03 abril 2020

Resenha - Scarlet, Marissa Meyer


Livro: Scarlet (Crônicas Lunares #2)
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Rocco
Páginas: 480
Adquira: Amazon


Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.

Após a revelação de sua verdadeira identidade, Cinder foi aprisionada em Nova Pequim sob ordens do Imperador. Sua liberdade colocaria a segurança da Terra nas mãos da Rainha Levana, que propõe uma trégua de paz desde que Cinder seja enviada à Corte Lunar para responder por seus “crimes”.

Cinder sabe que não há chance de escapar em Luna, por isso quando a oportunidade de fugir surge, ela não pensa nas consequências e foge levando consigo o Capitão Carswell Thorne, um dos prisioneiros que cruza seu caminho.

Paralelamente, a trama se desenvolve na França, onde conhecemos Scarlet e sua busca incessante pelo paradeiro da avó. Atrás de pistas, seu caminho se cruza com o de Lobo, um lutador de rua que parece ter as informações que ela tanto necessita. E embora seus instintos gritem para manter-se longe desse homem sombrio e intrigante, Scarlet sabe que Lobo é sua maior chance para desvendar o desaparecimento da avó.

30 março 2020

Resenha - Mariana de Prodélia e o Grande Pássaro, Eduardo Hy Mussi


Livro: Mariana de Prodélia e o Grande Pássaro
Autor(a): Eduardo Hy Mussi
Editora: Pandorga
Páginas: 304
Adquira: Amazon


A grande ambição de Mariana é ser uma pintora profissional em Vóia, cidade repleta de artistas. Infelizmente, sua empreitada é interrompida logo no início e ela se vê sem dinheiro e sem auxílio, perdida no meio do nada. Surge, então, o misterioso Conde de Avenalhes, que lhe oferece abrigo em sua mansão e uma ajuda financeira irrecusável: a encomenda de uma pintura. Mariana torna-se hóspede do conde e, durante esse período, entre uma pincelada e outra, descobre mais sobre o Condado de Avenalhes e seus moradores. A artista é apresentada a uma família esnobe, conhece uma livreira de poucas palavras, faz amizade com um jovem arqueiro que, assim como ela, tem um grande sonho, e toma conhecimento da Lenda da Criatura da Floresta do Oito, com quem fica cara a cara.



Mariana deixou Prodélia em busca de autonomia, ela queria viver de sua arte e desenvolver seu talento como pintora, o que seria impossível se permanecesse na cidadezinha rural onde cresceu. Seus pais, embora não a incentivassem, não a impediram quando o momento chegou. O talento de Mariana era perceptível, no entanto, seria preciso coragem e determinação para seguir sozinha.

Vóia, a capital conhecida pelas inúmeras galerias e oportunidades artísticas era o seu destino. O que Mariana não imaginava era ver seus planos interrompidos de forma tão prematura. Sem recursos e longe de casa, o caminho da jovem pintora se cruza com o do misterioso Conde de Avenalhes, um homem de gosto peculiar que lhe oferece abrigo e a chance de se reerguer financeiramente.

Hospedada na suntuosa mansão do conde, Mariana é encarregada de pintar uma grande tela para o acervo de seu benfeitor. O trabalho remunerado garantirá que seu plano de seguir para Vóia seja alcançado. Porém, à medida que o Condado de Avenalhes, bem como seus moradores e lendas despertam a curiosidade de Mariana, a conclusão da tela torna-se cada dia mais lenta, o que não parece incomodar o conde, pelo contrário. Mas seriam as intenções desse bondoso homem genuínas?

Me encantei com esse livro em todos os aspectos: título, capa e uma sinopse que promete aventura, sonhos e mistério. Diferente das mocinhas ao qual estamos habituados, Mariana não precisa de um príncipe para resgatá-la, ela é corajosa, madura e conhece seu potencial. Sua felicidade não está atrelada a elogios, facilidades ou a alguém, mas em conquistar seu espaço por mérito próprio.

Outro ponto alto da história foi a forma como o autor inseriu magia na trama, tornando a obra quase um conto de fadas e revelando o lado sombrio de seus personagens aos poucos, o que rendeu uma reviravolta inesperada.

Mariana de Prodélia e o grande pássaro é uma história sobre empatia, destino, amizade, força de vontade e a capacidade de enxergar a beleza no outro, independente dos rótulos. É sobre ir atrás daquilo que acredita, sair da zona de conforto e seguir sua intuição.


24 março 2020

Lançamentos da Editora Intrínseca (Março/2020)



1793
, Niklas Natt Och Dag

Em seu romance de estreia, o sueco Niklas Natt och Dag cria um retrato vívido da sombria Estocolmo do final do século XVIII. Estamos no outono de 1793. Logo pela manhã, ainda de ressaca, o sentinela Mickel Cardell é alertado sobre um corpo que foi encontrado flutuando nas águas fétidas do lago da Ucharia. Os esforços para identificar o cadáver totalmente mutilado são confiados ao incorruptível advogado Cecil Winge, que pede a ajuda de Cardell para resolver o caso. O tempo, no entanto, é curto: a saúde de Winge é frágil, a situação política do país, instável e, pelas esquinas, proliferam paranoia, violência e conspirações. Winge e Cardell mergulham nas sarjetas de um mundo brutal de ladrões, mercenários e aristocratas corrompidos. De um filho de fazendeiro percorrendo um caminho traiçoeiro ao procurar fortuna na capital a uma jovem órfã enviada para uma casa de correção por um pároco impiedoso, a complexa investigação passará pelas muitas camadas de uma sociedade corrupta. Ricos e pobres, bons e maus, vivos e mortos: o cadáver retirado do lago pode comprometer e fundir todos esses mundos. Ousado e brilhante, 1793 é um noir histórico eletrizante que, a cada página, torna-se ainda mais perturbador.


               Princípios para o sucesso, Ray Dalio


Princípios para o sucesso extrai o que há de melhor do best-seller de quase 600 páginas de Ray Dalio, Princípios: Vida e Trabalho, em um formato fácil de ler e divertido, acessível a leitores de todas as idades. A obra contém os elementos essenciais dos princípios não convencionais que ajudaram Dalio — copresidente da Bridgewater Associates, a maior e mais eficaz empresa de fundos hedge da atualidade — a se tornar uma das pessoas mais bem-sucedidas do mundo.Um guia ilustrado que ensinará o leitor a estabelecer metas, aprender com os erros e colaborar com outras pessoas para produzir resultados excepcionais, além de ajudá-lo a obter sucesso e alcançar seus objetivos de vida.


A convenção das aves
, Ranson Riggs

A série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares é sucesso no Brasil e no mundo, tendo figurado na lista de mais vendidos e alcançado a marca de meio milhão de exemplares. Na aguardada continuação da história, vamos acompanhar os perigos que cercam o futuro do universo peculiar. Em A Convenção das Aves, novo capítulo da série criada por Ransom Riggs, a jornada de Jacob pelo perigoso e surpreendente mundo peculiar dos Estados Unidos se transforma numa corrida contra o tempo. Ao lado dos amigos, ele se envolve em uma misteriosa missão: precisa salvar a jovem Noor Pradesh e levá-la até uma mulher poderosa e enigmática conhecida apenas como V. Noor parece ser a chave de uma profecia antiga que prevê um apocalipse que destruirá tudo e todos. Em seu leito de morte, H. confessa a Jacob que ela será “uma dos sete que emanciparão os peculiares”. Mas quem são os sete? E do que — ou de quem — eles serão emancipados? Os questionamentos são muitos, mas a mensagem é clara: Salve Noor, salve os peculiares. Mais do que nunca, eles precisarão se unir, embrenhando-se por mundos desconhecidos enquanto tentam decifrar a profecia e descobrir os planos malignos dos etéreos. Enquanto isso, a srta. Peregrine e as outras ymbrynes se veem em meio a negociações de paz com os clãs norte-americanos, buscando a todo custo evitar que uma guerra seja deflagrada e que o mundo peculiar sofra as consequências irreversíveis desse conflito. Eles só não contavam que um de seus maiores inimigos talvez esteja se preparando para um retorno triunfal. E aterrorizante. Numa edição em capa dura com sobrecapa, ilustrada com as fotos mais sombrias do acervo pessoal do autor, A Convenção das Aves vai conquistar novos leitores e encantar os fãs, preparando-os para o emocionante desfecho da saga, que está cada vez mais próximo.


