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21 novembro 2023

Resenha - Garota-propaganda, Veronica Roth



Livro: Garota-propaganda
Autor(a): Veronica Roth
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 288
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Livro cedido através da parceria com a editora


O que é certo é certo. Sonya Kantor conhece muito bem esse slogan. Durante décadas, essa frase permeou o dia a dia de todos os habitantes da megalópole Seattle-Portland, controlada pelo regime autoritário da Delegação. A maior forma de controle, no entanto, vinha do Insight, um implante ocular que permitia acompanhar tudo o que era feito e dito pelos cidadãos, punindo os que saíam das regras e recompensando os que as seguiam. Mas isso foi há muito tempo: uma revolução tirou a Delegação do poder, libertando todos da vigilância do Insight. Os membros mais importantes do antigo regime foram enviados para a Abertura, uma prisão isolada, e é lá que Sonya, antes a garota-propaganda oficial da Delegação, está presa há dez anos – e condenada à prisão perpétua. Até que um velho inimigo aparece com uma proposta aparentemente irrecusável. Sonya deve encontrar uma garota desaparecida, roubada de seus pais pelos agentes da Delegação, e, em troca, ganhar a liberdade que antes parecia impossível. O caminho que Sonya percorre para achar a menina a conduz pelo estranho e tortuoso mundo pós-Delegação, em que segredos sobre si mesma e sobre sua família estão à espreita.


Durante muitos anos a Delegação, um regime de governo totalitário, esteve no poder e Sonya Kant era o rosto, a garota propaganda, dela. Contudo, a Delegação foi derrubada após uma revolução e todos os associados a ela foram presos, incluindo a jovem e sua família. 

Já faz 10 anos que a Delegação caiu e Sonya segue presa, sem ter nenhuma esperança de liberdade. Ela gasta seu tempo consertando objetos antigos e plantando frutas e verduras com seu vizinho e único amigo, vivendo um dia após o outro. 

Tudo muda quando um conhecido do passado de Sonya surge com uma proposta. Se a jovem conseguir localizar uma garota que foi separada da família durante o governo da Delegação, terá sua liberdade adquirida. Não há pistas sobre o paradeiro da moça, que foi levada quando era apenas uma criança e Sonya precisará de muita inteligência para seguir rastros se quiser encontrá-la. Contudo, voltar para o mundo externo depois de 10 anos presa não será nada fácil. 

02 outubro 2023

Resenha - A Filha do Rei Pirata, Tricia Levenseller



Livro: A Filha do Rei Pirata #1
Autor(a): Tricia Levenseller
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 288
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Livro cedido através da parceria com a editora


A filha do rei pirata mistura ação, aventura, romance e um pouco de magia num excitante conto sobre piratas. Eu sou quem sou porque escolhi ser assim. Sou o que quero ser. A jovem capitã Alosa foi enviada numa missão para recuperar um mapa perdido há muito tempo. Ousada e destemida, ela se deixa ser capturada pela tripulação inimiga para investigar a embarcação deles e encontrar o mapa, a chave para encontrar o tesouro mais procurado dos mares. Mesmo estando ao seu alcance, ela não contava com um imprevisto: Riden, um pirata charmoso e mordaz que parece ser a única coisa entre Alosa e seu objetivo. Nesta aventura de tirar o fôlego, a capitã precisará usar seus melhores truques para conseguir o que tanto deseja. Mas Alosa não é uma pessoa qualquer. Ela é a filha do rei pirata – e ninguém é páreo para ela.


Aos 17 anos, Alosa é a única filha reconhecida do temível Rei Pirata, coordena seu próprio navio e tem uma fiel tripulação ao seu lado. Quando seu navio é atacado pelos piratas do Perigos da Noite, que desejam sequestrá-la para descobrir a localização do Rei Pirata e destrona-lo, parece que este é o fim da jovem princesa. Mas a verdade é que Alosa esconde muitos segredos. 

