14 fevereiro 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Fevereiro/ 2020)



Pistas Submersas
, Maria Adolfsson

Bem-vindo ao mundo único de Doggerland! Uma nação formada por grande extensão de terras, hoje, a maior parte submersas, das quais restaram apenas três ilhas, localizada em algum lugar entre o Reino Unido e os países nórdicos. É lá que Maria Adolfsson cria o cenário perfeito para uma história arrebatadora. Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior. Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém. Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há muito tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina



                    Os Últimos Jovens da Terra: A Marcha dos Zumbis
                                                                                Max Brallier

“Terrivelmente divertido! Uma série cheia emoções e risadas ainda maiores.” Jeff Kinney, autor do best -seller Diário de um banana Confira mais uma aventura dos 4 contra o apocalipse! Depois que o planeta é invadido por monstros e zumbis, Jack se une aos seus colegas para encarar o apocalipse, onde não faltam aventuras e diversão! Neste segundo livro da série de sucesso da Netflix, os zumbis que surgiram com o Apocalipse dos Monstros estão desaparecendo. Isso pode soar como uma coisa boa, mas Jack Sullivan e seus amigos desconfiam que a causa disso pode ser ainda pior para eles. Contando com muitas ilustrações, o livro tem sido chamado da mistura perfeita entre Diário de um banana e The walking dead.

11 fevereiro 2020

Resenha - Um Caminho para Liberdade, Jojo Moyes


Livro: Um caminho para liberdade
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas:368
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Livro cedido através da parceria com a editora

Os sonhos de Alice Wright se transformam numa estranha realidade quando ela descobre que se casar e partir rumo aos Estados Unidos não significa exatamente o que imaginava. Não demora para a inglesa perceber que a liberdade que teria ao se afastar da família e ir morar com o marido se torna, na realidade, uma prisão - grande parte por conta de um sogro incapaz de perceber as mulheres como seres pensantes e autônomos. Um caminho para a liberdade tem como cenário o Kentucky rural pós-Depressão, mas o drama vivido por Alice e outras quatro mulheres, inconformadas com o lugar de submissão que lhes é imposto, é um problema dos dias de hoje. Na história, a reação de Alice vem sob a forma de um projeto de biblioteca itinerante a cavalo, liderado por Margery, mulher abominável e rebelde do ponto de vista daqueles que defendem "a moral e os bons costumes", mas que logo se mostra uma amiga fiel e inspiradora. Ao levar entretenimento e informação aos lares mais remotos, Alice e suas companheiras logo entendem que quem mais se beneficia com esse esforço são elas mesmas. O preconceito, o racismo e o obscurantismo persistente se mostram frágeis quando confrontados com o poder do conhecimento. Mas como resistir à pressão daqueles que lutam pela manutenção dos velhos costumes e preferem permanecer nas sombras? É o que esse grupo de mulheres vai descobrir, em uma história por vezes romântica, por vezes engraçada, mas que também é a obra mais política de Jojo Moyes, como ela própria afirma em entrevista à revista intrínsecos. A mais recente obra de Moyes é, a um só tempo, tanto uma ode à literatura quanto uma viagem de autoconhecimento que emancipa aqueles que a escolhem.


Ambientada em 1937, Um caminho para a liberdade apresenta pautas importantes a serem debatidas, já que, quase um século depois, ainda se perpetuam. Em uma cidade no interior dos EUA, um grupo de mulheres se reúne para levar conhecimento e distração as pessoas. Montadas a cavalo, elas são emissárias de uma biblioteca financiada pelo governo que tem como propósito facilitar o acesso a informação, mesmo para quem vivia em áreas mais remotas.

Alice Wright saiu da Inglaterra pensando que viveria longe das amarras de uma sociedade arcaica, onde a mulher era reduzida a regras de comportamento e etiqueta, mas a liberdade ainda estava distante. Na biblioteca a cavalo, ela encontrou um propósito e também uma amiga. Margery O'Hare era vista como uma rebelde, que não zelava pelos bons costumes ou a moral. E mesmo que fosse a mulher mais exemplar do condado, o histórico de brigas protagonizados por aqueles que carregavam o mesmo sobrenome que ela, sempre a perseguiria.

O que para muitos era uma alegria, para um seleto grupo era um incomodo. Afinal, quando a população se instrui, aqueles que detém o poder são questionados ou até desafiados. É por isso que o responsável pela mina de carvão local utiliza de todos os seus contatos para tentar prejudicar o projeto. O fato da sua nora ser uma das emissárias, parece só revoltá-lo mais. Como ousas uma mulher que vive dentro da sua casa desautorizá-lo daquela maneira?

Jojo Moyes me fez sentir vivendo daquela cidade. Sua narrativa descritiva me cansou no início da leitura, e uma experiência ruim com alguns livros antigos dela, quase me fizeram desistir da leitura. Ainda bem que eu insisti, pois já é uma das melhores leituras do ano. Cheia de criticas sociais, a história dessas mulheres me deixou angustiada tamanha a identificação com a realidade de hoje.

Esse não é apenas um romance. Os diálogos são impactantes e a levezas da comédia quase não existe. Uma leitura necessária que mostra o quanto nós, mulheres, somos, fomos e sempre precisaremos ser fortes.
 