                                     Território Lovecraft, Matt Ruff



Nos Estados Unidos segregados da década de 1950, Atticus é um rapaz negro, veterano da Guerra da Coreia, fã de H. P. Lovecraft e outros escritores de pulp fiction. Ao descobrir que o pai desapareceu, ele volta à cidade natal para, com o tio e a amiga, partir em uma missão de resgate. Na viagem até a mansão do herdeiro da propriedade que mantinha um dos ancestrais de Atticus escravizado, o grupo enfrentará sociedades secretas, rituais sanguinolentos e o preconceito de todos os dias. Ao chegar, Atticus encontra seu pai acorrentado, mantido prisioneiro por uma confraria secreta, que orquestra um ritual cujo personagem principal é o próprio Atticus. A única esperança de salvação do jovem, no entanto, pode ser a semente de sua destruição — e de toda a sua família. E esta é apenas a primeira parada de uma jornada impressionante. Estruturado ao mesmo tempo como uma coletânea de contos e um romance, Território Lovecraft apresenta, além de personagens memoráveis, elementos sobrenaturais, como casas assombradas e portais para outras realidades, objetos enfeitiçados e livros mágicos. Um retrato caleidoscópico do racismo — o fantasma que até hoje assombra o mundo —, a obra de Matt Ruff une ficção histórica e pulp noir ao horror e à fantasia de Lovecraft para explorar os terrores da época de segregação racial nos Estados Unidos.


Terra Americana
, Jeanine Cummins

Em uma agradável vizinhança de Acapulco, um massacre. Uma chacina vitima dezesseis membros de uma mesma família, durante uma festa de quinze anos. Os únicos sobreviventes são Lydia e seu filho Luca, de oito anos. O marido de Lydia, Sebastián, foi o jornalista responsável pelo perfil jornalístico do homem que controla o cartel de drogas mais poderoso da cidade. E agora, como a maioria dos seus parentes, ele também está morto. Lydia acredita ter sua parcela de culpa. O homem gentil e erudito que passou a frequentar a livraria que ela administra não é apenas um sujeito de meia-idade interessado em literatura. É Javier, o narcotraficante que comanda o cartel. Agora, Lydia sabe que precisa fugir com seu filho para muito longe e o mais rápido possível. Instantaneamente transformados em migrantes, os dois dão início a uma longa jornada em direção aos Estados Unidos, aparentemente o único lugar que o poder de Javier não alcança. À medida que se juntam às inúmeras pessoas que tentam uma vida melhor fora do país, e enfrentam todos os obstáculos e perigos dessa viagem que deixa uma infinidade de vítimas pelo caminho, Lydia descobre que todos ali estão fugindo de algo. Repleto de suspense e impactante, Terra americana tem personagens cativantes, cujas histórias fazem refletir sobre o heroísmo e a generosidade das pessoas que arriscam tudo para ter um lugar em que possam viver com dignidade. Escolhido para o clube do livro da Oprah, o romance já teve os direitos de adaptação cinematográfica adquiridos.


           Como o cérebro cria, David Eagleman/ Anthony Brandt

O que guarda-chuvas, sinfonias, viagens espaciais, estádios de futebol, os quadros de Picasso e o calendário têm em comum? Todos foram concebidos, desenvolvidos e aperfeiçoados pelo poder da criatividade humana. Em um passeio pelas criações que tornaram o mundo o que ele é hoje, o compositor Anthony Brandt e o neurocientista David Eagleman explicam os elos entre a criatividade na arte, na ciência e na tecnologia e mostram as rotinas básicas do “software da inovação” em funcionamento. Descrevendo as ferramentas e as estratégias responsáveis pela irrefreável inventividade de nossa espécie, Como o cérebro cria oferece inúmeros exemplos de como todos os atos criativos resultam das mesmas operações cerebrais aplicadas a algo que já existia. Neste mergulho profundo na mente criativa, Eagleman e Brandt tentam responder à pergunta: O que está por trás da capacidade — e do desejo — dos seres humanos de inventar? Ao mesmo tempo uma celebração do espírito humano e um vislumbre de como podemos melhorar o futuro ao abraçarmos nossa criatividade, o livro apresenta surpresas e curiosidades, além de dicas sobre como produzir ideias de sucesso.


Coragem
, Raina Telgemeier


A jovem Raina está com um probleminha. Ela acordou com uma dor estranha na barriga. Sua mãe também, então talvez seja só uma virose. Até aí tudo bem, acontece. É só descansar. No entanto, quando Raina volta para a escola, surgem mais problemas. A tal dor causa um enjoo que não passa, e agora ela está cheia de preocupações: medo de comer, de perder as amigas, dos trabalhos da escola e de uma palavrinha em especial, um terror que começa com a letra “v”. Para completar, ela tem que lidar com a família caótica e com uma menina que vive implicando com ela, além dos colegas de turma, que só querem saber de nojeiras. Cada dia traz um novo receio para Raina. Ela só tem 10 anos, e talvez seja um pouco complicado lidar com tudo isso sozinha. Felizmente sua família percebe que há algo avassalador e paralisante tomando conta dela: a ansiedade. Então, com a ajuda dos pais e da terapeuta, Raina vai descobrir que uma dorzinha pode esconder nossos maiores medos, e que é preciso coragem para dominá-los. Em Coragem, a premiada cartunista Raina Telgemeier traça, com base em suas experiências, os desafios de crescer. Em uma edição belamente ilustrada e colorida, o livro explora todo o desconforto do amadurecimento e mostra como o medo e a ansiedade afetaram a infância da autora.

18 março 2020

Resenha - Cinder, Marissa Meyer


Livro: Cinder (Crônicas Lunares #1)
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Rocco
Páginas: 448
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Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.



Em um mundo futurístico divido entre humanos e ciborgues, Cinder é considerada uma cidadã de segunda classe. Metade humana e metade ciborgue, a garota foi adotada por um cientista que faleceu sem deixar respostas. Seu passado é um mistério e sua atual realidade consiste em se desdobrar entre o trabalho como mecânica e suprir as necessidades da madrasta e de suas meias-irmãs. Mas por mais que se esforce, as humilhações dentro e fora de casa são constantes. O que só piora quando sua meia-irmã é infectada por um vírus mortal e Cinder é considerada culpada.

12 março 2020

Resenha - Tudo Por Amor, Judith McNaught


Livro: Tudo por amor
Autor(a): Judith Mcnaught
Editora: Bertrand
Páginas: 602
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Professora respeitada em sua pequena cidade no Texas, Julie Mathison vive apaixonadamente seus ideais. Criada num lar adotivo, a jovem sente-se determinada a retribuir todo o amor e a bondade recebidos. Nada, nem ninguém, seria capaz de destruir a vida perfeita que havia alcançado. Depois de fugir da prisão, Zachary Benedict, um ex-ator e diretor que teve a vida e a carreira destruídas após ser equivocadamente condenado pela morte da mulher, sequestra Julie e a força a levá-lo a seu esconderijo nas montanhas do Colorado. Nenhum dos dois poderia imaginar que estariam embarcando na viagem de suas vidas...


Julie Mathison é uma respeitada professora de uma cidadezinha do Texas. Seu início de vida foi difícil, motivo pelo qual sempre será grata a família que lhe acolheu em um lar adotivo cheio de amor. E é por isso que aos 26 anos seu objetivo de vida é retribuir toda a afeição e oportunidade recebidas, incentivando seus alunos do ensino primário e alfabetizando uma turma de mulheres inferiorizadas e subjugadas pelas circunstâncias da vida. Mas do que dar uma segunda chance para suas alunas, Julie quer restaurar a confiança e dignidade que cada uma perdeu.
Zachary Benedict é um ex-ator e diretor que viu toda a sua fama e glória arruinados após ser condenado pelo assassinato de sua esposa infiel. Depois de 5 anos pagando por um crime que alega não ter cometido, ele consegue fugir da prisão. E é nesse momento que sua vida se entrelaça com a da jovem professora. Refém de um assassino, Julie arquiteta os mais mirabolantes planos para escapar da posse de seu captor, mas é durante uma dessas tentativas que sua percepção sobre Zach muda. Seria ele inocente ou culpado do crime ao qual foi condenado?