Há um mapa antigo que leva a um imenso tesouro e foi dividido em três partes. A primeira delas já está com o Rei Pirata, mas há outras duas a serem encontradas e uma delas está com certeza a bordo do Perigos da Noite e é missão de Alosa encontrá-la e enviá-la ao pai.

17 março 2023

Resenha - Joana D'arc, Katherine J. Chen



Livro: Joana D'arc
Autor(a): Katherine J. Chen
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 384
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Livro cedido através da parceria com a editora

Um épico emocionante, triunfo da ficção histórica, releitura feminista de uma mulher notável ― e extraordinariamente real ―, que deixou uma marca profunda na História. 1421. A França parece prestes a perder a guerra contra a Inglaterra. Enquanto o país se afunda na lama de batalhas sangrentas, o povo passa fome... e o rei permanece escondido. Desse caos surge uma jovem capaz de mudar o rumo da guerra e liderar os franceses à vitória. E o nome dessa garota imprudente, obstinada e brilhante – uma heroína improvável – ecoará através dos séculos: a guerreira, a herética, a santa Joana D’Arc. Nas mãos de Katherine J. Chen, o mito e a lenda de Joana D’Arc ganham vida neste romance fruto de meticulosa pesquisa. Sua vida é narrada, com maestria, desde a infância repleta tanto de alegria quanto de violência até a ascensão meteórica ao posto de líder do exército francês no fim da Guerra de Cem Anos, em meio aos perigos nos campos de batalha e às ainda mais traiçoeiras intrigas da corte.



De forma direta ou indireta, todo mundo já ouviu falar de Joana d’Arc, uma heroína francesa muito importante para a Guerra dos Cem Anos e que depois foi canonizada pela Igreja Católica. Sempre fui fascinado pela história dessa mulher tão à frente de seu tempo que, quando a editora Planeta anunciou um livro sobre sua vida, não pude resistir à leitura.

A obra, escrita por Katherine J. Chen, começa acompanhando a infância de Joana em uma cidadezinha do interior da França. A menina sempre demonstrou coragem e se impôs, mas sofria constantemente com o machismo, tendo qualquer atitude sua diminuída apenas porque era mulher.

Ao ascender no exército, Joana D’Arc seguiu enfrentando o preconceito. Quanto mais influente ela se tornava, mais os homens se sentiam ameaçados e tentavam diminuí-la, mas ela não se deixava abater e seguia de cabeça erguida, conquistando inúmeras vitórias militares.

A escrita de Chen é muito fluida. Por se tratar de um livro histórico, achei que poderia se tornar arrastado em alguns momentos, mas me surpreendi com a leveza que a autora conduz a história. Não há descrições infinitas de batalhas, tampouco cenas sem sentido.

O ponto alto do livro pra mim foi que Chen focou mais na humanidade de Joana, deixando de lado todo aquele misticismo que envolve a figura. Sim, ela foi importante, sim ela se tornou uma santa, mas antes de tudo isso ela era uma mulher que lutava pelo que acreditava.

Se você, assim como eu, gosta de histórias reais de mulheres fortes e inspiradoras, vai gostar muito de Joana D’Arc. Recomendo muito essa leitura!

02 dezembro 2022

Resenha - Promessas Vazias, Lexi Ryan



Livro: Promessas Vazias
Autor(a): Lexi Ryan
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 470
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Brie odeia os feéricos e se recusa a se envolver com eles, mesmo que a consequência disso seja passar fome. Mas, quando sua irmã mais nova é vendida para o sádico rei da Corte Unseelie como forma de quitar uma dívida, Brie fará o que for necessário para resgatá-la – até mesmo firmar um acordo perigoso com o próprio soberano. O plano é se infiltrar na corte inimiga, a dos Seelie, para então roubar uma série de artefatos desejados pelo rei. Sua única chance é se candidatar à noiva do príncipe dos Seelie, Ronan, mas ela logo se dá conta de que o jogo de sedução está afetando seus próprios sentimentos. Para piorar, Brie precisa contar com a ajuda do líder de um grupo rebelde, tão sedutor quanto misterioso, e acaba percebendo que sua missão pode se tornar ainda mais difícil do que parece. Dividida entre duas cortes perigosas e com a vida da irmã em risco, Brie precisará decidir quem será o merecedor de sua confiança. E de seu coração.