09 fevereiro 2020

Resenha - A devolvida, Donatella di Pietrantonio


Livro: A devolvida
Autor(a): Donatella di Pietrantonio
Editora: Faro Editorial
Páginas:160
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Livro cedido através da parceria com a editora

Considerado um dos grandes romances da Itália, onde vendeu mais de 250 mil exemplares, com direitos negociados para mais de 25 países, e adaptações no teatro e no cinema, a autora Donatella Di Pietrantonio traz uma história sensível e emocionante. Aos 13 anos, uma garota é levada do lar abastado onde vive para uma casa estranha e com pessoas que dizem ser seus pais e irmãos. Na pequena cidade italiana todos conhecem sua história: ela é a criança que os pais naturais, pobres e de família numerosa, “deram” a um parente que não podia ter filhos e que este a devolveu quando a menina frequentava o ensino médio, não por maldade, mas porque a vida pode ser mais complexa do que imaginamos e nos força a fazer escolhas dolorosas. Ela era a devolvida. Sentia-se como uma estrangeira na nova casa e, desde então, a palavra “mãe” travara em sua garganta. Privada até de um adeus por aqueles que sempre acreditou serem seus pais, ela se vê incrédula ao enfrentar o sofrimento de ser abandonada novamente de forma repentina. “Minha vida anterior me distinguiu, me isolou na nova família. Quando voltei, falava outra língua e não sabia mais a quem pertencia”. Forçada a crescer para reintegrar-se ao seu núcleo original, ela vive uma sensação de subtração, de gente esvaziada de significado, e nos ensina em meio à dor como encontrar sentido quando tudo parece desmoronar.


Anos se passaram desde que ela foi tirada do único lar que conhecia. A casa em frente a praia, os pais amorosos e a melhor amiga foram tomados da protagonista quando ela tinha treze anos. Sem muitas explicações, o homem que lhe criou a levou até uma casa modesta em uma cidadezinha onde ela era conhecida como A Devolvida. Lá, estranhos que diziam ser seus pais - biológicos - e irmãos a receberam sem qualquer amorosidade. Porque havia retornado? Era mais uma pessoa com quem dividir as tarefas domésticas, mas também outra boca a ser alimentada.

A esperança de que a mulher a quem sempre chamou de mãe se recuperasse - do que quer que a tivesse deixado adoentada - e voltasse para lhe buscar, insistia em não morrer. Mesmo quando a única resposta as cartas que enviava eram bens materiais ou de consumo, mas nunca explicações.

O amadurecimento veio com as obrigações de quem precisou endurecer o coração para não sucumbir a realidade, mas as lembranças daquela período ainda perpetuaram nela o sentimento de não pertencimento.


A devolvida foi um dos livros mais controversos que li. O drama da narradora, que só agora percebi nunca ter revelado seu nome, mexe com o leitor. Mais do que uma menina de origem pobre que foi criada por parentes - sem entrar no mérito sobre como chegaram a essa situação -, ela conta a realidade de tantas famílias que vive em extrema pobreza. Nada justifica a indiferença ou desafeto daqueles que deveriam lhe amar incondicionalmente, mas quem somos nós para julgar uma situação conhecendo as claras apenas um dos lados da história?

O que Donatella di Pietrantonio me ensinou com sua história, é a fragilidade da moral humana. Nós somos falhos e egoístas, agindo certo até que não seja mais conveniente. A narrativa fluiu com muita facilidade, mas queria um pouco mais de profundidade na abordagem dos assuntos. E principalmente, queria saber como a protagonista seguiu sua vida...

de conhecer a vida atual da protagonista.
que a história tivesse se aprofundado um pouco mais na vida da protagonista, dizendo como a vida dela havia seguido. 

05 fevereiro 2020

Resenha - As três partes de Grace, Robin Benway


Livro: As três partes de Grace
Autor(a): Robin Benway
Editora: Galera Record
Páginas: 322
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Livro cedido através da parceria com a editora

Grace acabou de ter uma filha. E a entregou para adoção. Não foi uma decisão fácil, já que a própria Grace é adotada. Como escolher uma família para sua bebê? Como ter certeza de que ela terá bons pais? Era de esperar que tudo isso fosse emoção suficiente na vida de uma adolescente, mas ela também acabou de descobrir que tem dois irmãos. Maya é a única integrante de cabelos escuros naquela família de ruivos. As fotos pela casa mostram como ela é diferente de seus pais e de sua irmã Lauren, filha biológica do casal. Quando a família começa a passar por problemas e tudo parece prestes a desmoronar, Maya não consegue parar de se perguntar se aquele é o seu lugar. Quem é sua família biológica? Onde está seu lar? Joaquin é o irmão mais velho. Ele nunca foi adotado. Chegou muito perto por muitas vezes, mas algo sempre acabava dando errado. Agora ele vive com uma boa família acolhedora, cheia de amor e vontade de adotá-lo, mas o garoto, prestes a completar dezoito anos, não sabe se deve mesmo acreditar que o destino está lhe dando chances de ser filho de alguém. Criar laços afetivos não é fácil quando se passou a vida inteira sendo abandonado. Mas talvez suas irmãs possam lhe ajudar a vencer essa barreira. Em vista por amor familiar, companheirismo e, no fim das contas, por não se sentir sozinho no mundo, Grace, Maya e Joaquin vão contar uns com os outros na procura pela mãe biológica. E por si próprios.