Judith McNaught é conhecida por seus romances de época polêmicos. Amada por uns e nem tanto por outros, é inegável dizer que a escrita fluída e envolvente da autora, independente do desenvolvimento de suas histórias, é um dos pontos altos em seus livros. E em Tudo por Amor não foi diferente. Nesse romance contemporâneo, McNaught nos apresente uma trama recheada de suspense, que também possui elementos polêmicos, mas que ganha o leitor a medida que a construção da trama é apresentada.

Julie e Zach são personagens bem delineados e com uma grande carga emocional, ela já curada, mas ele com feridas abertas e dores difíceis de superar. Me encantei com a bondade de Julie e sua capacidade de enxergar verdade e esperança, independente dos julgamentos alheios. Mas foi Zach e seu coração carregado de magoa e descrente de amor que me fez derramar muitas lágrimas.

Tudo por amor é um livro que fala sobre bondade, cura e esperança. Mostra que a confiança fortalece e que o amor floresce, até mesmo nos momentos mais inesperados.

09 março 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Março/ 2020)



Alta tensão
, Lauren Blakely

Ele nunca teve medo de se aventurar e correr riscos... mas uma paixão pode ser o grande teste de sua vida. Prepare-se para se apaixonar por mais um dos personagens da autora Lauren Blakely. Com histórias contadas do ponto de vista masculino, Lauren arrebata leitores pelo mundo e agora nos apresenta o irresistível Patrick. As mulheres costumam dizer que não é fácil encontrar um homem bom. E, encontrar um homem bom e que só de chegar perto as deixa sem ar, é ainda mais difícil. É por isso que sou um ótimo partido: bom, másculo, bem servido e, NOVIDADE, também estou pronto para largar as noitadas! Mas eu precisava desejar uma mulher que mora do outro lado do país? E, como se não bastasse, a irmã do meu amigo! Ponho na cabeça que lidar com isso é simples: tudo que tenho que fazer é resistir, me manter afastado o máximo possível... e eu tento, juro que tento, só que nem sempre funciona. Então ela resolve contratar minha empresa de turismo para fazer trilhas ao ar livre e meu plano de resistência será posto à prova. À luz das estrelas, no meio de uma floresta e dividindo a mesma barraca, até mesmo um homem focado como eu, pode perder o controle.



               Deixei meu coração em modo avião, Fabíola Simões

“Hoje é o dia para você não alimentar expectativas, nem tentar controlar o que não pode, ou se culpar por aquilo que não depende só de você. Desligue o wi-fi do seu coração”
Neste livro, a autora do blog “A soma de todos os afetos” mostra porque arrebata seguidores pelas redes sociais. São mais de 2,5 milhões de fãs no Facebook e mais de 150 mil no Instagram. Com crônicas que abordam os amores e as dores da vida real, Fabíola reflete sobre a importância de levarmos uma vida mais leve, de não se cobrar perfeição, de descansar entre momentos apressados, ser gentil com os outros e consigo mesmo. “Deixei meu coração em modo avião. Hoje não quero criar expectativas, controlar o que não posso, me culpar por aquilo que não depende só de mim.” Através do olhar doce e observador, Fabíola reflete sobre como podemos aprender a esperar o momento de agir, da dor amenizar, da ferida sarar e da saudade deixar de doer. Este livro fala ao coração de uma forma única e especial e faz um convite, deixar o coração se acalmar e esperar que a vida te surpreenda.


Não basta não ser racista: sejamos antirracistas
,  Robin Diangelo

É hora de todos os brancos abandonarem a ideia de superioridade e, de fato, atuarem no combate ao racismo. Negação, silêncio, raiva, medo, culpa... essas são algumas das reações mais comuns quando se diz a uma pessoa que agiu, geralmente sem intenção, de modo racista. Ser abertamente racista não é algo socialmente aceitável. Ninguém quer ser visto assim. Mas cada vez que se nega o racismo, impedimos que ele seja abordado e que nossos preconceitos sejam discutidos. As reações de negação não servem apenas para silenciar quem sofre o preconceito, também escondem um sentimento que a autora Robin Diangelo passou a chamar de fragilidade branca. Em seus estudos, Diangelo catalogou frases, palavras e sentimentos de voluntários que se veem sem qualquer preconceito e demonstrou que, no fundo, ele estava lá. Sua proposta é que todos comecem a ouvir melhor, estabeleçam conversas mais honestas e reajam a críticas com educação e tentando se colocar no lugar do outro. Não basta apenas sustentar visões liberais ou condenar os racistas nas redes sociais. A mudança começa conosco. A AUTORA: ROBIN DIANGELO é professora universitária, autora e consultora em questões de justiça racial e social há mais de vinte anos. Não basta não ser racista ― Sejamos antirracistas ocupa as primeiras posições das listas de livros mais vendidos do mundo desde seu lançamento.



                        Quebre a caixa, fure a bolha, Conrado Navarro

Quais habilidades estão sendo esquecidas nesta era de uso intenso das ferramentas tecnológicas e redes sociais? Você já viveu aquele momento de estar com altas expectativas e logo depois desabar numa frustração por não alcançar o que queria? Ou que, em certos momentos, lhe faltou um pouco mais de ousadia, coragem ou cara de pau para fazer algo em que acreditava? Neste livro, Conrado Navarro aborda como a realidade pode ser bem diferente daquilo que planejamos e até acreditamos controlar, e apresenta histórias e reflexões sobre o que podemos aprender com os fracassos e frustrações, para não nos tornarmos uma vítima constante deles. Para alcançar destaque na carreira, você não precisa ser próximo dos grandes líderes empresariais e ter acesso aos seus segredos profissionais. Muitas vezes, conversar com o comerciante da esquina será mais eficiente para enxergar novas perspectivas. Duvida? Ele comprova aqui. Conrado também mostra que para criar oportunidades de negócios e novos apoiadores para suas ideias, faz mais sentido convidar pessoas que você admira para uma conversa do que ficar tratando tudo virtualmente. Quebrar a caixa e furar a bolha significa olhar a realidade de um outro ângulo, assumindo riscos e responsabilidades como parte de um plano. E este livro traz as provocações certas para motivar quem, de fato, quer estourar a bolha e e sobressair em qualquer atividade. O AUTOR: CONRADO NAVARRO nasceu em Itajubá, sul de Minas Gerais, cercado do melhor pão de queijo e entre as lindas montanhas da Serra da Mantiqueira. Ainda na infância, aprendeu sobre responsabilidades e dinheiro de forma exemplar: passou um ano pagando com sua mesada o conserto de algo que havia quebrado com a ajuda de três “amigos”. Aos 17 anos saiu de casa para estudar e não voltou mais, atingindo sua independência financeira aos 30, criando empresas e investindo no mercado financeiro. Triatleta que aprendeu a nadar com 35 anos, tem uma coleção de mais de 500 carrinhos e uma biblioteca de 1500 livros (e contando). Graduou-se em Ciências da Computação, fez mba em Administração e Mercado de Capitais, mas quer mesmo é aprender a tocar piano. Atualmente, divide-se entre São Paulo, São José dos Campos e Itajubá. Este livro contém algumas de suas reflexões sobre a importância de assumir riscos e encarar novos desafios ― ou simplesmente, quebrar a caixa e furar a bolha.

05 março 2020

Resenha - De Sangue e Ossos, Nora Roberts


Livro: De Sangue e Ossos
Autor(a): Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Adquira: Amazon

Um novo poder está surgindo. Fallon Swift pouco conhece do mundo que existiu antes da Catástrofe. As cidades estão destruídas, gangues de criminosos e de fanáticos religiosos cruzam as estradas à procura de sua próxima vítima e aqueles que têm poderes mágicos como ela continuam sendo caçados. Prestes a completar 13 anos, Fallon sabe que se aproxima o dia em que sua verdadeira natureza, sua identidade como A Escolhida, será revelada. No meio da floresta, ela começará seu treinamento sob a orientação do feiticeiro Mallick, que vem apurando as próprias habilidades ao longo de séculos. A menina aprenderá métodos antigos de cura e técnicas de luta, conviverá com fadas, elfos e metamorfos e precisará descobrir dentro de si um poder que nunca imaginou possuir. Quando o momento certo chegar, Fallon vai empunhar a espada e o escudo e partir para cumprir sua missão. Até que ela cresça o suficiente para se tornar a mulher que está destinada a ser, o mundo continuará em perigo. Fallon Swift é A Escolhida, e só ela poderá salvar a humanidade.