Brie e sua irmã mais nova, Jas, foram abandonadas pela mãe ainda crianças quando esta fugiu com seu amante feérico. A partir disso, elas passaram a viver com o tio e, após sua morte, passaram a depender da esposa dele, uma mulher bastante ardilosa.

As duas irmãs foram obrigadas a assinar um contrato que as forçava a pagar um valor exorbitante para viverem em suas casas e esta dívida aumentava cada dia mais. Brie tenta assumir sozinha a bronca de sustentar a si mesma e a irmã, mas não é uma tarefa fácil. Por isso, elas precisam fazer as vontades da tia, cuidando da casa e de suas primas irritantes.

Quando o príncipe Ronan, da corte Seelie, anuncia um grande baile com o objetivo de encontrar sua futura esposa, Jas decide que esta é a chance de ela e a irmã mudarem de vida. Para isso, elas precisam comparecer ao evento, custe o que custar.

Só que é claro que as coisas não acontecem como o planejado. Poucos dias antes do baile acontecer, a tia vende Jas para o cruel rei Unseelie e Brie vai fazer de tudo para ter sua irmã de volta, mesmo que isso signifique embarcar em uma jornada perigosa pelo mundo feérico e se aliar ao maior inimigo do príncipe dourado.

Promessas Vazias é o primeiro volume da duologia These Hollow Vows, escrito por Lexi Ryan e lançado pela Planeta Minotauro. O livro é um grande sucesso no TikTok e uma grande aposta do gênero da fantasia. Prometendo ser uma junção sexy de Corte de Espinhos e Rosas e Príncipe Cruel, eu estava com altas expectativas para essa leitura e fui surpreendido.

01 dezembro 2022

Resenha - Ariadne, Jennifer Saint



Livro: Ariadne
Autor(a): Jennifer Saint
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 288
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Ariadne, a princesa apaixonada pela luz da manhã e pela beleza da dança, cresceu ouvindo histórias de deuses e heróis. Mas essas histórias, contadas pela aia do castelo do grande rei Minos, não eram os únicos sons que ecoavam pelos corredores do palácio dourado: abaixo, muito abaixo das opulentas galerias, vindos dos cantos mais obscuros de um labirinto, os urros de um monstro demandavam sangue. E esse monstro era seu irmão, o Minotauro. Quando Teseu, jovem guerreiro e príncipe de Atenas, chega disposto a derrotar a terrível criatura, Ariadne enxerga uma saída nos belos olhos verdes do herói. Desafiando a ira dos deuses, traindo a própria família e arriscando sua vida por amor, Ariadne ajuda Teseu a matar o Minotauro. Em um mundo em que mulheres parecem ser meros peões nas mãos de homens poderosos, será que a decisão de Ariadne a levará ao final feliz que ela tanto deseja? Ou a ambição de seu amado a conduzirá à ruína?



Nos últimos tempos, recontos de histórias da mitologia tem ficado bastante em alta. Após o sucesso de Lore Olympus, A Canção de Aquiles e Circe, Ariadne chegou prometendo um enorme sucesso. E já posso dizer que entregou tudo que propôs.

O livro narra a história de Ariadne, filha do rei Minos e princesa de Creta. Na cidade onde ela vive existe o labirinto, habitado pelo temível Minotauro. Todos os anos, Atenas envia sacrifícios para serem jogados à mercê do monstro, que é metade homem, metade touro.

Ariadne sofre todos os dias com um sentimento de justiça. O grande Minotauro é seu irmão, que nasceu após sua mãe ter sido amaldiçoada. O pai nunca superou esta situação e se tornou um homem frio e cruel, governando Creta através do medo e do poder. A única companhia da garota é a irmã, Fedra, que lhe dá um pouco de suporte.