Grace sempre soube que tinha sido adotada, mas nunca teve interesse em conhecer a mãe biológica, até que, grávida aos 16 anos, vê parte de sua própria história se repetir. Enfrentar o preconceito da gravidez na adolescência e o abandono do namorado foi “fácil”, mas entregar a filha para a família adotiva despertou sentimentos dolorosos que a consomem dia após dia. Para diminuir essa dor, ela sabe que precisará enfrentar a história de sua adoção, só não imaginava que no processo encontraria Maya e Joaquim, seus irmãos biológicos.⠀
Assim como a irmã, Maya também foi adotada ainda bebê. E apesar de ter crescido amada e cuidada pelos pais adotivos, ela se sente destacada. Os próprios quadros na parede da casa gritam isso: a única morena em uma família de ruivos, o que naturalmente evidencia sua adoção e a coloca constantemente em uma postura defensiva. Mas é quando o casamento dos pais começa a ruir que Maya questiona seu papel e importância nessa família.

Diferente das irmãs, Joaquim não teve a sorte de conhecer o significado de “lar”. Prestes a completar 18 anos, o rapaz que coleciona frustrações em lares adotivos ainda permanece no sistema de acolhimento. Sua esperança de compreender o conceito de família se esvaiu faz anos, até que, o destino coloca suas irmãs biológicas em seu caminho.

As três partes de Grace é um livro envolvente que aborda temas delicados como família, adoção e preconceito. A autora optou pela narrativa alternada dando voz a Joaquim, Maya e Grace, o que nos permite conhecer as camadas mais profundas de cada personagem e visualizar cada rachadura, medo e insegurança. Talvez por possuir uma base de apoio familiar sólida desde a infância, Maya e Grace tenham mais facilidade em se comunicar e expressar suas necessidades. No entanto, é Joaquim e sua dificuldade em se permitir ser amado que destroça nosso coração.

Emocionante e doloroso, As três parte de Grace fala sobre perda, cura e aceitação. Mostra que é importante conhecermos nosso passado, mas não esquecermos de olhar para o futuro. Afinal são nossas atitudes e escolhas que nos definirão.


31 janeiro 2020

Resenha - Sem coração, Marissa Meyer


Livro: Sem coração
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 416
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Um dos principais nomes no concorrido segmento de literatura jovem atual, Marissa Meyer recria o passado da famosa Rainha de Copas, personagem do clássico Alice no País das Maravilhas, no aguardado lançamento Sem coração. Conhecida pela série Crônicas Lunares, na qual reconta tradicionais contos de fadas como Cinderela e Branca de Neve com uma abordagem futurista e inusitada, Marissa Meyer alcançou o topo da lista dos mais vendidos do The New York Times com Sem coração, e a preferência dos leitores com suas tramas de ritmo ágil e final surpreendente. Com uma narrativa cinematográfica, Meyer oferece uma visão do País das Maravilhas diferente de qualquer outra já imaginada até aqui ao contar a história de Catherine, garota cheia de personalidade que sonhava ser uma confeiteira famosa e só queria viver seu primeiro amor, mas que diante dos golpes do destino acabou se tornando a temida Rainha de Copas. Contos de fadas revisitados. Catherine era uma das garotas mais desejadas do País das Maravilhas e a favorita do ainda solteiro Rei de Copas, mas seus interesses eram outros. Por seu talento na cozinha, ela só queria abrir uma confeitaria em sociedade com sua melhor amiga e oferecer ao Reino de Copas os mais deliciosos doces e bolos. Porém, de acordo com sua mãe, era uma ideia inaceitável para a jovem que poderia ser a próxima rainha. Em um baile real em que o rei pretende pedi-la em casamento, Cath conhece Jest, o belo e misterioso bobo da corte. Pela primeira vez, sente a força da pura atração. Mesmo correndo risco de ofender o rei e contrariar os pais, ela e Jest iniciam um relacionamento intenso e secreto. Cath está determinada a escolher o próprio destino e se apaixonar nos seus próprios termos. Mas em uma terra repleta de magia, loucura e monstros, o destino tem outros planos... A aclamada autora das Crônicas Lunares oferece uma visão do País das Maravilhas diferente de qualquer outra já vista e conta a história de uma garota que viria a ser um dia a famosa Rainha de Copas.

Lady Catherine nasceu na nobreza e apesar futuro grandioso que lhe aguardara, a jovem tinha sonhos inusitados, e casar não era um deles. Apaixonada por cozinhar e preparar doces, Cath sonhava em ter seu próprio negócio no Reino de Copas. Ela queria abrir uma confeitaria com a melhor amiga. Contudo, seu destino já estava traçado.

Seus pais aguardavam ansiosos uma proposta de casamento do próprio Rei de Copas, que a cada dia se mostrava mais encantado por ela e seus dotes culinários. Tornar-se Rainha seria motivo de orgulho para sua família. Mas para Cath, casar com alguém que não amava era um grande pesadelo.

As coisas mudam quando em um dos bailes oferecidos pelo Rei, Cath conhece o misterioso Jest, o novo bobo da corte. Ela não planejava entregar seu coração, mas o Coringa do Rei parecia exercer um feitiço poderoso sobre ela, que aos poucos se vê dividida entre o amor, seus sonhos e os desejos de sua família.

Sem coração é uma releituta da história da Rainha de Copas, que nessa obra conhecemos como uma garota bondosa e sonhadora que a todo tempo anula seus próprios sonhos para agradar os outros. Decisão que destruiu sua essência e a transformou na vilã que hoje conhecemos hoje.

Não foi uma leitura que me ganhou desde o início. Demorei a me conectar com a personagem e talvez sua falta de determinação em muitos momentos tenha sido um fator crucial. No entanto, não posso negar que Cath tenha sofrido mais do que poderia suportar, em alguns momentos por covardia, mas em muitos outros enquanto tentando abraçar o mundo sozinha.

Em suma, essa é a história de um romance impossível, de sonhos destruídos e de um coração dolorosamente partido.