Faz mais de uma década que a Catástrofe devastou a vida na Terra da forma como a conhecemos. Governos sucumbiram a epidemia que matou milhares de pessoas ao mesmo tempo em que uma magia adormecida despertava dentro de tantos outros. A intolerância e a maldade intrínseca nas pessoas tornaram o mundo o caos e até que A Escolhida esteja pronta, eles precisam encontrar um jeito de sobreviver.

Fallon Swift não teve uma infância como a de seus irmãos. Às vésperas de iniciar seu treinamento oficial, ela já preparava feitiços e poções básicas; conhecia um pouco de armas e como manuseá-las; aprendeu sobre técnicas de luta, manufatura, costura e culinária – mágica ou não. Ela podia recusar os dois anos de reclusão e treinamento que tinha pela frente, mas isso era o mesmo que condenar sua família a viver naquela eterna bolha que foi criada ao redor dela. Condenar o mundo a viver na escuridão... Fallon só tinha treze anos e carregava o mundo nas suas costas, literalmente.

02 março 2020

Resenha - O Café da Praia, Lucy Diamond


Livro: A Café da Praia
Autor(a): Lucy Diamond
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
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Lucy Diamond é autora de mais de 10 romances, sendo publicada em 15 idiomas, e sempre figura na lista de mais vendidos do The Sunday Times. Em uma praia paradisíaca, Evie Flynn tem a chance de começar do zero… Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito. Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia. Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho... e também no amor.


Ivie tem 32 anos e diferente de suas irmãs mais velhas, não se sente realizada. Ela é infeliz no emprego, é insegura e não acredita no próprio potencial. E como se não bastasse tantas incertezas, sua família e Matthew - seu companheiro - não cansam de apontar cada uma de suas derrotas, julgar suas escolhas e a forma como conduz sua vida. Como lidar com tanta crítica? ⠀

A notícia da morte de sua amada tia é um baque, mas também a chance de um recomeço. Pois Jo deixou para Evie uma herança inesperada: O café na beira da praia da Cornualha que foi cenário de tantos momentos especiais em sua infância com a tia. Ela sabe que essa é a oportunidade perfeita de mudar o rumo da própria vida, mas administrar um café na Cornualha enquanto mora em Oxford se mostrará um verdadeiro desafio que a obrigará a sair da zona de conforto. Será que ela finalmente será capaz de se arriscar? ⠀

Faz um tempinho que falei que sentia falta de ler mais livros com personagens maduros ainda nessa fase de encontrar um rumo. Afinal é comum lermos sobre jovens com essas dúvidas, mas a realidade é que isso acontece também na vida adulta, então me identifiquei com Evie já nas primeiras páginas. A sensação de estar perdida e ver sua idade avançando enquanto nada acontece pode ser desesperadora, e se em sua base familiar e no próprio relacionamento essas falhas forem constantemente apontadas, o resultado dificilmente será positivo. Haja emocional! ⠀

Por isso, foi revigorante acompanhar o processo de amadurecimento dessa personagem, a libertação de suas amarras, o nascimento de seu orgulho, confiança e amor próprio. E o mais legal, é que não precisou ter um romance inserido na história para que isso ocorresse. Tudo aconteceu no seu tempo, permitindo ao leitor absorver cada momento dessa história e dessas personagens tão bem desenvolvidos e importantes no crescimento de Evie como pessoa, mulher e profissional. ⠀

O café da praia é um romance leve, clichê e divertido que daria uma ótima adaptação na sessão da tarde. É um livro que fala sobre amizade, amor, coragem e recomeço, sem deixar de trazer humor e reflexões importantes.


24 fevereiro 2020

Lançamentos da Editora Intrínseca (Fevereiro/ 2020)



A Última Festa
, Lucy Foley

Todo ano, nove amigos comemoram o réveillon juntos. Desta vez, apenas oito vão voltar para a casa depois da festa. Programado para acontecer em um cenário idílico, o réveillon que Miranda, Katie e os outros amigos que conheceram na faculdade passarão juntos este ano promete refeições deliciosas regadas a champanhe, música, jogos e conversas descontraídas. No entanto, as tensões começam já na viagem de trem — o grupo não tem mais nada em comum além de um passado de convivência, feridas jamais cicatrizadas e segredos potencialmente destrutivos. E então, em meio à grande festa da última noite do ano, o fio que os mantém unidos enfim arrebenta. No dia seguinte, alguém está morto e uma forte nevasca impede a vinda do resgate. Ninguém pode entrar. Ninguém pode sair. Nem o assassino. Contada em flashbacks a partir das perspectivas dos vários personagens, a história deste malfadado encontro é um daqueles mistérios de assassinato cheio de tensão e de ritmo perfeito. Com uma trama assustadora e brilhantemente construída, A Última Festa planta no leitor a semente da dúvida: será que velhos amigos são sempre os melhores amigos?


               A Última Porta, Scott Cawthon e Kira Breed-Wrisley

O game Five Nights at Freddy’s conquistou legiões de fãs no mundo todo. Basta uma busca rápida na internet para encontrar inúmeras páginas dedicadas a desvendar os mistérios e as armadilhas do jogo, além de memes e produtos diversos inspirados nos personagens. A série de livros, é claro, não ficou atrás e seguiu a mesma trilha de sucesso. Escritos por Scott Cawthon, criador do jogo, e Kira Breed-Wrisley, os dois primeiros volumes já venderam 50 mil exemplares no Brasil, e agora chegou o momento de conhecer o tão aguardado desfecho da série. Em A última porta, vamos descobrir o que realmente aconteceu com Charlie. Ela ressurge depois da fatídica noite em que teve os ossos estraçalhados dentro de um animatrônico, ou, pelo menos, foi isso que John acreditou ter visto. Ele se recusa a aceitar que essa Charlie é a mesma que ele tanto amava. Algo naquele olhar misterioso e no sorriso estranho lhe diz que a garota esconde segredos muito mais sombrios do que todos imaginam.
Com a ajuda de Jessica, Carlton e Marla, John se lança em uma busca por respostas, ainda que isso signifique arriscar a própria vida e trazer à tona lembranças dolorosas. Mas eles terão que ser mais ágeis do que nunca, porque uma nova pizzaria acabou de ser inaugurada na cidade, e, adivinhem, mais uma vez crianças subitamente começaram a desaparecer sem explicação.



Cidade nas Trevas
, Adam Christopher

A terceira temporada de Stranger Things causou grande comoção, e o último episódio deixou os fãs perplexos e ansiosos por respostas. As pistas estão lançadas em Cidade nas trevas, segundo livro oficial da série, que explora o passado de um dos personagens mais queridos do público: o chefe de polícia Jim Hopper. Em Hawkins, durante o Natal de 1984, ele mal consegue conter a alegria. É sua primeira comemoração familiar com Eleven, sua chance de aproveitar momentos de tranquilidade com a filha adotiva. Mas a menina tem outros planos. Contra a vontade de Hopper, ela vasculha uma caixa em que está escrito “Nova York”. É aí que começam as perguntas. Por que Hopper foi embora de Hawkins anos atrás? Por que nunca contou sobre Nova York? O que ele está escondendo? Embora prefira enfrentar uma horda de demogorgons a mergulhar em seu passado, Hopper sabe que não pode mais esconder a verdade. Por isso, ele conta a Eleven os detalhes de um dos casos mais avassaladores de sua carreira, o último antes de tudo mudar... Em 1977, após retornar da Guerra do Vietnã, ele se muda com a esposa e a filha para Nova York e passa a atuar na divisão de homicídios. A cada dia, se depara com inúmeras tragédias, mas nenhuma se compara a uma série de assassinatos brutais e incompreensíveis. Quando agentes federais assumem o caso, Hopper e sua irreverente parceira, Rosario Delgado, decidem agir por conta própria, e logo o detetive se vê infiltrado entre as perigosas gangues da cidade. No momento em que está prestes a desvendar quem — ou o quê — está por trás dos assassinatos, um apagão lança a cidade nas trevas, e Hopper fica frente a frente com uma escuridão que mudará sua vida para sempre.