Eis que então surge na vida de Ariadne o herói Teseu. Ele é enviado por Atenas como sacrifício, mas ele foi um voluntário. O príncipe deseja entrar no labirinto e acabar de uma vez por todas com o Minotauro. Contudo, a única pessoa que pode ajudá-lo a escapar com vida é Ariadne e ela só o fará sob uma condição: que ele a leve embora quando partir.

Eu estava com altíssimas expectativas para esse livro e todas elas foram superadas. Confesso que não sabia muito sobre o mito real de Ariadne e do Minotauro, já que essa história é pouco abordada nos livros e minha maior referência sobre o assunto estava em Percy Jackson. Mas gostei muito de conhecer mais sobre estes personagens tão marcantes e acompanhar suas aventuras.

A escrita de Jennifer Saint é completamente viciante! Desde a primeira página eu me vi preso na narrativa e li mais da metade do livro num piscar de olhos. Sério! Cada final de capítulo deixa um gancho para o seguinte e é impossível de largar o livro.

Se engana quem pensa que este livro é apenas uma romantização da história da mitologia. Aqui, Jennifer lança questionamentos importantes sobre as intenções de Teseu e seu real papel na batalha do labirinto. Será que ele é realmente o herói aqui?

Ariadne é uma personagem muito bem construída. Levando em consideração que o livro é baseado em um mito grego, é claro que as mulheres não têm voz e são sempre subjugadas. Desde sua primeira aparição, Ariadne sofre com diversos infortúnios apenas por misoginia, enfrentando certos percalços como um mau agouro. Ela não tem um momento de paz e eu senti muita pena dela.

O final foi devastador. Conforme fui lendo, fui percebendo pra onde Jennifer Saint estava levando a história, mas não quis acreditar. A tensão do livro só aumentou no desfecho e eu fiquei nervoso aguardando a conclusão. Há tempos não me sentia assim lendo uma história e amei ter essa experiência novamente.

Ariadne é um livro bem escrito, com narrativa fluida e personagens bem construídos. Amei a história e já quero mais obras da autora sendo publicados por aqui. Com certeza é um livro que vai ficar na minha memória para sempre!






10 novembro 2022

Resenha - Código Mãe, Carole Stivers



Livro: Código Mãe
Autor(a): Carole Stivers
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 288
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Livro cedido através da parceria com a editora

Em um mundo devastado e perigoso – em consequência da ambição e da violência da humanidade –, o que significa ser humano? Quais as fronteiras entre nós e as máquinas que criamos? E até onde iríamos para salvar nossas mães? O ano é 2049. O governo de uma grande nação mundial decide disparar uma arma biológica capaz de matar terroristas mesmo dentro dos mais inacessíveis esconderijos. Porém, nem tudo sai conforme os planos militares, e uma pandemia mortal se espalha pelo planeta. O destino parece certo: a total aniquilação da humanidade. E não resta muito tempo para que isso aconteça. Como último recurso a fim de garantir um futuro à espécie humana, cientistas e engenheiros se juntam para criar as Mães: enormes robôs, construídos para gerar em seus ventres crianças imunes ao agente mortal. Um código especial permitiria, além disso, que cada robô fosse único, singular, desempenhando o verdadeiro papel de mãe da criança sob sua responsabilidade. Anos depois, chega o momento de reunir as crianças sobreviventes. Mas, à medida que elas atingem a idade programada, suas Mães também se transformam – de maneiras imprevisíveis e aparentemente perigosas. Agora, cada uma dessas crianças deverá fazer uma escolha difícil: quebrar o vínculo partilhado com suas mães robóticas ou lutar com todas as forças para salvá-las?


O governo dos EUA criou uma arma biológica com o objetivo de encontrar terroristas onde quer que eles estivessem e acabar com o perigo que eles representavam. Contudo, eles perderam o controle dessa arma, que se transformou e causou uma pandemia que se espalhou pelo mundo e levou os humanos à beira da extinção.

Determinados a salvar a humanidade, um grupo de cientistas cria embriões geneticamente modificados e os implanta nas Mães, robôs programados para servirem como hospedeiros destes humanos e proteger seus “filhos” a qualquer custo, o chamado Código-Mãe.