28 janeiro 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Janeiro/ 2020)



Invisível, Tarry Fisher

Margô mora em uma casa caindo aos pedaços, num bairro abandonado, com sua mãe que a ignora há dois anos. Ela se sente invisível, até que a amizade com Judah, seu vizinho cadeirante, muda suas perspectivas e a desperta. Quando uma criança de sete anos desaparece em seu bairro, Margô resolve investigar o caso com a ajuda de Judah e o que ela descobre a transforma por completo. Agora, determinada a encontrar o mal, caçar todos os molestadores de crianças, torna-se a razão de sua vida. Com o risco de perder tudo, inclusive sua própria alma, Margô embarca num caminho sem volta... E o que isso diz a ela sobre si mesma? Por que decidiu fazer justiça? O que a tornou tão invisível?




                        Como se preparar para uma economia liberal,
                                                                    Lawrence W. Reed


Neste livro você vai constatar que caráter é o que faz toda a diferença no mundo. Se você está decidido a pautar todas as suas ações pelo bom caráter e está na posição de influenciar os outros pelo seu exemplo, você valoriza a liberdade, e entende que o bom caráter é ingrediente indispensável para uma sociedade livre... É o que nos conduz para um mercado liberal, sem uma série de burocracias e regras que cerceam direitos e tornam onerosos e arriscados todos os processos. Lawrence Reed discorre sobre a mentalidade liberal, mostrando o trio de elementos centrais de uma sociedade livre: Caráter, Liberdade e Empreendedorismo. O caráter vem em primeiro lugar e é ele quem torna a liberdade possível, seguido do empreendedorismo: um dos chamados mais elevados e nobres de um adulto responsável, que cria valor, emprega pessoas e resolve problemas. Em tempos de notícias desanimadoras sobre corrupção e toda a sorte de crimes financeiros, torna-se difícil pensar que um bom caráter possa vencer. Mas basta olhar ao redor, para notar que tanto no passado quanto no presente, sempre foi o bom caráter que reestabeleceu e estruturou o que temos de melhor em nossas sociedades.

25 janeiro 2020

Resenha - Volte para mim, Paola Aleksandra


Livro: Volte para mim
Autor(a): Paola Aleksandra
Editora: Essência
Páginas: 304
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Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a jovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás. Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.


Liberdade, em nenhuma de suas aplicações, não é um conceito atribuído as mulheres no século XIX. Brianna Hamilton se considerava com sorte, pois seus pais não eram rígidos, lhe dando um pequeno direito de escolha até aquele momento de sua vida. Ela é a herdeira do ducato, em algum momento após seu debut precisará encontrar um marido adequado. Porém, aos dezesseis anos, ela só deseja conhecer a Escócia, local de tantas aventuras narradas por sua mãe. ⠀

Uma decepção gera combustível para que ela fuja de encontro aos seus sonhos. Foram onze anos morando com seu avô, conhecendo aquelas terras, mas sem nunca esquecer dos que deixou para trás. Muitas de suas cartas nunca tiveram resposta e se não fosse por Mary – sua antiga ama e a quem considera uma amiga – lhe informar o estado frágil de sua mãe, Brianna talvez nunca tivesse retornado.

Não é fácil ver a mágoa no olhar daqueles que ama, especialmente em Desmond. As promessas não foram suficientes para seu melhor amigo e primeiro amor, que parece nutrir por ela algo ainda mais doloroso. Se readaptar ao local que sempre chamou de lar é um desafio que, assim como tantos outros, Brianna enfrentara com muita garra e determinação.

Volte para mim é tudo o que esperamos de um bom romance de época. Cenários que nos transportam para outro lugar, diálogos leves e engraçados, personagens bem desenvolvidos e emoção transbordando de cada capítulo. A autora sempre teve o dom de me encantar com palavras e por sua paixão aos romances de época, eu não esperava que seu livro de estreia fosse menos do que incrível. Ainda assim, fui surpreendida.

A história tem uma mensagem sobre recomeços que é muito forte, talvez por sua origem vir de um questionamento familiar. Então, mais do que fazer o leitor suspirar com o romance, Paola Aleksandra nos leva a uma reflexão interna sobre nossos sonhos e até onde iríamos por aquilo que é importante para nós.

Terminei o livro emocionada e já anseio por ter em mãos o último lançamento da autora. Livre para Recomeçar irá se passa no Rio de Janeiro, no século XIX. É ou não é para jogar as expectativas lá em cima?

22 janeiro 2020

Resenha - Amor sob encomenda, Carina Rissi


Livro: Amor sob encomenda
Autor(a): Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 546
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Livro cedido através da parceria com a editora

Melissa Gouvêa está totalmente focada na profissão. Responsável pela situação financeira da família, incluindo o caro tratamento médico da mãe, a determinada assistente sonha em se tornar a produtora de eventos da Allure. Como se casar não faz parte de seus planos no momento, ela se assusta ao saber que o namorado foi visto comprando um anel de noivado. Mas Mel não devia ter se preocupado tanto, já que o anel não era para ela e, pior ainda, a Allure foi contratada para o cerimonial do canalha. Mesmo assim, Melissa aceita o maior desafio de todos: produzir o casamento do ex. A bagunça em sua vida aumenta quando ela se vê dividindo o apartamento com o cara mais irritante, cínico, atrevido - e muito lindo, infelizmente - que conhece. Melissa devia se concentrar em manter o que resta de seu coração a salvo e sobreviver ao casamento do ex. O problema é que o novo colega de apartamento confunde sua razão e seus batimentos cardíacos, despertando desejos avassaladores até então desconhecidos. Tarde demais, Mel se dá conta de que seu coração nunca correu tanto perigo. Amor sob encomenda vem cheio de humor, amor e emoção e apresenta uma história que nos fará refletir a respeito do que realmente é importante na vida.