                                     Não se humilha, não, Isabela Freitas

Muito antes de decidir desapegar, Isabela passou por poucas e boas. De férias da faculdade de Direito e longe dos amigos Pedro e Amanda, às vezes ela se envolve com alguém para se distrair, mas nenhum ficante faz seu coração bater mais forte. Dessa vez, é só um garoto do curso de inglês. A única coisa que Isabela e Fábio compartilham são os beijos, e ela sabe que a história deles não tem muito futuro. A agitação da volta às aulas traz Gustavo Ferreira, que entra em sua vida de forma arrebatadora. Lindo e de uma tradicional família de Juiz de Fora (MG), ele a convida a embarcar em sentimentos totalmente novos. Isabela parecia ter encontrado o garoto dos sonhos... até despertar para uma realidade bem diferente. O que começa como conto de fadas logo muda de figura, e ninguém imagina que por trás das declarações de amor de Gustavo nas redes sociais há uma garota que a cada dia perde mais o brilho, que se vê obrigada a medir cada gesto e já nem se reconhece mais. Quarto livro da série que já vendeu 1,5 milhão de exemplares no Brasil, Não se humilha, não se passa antes dos acontecimentos narrados em Não se apega, não e vai agradar tanto os fãs da autora quanto os novos leitores. Com seu humor único e seu olhar otimista, Isabela Freitas traça os desafios de se amar diante de tudo que tenta nos aprisionar e explora temas importantes, como relacionamentos abusivos, protagonismo feminino, amor-próprio e amizade.


Uma chance de lutar
, Elizabeth Warren

Um dos nomes mais importantes na corrida presidencial dos Estados Unidos em 2020, Elizabeth Warren conta sua trajetória de mulher de classe média à política influente
A senadora Elizabeth Warren é um retrato perfeito da realização do sonho americano: filha de um zelador e uma telefonista, venceu as dificuldades financeiras e o lugar-comum da época, de que o principal objetivo de toda mulher era conseguir um bom casamento. Tornou-se professora em Harvard, atuou como consultora do Congresso americano e assistente do presidente Barack Obama na implantação de uma agência nacional de proteção financeira do consumidor e, aos 62 anos, elegeu-se senadora pelo estado de Massachusetts. Especializada na Lei de Falências americana, Elizabeth projetou-se nos cenários acadêmico e político ao comprovar, com uma série inédita de estudos e levantamento de dados financeiros, que, diferentemente do que se pregava, a falência não é resultado exclusivo de más escolhas dos endividados, mas também dos abusos cometidos pelas instituições financeiras. Dessa constatação em diante, sua carreira tornou-se uma batalha constante em favor da proteção das famílias em situação de endividamento – uma vez resguardadas das arbitrariedades bancárias, todas as pessoas podem ter uma chance de lutar, assim com ela teve um dia. Neste livro escrito de forma veemente e desafiadora, Warren mostra por que escolheu lutar com todas as forças pela classe média — e por que se tornou uma heroína para todos aqueles que acreditam que o governo americano pode e deve fazer melhor pelas famílias trabalhadoras.

20 fevereiro 2020

Resenha - A Casa das Orquídeas, Lucinda Riley


Livro: A Casa das Orquídeas
Autor(a): Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Páginas: 528
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Livro cedido através da parceria com a editora

Nova edição de um dos maiores sucessos de Lucinda Riley. Com mais de 13 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Lucinda Riley está na lista de autores mais vendidos da Inglaterra, Estados Unidos, Itália, Noruega, Alemanha e Brasil. Quando criança, Julia viveu na grandiosa propriedade de Wharton Park, na Inglaterra, ao lado de seus avós. Lá, a tímida menina cresceu entre o perfume das orquídeas e a paixão pelo piano. Décadas mais tarde, agora uma pianista famosa, Julia é obrigada a retornar ao local de infância na pacata Norfolk após uma tragédia familiar. Abalada e frágil, ela terá que reconstruir sua vida. Durante sua recuperação, ela conhece Kit Crawford, herdeiro de Wharton Park, que também carrega marcas do passado. Ele lhe entrega um velho diário que trará à tona um grande mistério, antes guardado a sete chaves pela avó dela. Ao mergulhar em suas páginas, Julia descobre a história de amor que provocou a ruína da propriedade: separados pela Segunda Guerra Mundial, Olivia e Harry Crawford acabaram influenciando o destino e a felicidade das gerações futuras. repleto de suspense, A Casa das Orquídeas viaja da conturbada Europa dos anos 1940 às paisagens multicoloridas da Tailândia, tecendo uma trama complexa e inesquecível.



Julia Forrester é uma renomada pianista que cresceu em Wharton Park, local que por gerações vem guardando os segredos da família Crawford. De volta à Inglaterra após uma dolorosa perda que custou sua vontade de viver e de tocar, ela vem tentando se reencontrar, enquanto tenta lidar com seus relacionamentos familiares. ⠀

Imersa em uma angústia que parece não ter fim, Julia aceita o convite de sua irmã para participar do leilão de Wharton Park, a casa que foi cenário de tão belas recordações em sua infância. Ao retornar àquele local, ela reencontra não apenas suas lembranças, mas figuras daquele passado, em especial Kit Crawford, o herdeiro de Wharton Park.

17 fevereiro 2020

Resenha - Mulheres na luta, Marta Breen


Livro: Mulheres na luta
Autor(a): Marta Breen e Jenny Jordahl
Editora: Seguinte
Páginas: 128
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Livro cedido através da parceria com a editora

Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade. Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres — pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras —, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito — e tudo o que ainda precisamos conquistar.

Mulheres na luta, HQ escrita por Marta Breen é o retrato da difícil trajetória de mulheres a frente de seu tempo. Mulheres que não se contentavam com uma vida de submissão onde pais e maridos acreditavam que o papel da mulher na sociedade era tão somente educar homens na juventude e agradá-los na vida adulta para que fossem amadas e honradas.

Narrado de forma clara e objetiva, acompanhamos histórias de mulheres que lutaram pela igualdade de direitos e não recuaram mesmo quando precisaram sacrificar a própria vida em prol de um futuro diferente. E foi através da coragem e obstinação dessas heroínas que mulheres conquistaram o direito de voto, de trabalhar e garantir o próprio sustento, de possuir controle do próprio corpo - dando início a revolução sexual dos anos 1960, com a chegada do método contraceptivo.

14 fevereiro 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Fevereiro/ 2020)



Pistas Submersas
, Maria Adolfsson

Bem-vindo ao mundo único de Doggerland! Uma nação formada por grande extensão de terras, hoje, a maior parte submersas, das quais restaram apenas três ilhas, localizada em algum lugar entre o Reino Unido e os países nórdicos. É lá que Maria Adolfsson cria o cenário perfeito para uma história arrebatadora. Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior. Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém. Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há muito tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina



                    Os Últimos Jovens da Terra: A Marcha dos Zumbis
                                                                                Max Brallier

“Terrivelmente divertido! Uma série cheia emoções e risadas ainda maiores.” Jeff Kinney, autor do best -seller Diário de um banana Confira mais uma aventura dos 4 contra o apocalipse! Depois que o planeta é invadido por monstros e zumbis, Jack se une aos seus colegas para encarar o apocalipse, onde não faltam aventuras e diversão! Neste segundo livro da série de sucesso da Netflix, os zumbis que surgiram com o Apocalipse dos Monstros estão desaparecendo. Isso pode soar como uma coisa boa, mas Jack Sullivan e seus amigos desconfiam que a causa disso pode ser ainda pior para eles. Contando com muitas ilustrações, o livro tem sido chamado da mistura perfeita entre Diário de um banana e The walking dead.

