Aconteceu Naquele Verão foi um livro muito aguardado, por conta de todo esse clima de verão que eu sempre amo. Acontece que fui totalmente surpreendida ao encontrar histórias que retratavam um verão totalmente diferente daqueles vendidos pelos livros de romance e filmes de sessão da tarde. O verão é sim o período de férias escolares, mas isso não quer dizer apenas trabalhos em meio período com muita curtição nos momentos de folga.
As histórias narradas trouxeram os mais variados dramas, por isso não consegui escolher apenas um conto. Fiquei totalmente dividida entre os dois que detalharei mais a seguir:
Em noventa minutos, vá em direção a North
Marigold se iludiu quando disse a si mesma que seu retorno a Asheville se resumiria em passar o final de semana com a mãe. Ela havia acabado de dirigir três horas até ali, mas assim que largou a mochila em casa, se enfiou dentro do carro para um percurso de mais noventa minutos até a fazenda da família de
North Drummond. Seu ex-namorado. Esse prefixo doía demais, mas não tanto quanto saber das oportunidades que ele estava perdendo por permanecer naquela cidadezinha. E era por isso que ela estava ali: salvá-lo. North não quis manter um namoro a distância, mas parece que até a amizade dela ele vem afastando. Depois de um meses ele passou a não responder mais suas mensagens, deixando-a em uma escuridão tremenda. Algo sobre o qual Marigold não se iludiu, foi a dificuldade da sua missão de convencê-lo a voltar junto dela para Atlanta. Mesmo que esse fosse o momento mais humilhante de sua vida, ela não poderia deixar de tentar.
Neste conto,
Sthephanie Perkins transmitiu toda a juventude e leveza que espero de uma história de verão. Atmosfera abafada, conversas constrangedoras, reviravolta e muito amorzinho no final! O melhor é que o conto se basta. A história foi contata em sua totalidade, todos os pontos importantes foram abordados, inclusive dando o mínimo de profundidade na personalidade de cada personagem e não ficou aquela sensação louca de quero mais. Há quem ache isso ruim, mas quando leio um conto, quero que seja apenas um conto e não a deixa para um novo livro.
Inércia
Clarie e Matt foram melhores amigos por muito tempo, mas mesmo melhores amigos tem seus dias ruins. O deles já durava até demais e provavelmente eles nunca teriam desse tempo.
Um acidente de carro deixa
Matt em estado vegetativo e, na véspera de uma cirurgia onde tudo por dar errado, ele decide que precisa vê-la. Clarie é induzida por uma injeção até o estado de semi consciência, onde ela pode se encontrar com seu amigo. Essa prática é chamada de
Visita, mas o fato de ser a última tem uma carga totalmente diferente. Pode ser a última oportunidade de por para fora tudo que está engasgado. De pedir desculpas, de contar um segredo, de abrir seu coração.
Veronica Roth tem uma mente brilhante. Esse conto mexeu comigo de tantas formas que fica até de se expressar. Apesar de jovens, os protagonistas carregam um grande fardo em suas vidas, mas cada um com o seu. Eles mostram que problemas diferentes podem ter intensidades iguais em pessoas diferentes. É normal julgarmos o nosso problema como o mais importante, mas há situações em que essa medida simplesmente não se enquadra. Aliás, quase nunca. E mesmo tratando de questões sérias, o conto é equilibrado por lembranças gostosas dos dois amigos. É perfeito!
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Postagem válida para o T
OP COMENTARISTA,
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Valendo um exemplar de Princesa de Papel