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18 outubro 2021

Resenha - Na mesa do lobo, Rosella Postorino



Livro: Na mesa do lobo
Autor(a): Rosella Postorino
Editora: Planeta
Páginas: 272
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Best-seller internacional, inspirado na história de Margot Wölk e de outras mulheres obrigadas a provarem a comida antes que os grandes oficiais nazistas (e o próprio Hitler) a comessem “Chamavam-na de Wolfsschanze, Toca do Lobo. Lobo era o seu apelido. Ingênua como a Chapezinho Vermelho, vim parar na sua barriga. Uma legião de caçadores procuravam pelo Führer. Se o tivessem em mãos, acabariam comigo também.” Alemanha, 1943: Os pais de Rosa Sauer, uma jovem de 26 anos, se foram. Seu marido Gregor está longe de casa, lutando pelo Reich na linha de frente da Segunda Guerra Mundial. Pobre e sozinha, ela toma a difícil decisão de deixar Berlim, cidade devastada pela guerra, para morar com seus sogros no campo, pensando que lá encontraria refúgio. Mas, uma manhã, Rosa é procurada pela SS, a polícia militar do regime nazista: ela fora recrutada para ser uma das provadoras de comida de Hitler. Três vezes por dia, ela e outras mulheres são levadas à Toca do Lobo, o bunker do Führer, para experimentar suas refeições – potencialmente envenenadas. Forçadas a comer o que pode até mesmo matá-las, as provadoras começam a se dividir em aquelas leais a Hitler e mulheres que, como Rosa, insistem não serem nazistas... mesmo que arrisquem sua sobrevivência todos os dias pela vida do Führer.



Rosa Sauer é uma das provadoras de comida de Hitler. Todos os dias ela e outras mulheres são levadas à Wolfsschanze, à Toca do Lobo, para experimentar suas refeições a fim de ter certeza de que não estão envenenadas antes de serem servidas ao Führer.

Tais “provas” acontecem ao menos 3 vezes por dia e, na aflição de se comer o que pode até mesmo matá-las, as provadoras se dividem entre o medo da morte e a graça por não morrerem de inanição em meio à escassez.

Após cada refeição é necessário ao menos uma hora para se ter a comprovação de envenenamento ou não. Esse período é crucial e a cada hora passada no refeitório mesclam-se sentimentos como medo, culpa, entusiasmo, “até que o peso no estômago parece pesar no coração, e assim, a hora seguinte ao banquete é repleta de desconforto.”

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