11 fevereiro 2020

Resenha - Um Caminho para Liberdade, Jojo Moyes


Livro: Um caminho para liberdade
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas:368
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Livro cedido através da parceria com a editora

Os sonhos de Alice Wright se transformam numa estranha realidade quando ela descobre que se casar e partir rumo aos Estados Unidos não significa exatamente o que imaginava. Não demora para a inglesa perceber que a liberdade que teria ao se afastar da família e ir morar com o marido se torna, na realidade, uma prisão - grande parte por conta de um sogro incapaz de perceber as mulheres como seres pensantes e autônomos. Um caminho para a liberdade tem como cenário o Kentucky rural pós-Depressão, mas o drama vivido por Alice e outras quatro mulheres, inconformadas com o lugar de submissão que lhes é imposto, é um problema dos dias de hoje. Na história, a reação de Alice vem sob a forma de um projeto de biblioteca itinerante a cavalo, liderado por Margery, mulher abominável e rebelde do ponto de vista daqueles que defendem "a moral e os bons costumes", mas que logo se mostra uma amiga fiel e inspiradora. Ao levar entretenimento e informação aos lares mais remotos, Alice e suas companheiras logo entendem que quem mais se beneficia com esse esforço são elas mesmas. O preconceito, o racismo e o obscurantismo persistente se mostram frágeis quando confrontados com o poder do conhecimento. Mas como resistir à pressão daqueles que lutam pela manutenção dos velhos costumes e preferem permanecer nas sombras? É o que esse grupo de mulheres vai descobrir, em uma história por vezes romântica, por vezes engraçada, mas que também é a obra mais política de Jojo Moyes, como ela própria afirma em entrevista à revista intrínsecos. A mais recente obra de Moyes é, a um só tempo, tanto uma ode à literatura quanto uma viagem de autoconhecimento que emancipa aqueles que a escolhem.


Ambientada em 1937, Um caminho para a liberdade apresenta pautas importantes a serem debatidas, já que, quase um século depois, ainda se perpetuam. Em uma cidade no interior dos EUA, um grupo de mulheres se reúne para levar conhecimento e distração as pessoas. Montadas a cavalo, elas são emissárias de uma biblioteca financiada pelo governo que tem como propósito facilitar o acesso a informação, mesmo para quem vivia em áreas mais remotas.

Alice Wright saiu da Inglaterra pensando que viveria longe das amarras de uma sociedade arcaica, onde a mulher era reduzida a regras de comportamento e etiqueta, mas a liberdade ainda estava distante. Na biblioteca a cavalo, ela encontrou um propósito e também uma amiga. Margery O'Hare era vista como uma rebelde, que não zelava pelos bons costumes ou a moral. E mesmo que fosse a mulher mais exemplar do condado, o histórico de brigas protagonizados por aqueles que carregavam o mesmo sobrenome que ela, sempre a perseguiria.

O que para muitos era uma alegria, para um seleto grupo era um incomodo. Afinal, quando a população se instrui, aqueles que detém o poder são questionados ou até desafiados. É por isso que o responsável pela mina de carvão local utiliza de todos os seus contatos para tentar prejudicar o projeto. O fato da sua nora ser uma das emissárias, parece só revoltá-lo mais. Como ousas uma mulher que vive dentro da sua casa desautorizá-lo daquela maneira?

Jojo Moyes me fez sentir vivendo daquela cidade. Sua narrativa descritiva me cansou no início da leitura, e uma experiência ruim com alguns livros antigos dela, quase me fizeram desistir da leitura. Ainda bem que eu insisti, pois já é uma das melhores leituras do ano. Cheia de criticas sociais, a história dessas mulheres me deixou angustiada tamanha a identificação com a realidade de hoje.

Esse não é apenas um romance. Os diálogos são impactantes e a levezas da comédia quase não existe. Uma leitura necessária que mostra o quanto nós, mulheres, somos, fomos e sempre precisaremos ser fortes.
 

09 fevereiro 2020

Resenha - A devolvida, Donatella di Pietrantonio


Livro: A devolvida
Autor(a): Donatella di Pietrantonio
Editora: Faro Editorial
Páginas:160
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Livro cedido através da parceria com a editora

Considerado um dos grandes romances da Itália, onde vendeu mais de 250 mil exemplares, com direitos negociados para mais de 25 países, e adaptações no teatro e no cinema, a autora Donatella Di Pietrantonio traz uma história sensível e emocionante. Aos 13 anos, uma garota é levada do lar abastado onde vive para uma casa estranha e com pessoas que dizem ser seus pais e irmãos. Na pequena cidade italiana todos conhecem sua história: ela é a criança que os pais naturais, pobres e de família numerosa, “deram” a um parente que não podia ter filhos e que este a devolveu quando a menina frequentava o ensino médio, não por maldade, mas porque a vida pode ser mais complexa do que imaginamos e nos força a fazer escolhas dolorosas. Ela era a devolvida. Sentia-se como uma estrangeira na nova casa e, desde então, a palavra “mãe” travara em sua garganta. Privada até de um adeus por aqueles que sempre acreditou serem seus pais, ela se vê incrédula ao enfrentar o sofrimento de ser abandonada novamente de forma repentina. “Minha vida anterior me distinguiu, me isolou na nova família. Quando voltei, falava outra língua e não sabia mais a quem pertencia”. Forçada a crescer para reintegrar-se ao seu núcleo original, ela vive uma sensação de subtração, de gente esvaziada de significado, e nos ensina em meio à dor como encontrar sentido quando tudo parece desmoronar.


Anos se passaram desde que ela foi tirada do único lar que conhecia. A casa em frente a praia, os pais amorosos e a melhor amiga foram tomados da protagonista quando ela tinha treze anos. Sem muitas explicações, o homem que lhe criou a levou até uma casa modesta em uma cidadezinha onde ela era conhecida como A Devolvida. Lá, estranhos que diziam ser seus pais - biológicos - e irmãos a receberam sem qualquer amorosidade. Porque havia retornado? Era mais uma pessoa com quem dividir as tarefas domésticas, mas também outra boca a ser alimentada.

A esperança de que a mulher a quem sempre chamou de mãe se recuperasse - do que quer que a tivesse deixado adoentada - e voltasse para lhe buscar, insistia em não morrer. Mesmo quando a única resposta as cartas que enviava eram bens materiais ou de consumo, mas nunca explicações.

O amadurecimento veio com as obrigações de quem precisou endurecer o coração para não sucumbir a realidade, mas as lembranças daquela período ainda perpetuaram nela o sentimento de não pertencimento.


A devolvida foi um dos livros mais controversos que li. O drama da narradora, que só agora percebi nunca ter revelado seu nome, mexe com o leitor. Mais do que uma menina de origem pobre que foi criada por parentes - sem entrar no mérito sobre como chegaram a essa situação -, ela conta a realidade de tantas famílias que vive em extrema pobreza. Nada justifica a indiferença ou desafeto daqueles que deveriam lhe amar incondicionalmente, mas quem somos nós para julgar uma situação conhecendo as claras apenas um dos lados da história?

O que Donatella di Pietrantonio me ensinou com sua história, é a fragilidade da moral humana. Nós somos falhos e egoístas, agindo certo até que não seja mais conveniente. A narrativa fluiu com muita facilidade, mas queria um pouco mais de profundidade na abordagem dos assuntos. E principalmente, queria saber como a protagonista seguiu sua vida...

de conhecer a vida atual da protagonista.
que a história tivesse se aprofundado um pouco mais na vida da protagonista, dizendo como a vida dela havia seguido. 

05 fevereiro 2020

Resenha - As três partes de Grace, Robin Benway


Livro: As três partes de Grace
Autor(a): Robin Benway
Editora: Galera Record
Páginas: 322
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Livro cedido através da parceria com a editora

Grace acabou de ter uma filha. E a entregou para adoção. Não foi uma decisão fácil, já que a própria Grace é adotada. Como escolher uma família para sua bebê? Como ter certeza de que ela terá bons pais? Era de esperar que tudo isso fosse emoção suficiente na vida de uma adolescente, mas ela também acabou de descobrir que tem dois irmãos. Maya é a única integrante de cabelos escuros naquela família de ruivos. As fotos pela casa mostram como ela é diferente de seus pais e de sua irmã Lauren, filha biológica do casal. Quando a família começa a passar por problemas e tudo parece prestes a desmoronar, Maya não consegue parar de se perguntar se aquele é o seu lugar. Quem é sua família biológica? Onde está seu lar? Joaquin é o irmão mais velho. Ele nunca foi adotado. Chegou muito perto por muitas vezes, mas algo sempre acabava dando errado. Agora ele vive com uma boa família acolhedora, cheia de amor e vontade de adotá-lo, mas o garoto, prestes a completar dezoito anos, não sabe se deve mesmo acreditar que o destino está lhe dando chances de ser filho de alguém. Criar laços afetivos não é fácil quando se passou a vida inteira sendo abandonado. Mas talvez suas irmãs possam lhe ajudar a vencer essa barreira. Em vista por amor familiar, companheirismo e, no fim das contas, por não se sentir sozinho no mundo, Grace, Maya e Joaquin vão contar uns com os outros na procura pela mãe biológica. E por si próprios.