Carole Stivers construiu uma narrativa muito fluida e envolvente, daquelas que você lê em uma sentada. Entrelaçando duas linhas do tempo, sendo a primeira com o início do “apocalipse” e a outra focada nas Mães, a autora se saiu muito bem em seu livro de estreia, me deixando completamente obcecado por essa história.

O livro possui vários personagens importantes para o desenvolvimento da trama, numa luta pela sobrevivência da raça humana. Mas grande parte da obra se foca em Kai, um dos embriões que nasceu de sua mãe robô, a Rho-Z. Acompanhar a busca dos dois pelas outras crianças foi bastante emocionante, principalmente vendo o afeto que Kai tinha pela mãe.

Por se tratar de uma obra de ficção científica, achei que Stivers daria mais ênfase para esse lado robótico, mas me surpreendi em quanto a autora bateu na tecla da humanidade. Em vários momentos ela abordou questões sobre a necessidade de se manter humano diante das adversidades e se colocar no lugar do próximo, além de todo o trabalho ao redor da maternidade.

Minha única ressalva é em relação a resolução de todo o conflito que foi rápida demais, mas de modo geral, Código-Mãe é um livro bem escrito, dinâmico, envolvente, com personagens cativantes e um enredo de tirar o fôlego. Os fãs de ficção científica vão se apaixonar por esse livro.





30 maio 2022

Resenha - King of Scars: Trono de ouro e cinzas, Leigh Bardugho



Livro: King of Scars: Trono de ouro e cinzas (Duol. Nikolai #1)
Autor(a): Leigh Bardugho
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 602
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Livro cedido através da parceria com a editora

Ele fará de tudo para salvar seu país – e sua alma. Mas alguns segredos não podem ser escondidos, e algumas feridas são impossíveis de cicatrizar. Nikolai Lantsov, o deslumbrante rei de Ravka, sempre teve o dom de fazer coisas impossíveis. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu com ele durante a guerra civil, antes que ele subisse ao trono – e o próprio rei prefere que continue assim. Agora, inimigos se aproximam por todos os lados, e Nikolai precisa encontrar uma maneira de encher os cofres de Ravka, forjar novas alianças e proteger o exército Grisha de ameaças. Porém, a magia sombria que se esconde dentro dele parece cada dia mais forte, ameaçando destruir tudo o que ele fez e vem fazendo por seu povo. Acompanhado de um jovem monge e de Zoya Nazyalensky, Nikolai viajará para os cantos mais longínquos de Ravka, onde a magia profunda ainda existe, em busca da cura para o terrível mal que está dentro dele.



King of Scars é o primeiro volume da duologia do Príncipe Nikolai e faz parte do Grishaverso, o universo criado pela autora Leigh Bardugo. Este livro se passa três anos após os eventos de Ruína e Ascensão e traz a perspectiva de Nikolai, o príncipe herdeiro, tentando reerguer Ravka.

A missão do jovem rapaz não está sendo nada fácil. Alguns nobres contestam seu direito ao trono após os eventos da guerra contra o Darkling e a instabilidade política é um grande problema. Além disso, uma forte crise econômica assola o império e reconstruir o que foi perdido pode ser ainda mais difícil.

Contudo, o maior problema de Nikolai são as marcas internas e externas que a guerra lhe deixou. A magia do Darkling não foi totalmente drenada de dentro dele e o príncipe sente que o monstro que vive dele pode estar se fortalecendo. Caso ele perca o controle, tudo aquilo pelo qual vem lutando pode ser destruído outra vez.

Nikolai precisa de uma cura e a única forma que tem de encontrá-la é em uma missão muito perigosa. Quem irá lhe ajudar neste propósito é a Grisha Zoya, que não quer ver Ravka de volta ao poder sombrio do Darkling. Juntos, os dois tentarão salvar Nikolai e o país, mas não será nem um pouco fácil.

Eu li toda a trilogia Grisha no ano passado e fiquei encantado pelo universo criado por Leigh Bardugo. Cada episódio da saga de Alina e Darkling era épico e envolvente e eu queria mais e mais. Depois de desbravar a duologia Six of Crows, estava na hora de ter mais de Nikolai e eis que neste ano a Planeta Minotauro trouxe o lançamento da duologia protagonizada pelo melhor príncipe de Ravka!

