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17 setembro 2014

Resenha - Passarinho, Crystal Chan

O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu.

SÉRIE: Passarinho
AUTOR: Crystal Chan
EDITORA: Intrínseca



EDIÇÃO: 2014
CONCEITO:  5 estrelas



PÁGINAS: 224
ADQUIRA: Saraiva  |Submarino |Americanas
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Esse livro foi uma grande surpresa para mim, confesso que quando recebi meu exemplar, não imagina quão grandiosa seria a emoção em ver o mundo através dos olhos de uma menina tão jovem que já nasceu e cresceu a sombra de um irmão já morto, que levou consigo todo amor, carinho e atenção que deveriam ter sido destinados a ela.

Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de Joia, uma menina de 12 anos que chegou ao mundo no mesmo dia em que seu irmão John, apelidado de Passarinho, pelo avô, pulou de um penhasco achando que podia voar. Desde a morte de John, seu avô não fala uma única palavra, e sua família parece absorta em uma tristeza e silêncio sem fim.

Sempre vejo filmes em que as crianças ganham grandes festas de aniversário, com música, chapeuzinhos, presentes enormes e até mesmo pôneis, e imagino que seria legal ter uma festa assim. Especialmente com pôneis. Pelo menos uma vez. No entanto, sempre tenho que dividir meu dia especial com o silêncio atrás da porta do vovô, com o silêncio no cemitério e com o silêncio que pesa entre as palavras dos meus pais. (pág. 8)


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