Grace sempre soube que tinha sido adotada, mas nunca teve interesse em conhecer a mãe biológica, até que, grávida aos 16 anos, vê parte de sua própria história se repetir. Enfrentar o preconceito da gravidez na adolescência e o abandono do namorado foi “fácil”, mas entregar a filha para a família adotiva despertou sentimentos dolorosos que a consomem dia após dia. Para diminuir essa dor, ela sabe que precisará enfrentar a história de sua adoção, só não imaginava que no processo encontraria Maya e Joaquim, seus irmãos biológicos.⠀
Assim como a irmã, Maya também foi adotada ainda bebê. E apesar de ter crescido amada e cuidada pelos pais adotivos, ela se sente destacada. Os próprios quadros na parede da casa gritam isso: a única morena em uma família de ruivos, o que naturalmente evidencia sua adoção e a coloca constantemente em uma postura defensiva. Mas é quando o casamento dos pais começa a ruir que Maya questiona seu papel e importância nessa família.

Diferente das irmãs, Joaquim não teve a sorte de conhecer o significado de “lar”. Prestes a completar 18 anos, o rapaz que coleciona frustrações em lares adotivos ainda permanece no sistema de acolhimento. Sua esperança de compreender o conceito de família se esvaiu faz anos, até que, o destino coloca suas irmãs biológicas em seu caminho.

As três partes de Grace é um livro envolvente que aborda temas delicados como família, adoção e preconceito. A autora optou pela narrativa alternada dando voz a Joaquim, Maya e Grace, o que nos permite conhecer as camadas mais profundas de cada personagem e visualizar cada rachadura, medo e insegurança. Talvez por possuir uma base de apoio familiar sólida desde a infância, Maya e Grace tenham mais facilidade em se comunicar e expressar suas necessidades. No entanto, é Joaquim e sua dificuldade em se permitir ser amado que destroça nosso coração.

Emocionante e doloroso, As três parte de Grace fala sobre perda, cura e aceitação. Mostra que é importante conhecermos nosso passado, mas não esquecermos de olhar para o futuro. Afinal são nossas atitudes e escolhas que nos definirão.


31 janeiro 2020

Resenha - Sem coração, Marissa Meyer


Livro: Sem coração
Autor(a): Marissa Meyer
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 416
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Um dos principais nomes no concorrido segmento de literatura jovem atual, Marissa Meyer recria o passado da famosa Rainha de Copas, personagem do clássico Alice no País das Maravilhas, no aguardado lançamento Sem coração. Conhecida pela série Crônicas Lunares, na qual reconta tradicionais contos de fadas como Cinderela e Branca de Neve com uma abordagem futurista e inusitada, Marissa Meyer alcançou o topo da lista dos mais vendidos do The New York Times com Sem coração, e a preferência dos leitores com suas tramas de ritmo ágil e final surpreendente. Com uma narrativa cinematográfica, Meyer oferece uma visão do País das Maravilhas diferente de qualquer outra já imaginada até aqui ao contar a história de Catherine, garota cheia de personalidade que sonhava ser uma confeiteira famosa e só queria viver seu primeiro amor, mas que diante dos golpes do destino acabou se tornando a temida Rainha de Copas. Contos de fadas revisitados. Catherine era uma das garotas mais desejadas do País das Maravilhas e a favorita do ainda solteiro Rei de Copas, mas seus interesses eram outros. Por seu talento na cozinha, ela só queria abrir uma confeitaria em sociedade com sua melhor amiga e oferecer ao Reino de Copas os mais deliciosos doces e bolos. Porém, de acordo com sua mãe, era uma ideia inaceitável para a jovem que poderia ser a próxima rainha. Em um baile real em que o rei pretende pedi-la em casamento, Cath conhece Jest, o belo e misterioso bobo da corte. Pela primeira vez, sente a força da pura atração. Mesmo correndo risco de ofender o rei e contrariar os pais, ela e Jest iniciam um relacionamento intenso e secreto. Cath está determinada a escolher o próprio destino e se apaixonar nos seus próprios termos. Mas em uma terra repleta de magia, loucura e monstros, o destino tem outros planos... A aclamada autora das Crônicas Lunares oferece uma visão do País das Maravilhas diferente de qualquer outra já vista e conta a história de uma garota que viria a ser um dia a famosa Rainha de Copas.

Lady Catherine nasceu na nobreza e apesar futuro grandioso que lhe aguardara, a jovem tinha sonhos inusitados, e casar não era um deles. Apaixonada por cozinhar e preparar doces, Cath sonhava em ter seu próprio negócio no Reino de Copas. Ela queria abrir uma confeitaria com a melhor amiga. Contudo, seu destino já estava traçado.

Seus pais aguardavam ansiosos uma proposta de casamento do próprio Rei de Copas, que a cada dia se mostrava mais encantado por ela e seus dotes culinários. Tornar-se Rainha seria motivo de orgulho para sua família. Mas para Cath, casar com alguém que não amava era um grande pesadelo.

As coisas mudam quando em um dos bailes oferecidos pelo Rei, Cath conhece o misterioso Jest, o novo bobo da corte. Ela não planejava entregar seu coração, mas o Coringa do Rei parecia exercer um feitiço poderoso sobre ela, que aos poucos se vê dividida entre o amor, seus sonhos e os desejos de sua família.

Sem coração é uma releituta da história da Rainha de Copas, que nessa obra conhecemos como uma garota bondosa e sonhadora que a todo tempo anula seus próprios sonhos para agradar os outros. Decisão que destruiu sua essência e a transformou na vilã que hoje conhecemos hoje.

Não foi uma leitura que me ganhou desde o início. Demorei a me conectar com a personagem e talvez sua falta de determinação em muitos momentos tenha sido um fator crucial. No entanto, não posso negar que Cath tenha sofrido mais do que poderia suportar, em alguns momentos por covardia, mas em muitos outros enquanto tentando abraçar o mundo sozinha.

Em suma, essa é a história de um romance impossível, de sonhos destruídos e de um coração dolorosamente partido.

28 janeiro 2020

Lançamentos da Faro Editorial (Janeiro/ 2020)



Invisível, Tarry Fisher

Margô mora em uma casa caindo aos pedaços, num bairro abandonado, com sua mãe que a ignora há dois anos. Ela se sente invisível, até que a amizade com Judah, seu vizinho cadeirante, muda suas perspectivas e a desperta. Quando uma criança de sete anos desaparece em seu bairro, Margô resolve investigar o caso com a ajuda de Judah e o que ela descobre a transforma por completo. Agora, determinada a encontrar o mal, caçar todos os molestadores de crianças, torna-se a razão de sua vida. Com o risco de perder tudo, inclusive sua própria alma, Margô embarca num caminho sem volta... E o que isso diz a ela sobre si mesma? Por que decidiu fazer justiça? O que a tornou tão invisível?




                        Como se preparar para uma economia liberal,
                                                                    Lawrence W. Reed


Neste livro você vai constatar que caráter é o que faz toda a diferença no mundo. Se você está decidido a pautar todas as suas ações pelo bom caráter e está na posição de influenciar os outros pelo seu exemplo, você valoriza a liberdade, e entende que o bom caráter é ingrediente indispensável para uma sociedade livre... É o que nos conduz para um mercado liberal, sem uma série de burocracias e regras que cerceam direitos e tornam onerosos e arriscados todos os processos. Lawrence Reed discorre sobre a mentalidade liberal, mostrando o trio de elementos centrais de uma sociedade livre: Caráter, Liberdade e Empreendedorismo. O caráter vem em primeiro lugar e é ele quem torna a liberdade possível, seguido do empreendedorismo: um dos chamados mais elevados e nobres de um adulto responsável, que cria valor, emprega pessoas e resolve problemas. Em tempos de notícias desanimadoras sobre corrupção e toda a sorte de crimes financeiros, torna-se difícil pensar que um bom caráter possa vencer. Mas basta olhar ao redor, para notar que tanto no passado quanto no presente, sempre foi o bom caráter que reestabeleceu e estruturou o que temos de melhor em nossas sociedades.

