobre segredos sobre seu passado e o de Jace - e o irmão não hesita em deixar claro que não a quer por perto. Isso Clary já entendeu, ela só não imagina que está prestes a participar de uma batalha épica, na qual Caçadores de Sombras e integrantes do Submundo terão que se unir se quiserem sobreviver.



SÉRIE: Instrumentos Mortais #3
AUTOR: Cassandra Clare
EDITORA: Galera Record



EDIÇÃO:
PÁGINAS: 476



CONCEITO: 5 estrelas
COMPRE: Submarino | Saraiva 
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ESTA RESENHA POSSUI SPOILER DO LIVRO ANTERIOR. 
LEIA A RESENHA DE CIDADE DOS OSSOS E CIDADE DAS CINZAS.
  

Seguindo o padrão dos demais livros da série Instrumentos Mortais, Cidade de Vidro apresenta longos capítulos - em um total de 20 - e se subdivide em três partes. Além de ter um epílogo pra lá de interessante. A narrativa do livro é feita em terceira pessoa e explora bem todos os personagens do livro, principalmente os secundários. O que resultou em um livro bem dinâmico.

- As pessoas não nascem boas ou ruins. Talvez nasçam com tendencias a um caminho ou outro, mas é a maneira como ela vive a vida que importar. E as pessoas que conhecemos. (Simon - pág. 266)

A histórica começa em Nova York, mas a maior parte dela se passa em Alicante e na sua capital Idris, a Cidade de Vidro. Os Caçadores de Sombras estão se reunindo na cidade para decidir o que fazer com relação a Valentim. Ele já o mostrou o quanto está poderoso na batalha do navio e caso consiga o terceiro instrumento mortal, ninguém sabe o que ele será capaz de fazer. Porém tanto a Clave quanto Valentim tem um problema: ninguém sabe onde ele está.

Clary, que é muito teimosa, insiste que deve ir a Idris com os Lightwood. Ela precisa encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que será capaz de curar sua mão. Apesar dela ter uma boa justificativa para acompanhá-los, Jace acredita que ela deve permanecer em NY. Seus poderes recém-descobertos colocam em questão a cultura dos Nephilim! A Clave pode reagir de forma não muito amigável, ou pior, colocá-la na linha de frente durante a batalha contra Valentim. E ele jamais aceitaria isso. Como Clary raramente aceita um não como resposta, ela da o seu jeito de ir a Alicante e leva Luke com ela.

Alicante é um lindo lugar, com suas belas paisagens e uma cidade que parece ter sido esquecida em algum momento do passado. Mas Clary não está ali para admirar o charme do lugar. Quando finalmente ela consegue uma pista sobre como ajudar sua mãe, ela não pensa duas vezes antes de correr atrás dela. O que ela não imaginava quando foi para Alicante é que no meio disso tudo acabaria descobriria tantas coisas sobre o seu passado, sobre a sua vida e a o seu irmão Jace. Segredos do seu pai que nunca foram revelados irão mudar sua vida bruscamente, mais uma vez. Apesar de saber que guerra que se aproximava, ela não poderia imaginar como suas ações, muitas vezes impensadas, seriam de total importância para a resolução dos problemas da Clave. Falta saber se eles aceitarão a sua ajuda ou preferirão sucumbir a Valentim.

Sabe quando você termina um livro e pensa "ai meu deus, o que a autora vai fazer agora?", pois então, foi justamente essa a minha reação fechar esse livro de quase 500. Para quem não sabe, Os Instrumentos Mortais deveria ser uma trilogia - que virou uma série a pedidos desesperados dos fãs. Por isso, todas as questões levantadas nos livros anteriores se encerra aqui. O livro é repleto de ação, reviravoltas, e descobertas... O faz dele um dos grades queridinhos dos fãs da saga. Clary e Jace finalmente conhecem o seu passado, Simons, Alec, Isabelle, Magnus, todos os personagens que nós conhecemos recebem um final digno. Por isso o meu medo sobre como a autora irá levar os próximos três livros. Bem, vou ter que ler para descobrir. O que já posso adiantar para vocês é que o gancho deixado pela autora me encheu de curiosidade!

- E agora estou olhando para você - disse -, e você está me perguntando se ainda a quero como e eu pudesse deixa de amar. Como se eu fosse desistir do que me deixa mais forte que qualquer outra coisa. Nunca ousei dar tanto de mim a ninguém antes; apenas pedaços d mim aos Lightwood, a Isabelle e Alec, mas levei anos para fazer isso... Mas Clary, desde a primeira vez em que a vi, pertenci completamente a você. E continuo pertencendo. Se você me quiser. (Jace - pág. 467)

Ao contrario dos primeiros livros, aqui temos o romance proibido de Clary e Jace em foco. O modo como eles lidam com esse sentimento é bem explorado e somos presenteados com várias declarações entre eles. Okey, é estranho pois eles são irmãos, mas isso não torna o amor deles menos bonito. Mas calma, o livro é bem grande e tem espaço para todo mundo! Os personagens secundários foram mais explorados também. Simons e Magnus Baner finalmente conquistaram seu espaço. E me arrisco a dizer que foram bem importantes para o desenrolar da trama. Personagens novos também surgem para movimentar a trama; o principal deles foi Sebastian Velac. Só digo uma coisa, não gostei dele desde a primeira vez que surgiu na trama, mas ele me surpreendeu.

Na realidade a autora me surpreendeu de uma forma geral, positivamente, que fique claro. Sua escrita envolvente e dinâmica se mostrou ainda melhor do que nos livros anteriores! Mesclando isso a uma trama capaz de causar um ataque cardíaco nos seus leitores, não poderia ter saído um livro que não fosse ótimo!

Quem curtiu os primeiros livros se prepare, pois Cidade de Vidro é tudo isso que falam por ai. Indicado a todos os amantes de uma boa fantasia que não dispensam ação e aventura.


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