29 março 2022

Resenha - Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Lois Duncan



Livro: Eu sei o que vocês fizeram no verão passado
Autor(a): Lois Duncan
Editora: Planeta Minotauro
Páginas: 192
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Livro cedido através da parceria com a editora

O livro que deu origem a um dos maiores sucessos do terror no cinema. Neste clássico do terror – adaptado para o cinema e para a televisão –, quatro adolescentes tentam escapar de um assassino que deseja vingar a morte de um garotinho. Depois de uma noite de muita festa, quatro adolescentes atropelam acidentalmente um garoto de dez anos. Sem querer lidar com as consequências de seus atos, eles abandonam o corpo e decidem fazer um pacto, com a intenção de manter o ocorrido em segredo. No entanto, nem tudo é tão simples, e o sentimento de culpa não será o único problema com que terão de lidar. No ano seguinte, uma das adolescentes recebe um bilhete anônimo com uma mensagem curta, mas que diz tudo: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Em um romance repleto de reviravoltas e obstáculos constantes, os quaro jovens terão que lutar por suas vidas, fugindo e se escondendo de um assassino que está determinado a fazê-los pagar pelo terrível crime que cometeram.


Em uma noite, após voltarem de uma festa, o carro em que Julie, Ray, Helen e Barry estão atropela uma criança de 10 anos que andava de bicicleta. Sem saber o que fazer, o grupo decide abandonar o corpo sem prestar socorro e fingir que nada daquilo acontece, selando um pacto de silêncio.


Eles são um típico grupo de adolescentes, que só pensam em festas, popularidade e afins e este incidente tem tudo para ser esquecido, mas a culpa começa a os corroer por dentro. Mas, um ano depois, eles terão mais com o que se preocupar.


Certo dia, Julie recebe uma carta sem remetente e em seu conteúdo há apenas um bilhete com a frase “eu sei o que vocês fizeram no verão passado” escrita. Ela fica atordoada e decide mostrar aos amigos que seu passado voltou para assombrá-los.


Agora, os quatro amigos precisarão enfrentar diversos perigos ocasionados por alguém desconhecido, mas que parece saber muito sobre o acidente ocorrido no último verão. Estarão eles preparados para assumir seus erros e enfrentar as consequências?


Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado foi adaptado para os cinemas em 1997 e tornou-se um clássico do terror. Protagonizado por nomes como Sarah Michelle Gellar e Freddie Prinze Jr., o filme é bastante conhecido por sua temática slasher e por ter ficado no imaginário de todos que são fãs do gênero.


Meu primeiro contato com a escrita de Lois Duncan foi através de Por Um Corredor Escuro, outro livro que também foi adaptado para as telonas. Eu gostei do livro, apesar de não ter achado nada muito inovador, e por isso estava curioso para conhecer a outra famosa obra da autora.

Confesso que não assisti o filme (por medo sim, me julguem), mas conheço todo o contexto da obra e queria ver como funcionaria em forma de livro. Eu só não esperava que ia me decepcionar tanto assim.


A escrita de Duncan é bastante fluida, mas ela parece em muitos momentos duvidar da inteligência de seus leitores. Há coisas muito óbvias que ela tenta fazer o leitor acreditar que não estão acontecendo e o mistério é bastante fraco. Não demorei quase nada para descobrir quem estava atormentando o grupo.


Meu maior desapontamento foi justamente por isso. Eu esperava reviravoltas grandiosas, um suspense de tirar o fôlego, e recebi algo acelerado, óbvio e sem impacto. Foi basicamente uma história para mostrar aos jovens que todas as suas atitudes têm consequências.


Em resumo, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado é uma leitura fácil e rápida, mas que deixa a desejar quando não entrega o que se propõe. Finalizei a leitura pensando na possibilidade de assistir ao filme e ver se nas telonas a história foi melhor aproveitada.







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