Trabalhar com eventos é tudo que Melissa Gouveia sabe fazer. Quando uma das sócias da Allure saiu levando metade dos clientes da agência, Mel acumulou a função de produtora. Mais trabalho, zero reconhecimento. Para tal, ela precisa conquistar o cliente certo: contrato milionário, carta branca e exposição nacional.

Ao contrário do que se possa imaginar, Mel não acredita em casamento e entra em pânico quando seu namorado é visto comprando um anel de noivado. Felizmente (ou não) o diamante não era para ela. Depois dessa revelação, sua vida pessoal e profissional se tornou digna de um filme de terror.

Para piorar, ela ainda precisa aceitar que dividir o apartamento com Nicholas Cassani é uma ideia razoável. O charmoso e irritante padrinho que chegou bêbado a um ensaio de casamento. Ele é muito bom em programação de computadores, e também em fazer seu cérebro virar gelatina quando está perto dele.

O garanhão que se apaixona verdadeiramente e a produtora de casamentos que nunca havia se apaixonado. Diz se não tem tudo para dar certo?! Amor sob encomenda é clichê, previsível e apaixonante. Se tornou meu livro favorito da autora! Minha paixão por casamentos talvez tenha influenciado nessa preferência, mas Nicolas é aquele mocinho que não nos deixa outra opção, se não amá-lo.

A intensidade do amor descrito pela Carina Rissi, aquece o coração, deixando bobo o leitor que já se deparou com esses sintomas, ou nos fazendo desejar por isso. É lindo, mas não estamos limitados ao romance. As tramas individuais são focadas na família e elevam o grau de emoção da história.

Sendo sincera, o que me fez surtar mesmo, foi o enorme Cross Over com outras histórias da autora. Mel é a cerimonialista de Alice e Max, Nicolas é primo de Marcus e Max e eles irão morar no antigo apartamento de Dante e Luna. Essas ligações não são as únicas, mas é o que posso comentar sem dar spoiler dos livros anteriores.

Li vorazmente, e bateu apela pontada de tristeza no final. Acredito que seja o fim de um ciclo de personagens, mas já estou ansiosa por mais histórias.


19 janeiro 2020

Resenha - Rede de Sussurros, Chandler Baker


Livro: Rede de Sussurros
Autor(a): Chandler Baker
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
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Livro cedido através da parceria com a editora

Há anos, Sloane, Ardie e Gracie trabalham juntas em uma empresa de roupas esportivas. As três sempre se ajudaram, passando por promoções empolgantes, reuniões intermináveis, casamento, maternidade, divórcio e os desafios impostos pela política no escritório. Elas também têm seus segredos e cada uma fez algo de que se arrepende. Com a morte repentina do presidente da empresa, tudo indica que Ames, o chefe delas, será alçado à liderança da companhia. Ames é um homem complicado, que as três conhecem há muito tempo e que sempre esteve cercado por sussurros a respeito do tratamento que dispensa às subordinadas. Esses sussurros vinham sendo ignorados, varridos para debaixo do tapete e acobertados por aqueles que estão no poder. Depois de descobrirem que Ames adotou uma conduta inaceitável em relação a uma nova funcionária, elas decidem falar. E essa decisão provoca uma mudança catastrófica no escritório. Mentiras serão reveladas. Segredos serão expostos. E nem todo mundo sobreviverá. Suas vidas — como mulheres, colegas, mães, esposas, amigas e até adversárias — estão prestes a mudar drasticamente.

Uma rede de apoio, criada por mulheres e passada secretamente entre elas, com intuito de alertar sobre condutas impróprias e evitar que uma delas se torne a próxima vítima; e não é só isso. Sussurramos por ai aquilo que ouvimos, geração após geração. Como devemos nos comportar, quais atitude devemos ignorar, os exemplos que devemos seguir... Ignoramos por décadas as humilhações sofridas, com medo da retaliação. Porque uma mulher tem que aceitar em silêncio a ruína da sua vida, mas o homem que a arruinou, jamais aceitará a humilhação que seus próprios atos lhe infringem. Só que não mais.

16 janeiro 2020

Resenha - It: a Coisa, Stephen King


Livro: It: a Coisa
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de letras
Páginas: 1103
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Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

It foi o livro que eu escolhi para conhecer a escrita do rei do terror, mas não foi a primeira obra de Stephen King que finalizei. Foram necessários três meses e muitas outras leituras em paralelo, incluindo O Cemitério e A pequena Caixa de Gwendy, para que eu conseguisse desvendar a história do mal que rodeava Derry e compreender a verdadeira força que unia o clube dos otários.⠀
Enquanto desbravava esse calhamaço de 1103 páginas e adentrava passado e presente desses personagens, eu entendi o real motivo dessa ser uma obra tão aclamada. Mais do que elaborar uma história de um ser maligno e sobrenatural que se alimentava da cidade, King criou um obra que fala sobre o poder da amizade, da confiança e do medo.

Foi impossível não me apegar aos personagens, cada um com seu dilema, seus traumas, suas dificuldades e obstáculos a serem superados. O maior deles: vencer a Coisa. Se houve excesso? Sim! Acredito que algumas cenas poderiam ter sido cortadas, em especial uma bem polêmica envolvendo as crianças. Confesso que essa me chocou bastante.

