19 janeiro 2017

Nos Cinemas - La La Land: Cantando Estações









Filme: La La Land: Cantando Estações
Diretor(a): Damien Chazelle
Distribuidora: Paris Filmes
Duração: 2h08mim
Lançamento: 19 de janeiro de 2017
Classificação: Livre
Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.


Mia é uma aspirante a atriz, que trabalha como barista no estúdio da Warner Bros. Ser atriz é um sonho de criança e talento para alcançar o sucesso ela tem, mas apesar de participar de vários testes, ela ainda não conseguiu seu espaço. Sebastian é um habilidoso pianista, amante do Jazz e de sua história, que está disposto a tudo para não deixar que o gênero musical caia no esquecimento. Seu sonho é abrir um clube que reviva os tempos de gloria da música, levando outras pessoas a valorizá-la tanto quando ele.

Seus caminhos se cruzam em diversos momentos, nem sempre de maneira amistosa, até que tenham a oportunidade de se conhecer de verdade. A partir desse inverno, acompanhamos o casal ao longo de outras estações do ano. Juntos eles vão em busca de seus sonhos e vão constatar, mais uma vez, o quão difícil pode ser uma vida sonhadora em Hollywood.


Sempre disse que adoro musicais, mas com La La Land descobri que nunca havia assistido a um de verdade. E não, as animações da Disney não contam. Por conta disso, acabei revirando os olhos em um ou dois momentos onde achei a música desnecessária e/ou a coreografia exagerada. Um exemplo disso é música de abertura. O filme começa em um engarrafamento, onde todos saem de seus carros para cantar e dançar por entre os carros. Foram os minutos mais aterrorizantes da minha vida e me fizeram questionar o que eu estava fazendo naquele cinema. A cena tem uma metáfora legal em relação aos artistas que estão a caminho de Hollywood para realizar seus sonhos e tal, mas se você não tiver uma sensibilidade ímpar pra sétima arte, você não vai assimilar isso. Eu mesma só consegui enxergar assim depois de ouvir de outra pessoa.

O impacto negativo que tive foi por não estar preparada para o que eu ia encontrar. Não se pode esperar que um musical seja um filme realista, afinal de contas, em qual realidade as pessoas saem cantando ao invés de conversar? Só que vai além disso, porque os personagens não precisam necessariamente estar conversando para engatar em uma música. Coreografias surgem quando menos se espera e é para essa mundo paralelo que você precisa estar preparado. Um mundo de sonhos, onde as pessoas saem dançando pelas ruas sem nenhum aviso. Um mundo bem Hollywood, na minha visão.


O mais legal foi, que depois de me recuperar da primeira cena, eu curti muito o filme. A história é uma típica comédia romântica, os atores foram ótimos (eles não foram premiados a toa né) e os cenários são deslumbrantes. A primeira vista, a caracterização deixa a sensação de que a história é narrada em alguma década passada, mas acho que foi uma homenagem ao tempo de áurea dos musicais, já que vários elementos mostram que ela é bem atual.

O primeiro destaque do filme é a música. City of Stars não sai da minha cabeça e não tem sido raros os momentos em que me pego cantarolando. Vale a pena conferir essa trilha sonora. O segundo são as cores. Elas são usadas em abundância e sempre muito vibrantes. Eu não entendo de cinema para conseguir explicar o porque elas me marcaram tanto, mas é fato que elas influenciaram muito na forma como percebi o filme.

O final é lindo e triste ao mesmo tempo. A possibilidade de ver os diferentes rumos que suas vidas poderiam ter tomado, deu um up para a trama, que é bem simples. Esse recurso que confunde a cabeça do espectador, sobre qual o real desfecho da história, não é um recurso novo, mas eu amo quando o utilizam. Acho que, depois da cena do sapateado (aquela no alto da colina que ilustra todo o material promocional), esse foi o meu momento preferido do filme.


Quando você se sentar para assistir La La Land, lembre-se que sonho é a palavra de ordem do filme. Tenha consciência disso e irá desfrutar de um filme fantástico em muitos sentidos.

2 comentários

  1. Eu sempre fui muito avessa a musicais. Por esse fator que você mesma citou..Povo cantando pelas ruas, dançando..rs é tudo muito engraçado, se a gente for parar para analisar.
    Mas em contrapartida, cores e beleza de cenário me encantam em musicais e pelo que li acima e em outras críticas que já acabei passando, esse filme é bem rico nestes quesitos.
    Acabarei vendo assim que for possível!
    Beijo

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  2. Olá!
    Não gosto muito de assistir a musicais, pelo menos esses atuais, os antigos são bem melhores. Mas vale pela fotografia, cenário e canções.
    Se tiver oportunidade, vou conferir.
    Obrigada pela dica e por sua crítica.
    Beijos.

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