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26 fevereiro 2015

Resenha - Os Imortais de Meluha, Amish Tripathi

A terra de Meluha, criada por um dos maiores monarcas, Lorde Rama, é um império cercado de perigos e ameaças, como a extinção do rio Saraswati reverenciado pelo povo, e que agora está lentamente secando. Eles também enfrentam ataques terroristas devastadores vindos do leste, a terra dos Chandravanshis. Para complicar ainda mais as coisas, estes parecem ter se aliado aos Nagas, uma linhagem de verdadeiros guerreiros que vivem à parte da sociedade em razão de suas deformidades físicas. A única esperança para os Suryavanshis é uma antiga lenda: Quando o mal atinge proporções épicas, quando tudo parece perdido, quando parece que os teus inimigos triunfaram, um herói vai emergir. Shiva é um rústico imigrante tibetano ou realmente esse herói? E afinal, ele quer ser esse herói? Desenhado de repente ao seu destino, por dever, bem como pelo amor, vai Shiva levar a vingança Suryavanshi e destruir o mal?

SÉRIE: Shiva #1
AUTOR: Amish Tripathi
EDITORA: nVersos
EDIÇÃO: 2014
CONCEITO: 5 estrelas
PÁGINAS: 394
Livro cedido de parceria com a Editora
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Os Imortais de Meluha é o primeiro e excelente livro da trilogia de Shiva. O livro já chama atenção de cara pela capa e pela sinopse. Para nos situarmos melhor, o local ainda não é chamado de Índia, ou seja, é um local fictício e não é ao mesmo tempo.

Tirando os clichês que envolvem uma história sobre Deuses, o diferencial é que Shiva era um simples mortal, não era semi Deus nem nada parecido. Baseado em sua personalidade , ele seguiu apenas o caminho da justiça e, com isso, acabou chegando ao destino de se tornar um Deus.

Por mais que Os Imortais de Meluha tenha um rico grupo de povos e locais, nem por isso a linguagem e os entendimentos se tornam uma tarefa árdua. Nem de perto é o carnaval de povos e reinos que é Game of Thrones, por exemplo. A narrativa flui de forma eficaz e o ritmo do livro se mantém numa boa constante. Tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas é tudo tão bem amarrado e contado que não dá vontade de largar a leitura em momento nenhum.

Uma outra coisa legal sobre o livro é que ele não é “preto ou branco”. O bem e o mal caminham lado a lado e trocam de posição de acordo com o interesse de cada povo. Ou seja, o que pode ser mal para um pode não ser necessariamente mal para outro. O autor, de forma sutil, nos chama atenção para o fato de que nem tudo o que é diferente de nós representa uma ameaça e há muito mais coisas por trás das coisas que os olhos não enxergam.

Lendo sobre nosso protagonista, até bate aquela vontade de ser (o tempo todo) justo e fazer escolhas certas a todo o momento, desempenhar o nosso papel na sociedade para, quem sabe, possamos nos tornar um Deus. Rs. Brincadeiras a parte, se todos nós tomarmos uma boa atitude sempre que possível e necessário, com certeza iremos tornar o ambiente ao nosso redor um lugar muito melhor, ou pelo menos estaremos contribuindo para isso. Acho que essa foi a melhor lição que o livro tenta passar.

Para terminar, eu mais do que indico este livro, para amantes de uma excelente aventura ou apenas quer ler um livro intenso e com alguma mensagem legal. A ideia de fazermos o bem para nos tornarmos algo além do que somos não é original. A forma como ela é contada é que é inspiradora e é apenas mais um sopro de incentivo para nos tornamos pessoas melhores.


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