Apesar de concluído em 1985, o livro aborda temas importantes e ainda muito atuais, como preconceito religioso, relacionamento abusivo e racismo, deixando no ar a certeza que Pennywise não era o único detentor do mal em Derry. A maldade estava impregnada também em seus habitantes e em suas atitudes.

Mesmo com as ressalvas, It a Coisa foi uma experiência incrível e surpreendente que me ganhou a cada página e deixou meu coração apertado com seu término.

15 janeiro 2020

Resenha - Glória e Ruína, Tracy Banghart


Livro: Glória e Ruína (Graça e Fúria #2)
Autor(a): Tracy Banghart
Editora: Seguinte
Páginas: 312
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Livro cedido através da parceria com a editora

Na continuação de Graça e Fúria, Serina e Nomi Tessaro vão dar início a uma revolução que vai mudar a vida de todas as mulheres de seu país. As irmãs Serina e Nomi Tessaro nunca imaginaram que acabariam em lugares tão distintos: Serina em uma ilha-prisão, Monte Ruína; Nomi no palácio de Bellaqua, como uma graça, à disposição do príncipe herdeiro do reino. Depois de sofrer uma grande traição, Nomi também é mandada para a ilha e, ao chegar lá, para sua surpresa, encontra Serina à frente de uma rebelião das prisioneiras contra os guardas. Agora as irmãs têm um objetivo em comum: mudar o funcionamento de toda a sociedade. Além disso, elas sabem que Renzo, gêmeo de Nomi, está em perigo. Relutantes, elas se separam mais uma vez, e Nomi retorna à capital, enquanto Serina permanece em Monte Ruína para garantir que todas as mulheres encontrem um lugar seguro para viver. Só que nada sai como o planejado ― e as duas vão ter de enfrentar os seus maiores medos para mudar o país de uma vez por todas.


Resenha Nomi e Serina Tessaro nunca imaginaram que suas vidas mudariam tão drasticamente depois que deixaram seu lar para viver no palácio de Viridia, para que a mais velha se tornasse uma Graça do príncipe herdeiro. Porém, agora o reino enfrenta uma onda de incertezas com Asa assumindo o trono e apenas elas podem mudar o destino do país.

Enquanto isso Serina, que foi parar em Monte Ruína por um crime que não cometeu, consegue instaurar uma rebelião na ilha prisão e dominá-la. Agora as detentas têm um plano para sair desde lugar assombrado e viver as vidas que lhe foram tomadas.

13 janeiro 2020

Resenha - Szabo, Gino Netto


Livro: Szabo
Autor(a): Gino Netto
Editora: Autografia
Páginas: 342
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Carlos Marcondes trabalha em Londres como motorista particular, mantendo em segredo seu histórico como membro de uma organização secreta. No entanto, sua ex-chefe precisa que um trabalho seja realizado em segredo e ele é o único em quem ela confia. Para completar, um milionário encarrega Marcondes de prestar serviços de acompanhante para Gigia, uma amiga que chegará durante seus compromissos fora da cidade. A tarefa parece fácil, mas se torna perigosa quando Marcondes e Gigia viajam para Madri e um misterioso assassinato acontece. Enquanto passa por um emaranhado de coincidências, Marcondes descobre que está envolvido em truques maiores do que suas intenções de resolver o problema para sua ex-chefe. Ele precisa desvendar os mistérios por trás dos eventos para provar sua inocência, antes que seja preso por um inspetor da polícia espanhola.


Marcondes é um brasileiro que reside em Londres e precisa manter suas habilidades curriculares em segredo. Ele era membro de uma organização clandestina, mas desde seu desligamento, as habilidades adquiridas em campo como agente de inteligência não tiveram muita serventia, por isso, ele não pensa duas vezes quando surge a oportunidade de pagar suas contas de forma honesta trabalhando como motorista particular de um milionário.

As coisas mudam quando sua ex-chefe o convoca para uma missão secreta, alegando que o ex-agente é o único que possui as características necessárias para concluir esse trabalho. Em contrapartida, Marcondes precisa dar conta do compromisso que assumiu com seu chefe atual - garantir a segurança e bem estar de Gigia, uma amiga que chegará a Londres no período em que o milionário estará ausente. Parece uma tarefa fácil de conciliar, mas a dinâmica da história muda quando Marcondes aceita bancar o guarda-costas pessoal da moça e parte com a ruiva misteriosa para a Espanha a fim de ajudá-la com um acerto de contas.

O plano era prático, em Madri Marcondes conseguiria ajudar Gigia e dar sequência a missão confiada por sua ex-chefe. No entanto, uma sucessão de acontecimentos o coloca como suspeito de um assassinato. Na mira da polícia espanhola, Marcondes percebe que foi envolvido em um jogo repleto de mentiras e artimanhas. Agora o ex-agente precisará juntar as peças desse grande quebra-cabeça para provar sua inocência.

Repleto de ação, traição, reviravoltas e mistérios, Szabo entrega uma trama repleta de segredos, espionagem e organizações secretas. O início pode deixar alguns leitores perdidos devido à complexidade da construção da trama e seus muitos personagens e alguns comportamentos de Marcondes também podem vir a incomodar, mas as peças se encaixam de forma satisfatória no final e a personagem também se redime. O difícil aqui foi conseguir descobrir quem era o verdadeiro culpado, eu suspeitei de tudo e de todos, mas de longe consegui prever quem era o vilão dessa história, ponto para o autor que conseguiu me enganar direitinho.