25 janeiro 2020

Resenha - Volte para mim, Paola Aleksandra


Livro: Volte para mim
Autor(a): Paola Aleksandra
Editora: Essência
Páginas: 304
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Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a jovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás. Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.


Liberdade, em nenhuma de suas aplicações, não é um conceito atribuído as mulheres no século XIX. Brianna Hamilton se considerava com sorte, pois seus pais não eram rígidos, lhe dando um pequeno direito de escolha até aquele momento de sua vida. Ela é a herdeira do ducato, em algum momento após seu debut precisará encontrar um marido adequado. Porém, aos dezesseis anos, ela só deseja conhecer a Escócia, local de tantas aventuras narradas por sua mãe. ⠀

Uma decepção gera combustível para que ela fuja de encontro aos seus sonhos. Foram onze anos morando com seu avô, conhecendo aquelas terras, mas sem nunca esquecer dos que deixou para trás. Muitas de suas cartas nunca tiveram resposta e se não fosse por Mary – sua antiga ama e a quem considera uma amiga – lhe informar o estado frágil de sua mãe, Brianna talvez nunca tivesse retornado.

Não é fácil ver a mágoa no olhar daqueles que ama, especialmente em Desmond. As promessas não foram suficientes para seu melhor amigo e primeiro amor, que parece nutrir por ela algo ainda mais doloroso. Se readaptar ao local que sempre chamou de lar é um desafio que, assim como tantos outros, Brianna enfrentara com muita garra e determinação.

Volte para mim é tudo o que esperamos de um bom romance de época. Cenários que nos transportam para outro lugar, diálogos leves e engraçados, personagens bem desenvolvidos e emoção transbordando de cada capítulo. A autora sempre teve o dom de me encantar com palavras e por sua paixão aos romances de época, eu não esperava que seu livro de estreia fosse menos do que incrível. Ainda assim, fui surpreendida.

A história tem uma mensagem sobre recomeços que é muito forte, talvez por sua origem vir de um questionamento familiar. Então, mais do que fazer o leitor suspirar com o romance, Paola Aleksandra nos leva a uma reflexão interna sobre nossos sonhos e até onde iríamos por aquilo que é importante para nós.

Terminei o livro emocionada e já anseio por ter em mãos o último lançamento da autora. Livre para Recomeçar irá se passa no Rio de Janeiro, no século XIX. É ou não é para jogar as expectativas lá em cima?

22 janeiro 2020

Resenha - Amor sob encomenda, Carina Rissi


Livro: Amor sob encomenda
Autor(a): Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 546
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Livro cedido através da parceria com a editora

Melissa Gouvêa está totalmente focada na profissão. Responsável pela situação financeira da família, incluindo o caro tratamento médico da mãe, a determinada assistente sonha em se tornar a produtora de eventos da Allure. Como se casar não faz parte de seus planos no momento, ela se assusta ao saber que o namorado foi visto comprando um anel de noivado. Mas Mel não devia ter se preocupado tanto, já que o anel não era para ela e, pior ainda, a Allure foi contratada para o cerimonial do canalha. Mesmo assim, Melissa aceita o maior desafio de todos: produzir o casamento do ex. A bagunça em sua vida aumenta quando ela se vê dividindo o apartamento com o cara mais irritante, cínico, atrevido - e muito lindo, infelizmente - que conhece. Melissa devia se concentrar em manter o que resta de seu coração a salvo e sobreviver ao casamento do ex. O problema é que o novo colega de apartamento confunde sua razão e seus batimentos cardíacos, despertando desejos avassaladores até então desconhecidos. Tarde demais, Mel se dá conta de que seu coração nunca correu tanto perigo. Amor sob encomenda vem cheio de humor, amor e emoção e apresenta uma história que nos fará refletir a respeito do que realmente é importante na vida.


Trabalhar com eventos é tudo que Melissa Gouveia sabe fazer. Quando uma das sócias da Allure saiu levando metade dos clientes da agência, Mel acumulou a função de produtora. Mais trabalho, zero reconhecimento. Para tal, ela precisa conquistar o cliente certo: contrato milionário, carta branca e exposição nacional.

Ao contrário do que se possa imaginar, Mel não acredita em casamento e entra em pânico quando seu namorado é visto comprando um anel de noivado. Felizmente (ou não) o diamante não era para ela. Depois dessa revelação, sua vida pessoal e profissional se tornou digna de um filme de terror.

Para piorar, ela ainda precisa aceitar que dividir o apartamento com Nicholas Cassani é uma ideia razoável. O charmoso e irritante padrinho que chegou bêbado a um ensaio de casamento. Ele é muito bom em programação de computadores, e também em fazer seu cérebro virar gelatina quando está perto dele.

O garanhão que se apaixona verdadeiramente e a produtora de casamentos que nunca havia se apaixonado. Diz se não tem tudo para dar certo?! Amor sob encomenda é clichê, previsível e apaixonante. Se tornou meu livro favorito da autora! Minha paixão por casamentos talvez tenha influenciado nessa preferência, mas Nicolas é aquele mocinho que não nos deixa outra opção, se não amá-lo.

A intensidade do amor descrito pela Carina Rissi, aquece o coração, deixando bobo o leitor que já se deparou com esses sintomas, ou nos fazendo desejar por isso. É lindo, mas não estamos limitados ao romance. As tramas individuais são focadas na família e elevam o grau de emoção da história.

Sendo sincera, o que me fez surtar mesmo, foi o enorme Cross Over com outras histórias da autora. Mel é a cerimonialista de Alice e Max, Nicolas é primo de Marcus e Max e eles irão morar no antigo apartamento de Dante e Luna. Essas ligações não são as únicas, mas é o que posso comentar sem dar spoiler dos livros anteriores.

Li vorazmente, e bateu apela pontada de tristeza no final. Acredito que seja o fim de um ciclo de personagens, mas já estou ansiosa por mais histórias.


19 janeiro 2020

Resenha - Rede de Sussurros, Chandler Baker


Livro: Rede de Sussurros
Autor(a): Chandler Baker
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Adquira: Amazon
Livro cedido através da parceria com a editora

Há anos, Sloane, Ardie e Gracie trabalham juntas em uma empresa de roupas esportivas. As três sempre se ajudaram, passando por promoções empolgantes, reuniões intermináveis, casamento, maternidade, divórcio e os desafios impostos pela política no escritório. Elas também têm seus segredos e cada uma fez algo de que se arrepende. Com a morte repentina do presidente da empresa, tudo indica que Ames, o chefe delas, será alçado à liderança da companhia. Ames é um homem complicado, que as três conhecem há muito tempo e que sempre esteve cercado por sussurros a respeito do tratamento que dispensa às subordinadas. Esses sussurros vinham sendo ignorados, varridos para debaixo do tapete e acobertados por aqueles que estão no poder. Depois de descobrirem que Ames adotou uma conduta inaceitável em relação a uma nova funcionária, elas decidem falar. E essa decisão provoca uma mudança catastrófica no escritório. Mentiras serão reveladas. Segredos serão expostos. E nem todo mundo sobreviverá. Suas vidas — como mulheres, colegas, mães, esposas, amigas e até adversárias — estão prestes a mudar drasticamente.

Uma rede de apoio, criada por mulheres e passada secretamente entre elas, com intuito de alertar sobre condutas impróprias e evitar que uma delas se torne a próxima vítima; e não é só isso. Sussurramos por ai aquilo que ouvimos, geração após geração. Como devemos nos comportar, quais atitude devemos ignorar, os exemplos que devemos seguir... Ignoramos por décadas as humilhações sofridas, com medo da retaliação. Porque uma mulher tem que aceitar em silêncio a ruína da sua vida, mas o homem que a arruinou, jamais aceitará a humilhação que seus próprios atos lhe infringem. Só que não mais.

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