“Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem.” Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Missis - sippi,
onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demô- nios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. Com uma narrativa caleidoscópica e inesquecível, Mosquitolândia é uma odisseia contemporânea, uma história sobre as dificuldades do dia a dia e o que fazemos para enfrentá-las.
SÉRIE: Volume Único
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AUTOR: David Arnold
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EDITORA: Intrínseca
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EDIÇÃO: 2015
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CONCEITO: 4 estrelas
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PÁGINAS: 352
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Livro cedido através da parceria com a editora
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Após o divorcio dos pais, a mudança repentina de cidade e a distância da mãe, Mary Iris Malone, mais conhecida como Mim, não está nada bem. Vivendo em Jackson, Mississipi junto do pai e da madrasta, nossa protagonista se sente sozinha e deslocada. Mas as coisas mudam quando por acidente Mim escuta a conversa entre o pai e o diretor de sua nova escola, descobrindo da pior forma possível que sua mãe está muito doente. Traçando um plano infalível, Mim foge de casa rumo a uma jornada que a levará não somente ao encontro de sua mãe, mas a um novo mundo de autodescoberta e aceitação.
Embora o livro seja indicado para os fãs de ACEDE, confesso que não sabia muito o que esperar da obra. Mim é uma personagem muito real. Ela é irônica, feminina, cheia de medos, sonhos e anseios. Sua mente é uma confusão de pensamentos, pensamentos esses que ela transforma em palavras em um diário escrito sempre para a mesma pessoa, mas quem é essa pessoa só iremos descobrir no decorrer da história.
Durante a jornada de nossa heroína, novos personagens irão sendo inseridos na história, sendo um deles Arlene, a doce e espirituosa dama da velha guarda. Carl, o motorista, e os vilões Caleb e Homem do Poncho. Porém alguns amigos a seguirão nessa viagem até o fim. E na companhia de Walt, um menino com Síndrome de Down e Beck, o fotógrafo que arrebatará o coração de Mary, o trio enfrentará perigos, aventuras e descobrirão que na companhia de verdadeiros amigos, a dor se torna mais suportável e o fardo mais leve.
- Sabe, quando eu era mais nova, achava que, se vivesse o bastante, entenderia melhor as coisas. Mas agora sou uma senhora, Mim. E juro que, quanto mais vivo, menos as coisas fazem sentido. (pág. 53)Ao encontrar a mãe, Mary descobre o verdadeiro motivo para tantas mudanças terem ocorrido em sua vida. E ao entender os porquês por trás dos seus o quês, é que Mim se abre ao entendimento de que nem tudo e da forma que imaginamos e do quanto podemos nos enganar ao julgar uma pessoa.
- Você já teve a sensação de ter perdido algo importante, só para descobrir que a coisa nunca existiu para começo de conversa? (pág. 265)Usando como pano de fundo uma família disfuncional e toda a carga emocional refletida na vida de um adolescente, David Arnold ainda consegue inserir assuntos como depressão, amizade, homossexualismo, síndrome de Down e abuso sexual, sem perder o foco do tema central da história.
Embora a escrita do autor seja extremamente fluída, confesso que essa não foi uma leitura fácil. Tendo em vista sua densidade, a história requer muito mais sentir e muito mais atenção do que imaginamos. Se você procura uma leitura rápida, sugiro que vá com calma e reserve um tempo maior para Mosquitolândia. Tenho certeza que não irá se arrepender por isso.
Minha mãe era o melhor despertador de todos os tempos. Toda manhã, sem falta, ela abria as cortinas para deixar a luz do sol entrar e sempre dizia a mesma coisa:
- Abras os olhos Mary, e encare o mundo sem medo. (pág. 104)
Sempre achei que, se o amor estivesse no caminho, eu o encontraria ou capturaria – nunca achei que tropeçaria nele. (pág.235)

