Livro: Silêncio
Autor(a): Richelle Mead
Editora: Galera Record
Páginas: 280
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Livro cedido através da parceria com a editora
Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis. O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas. Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.
Opequeno vilarejo onde Fei cresceu fica localizado no pico de uma montanha. Seus antepassados viviam em harmonia com a natureza, levando uma vida muito diferente da que eles tinham atualmente. Eles não eram mais autossuficientes, já que um deslizamento de terra os isolar do mundo, inclusive da região que utilizavam para o plantio e o pasto, obrigando-os a desenvolveram um sistema de permuta com aqueles que habitavam ao pé da montanha. Através de cabos, eles enviavam o minério que extraíam da montanha - que era extremamente rica - e recebiam sacas de comida.
Há algumas gerações um mal se instalou no povoado, fazendo com que todos perdessem sua audição. Eles aprenderam a viver com todas as limitações (apesar de assim reforçarem cada vez mais o sistema de castas), mas agora, temem que um novo mal extingua-os de vez: a cegueira. Só foram verificadas ocorrências entre os trabalhadores das minas, o que agrava consideravelmente a situação, pois menos trabalhadores significa diminuição na extração de minério e quando menos puderem enviar, menos comida receberão em troca.
Enquanto caminhamos, penso no que foi dito sobre equilíbrio e em como não temos temos alternativa a não ser fazer tudo o que o guardião nos disser. Estramos à mercê dele, e também do sistema da tirolesa. Será que isso realmente se chama equilíbrio? Ou é extorsão?