Em suma, Szabo é um romance policial com uma narrativa rápida e de fácil entendimento. A trama possui um ritmo frenético e sombrio que prende o leitor da primeira a última página. Indico o livro para os fãs do gênero, mas também para leitores que desejam sair da sua zona de conforto e prestigiar a literatura nacional que vem surpreendendo e ganhando cada vez mais espaço nas nossas estantes e listas de desejados.



Sobre o autor:

Foto: Gilvan Vieira


Gino Netto é carioca e profissional da área de Tecnologia da Informação (programador desde 1999 e analista de sistemas) e autor do romance SZABO. Neste trabalho de estréia ele extrai elementos do universo tecnológico e acrescenta pitadas de mistério e ação em um Thriller perfeito para os amantes do gênero.

Para mais informações: https://gino.netto.nom.br/ 

10 janeiro 2020

Resenha - A Viúva de Safira, Dinah Jefferies


Livro: A Viúva de Safira
Autor(a): Dinah Jefferies
Editora: Paralela
Páginas: 376
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Livro cedido através da parceria com a editora

Dinah Jefferies volta a retratar o Ceilão inglês do começo do século XX em mais um romance histórico de tirar o fôlego, com a participação especial de Gwendolyn, Laurence e outros personagens amados de O perfume da folha de chá. O ano é 1935. No Ceilão, uma rica colônia britânica do sul da Ásia, Louisa e Elliot vivem um casamento feliz. Ela, filha de um importante comerciante da região; ele, um charmoso homem de negócios. Juntos, eles aparentam ser um casal que tem tudo. Exceto aquilo que mais desejam: um filho. Durante as diversas tentativas de Louisa de engravidar, seu marido parece cada vez mais distante, passando a maior parte do tempo em uma fazenda de canela das redondezas. Mas a morte repentina de Elliot ― tão trágica quanto misteriosa ― é seguida de revelações chocantes, atirando a jovem numa espiral de incertezas. Quem era, de fato, aquele homem? Por que ele tinha tantos inimigos? Como foi capaz de cometer uma traição tão terrível? Em busca de respostas, Louisa embarca em uma jornada devastadora. Quando finalmente descobre o terrível segredo por trás de seu casamento, seu mundo vira de cabeça para baixo. Será que ela encontrará forças para seguir em frente? Ou sofrerá, para sempre, as consequências do que parece imperdoável?



Viúva de Safira é o mais recente lançamento de Dinah Jefferies pela Editora Paralela no Brasil. Depois de encantar leitores com O Perfume da folha de chá e Antes da Tempestade, dessa vez a autora nos entrega uma história com O Ceilão de 1935 como pano de fundo. Nessa trama conheceremos a história de Louisa, uma jovem de boa família que vive um casamento feliz com o marido na rica colônia britânica do sul da Ásia.

08 janeiro 2020

Resenha - Daisy Jones & The Six, Taylor Jenkins Reid


Livro: Daisy Jones & The Six
Autor(a): Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Páginas: 360
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Livro cedido através da parceria com a editora

Embalado pelo melhor do rock'n'roll, um romance inesquecível sobre uma banda dos anos 1970, sua apaixonante vocalista e o amor à música. Da autora de Em Outra Vida, Talvez?. Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora. Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu — o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas — quando um produtor apostou (certo!) que juntos poderiam se tornar lendas da música. Neste romance inesquecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock'n'roll.




Daisy Jones era dona de uma beleza clássica. Linda por fora, mas destruída por dentro. Nascida em uma família rica de LA, Daisy tinha acesso a tudo que o dinheiro podia proporcionar, mas em sua vida não havia ninguém que estivesse interessado em saber quem ela era de fato, nem mesmo seus pais. Ela era desesperada para criar vínculos com as pessoas, queria se sentir conectada com o mundo e foi com a música que ela encontrou essa conexão.

06 janeiro 2020

Resenha - A Pequena Caixa de Gwendy, Stephen King e Richard Chizmar


Livro: A Pequena Caixa de Gwendy 
Autor(a): Stephen King e Richard Chizmar
Editora: Suma de letras
Páginas: 168
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A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada... até agora. Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu. Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco. Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado. Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.


Gwendy Peterson tem doze anos e começou a sofrer bullying na escola devido ao excesso de peso. Por isso, todas as manhãs, ela sobe correndo os mais de 300 degraus da Escadaria Suicida que leva a Castle View. Em uma dessas corridas seu caminho se cruza com o do Sr. Farris, um homem de calça preta, paletó preto e um chapeuzinho preto na cabeça. E apesar de saber que não se deve falar ou receber presentes de estranhos, Gwendy aceita a misteriosa caixa de botões que o Sr. Farris lhe oferece, sem imaginar que ao se tornar guardiã daquela simples caixa mudaria completamente o rumo da sua história.

05 janeiro 2020

Resenha - O Corvo, Edgar Allan Poe


Livro: O Corvo
Autor(a): Edgar Allan Poe
Editora: Companhia das letras
Páginas: 224
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O poema mais assustador da literatura ocidental e suas traduções. “A morte de uma mulher bela é, sem sombra de dúvida, o tema mais poético do mundo.” Assim Edgar Allan Poe justificaria a gênese de “O corvo”, poema publicado sob pseudônimo originalmente em 1845. Mas o que faz com que esses versos hipnotizantes sobre perda e desejo, escritos de modo tão calculado pelo mestre do terror há quase dois séculos, tenham merecido tantos elogios e tamanha controvérsia? Nesta edição, o leitor vai conhecer as traduções mais notáveis de “O corvo” para a nossa língua ― as de Fernando Pessoa e Machado de Assis ―, analisadas pelo poeta, tradutor e professor Paulo Henriques Britto, que também traduz três textos fundamentais de Poe sobre poesia (“A filosofia da composição”, “A razão do verso” e “O princípio poético”) e examina a faceta ensaística do escritor.


Opoema mais conhecido de Edgar Allan Poe foi lançado recentemente no Brasil pela Companhia das Letras em uma edição ilustrada linda demais, não sei se tenho palavras pra descrever esse livro e o quanto ele é bonito, mas vou tentar.

Pra quem não conhece essa obra de quase dois séculos, O Corvo se trata de um poema melancólico que narra os sentimentos de Poe na época da perda de sua esposa. Foi exatamente durante o processo agonizante da morte da esposa em que o poema foi escrito.

03 janeiro 2020

Resenha - Nocturna, Maya Motayne


Livro: Nocturna (Nocturna #1)
Autor(a): Maya Motayne
Editora: Seguinte
Páginas: 480
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No primeiro volume de uma trilogia de fantasia inspirada na cultura latina, uma ladra capaz de mudar de aparência e um príncipe herdeiro se unem para proteger o reino de uma magia perversa. Depois de se libertar da dominação dos inglésios, o reino de Castallan não esperava passar por mais nenhuma crise. Mas Dez, o herdeiro, foi assassinado, e agora nobres e plebeus precisam aceitar que o destino do reino está nas mãos do príncipe Alfie, que passou meses fugindo de suas obrigações enquanto bebia tequila em alto-mar. De volta a Castallan, Alfie não consegue acreditar que seu irmão morreu e, tentando provar o contrário, se depara com Finn Voy. Graças a sua habilidade de assumir a aparência de qualquer pessoa, Finn está sempre usando um disfarce para se proteger dos traumas de seu passado e de qualquer um que se meter em seu caminho. Quando os destinos de Alfie e Finn se cruzam, eles acidentalmente libertam uma magia poderosa e antiga que, se não for detida, vai mergulhar o mundo em escuridão. Com o futuro de Castallan em suas mãos, o príncipe e a ladra terão de aprisionar essa magia obscura a qualquer custo, mesmo que, no caminho, precisem confrontar seus segredos mais sombrios.


Três meses após perder o irmão mais velho em um atentado contra a corte, o príncipe Alfehr retorna ao reino de Castallan. O período para sofrer o luto se acabou e ele precisa assumir as responsabilidades como novo herdeiro. Contudo, Alfie se recusa a aceitar que em breve se tornará rei. Ele acredita que existe uma maneira de trazer Dez de volta usando magia e não medirá esforços para que isso aconteça. Mesmo que precise ir contra as regras.

As prioridades mudam quando seu primo Luka fica a beira da morte. Desesperado para salvá-lo, Alfie menospreza todos os ensinamentos sobre magia e invoca toda e qualquer energia que possa ajudá-lo. Seu pedido é atendido, mas o preço do poder cedido por essa magia maligna colocará todo o reino sob o domínio do deus das trevas.

01 janeiro 2020

Resenha - O Saci, Monteiro Lobato


Livro: O Saci 
Autor(a): Monteiro Lobato
Editora: Companhia das letrinhas
Páginas: 88
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O saci é um dos mais icônicos livros do universo do Sítio do Picapau Amarelo. É nessa história que a temida Cuca aparece pela primeira vez, além de tantos outros personagens do folclore brasileiro. Ao lado de um saci arteiro, mas com bom coração, Pedrinho embarca em uma aventura pela floresta nos arredores do sítio para salvar sua prima Narizinho das terríveis garras da bruxa Cuca. Esta é uma das primeiras narrativas de Monteiro Lobato, um dos nomes mais consagrados da história da literatura infantojuvenil brasileira. Esta nova edição de luxo, organizada por Marisa Lajolo, vem acompanhada por um texto introdutório que explica o contexto cultural da época de publicação do livro e debate as questões polêmicas relacionadas à obra de Monteiro Lobato. Traz também notas de rodapé em formato de diálogo entre as personagens, que explicam o vocabulário e os costumes do Brasil da década de 1920, além de ilustrações que reinterpretam a turma do Sítio e os personagens do folclore brasileiro.

saci, escrito por Monteiro Lobato é uma obra extremamente sensível e que traz várias reflexões sobre como vivemos com o meio ambiente. Essa edição da Companhia das letrinhas, assim como no livro anterior traz um pequeno texto explicativo sobre o período em que a história foi escrita e o que estava se passando na época para Monteiro trazer tais reflexões.

Com base no folclore brasileiro temos Pedrinho capturando um Saci e assim se metendo numa grande aventura. Nosso protagonista resolve passar uma tarde na floresta mas acaba perdendo a hora e se colocando em apuros, para se ver livre das ameaças que vem com o cair da noite numa floresta ele faz um acordo de libertar o Saci em troca de proteção e conhecimento sobre as matas.

Em vários diálogos entre Pedrinho e o Saci temos como se fosse uma competição de quem é mais esperto, os humanos ou os animais e criaturas das florestas, Saci dá várias aulas sobre ecologia e ainda conhecemos as lendas que moram ali, como Iara, curupira e a famosa vilã Cuca.

É um livro curto mas valeu cada página e cada conhecimento adquirido, é um ótimo livro para crianças na faixa de seus 10 anos e adultos que querem algo simples para relembrar a infância. Espero que Monteiro tenha usado mais vezes os personagens dessa historia em outros livros porque são maravilhosos e sábios.



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